segunda-feira, junho 10, 2019

Polícia apura invasão de celulares que deixa mal Sérgio Moro e procuradoresPolícia apura invasão de celulares que deixa mal Sérgio Moro e procuradores

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Resultado de imagem para moro + the interceptTeo Cury, Rafael Moraes Moura e Renata AgostiniEstadão
A Polícia Federal instaurou há cerca de um mês um inquérito para investigar ataques feitos por hackers aos celulares de procuradores da República que atuam nas forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba, no Rio e em São Paulo, segundo apurou o Estado com uma fonte a par da investigação. Há 4 dias, outro inquérito foi aberto para apurar ataques ao celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro.
No domingo, o site The Intercept Brasil divulgou o suposto conteúdo de mensagens trocadas pelo então juiz federal Sergio Moro e por integrantes do Ministério Público Federal, como o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba.
ORIENTAÇÃO – As conversas supostamente mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram.
O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material. O The Intercept tem entre seus fundadores Glenn Greenwald, americano radicado no Brasil que é um dos autores da reportagem.
De acordo com o site, há conversas escritas e gravadas nas quais Moro sugeriu mudança da ordem de fases da Lava Jato, além de dar conselhos, fornecer pistas e antecipar uma decisão a Dallagnol.
CONVERSAS VIOLADAS – Os hackers miraram especialmente mensagens trocadas por meio do Telegram. As vítimas, que não haviam acionado a verificação em duas etapas, recurso que adiciona camada adicional de segurança às mensagens, tiveram suas conversas violadas pelos criminosos, segundo fonte a par da investigação.
Os procuradores notificaram a Polícia Federal após um deles desconfiar de mensagem recebida por meio do aplicativo. O ataque em massa foi descoberto e começou a ser apurado pela PF.
Um investigador que conversou com o Estado sob reserva diz que somente as vítimas do ataque poderão confirmar se o conteúdo das mensagens é verdadeiro. Isso porque é muito comum que hackers incluam passagens falsas no meio de conversas “roubadas” das vítimas.
IMPRUDÊNCIA – Um integrante da cúpula do Ministério Público Federal, que falou ao Estado sob reserva, disse que foi “imprudente” o uso do Telegram e não das vias oficiais, já que há uma rede oficial e segura do MPF para esse fim. O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse que esse tipo de comunicação não deveria ocorrer por aplicativos.
“A troca de mensagens entre juiz e Estado acusador tem de ser no processo, com absoluta publicidade. A internet é sempre perigosa”, disse ao Estado. Ele não quis comentar, porém, o teor das conversas e eventual repercussão em casos em andamento.
A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmou, em nota divulgada na noite deste domingo, que “não sabe exatamente ainda a extensão da invasão”, mas que “possivelmente” foram copiados “documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoais e de segurança” dos integrantes do grupo e de suas famílias.
AVANÇO DO CRIME – Disse ainda antecipar que os criminosos tentem usar o material roubado para constranger os integrantes da força-tarefa, falseando o conteúdo das conversas. “Uma vez ultrapassados todos os limites de respeito às instituições e às autoridades constituídas na República, é de se esperar que a atividade criminosa continue e avance para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto, falsificar integral ou parcialmente informações e disseminar ‘fake news’.”
Segundo a nota, os procuradores têm “tranquilidade” de que as mensagens “refletem atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial” e que não irão “se dobrar à invasão imoral e ilegal, à extorsão ou à tentativa de expor e deturpar suas vidas pessoais e profissionais”.
SENSACIONALISMO – Também por meio de nota, Sergio Moro afirmou que, nas mensagens em que é citado, “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. O ministro da Justiça disse lamentar “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores” e o “sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”.
Os ataques de hackers vêm sendo recorrentes e já eram motivo de preocupação dentro do MPF. Em maio, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou instauração de procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a membros do MPF.
Dodge determinou ainda que a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da PGR adotasse providências para diagnosticar eventuais ataques e resolver o problema. À época, ela considerou os ataques graves e afirmou que eles poderiam comprometer diversas apurações em curso.
JANOT TAMBÉM – No final de abril, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou que seu celular havia sido “clonado ou hackeado”. O relator do processo da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, Abel Gomes, também foi alvo de hacker, como mostrou a Coluna do Estadão no sábado.
Na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teve seu celular pessoal clonado. Ele cancelou a linha e determinou a abertura de investigações. O ministro desconfiou de uma ligação recebida por ele e, logo em seguida, bloqueou a linha. Procurados pela reportagem, a Polícia Federal, a Procuradoria-geral da República e Palácio do Planalto não comentaram.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os invasores não parecem ter falseado as mensagens. Se o tivessem feito, é claro que incluiriam direcionamentos e fatos mais graves, embora a simples troca de mensagens já seja considerada uma anormalidade infantil e inaceitável. É mais uma página triste na História do Brasil, mas não é tão grave quanto um ministro do Supremo (Dias Tofolli) não se considerar suspeito para libertar um amigo íntimo (José Dirceu), concedendo-lhe um habeas corpus que a defesa nem havia pedido. E não aconteceu nada a Toffoli, rigorosamente nada. (C.N.)

