sexta-feira, setembro 06, 2019

Salles desiste de nomear madeireiro para o Ibama A nomeação dele para o cargo havia sido publicada na quarta-feira 4. Bezerra é dono da fazenda Arapari, localizada na rodovia Transamazônica. Conforme os registros, a principal atividade econômica da fazenda é “extração de madeira em florestas plantadas”.


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A nomeação dele para o cargo havia sido publicada na quarta-feira 4. Bezerra é dono da fazenda Arapari, localizada na rodovia Transamazônica. Conforme os registros, a principal atividade econômica da fazenda é “extração de madeira em florestas plantadas”.

PF faz operação em três estados contra fraudes nos Correios Operação Postal Off tenta desarticular quadrilha que agia na instituição e levou a prejuízo de R$ 13 milhões com postagens ilícitas. Cento e dez agentes cumprem mandados de busca e apreensão e de prisão nos estados de Minas, São Paulo e no Rio.


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Operação Postal Off tenta desarticular quadrilha que agia na instituição e levou a prejuízo de R$ 13 milhões com postagens ilícitas. Cento e dez agentes cumprem mandados de busca e apreensão e de prisão nos estados de Minas, São Paulo e no Rio.

Bolsonaro te enganou e te saqueou: tua vida jamais será como você sonhava – o ‘mito’ lesa-pátria aniquila a soberania do Brasil e dá continuidade ao Golpe 2016, segundo o ‘pai do pré-sal’ “O povo brasileiro está sendo saqueado”, alerta o “Pai do Pré-Sal” – Guilherme Estrella, geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás entre os anos de 20…


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“O povo brasileiro está sendo saqueado”, alerta o “Pai do Pré-Sal” – Guilherme Estrella, geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás entre os anos de 20…

O casamento por conveniência de Bolsonaro e Lava Jato: combate à corrupção era fachada O antipetismo selou a união entre o presidente e Lava Jato. Agora que o objetivo foi alcançado, o romance acabou.


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Congresso articula derrubada de vetos à lei que pune abuso de autoridade Os vetos de Jair Bolsonaro à lei que pune o abuso de autoridade, sancionado pelo presidente da República nesta quinta-feira (5) desagradaram o Congresso, que se articula pela derrubada global deles. Para o Legislativo, a amplitude do gesto do presidente, que, no total, removeu 36 pontos de 19 arti...


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Os vetos de Jair Bolsonaro à lei que pune o abuso de autoridade, sancionado pelo presidente da República nesta quinta-feira (5) desagradaram o Congresso, que se articula pela derrubada global deles. Para o Legislativo, a amplitude do gesto do presidente, que, no total, removeu 36 pontos de 19 arti...

Em meio a cortes no orçamento, Bolsonaro deve gastar R$ 6 milhões por ano com jardinagem


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A abertura de edital para contratação milionária de serviços de jardinagem vem no mesmo período em que o governo de Bolsonaro anuncia novos cortes nos recursos destinados a diversos programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Fies

Vereador lança aplicativo para receber e apurar denúncias em Salvador

Quinta, 05 de Setembro de 2019 - 12:20


Vereador lança aplicativo para receber e apurar denúncias em Salvador
Foto: Divulgação
O presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, vereador de Salvador Hélio Ferreira, vai lançar nesta quinta-feira (5), no Centro de Cultura da Câmara, um aplicativo de denúncias na capital baiana.

Liberada recentemente na plataforma de teste, a ferramenta já acumula 20 denúncias em um dia. Por enquanto, o aplicativo só está disponível no Google Play Store. A ideia é repassar para o órgão competente e cobrar a solução. O aplicativo funciona pelo WhatsApp e pode receber denúncias sobre qualquer situação irregular na cidade.

O número do “Fiscalize Salvador” é o (71) 99992-7658, que possui atendimento automático. O edil implementou um sistema vinculado ao WhatsApp, que quando recebe a denúncia já grava no banco de dados automaticamente e gera um ofício. A equipe distribui e cobra nos órgãos. Consequentemente o usuário recebe um feedback.

Bahia Notícias

Conselheiro do CNJ impede TJ-BA de desativar comarca de Maragogipe


por Cláudia Cardozo
Conselheiro do CNJ impede TJ-BA de desativar comarca de Maragogipe
Foto: Divulgação
O conselheiro André Godinho, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), suspendeu a desativação da comarca de Maragogipe, no recôncavo baiano. A causa foi patrocinada pelo  escritório Ismerim Advogados Associados. O município ingressou com um procedimento de controle administrativo contra a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em desativar a comarca. Na petição, a procuradoria afirma que, nos últimos cinco anos, o TJ-BA desativou mais de 100 comarcas em um estado com a dimensão territorial da Bahia.

