sábado, setembro 25, 2010

Fotos do dia

Milena Toscano é a protagonista da novela "Araguaia", que estreia na segunda A fofa vai disputar Murilo Rosa com Cleo Pires na ficção A bela é a capa da "VIP" de outubro
Incêndio deixa dez feridos na favela Real Parque, ao lado da marginal Pinheiros Polícia faz perícia em brinquedo do Playcenter um dia após acidente que deixou 16 feridos Neymar, que escapou de gancho no STJD, treina no CT Rei Pelé


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Vox Populi aponta briga acirrada pelo segundo lugar nas eleições estaduais


SEGUNDO LUGAR
Souto e Geddel disputam voto a voto

Thiago Pereira

A nova pesquisa do instituto Vox Populi/Band, divulgada na noite desta sexta-feira (24), apontou uma briga acirrada pelo segundo lugar nas eleições para o governo da Bahia. Enquanto Jaques Wagner (PT) lidera sem maiores ameaças, com 46% das intenções de voto, Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) oscilaram e equilibraram a disputa por eleitorado.

Segundo o levantamento, Paulo Souto (DEM) continua na segunda colocação, mas caiu seis pontos em relação a última pesquisa, divulgada em agosto. No mês passado, o democrata reunia 24% da preferência do eleitorado, e agora possui 18%. Em contraposição, Geddel Vieira Lima (PMDB) cresceu cinco pontos. O peemedebista pulou de 9% para 14%. Luiz Bassuma (PV) também cresceu. O candidato sequer tinha pontuado na última pesquisa, e agora figura com 2%.

O número de votos brancos e nulos chegou a 5%, enquanto o total de indecisos chega a 15%. Na modalidade espontânea, Wagner tem 38%, Souto 12%, Geddel 9% e Bassuma 2%. Nulos e brancos chegam a 4% e 9% não souberam responder.

O Vox Populi ouviu 800 eleitores e a margem de erro é de 3,5 %.

Fonte: Tribuna da Bahia

Roriz renunciou pela certeza da derrota

Carlos Chagas

Joaquim Roriz renunciou à disputa pelo governo de Brasília porque seria derrotado nas urnas, conforme as pesquisas, e também porque o empate horas antes, no Supremo Tribunal Federal, conduziria à prevalência da negativa do registro de sua candidatura, decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Seus advogados o alertaram para essa última conseqüência, mesmo se a mais alta corte nacional de justiça viesse a protelar o impasse da madrugada de hoje, quando cinco ministros votaram por sua inelegibilidade e outros cinco pela não aplicação da lei da ficha-limpa. Isso pela simples razão de que, não tendo decidido, o Supremo manteve a decisão da instância inferior, ao menos enquanto não se reunisse para tentar chegar à palavra final.

A lei ainda garantia o direito de Roriz concorrer, mas tendo sobre sua cabeça uma espada muito pesada, a de poder afasta-lo antes, durante e depois da eleição, mesmo se vitorioso.

O fator maior da renúncia, no entanto, estava nas pesquisas. Dificilmente o candidato reverteria a tendência do eleitorado do Distrito Federal, favorável à eleição de seu adversário, Agnelo Queirós, do PT.

Imaginando ser poupado do desgaste, o quatro vezes governador de Brasília tirou o time de campo, mesmo com a ridícula iniciativa de indicar sua mulher para substituí-lo. Não será desta vez que o papel de vítima mudará a voz das urnas.

Respiraram aliviados os dez ministros do Supremo Tribunal Federal, já que os advogados de Roriz retiraram o recurso impetrado em seu nome. Desaparece a razão de ser da questão, ainda que não desapareçam outras situações parecidas com a de Roriz. No Pará, Jader Barbalho, que também renunciou para não ser cassado, estava praticamente eleito para voltar ao Senado. Agora, seus adversários ganharam oxigênio para tentar impedi-lo.

De toda essa trapalhada, sobra pelo menos um fator positivo: no final das contas, a última palavra será do eleitorado.

CAIU DO CAVALO OU DO BURRO?

Dispôs-se o presidente Lula a enfrentar o escândalo promovido pela ex-ministra Erenice Guerra, reconhecendo os erros praticados pela então chefe da Casa Civil e até afirmando que ela poderia ter sido excelente funcionária pública,mas caiu do cavalo. Errou ao achar que poderia servir-se do poder impunemente.