Assessores envolvidos no caso Queiroz põem em risco o futuro do clã Bolsonaro


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Charge do Nani (nanihumor.com)
Caio Sartori, Fabio Leite, Marcelo Godoy e Matheus LaraEstadão
As investigações sobre os funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio ameaçam arrastar os gabinetes dos demais integrantes do clã para a crise inaugurada com as movimentações atípicas encontradas nas contas do ex-assessor Fabricio Queiroz. Isso porque um emaranhado de nomeações faz com que vários dos funcionários investigados tenham passado por mais de um dos gabinetes dos Bolsonaro durante o período abrangido pela quebra de sigilo bancário e fiscal das 86 pessoas e nove empresas ligadas ao atual senador pelo Rio, de 2007 a 2018.
Sete dos funcionários investigados estão nessa condição. E entre os investigados pelo Ministério Público do Rio há 69 funcionários do antigo gabinete de Flávio na Alerj, todos suspeitos de participar do esquema conhecido como “rachadinha” de desvio de recursos da assembleia.
ANTES E DEPOIS – Ao todo, 12 já trabalharam antes ou depois do período abrangido pela quebra do sigilo com outros integrantes da família Bolsonaro, incluindo o presidente da República, que teve em seu gabinete 10 das pessoas investigadas, sendo cinco no intervalo de tempo abarcado pela medida judicial. O outro membro da família que abrigou atingidos pela quebra de sigilo é o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC), com dois ex-assessores em comum com o irmão.
Entre os servidores com sigilo quebrado estão nove parentes da segunda mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, e seis pessoas ligadas a Fabricio Queiroz, além dele mesmo. Pivô do escândalo, Queiroz foi funcionário do gabinete de Flávio e ainda nomeou duas filhas, a enteada, a esposa, o ex-marido dela e um sobrinho da mulher.
Uma delas, a filha Nathalia Queiroz, também já foi empregada por Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e, segundo reportaram veículos como a Folha de S.Paulo e o site The Intercept, nunca pisou na Casa — ela trabalhava como personal trainer no Rio enquanto estava lotada no gabinete do então deputado federal.
MILICIANOS – Familiares de um dos milicianos mais conhecidos do Rio, o capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, também estão na lista dos investigados. Apontado pelo MP como chefe do grupo conhecido como Escritório do Crime, Adriano teve a mãe e a filha nomeadas para o gabinete de Flávio. O senador mantém em seu gabinete no Senado cinco dos 69 investigados.
Além das movimentações bancárias e do sigilo fiscal dos acusados, o MP também apura se os assessores de fato trabalhavam no gabinete. Há a suspeita de que alguns nem apareciam para trabalhar.
Para tanto, o MP pediu os registros de entrada e saída no País dos investigados e a lista de presença deles em instituições de ensino para mostrar que estavam fora do País ou em outro lugar para confirmar as ausências do trabalho. A promotoria também apura os registros de entrada e a ausência de concessão de crachás para os funcionários como indícios de que eles não exerciam as funções para as quais eram pagos no gabinete.
SEM CRACHÁ – O Estado mostrou que dois assessores sob investigação no caso — Márcio da Silva Gerbatim e Claudionor Gerbatim de Lima —, ligados a Queiroz, também foram empregados no gabinete Do vereador Carlos Bolsonaro  sem que tivessem crachá funcional ou sequer pisado na Câmara, de acordo com os registros da Casa obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Procurada, a assessoria do vereador disse que não tem nada a declarar.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O caso do ex-assessor Queiroz tem um final previsível. Sabe-se que, assim que ele for  interrogado, será feita a denúncia e muitas casas ameaçam desabar. O problema é que, para defender Queiroz, foi contratado o advogado Paulo Klein, de larga experiência, que vai mantê-lo foragido “per saecula saeculorum”. E da mesma forma como ocorre com o caso de Adélio Bispo, o esfaqueador de Bolsonaro, ninguém sabe quem paga a defesa deles – a de Adélio e a de Queiroz. (C.N.)