A petição ainda sustenta que o TJ utilizou como critério para desativação a baixa movimentação processual e os custos para manutenção da unidade judicial, mas alerta que a Corte deixou de observar “peculiaridades de cada município afetado”. Destaca que a Lei de Organização do Judiciário (LOJ) prevê a necessidade de Lei para extinção de comarcas, observando a extensão territorial, o número de habitantes e de eleitores, a receita tributária, o movimento forense e os benefícios de ordem funcional da unidade judiciária. O pedido afirma que a manutenção da comarca de Maragogipe “não acarretará impacto orçamentário nas contas do TJ-BA, pois, além de existir uma estrutura mínima em funcionamento, a Prefeitura compromete-se a disponibilizar imóvel e servidores, bem como garantir a segurança”. Diz que a suposta baixa movimentação processual nos últimos anos no local é por conta da comarca não ter juiz titular desde abril de 2017, “o que justifica a desmotivação da população em buscar tutela jurisdicional para resolver seus conflitos”.

Além dos argumentos apresentados, aponta que a comarca agregadora de Cachoeira não detém o mesmo potencial da cidade de Maragogipe, “tendo em vista critérios lógicos como extensão territorial, número de habitantes, colégio eleitoral e receita tributária”. Assim, defende que o TJ não observou critérios mínimos para desativação, uma vez que a comarca de Muritiba será mantida, estando a 6,9 KM de Cachoeira, com dados estatísticos piores do que a comarca de Maragogipe. A procuradoria aponta que a Resolução 13/2019, do TJ-BA, é inconstitucional, por não observar “preceitos do devido processo legal e da duração razoável do processo” e que há risco na desativação que deve ocorrer até o fim do mês de setembro. Além da liminar da suspensão da desativação, o município requereu que o TJ seja impedido de “promover qualquer espécie de ato que tenha por escopo promover a desinstalação das comarcas”, não observando a Resolução 219 do CNJ.

Em sua defesa preliminar, o TJ informou que o tema se refere a sua autonomia administrativa, organizacional e financeira, nos termos dos artigos 96 e 99 da Constituição Federal. Destacou que já houve decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) mantendo a desativação das comarcas. Ainda lembrou que há uma ação na Justiça Federal contra a desativação das comarcas que ainda aguarda decisão. Ainda disse que o autor da ação confunde “a extinção e a desativação de comarcas, uma vez que a desativação das atividades jurisdicionais em determinadas comarcas não implica a sua extinção, sendo possível ao Tribunal, envasado em novos estudos, se for o caso, modificar o seu posicionamento, sem a necessidade de autorização legislativa para tal fim”. Por fim, afirmou que realizou estudos prévios para decidir pela desativação. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) se manifestou como parte interessada no julgamento e pediu que a ação fosse julgada procedente.

Na liminar, o conselheiro afirmou que não há como falar em “coisa julgada” pelas decisões do STF e do próprio CNJ sobre o caso, “porquanto o ato impugnado sequer existia no julgamento dos precedentes citados”. André Godinho afirma que “não faz sentido o TJ-BA justificar a desativação da Comarca por um ato de sua responsabilidade, pois, caso tivesse provido o cargo de juiz titular, o número da distribuição poderia ter subido em vez de diminuído”. Destacou que o TJ deixou de observar pontos importantes como a construção do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, investimento de R$ 2,7 bilhões, fato que deve aumentar consideravelmente a distribuição de processos na comarca. Para o conselheiro, a suspensão da desativação é necessária para evitar danos com a remessa dos processos de Maragogipe para Cachoeira.

Godinho ainda lembra a decisão liminar do CNJ que suspendeu o provimento das novas vagas de desembargadores no TJ por afronta a Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição. “Vê-se que, mesmo sem atender às demandas do primeiro grau, a Corte pretende desativar comarcas e, simultaneamente, criar novos cargos para o segundo grau, em aparente descompasso com a política judiciária de priorização do primeiro grau definida por este Conselho”, declarou. Segundo o conselheiro, há elementos suficientes para determinar a suspensão da desativação da comarca de Maragogipe. A liminar ainda poderá ser referendada na próxima sessão plenária do CNJ.

Bahia Notícias

Aras terá que enfrentar mensagens da Lava Jato e inquérito das fake news como PGR


por Reynaldo Turollo Jr | Folhapress
Aras terá que enfrentar mensagens da Lava Jato e inquérito das fake news como PGR
Foto: Divulgação
Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (5) e ainda sujeito a aprovação do Senado, Augusto Aras ficará no cargo de novo procurador-geral da República até setembro de 2021 e deve enfrentar uma série de desafios no Supremo Tribunal Federal (STF), tribunal no qual atuará.

Um deles é o inquérito das fake news instaurado em março por Dias Toffoli, presidente do Supremo. O objeto da investigação não é totalmente conhecido -pois o caso está em sigilo e nem a PGR teve acesso- e há a possibilidade de que venha a atingir membros do Ministério Público Federal (MPF).

As mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato, divulgadas pelo site The Intercept Brasil e outros veículos também devem elevar a pressão sobre o novo PGR. Ministros do Supremo já cobram, aberta ou reservadamente, providências da chefia da instituição sobre os procuradores de Curitiba, especialmente Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato.

Ministros do Supremo já cobram, aberta ou reservadamente, providências da chefia da instituição sobre os procuradores de Curitiba, especialmente Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato.

Outras questões polêmicas devem ser apreciadas nos próximos meses no Supremo, como o fundo bilionário que a Lava Jato queria criar —e que foi suspenso por Alexandre de Moraes— e a rescisão do acordo de delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS.

A atuação no Supremo costuma testar a aproximação entre a PGR e o Planalto.

Decretos e projetos de lei de interesse do governo vão com frequência para o tribunal, o que deve acontecer, por exemplo, com eventuais normas que flexibilizem porte e posse de armas, promessa de campanha de Bolsonaro.

Direitos fundamentais e as questões ambiental e indígena estão na pauta de julgamentos da corte na segunda metade deste semestre, quando o novo procurador-geral já tiver assumido.

A postura do chefe do Ministério Público Federal nesses casos poderá indicar se ele vai evitar ou não conflitos com o governo.

A investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente da República, será outro teste. O Supremo deve discutir em novembro a decisão de Toffoli que suspendeu, temporariamente, o inquérito sobre Flávio no Ministério Público do Rio de Janeiro.

O novo procurador-geral da República também terá o desafio de conter a insatisfação da categoria e da equipe da Lava Jato.

Aras já vinha sendo alvo de críticas de colegas ao disputar a indicação por fora da lista tríplice feita a partir de eleição da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

A própria equipe da Lava Jato em Curitiba vinha defendendo a escolha de um nome da lista tríplice pelo presidente Jair Bolsonaro.

Os procuradores ligados à operação acumularam uma série de insatisfações com a atual PGR, Raquel Dodge, nos últimos meses.

Nesta semana, em protesto contra Dodge, a equipe de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República fez um pedido de demissão coletiva citando "grave incompatibilidade de entendimento" com uma manifestação do órgão enviada ao STF.

Seis procuradores integrantes da equipe fizeram um comunicado em que avisam seus colegas a respeito do desligamento —Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira.

Uma das razões da insatisfação do grupo da Lava Jato com a PGR se refere ao acordo de delação premiada do ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro, assinado em dezembro de 2018 e que ainda não havia sido enviado ao Supremo para ser homologado.

A homologação é necessária para que os relatos de supostos crimes possam robustecer inquéritos e processos em andamento e possibilitem a abertura de novas investigações.

No primeiro semestre, Dodge chegou a censurar publicamente a ideia da Lava Jato de Curitiba de criar uma fundação com parte dos R$ 2,5 bilhões recuperados da Petrobras. Ela foi ao Supremo pedir a suspensão do acordo.

O MPF foi acusado de extrapolar suas prerrogativas e de se valer de subterfúgios para receber recursos que não estavam previstos no orçamento.

Bahia Notícias

Mudanças na Lei Antidrogas vêm com desafios estruturais para União, Estados e municípios


por Jade Coelho
Mudanças na Lei Antidrogas vêm com desafios estruturais para União, Estados e municípios
Foto: Reprodução/Annabaa.Org
União, Estados e municípios vão enfrentar desafios e terão que criar estruturas para colocar em prática a alteração da Lei Antidrogas (11.343/06), sancionada pelo presidente da República Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (4), e que passou a prever a internação involuntária de dependentes químicos, o acolhimento de usuários de drogas em comunidades terapêuticas e o uso de bens apreendidos do tráfico, como veículos e aviões. A nova lei foi sancionada com 27 vetos, que serão analisados pelo Congresso Nacional.