O craque Neymar, o ministro Guedes e a esperança de impunidade dos corruptos


David Neres
Sem Neymar, Brasil ganha de 7 a 0 e para para a Copa América
Pedro do Coutto
São diversos os assuntos, mesclando futebol, reforma da Previdência e mais uma nova investida para, através de lei, superar a figura da prisão dos condenados pela segunda instância. São três os andares que tornam semelhantes as fases judiciais aos degraus que separam os vestiários dos gramados do Maracanã e praticamente de todos os estádios do mundo.
Nos três lances no campo do futebol vibram os torcedores na passagem do sonho à realidade. São minutos que antecedem a bola rolar.
RUMOR E CLAMOR – A esperança de uma vitória impulsiona o rumor e o clamor de multidões em delírio. Às vezes a decepção, outras vezes a alegria que leva às lágrimas. Vamos por partes nas trajetórias que se assemelham as histórias da bola rolando.
O time de Honduras é fraquíssimo, mas nem por isso todos nós sentimos um alívio com a ausência de Neymar. Um supercraque, sem dúvida, mas que sempre realiza jogadas em torno dele mesmo, prendendo demais a bola. O que, além de atrasar os ataques, fornece mais tempo para que as defesas adversárias se armarem. Além disso, contribui para que exponha mais a violência dos marcadores. Minha impressão é que o time brasileiro vai melhor sem ele.
Percebe-se que o craque está mais preocupado consigo mesmo do que com a equipe. Futebol é conjunto.
GUEDES NA PRIVADA – No seu espaço de domingo em O Globo, o colunista Lauro Jardim informou que se o projeto de reforma da Previdência não for aprovado Paulo Guedes deixará o Ministério da Economia para se dedicar ao campo da Previdência Privada onde atuam os fundos de pensão e de aposentadoria complementar. Segundo diz Lauro Jardim, o economista Paulo Guedes vai tentar reunir uma empresa que basicamente será formada pela Superintendência de Seguros (SUSEP), PREVIC, setor de previdência complementar além da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Para mim, não faz muito sentido. Sobretudo porque, além de misturar seguridade com previdência fechada, envolve também a Comissão de Valores Mobiliários, encarregada da fiscalização de fixar normas para as operações do mercado financeiro. Creio que tal ideia será difícil de prosperar.
SEM ENTUSIASMO – Ainda segundo Jardim, na semana que se encerrou, Paulo Guedes passou a demonstrar menos certeza na aprovação da emenda constitucional da reforma. Sente-se isso na atmosfera de ontem e a atmosfera de hoje. O entusiasmo do ministro diminuiu.
No seu espaço no Globo e na Folha de São Paulo, brilhante como sempre, Elio Gaspari destaca que já começou a ser redigido um projeto de lei no sentido de que seja relativizada a prisão dos condenados em segunda instância. Tal lei dependeria da sanção pelo presidente Jair Bolsonaro. Seria, a meu ver, um retrocesso. Mas não só isso. Uma medida que colide com três julgamentos do Supremo Tribunal Federal. A volta ao passado anularia as decisões do STF.
Muito bem. Entre os efeitos da volta da lei, se inclui a devolução do dinheiro roubado. Mas como o jogo só termina com o apito do juiz, vamos concluir que, como Casablanca, os ladrões pensam que sempre teriam Paris.

Bolsonaro e Guedes demonstram uma irresponsabilidade que surpreende o país


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Charge do Nani (nanihumor.com)
Carlos Newton
O hoje acadêmico e imortal Edmar Bacha ganhou notoriedade em sua carreira de economista por criar a expressão “Belíndia”, ao descrever a realidade brasileira, quando escreveu um artigo assinalando que o regime militar estava dividindo o país entre os que viviam em condições similares às da Bélgica e aqueles que tinham padrão de vida da Índia. Era e ainda é uma realidade social que não pode ser contestada, porque perdura até hoje e tão cedo não sofrerá transformação.
É evidente que manter uma Belíndia em caráter permanente tem contraindicações, embora possa ser altamente benéfico para as elites empresariais belgas, que enriquecem à custa dos baixos salários pagos aos trabalhadores indianos, e também para a nomenklatura estatal belga, que é generosamente sustentada com altas remunerações e mordomias bancadas pelos contribuintes de dupla nacionalidade, que em sua esmagadora maioria são muito mais indianos do que belgas.
MORAR LÁ FORA – É nessa esculhambação social que vivemos. Quem tem dinheiro, vai “morar lá fora”, como já ameaçou fazer justamente o ministro que deveria melhorar as condições de vida aqui dentro. Aliás, não está no gibi o número de falsos belgas hoje vivendo no exterior, mas sustentados com dinheiro ganho aqui, graças ao trabalho dos falsos indianos. Na verdade, esses elitistas nem são mais brasileiros. Julgam-se cidadãos do mundo, nem reparam o papel ridículo que fazem.
Quem realmente gosta do Brasil tem de encarar essa realidade, cuja primeira contraindicação é a insegurança. Evidentemente, não é possível tentar conviver a miséria absoluta e a riqueza total. Não há possibilidade de coexistência pacífica, abre-se uma guerra civil não-declarada.
Sem haver Polícia nem cadeia para tantos criminosos de colarinho branco ou pé de chinelo, quem acaba encarcerado é o pessoal da classe média, a grande vítima que mora atrás de muros e grades, enquanto as elites e a nomenclatura circulam alegremente, porque têm carros blindados e seguranças privados ou estatais.
FALSA ESPERANÇA – Acreditava-se que Bolsonaro tivesse sido eleito para resolver isso e unificar o país. Cinco meses depois, percebe-se que foi um engano. Ele não tem noção de suas obrigações presidenciais, e o militares que o cercam não demonstram coragem para chamá-lo à razão, simplesmente se adaptaram à situação.  
Ainda há quem acredite em Bolsonaro, mas é ilusão. Ele vive rindo, como se interpretasse o personagem “Cândido”, com o ministro Guedes perfeito no papel do “professor Pangloss”, dizendo que os dois estão no melhor dos mundos, que o genial Voltaire adorava ridicularizar.
Não existe um projeto Brasil – aliás, jamais houve, desde o regime militar. Quando Carlos Lessa assumiu o BNDES no governo Lula, pediu o programa econômico do PT, e não existia. Junto com seu vice Darc Costa, o criativo Lessa criou um projeto e um dos destaques era a indústria naval. A economia reagiu. Ao deixar o governo, Lessa avisou a Lula que seria “um voo de galinha”. Mas Lula era como Bolsonaro e nada entendia de economia.
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P.S. 1
 – Minha maior esperança é de que o governo não atrapalhe, mas Guedes parece incontrolável. Lembro o exemplo da Bélgica. No início desta década, ficou quase dois anos sem governo. Não houve problema. O país continuou funcionando normalmente, sem choro nem vela, como diria Noel Rosa. Em 5 de dezembro de 2011, após 541 dias sem governo, a Bélgica formou, finalmente, uma coligação, tendo sido nomeado Elio Di Rupo para primeiro-ministro.
P.S. 2 – O caso do Brasil é diferente. O ministro Guedes não aceita fazer a auditoria na dívida pública, que deveria ser sua maior preocupação. Esta semana, o governo está exigindo do Congresso quase R$ 250 bilhões em verbas extras. Em breve a bomba-relógio explode, levando Bolsonaro e Guedes pelos ares. Será uma tragédia, é claro, mas também pode ser a nossa salvação. Pense nisso. (C.N.)