Mas segundo a presidente da Associação de Psiquiatria da Bahia, Miriam Elza Gorender, é comum a dependência química estar relacionada com doenças mentais, e para que o tratamento seja eficaz deve ser feito em conjunto. “Com muita frequência a dependência química vem associada a outras doenças mentais, e se não forem tratadas juntas o índice de sucesso do tratamento cai muito”, explicou a psiquiatra.

No entanto, a especialista apontou a deficiência dos municípios e estados brasileiros de locais adequados para esse tipo de tratamento como um dos grandes desafios de fazer funcionar efetivamente a Lei Antidrogas. “O grande problema é que nós não temos no país inteiro locais adequados para esse tratamento, então a própria possiblidade de internação vai ficar na dependência da criação de locais, clínicas apropriadas para o tratamento digno dessas pessoas”, analisou Miriam Gorender.

Na Bahia, com a aprovação do Plano de Desinstitucionalização, que visa substituir o modelo de atenção hospitalocêntrico por uma rede de serviços inseridos na comunidade, o governo do estado se prepara para fechar seus hospitais psiquiátricos (entenda melhor aqui). 

A alteração da Lei prevê que todas as internações e altas deverão ser informadas ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a outros órgãos de fiscalização do Sisnad em 72 horas. O texto também estabelece que, independentemente do tipo de internação, deverá ser montado um Plano Individual de Atendimento (PIA), elaborado com a participação dos familiares.

Neste sentido a psiquiatra explicou que a notificação ao MP é uma exigência que já existe nas internações involuntárias de pacientes psiquiátricos, e visa coibir quaisquer situações de abuso. Mas Miriam também destaca que em nenhuma outra especialidade existe a necessidade de informar internações involuntárias, e atribui o fato ao preconceito sofrido pela psiquiatria. “Quando uma pessoa chega inconsciente em um hospital e é levada para a UTI ninguém notifica, que eu saiba, o Ministério Público”, exemplificou.

A avaliação da presidente da Associação de Psiquiatras da Bahia é de que foi positivo o ponto do texto que determina que a União se responsabilize por formular e coordenar a Política Nacional Antidrogas, integrando ações nos planos federal, estaduais e municipais. Para Miriam, política de drogas engloba ações de prevenção, tratamento do usuário e também de combate ao tráfico. “E isso é uma coisa que tem que ser coordenada nacionalmente mesmo, não pode ficar de um jeito em um lugar, de outro jeito em outro lugar, sem coordenação e sem troca de informações”, considerou.

Bahia Notícias

Apesar de passaporte retido, Ronaldinho Gaúcho é nomeado embaixador do turismo


Apesar de passaporte retido, Ronaldinho Gaúcho é nomeado embaixador do turismo
Foto: Divulgação / Embratur
O ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho foi nomeado nesta quinta-feira (5) embaixador do turismo brasileiro pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Vale lembrar que o campeão da Copa do Mundo de 2002 pelo Brasil está com o passaporte retido pela Justiça do Rio Grande do Sul (relembre aqui e aqui). Quem também foi nomeado para o mesmo cargo foi o cantor Amado Batista. Segundo o diretor de Marketing e Relações Públicas da Embratur, Osvaldo Matos de Melo Júnior, eles foram criteriosamente escolhidos para a função.

"O turismo é importantíssimo para gerar empregos e recuperar nossa imagem internacionalmente", afirmou Ronaldinho.

Segundo a nota da Embratur, a dupla ajudará, voluntariamente, diversas campanhas a serem realizadas pelo instituto. A ideia é divulgar o Brasil no exterior e fomentar o turismo internacional no país. Para Osvaldo, a expectativa é que ao final do governo Bolsonaro, o número de turistas internacionais dobre no país. Atualmente, seis milhões de estrangeiros visitam o Brasil por ano.

"Você pega o caso do Ronaldinho, uma pessoa que tem quase 100 milhões de seguidores em suas redes e nos ajuda voluntariamente, sem custos, por patriotismo. É inestimável essa atitude", explicou Osvaldo.