domingo, junho 09, 2019

Centrão tem um terço dos parlamentares mais influentes do Congresso, diz o Diap

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Charge do Nani (nanihumor.com)
Leonardo CavalcantiCorreio Braziliense
Há um jogo em andamento no Congresso mais amplo e complexo do que aquele disputado no centro das Mesas Diretoras. Quatro meses depois da posse dos parlamentares, 100 políticos, entre deputados e senadores, se destacam como protagonistas no cotidiano do Legislativo, para além das câmeras de tevê ou de celulares, formulando, debatendo, negociando ou arbitrando conflitos.
O mais recente estudo “Os cabeças do Congresso”, elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), publicado com exclusividade pelo Correio, mostra a força do Centrão — como é conhecida a amálgama de partidos políticos que desequilibra as forças governistas e oposicionistas nas principais pautas em debate.
31 INFLUENTES – Dos grupos revelados pelo levantamento, o Centrão — que agrega políticos de PP, PSD, DEM, PRB, PL, PSC, Patri e Solidariedade — tem o maior número de parlamentares mais influentes (31), entre eles Wellington Roberto (PL-PB) e Arthur Lira (PP-AL). Como os demistas estão no barco, as principais estrelas são os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre. Não é exagero dizer que, para onde a agulha do Centrão apontar, as chances de prejudicar ou favorecer o governo federal são enormes.
O grupo impôs derrotas ao Planalto, como o Orçamento Impositivo — que dá mais poder aos parlamentares em relação aos gastos e às despesas —, e a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da aba do ministro da Justiça, Sérgio Moro, apenas para ficar em dois projetos.
FIEL DA BALANÇA -“O Centrão reúne três condições que faz dele um ator fundamental no parlamento: é numericamente significativo, tem os quadros mais experientes e é o fiel da balança, pois decide para onde vai a política pública, se para o governo ou para a oposição”, diz Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Diap.
Dos 513 deputados, cerca de 200 integram o Centrão, criado de maneira informal como grupo ainda na Constituinte, em 1988. A história mostra que teve como idealizador Roberto Campos (1917-2001), então senador do PDS de Mato Grosso.
NA CONSTITUINTE – A estratégia na época era estancar as derrotas dos parlamentares ditos liberais nas comissões e subcomissões da Constituinte. Um recuo histórico, entretanto, mostra que o bloco conservador já estava organizado como contraponto à Nova República, em 1985.
Presente como um força inquestionável na gestão Bolsonaro, o Centrão atuou nos governos Sarney — decisivo no aumento do mandato do então presidente —, Collor, Itamar — na defesa de integrantes envolvidos na CPI dos Anões —, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temer. “No governo Dilma, a relação foi conflituosa, tanto que escalaram Eduardo Cunha para concorrer à Presidência da Câmara”, lembra Queiroz.
“Cunha, em represália à negação do PT em votar a favor do arquivamento de processo que tramitava contra ele no Conselho de Ética, abriu o processo de impeachment contra Dilma.” O resto da história está contada, mas, como se viu, os fantasmas do Centrão assombram presidentes e continuarão assombrando.
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NOTAS DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Desculpem a franqueza, mas a história não é bem assim. O grande criador e articulador do Centrão foi o deputado Roberto Cardoso Alves, que tinha sido do PDC, da Arena e na época era do PTB. Foi ele quem difundiu a expressão “é dando que se recebe” na Constituinte. A especialidade de Roberto Campos no Congresso era não fazer nada. Jamais fez um discurso e apresentou raros projetos(C.N.)