Entre os projetos anunciados está o reality "O Rei do Rolê", no qual os estrangeiros enviarão vídeos explicando por que deveriam ser escolhidos para passar 30 dias conhecendo as cinco regiões do Brasil de graça. Eles serão recebidos por Ronaldinho Gaúcho, Amado Batista, o biólogo Richard Rasmussen, o lutador Renzo Gracie e pela dupla sertaneja Bruno e Marrone.

Bahia Notícias

Se Sérgio Moro deixar o governo, o desgaste de Bolsonaro crescerá ainda mais


Pedro do Coutto
A situação política do ministro Sérgio Moro piorou nos últimos dias na proporção em que o presidente Jair Bolsonaro decidiu substituir o diretor geral da Polícia Federal, sequer dando uma oportunidade ao titular da Justiça de indicar o sucessor de Maurício Valeixo. Evidentemente a tensão é grande, sobretudo na medida em que a mudança na PF é dada como certa inclusive por integrantes do próprio setor.
Reportagem de Camila Mattoso, Folha de São Paulo de quinta-feira, ilumina fortemente a batalha que está se travando na Esplanada de Brasília entre o Ministério da Justiça e o Palácio do Planalto.
MORO IRRITADO – O tema tornou-se um problema grave para Sérgio Moro. Tanto é assim que na quarta-feira durante encontro com jornalistas, Sérgio Moro perdeu a calma e encerrou o encontro exatamente três minutos depois da abertura dos diálogos.
Como era esperado, e devia ter sido esperado pelo próprio Moro, choveram perguntas dos repórteres a respeito da Polícia Federal. As perguntas refluíram para um tema só: exatamente a questão da Polícia Federal e da intromissão do presidente da República desejando ele próprio tornar-se o autor exclusivo da decisão.
Sérgio Moro, a rigor, não pode abrir mão de indicar o diretor geral. Isso porque ele é titular do Ministério da Justiça e Segurança, a quem, portanto, o chefe da PF é subordinado.
CHOQUE IRRECUPERÁVEL – Se o desfecho for esse, Moro na minha opinião, terá sofrido um choque irrecuperável. Sobretudo porque ele fora o autor da nomeação de Maurício Valeixo, e se tornou, não sei por quê, antagonista no processo Fabrício Queiros. Vale lembrar sempre que as investigações que convergiram para o ex-assessor Fabrício Queiroz foram sustadas por determinação de Dias Tofolli, presidente do STF.
Inclusive, de forma surpreendente porque quem requereu o ato não foi Queiroz, mas sim o advogado de Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, mas que não era acusado de coisa alguma. O despacho do Ministro Tofolli estendeu-se até o antigo COAF, que mudou de nome transformando-se em Inteligência Financeira.
MELHOR AVALIADO – Para que se possa ter uma ideia do peso da perda de pontos para o governo, no caso de Sérgio Moro sair da Justiça, é bom destacar que a mais recente pesquisa do Datafolha analisada por Flávia Faria, também da Folha, Sérgio Moro é o membro do governo melhor avaliado pela população. Alcança 54% no campo positivo. Enquanto isso a aprovação de Bolsonaro fica contida no percentual de 29 pontos. Pelos números e pela atmosfera política do país, pode-se deduzir a dimensão do estrago que atingirá o Palácio do Planalto.
Afinal de contas, qual o motivo que leva o presidente Jair Bolsonaro a insistir tanto na nomeação do diretor geral da PF, não levando em consideração a caneta de Sérgio Moro em todo este episódio. Some-se esse desgaste à perda causada pelo choque com o governo chileno. As coisas vão mal.

Bolsonaro rebate críticas à indicação de Aras e diz que com a escolha fez ‘bom casamento’


Independência da PGR ameaçada é motivo de temor entre procuradores
Deu na Folha
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu nesta quinta-feira, dia 5, a indicação de Augusto Aras para a chefia da Procuradoria-Geral da República e associou sua escolha a um “casamento”. “Outros nomes também apareceram. Eu tinha um universo ali de poucos para escolher. Eu acho que dei sorte, acho que escolhi o melhor, que estou fazendo um bom casamento. Na frente do padre que é o Senado, para aprovar o nome dele”, afirmou. Escolhido por Bolsonaro, Aras precisará ser aprovado em sabatina do Senado. O mandato é de dois anos, com possibilidade de reconduções sucessivas.
Uma das atribuições do PGR é investigar e denunciar políticos com foro especial, incluindo o próprio presidente da República. Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República enfatizou que o Ministério Público Federal deve ser “independente”. Para a entidade, falas anteriores de Bolsonaro indicando que buscava alguém alinhado a ele “revelam uma compreensão absolutamente equivocada sobre a natureza das instituições em um Estado Democrático de Direito”. Nesta quinta-feira, as declarações do presidente foram dadas para apoiadores que o esperavam na entrada do Palácio da Alvorada. Ele desceu do carro e disse aos presentes que é preciso esperar e “dar um tempo” ao indicado para novo procurador-geral.
PRESSÃO – “O universo [de candidatos] era pequeno e eu tinha que escolher. O pessoal fica radical, [dizendo que] tem que botar um cara da Lava Jato. Tudo bem, então o cara é radical e quer acabar com a corrupção. Mas é um cara que é xiita na questão ambiental”, disse o presidente. Em outro momento, ele revelou que havia tanto pressão pela recondução de Raquel Dodge ao posto quanto pela indicação do chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para o comando da instituição. “A Raquel Dodge estava na fita, ontem [quarta] teve o problema [o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR fez um pedido de demissão em protesto à titular do órgão]. Eu não vou acusá-la de nada”, declarou o presidente.
Bolsonaro criticou duramente o chefe da força-tarefa da Lava Jato. “O Dallagnol é outro também, rolou uma pressão para colocá-lo. Alguém sabe a vida de Dallagnol no tocante à ideologia de gênero, família, questão ambiental? E ficam enchendo o meu saco e dando palpite”, acrescentou. Ele não deu mais detalhes sobre suas críticas a Dallagnol, mas recentemente a página oficial do presidente no Facebook compartilhou uma publicação que chama o procurador de “esquerdista estilo PSOL”. A escolha de Bolsonaro desagradou a grupos de direita e apoiadores do presidente. No passado, Aras se manifestou favoravelmente a algumas teses ligadas à esquerda —como a Folha mostrou, ele já citou slogan do ex-presidente Lula em entrevista em 2016.
ALINHAMENTO – Nos últimos meses, no entanto, Aras assumiu perfil conservador e demonstrou alinhamento com as ideias defendidas por Bolsonaro — entre elas, a questão ambiental, a defesa do excludente de ilicitude para proprietários rurais que atirarem em invasores de suas terras e a oposição à decisão do STF de criminalizar a homofobia. Aras adiantou que esse perfil conservador também deve nortear a ocupação dos cargos de segundo escalão. Bolsonaro, por sua vez, citou como “bom sinal” o fato do subprocurador já ter sido criticado por veículos de imprensa.
“Sinal de que a indicação nossa é boa. Uma das coisas conversadas com ele, já era a sua praxe, é na questão ambiental. O respeito ao produtor rural e também o casamento da preservação do meio ambiente com o produtor.” As críticas à escolha de Aras também vieram de procuradores do Ministério Público Federal, incluindo integrantes da Operação Lava Jato. O alinhamento com o presidente gera temores quanto à independência da PGR em relação ao governo.
Pela primeira vez em 16 anos, o novo PGR não figurou na lista tríplice escolhida em eleição interna da associação nacional de procuradores —hipótese que já era adiantada por Bolsonaro desde o começo do processo de sucessão. Aras se lançou oficialmente à corrida pela PGR em abril deste ano, quando, em entrevista à Folha, foi o primeiro candidato a admitir publicamente que disputava o cargo por fora da lista tríplice — o que lhe rendeu críticas de colegas, que veem na eleição interna uma forma de garantir a independência da instituição em relação do Poder Executivo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Aras foi recebido por Bolsonaro cinco vezes antes de  ser anunciado para a vaga. Alvo de militantes que o taxavam de ser alinhado à esquerda, de forma suave e lisa, logo tratou de dizer que a sua equipe seria formada por partidários bolsonaristas e afagou tecendo críticas à “ideologia de gênero”. “Eu não posso, como cidadão que conhece a vida, como sexagenário, estudioso, professor, aceitar ideologia de gênero”, declarou em entrevista. O cargo exigia independência, mas Aras conseguiu “se alinhar” à agenda do presidente. Criticado e até odiado por muitos, deixou apenas o “noivo” feliz. Como dito pelo próprio presidente, foi a melhor proposta de casamento avaliada. Terão fôlego para enfrentar a aversão coletiva da categoria? (Marcelo Copelli)

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