Essa foi para desmoralizar todos os vereadores de Jeremoabo e zombar da Justiça

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Com essa eu sou obrigado acreditar que quem cerca o prefeito de Jeremoabo está afim de liquidá-lo.
Diante dessa aberração não encontro explicação, a não ser que o mesmo esteja desacreditando na moralidade e competência dos vereadores, bem como zombando da justiça acreditando na impunidade.

Vamos aos fatos concretos: de nome não conheço quase ninguém de Jeremoabo, porém, agora a noite recebi  essas fotos com toda explicação.

O prefeito Deri do Paloma desobedecendo o TCM-BA colocou sua nora na Secretária da Ação em substituição a sua esposa.

Para complicar ainda mais a situação, a mãe da Secretária de Ação Social irá fornecer quentinha e buffet, conforme publicação no Diário Oficial.

A festa as custas do nosso dinheiro irá ser grande, não para por aí, caso para cinema pois uma empresa só não dá cabimento, foi preciso contratar mais 02(duas) perfazendo um total de R$ 267.52.00(duzentos e sessenta e sete mil e cinquenta e dois reais).

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E para completar fui informado que Maria de Lourdes também é esposa do Secretários de Administração, e Arlen casado com a filha de Cigarrinha.
Concluindo, é a grande família unida.

Bolsonaro ameaça não pagar a idosos se não receber mais R$ 248,9 bilhões “extras”


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Deu em O TempoEstadão Conteúdo
Em uma publicação em sua conta no Twitter neste domingo, dia 9, o presidente Jair Bolsonaro criticou a oposição por tentar obstruir e adiar a votação do pedido de crédito suplementar do governo no valor de R$ 248,9 bilhões na Comissão Mista de Orçamento (CMO) no Congresso nesta semana.
“A oposição está trabalhando para inviabilizar o pagamento de beneficiários do Bolsa Família, idosos com deficiência, Plano Safra e Pronaf. Para alcançar seus objetivos vale até prejudicar os mais pobres”, escreveu o presidente em sua conta na rede social, citando uma publicação em que o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) comemorou a obstrução.
BUSCA DE ACORDO – A Comissão suspendeu a sessão marcada na quarta-feira, 5, para votar o crédito extra de R$ 248,9 bilhões que o governo solicitou ao Congresso. A reunião foi interrompida para uma tentativa de acordo entre deputados e senadores, que conversam a portas fechadas na sala da presidência do colegiado. A oposição tenta derrubar a votação por meio de obstrução e exige do governo a garantia de R$ 11 bilhões para recompor orçamentos da Educação e do Minha Casa, Minha Vida, entre outros.
Na quarta, Zarattini celebrou a obstrução da oposição afirmando que o bloco quer “aprovar a liberação do dinheiro para os programas sociais como o Bolsa Família”, mas que não dará “um cheque em branco” para o governo. Segundo ele, o projeto autoriza “romper uma regra importante que é a de que o governo só pode se endividar para investimentos e não para financiar o custeio”.
A AMEAÇA – “Sem aprovação do PLN 4 pelo Congresso teremos que suspender o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência já no próximo dia 25. Nos meses seguintes faltarão recursos para aposentadorias, Bolsa Família, Pronaf, Plano Safra”, ameaçou sábado no Twitter o presidente Jair Bolsonaro.
Após se encontrar com Bolsonaro neste sábado no Palácio da Alvorada, uma das residências oficiais da Presidência, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse a jornalistas que há uma preocupação do governo com o PLN 4, que autoriza o governo a obter crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões para saldar despesas correntes.
“Foi passado só a ideia de que temos que aprovar isso para que o governo consiga honrar compromissos importantes, como o pagamento do BPC, a questão do plano Safra que vai impactar a população brasileira como um todo. Mas temos certeza de que o Parlamento vai aprovar as matérias de interesse, não só do governo, mas do país.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A demora na liberação é motivada pela falta de esclarecimento do governo, que precisa explicar três perguntas: 1) Não existiriam outras verbas para cortar, que não fossem tão necessárias? 2) Por que exatamente essas verbas sociais ficaram pendentes? 3) Será que foram escolhidas a dedo? (C.N.)

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