Com todo o respeito, melhor corrigir o bicho referido pelo primeiro-companheiro: Erenice não caiu do cavalo, mas do burro. Só uma pessoa primária e incompetente poderia ter produzido tanta lambança quanto ela, sentada no gabinete mais importante do palácio do Planalto, depois do presidencial.

JAMAIS REPETIR JÂNIO QUADROS

Jânio Quadros, em 1960, a quinze dias da eleição, mudou sua linguagem de campanha. Nos comícios e nas entrevistas, dirigia-se a seus interlocutores dizendo: “Quem lhes fala já é o presidente da República!”

Muita arrogância mas nenhuma presunção, pois já era mesmo. Ainda que sem a parafernália das pesquisas atuais, naqueles idos sentia-se no ar o resultado das urnas.

Dias atrás, numa das reuniões do PT, houve quem sugerisse que Dilma Rousseff deveria fazer a mesma coisa, até para sedimentar a vitória provável. Parece que foi de José Dirceu o alerta, no sentido de que nem de longe se deveria levar a sugestão à candidata. Primeiro porque ela iria reagir com veemência. Depois, porque mesmo já podendo considerar-se eleita, pegaria muito mal. Os tempos são outros.

QUEM INFLUENCIA QUEM

Uma dúvida que provavelmente servirá de subsídio para os futuros artífices da reforma política: as pesquisas eleitorais influenciam o eleitorado ou o eleitorado influencia as pesquisas eleitorais? É bom tomar cuidado, porque os institutos, por mais competência de que disponham, são empresas comerciais. Precisam faturar para existir. Senão no plano nacional, onde ficam expostos, quem garante que lá nos grotões não cedam à tentação de dar um empurrãozinho em certos candidatos, apresentando-os como vitoriosos antes dessa vitória ter sido expressa pelos consultados? Uma propaganda maciça poderá, muitas vezes, dar razão a Goebbels, sobre o fato de uma mentira, de tantas vezes repetida, acabar virando verdade.

Proibir as pesquisas está fora de questão, mas criar mecanismos para vigiá-las e até reduzir seu ímpeto, às vésperas das eleições, poderá tornar-se um aprimoramento institucional.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Internautas fazem campanha pelo voto nulo para protestar nas eleições

Larissa Oliveira, do A TARDE On Line


O descrédito com a política nacional, a união em torno de uma ideologia “anarquista” e até mesmo a desinformação quanto a possibilidade de anular o pleito fazem com que muitos eleitores, ao longo dos anos, se articulem para defender o voto “em ninguém”. Em 2010, os adeptos da prática aproveitam para levantar a bandeira da anulação do voto nas redes sociais. No entanto, segundo a Legislação Eleitoral Brasileira, os votos nulos e brancos não são contabilizados no resultado final de uma eleição e os candidatos são eleitos apenas com base nos votos válidos. Neste contexto, as mobilizações possuem mais caráter de escracho do que de protesto.

Sr. Nulo, 39, é um dos adeptos do voto em ninguém. Paulista de São Bernardo do Campo, ele não revela a verdadeira identidade, mas é, desde 2006, dono da segunda maior comunidade do Orkut a favor da anulação do voto, a “Voto Nulo - Revolução Silenciosa” — que reúne mais de 7.800 participantes. Também mantém um blog homônimo à comunidade e criou, há pouco mais de um mês, o Twibbon — espécie de selo para a foto do perfil do Twitter, — “Vote Nulo”, já usado por 285 pessoas.

Para o internauta, que anula o voto desde 2004, o cúmulo da decepção com a política foi com o escândalo do mensalão, em 2005, quando até mandou uma carta ao presidente Lula pedindo explicações. “O que me motiva a votar nulo é a impunidade e o descaso que a classe política tem com as nossas necessidades básicas. Creio que a mobilização popular na internet pode assumir proporções inimagináveis”, defende.

Outro adepto da campanha pró-voto nulo é Rodrigo Fernandes, do site Jacaré Banguela. Ele lançou, na segunda semana de agosto, um vídeo de campanha para o fictício candidato Abelardo Ninguém. No vídeo, “Ninguém” cumprimenta moradores de rua e é apoiado pela população, que mostra com os dedos o número de candidato, 3003. O jingle do “candidato”, em ritmo de samba, apresenta o personagem com versos irônicos como: “Ninguém se importa com os seus problemas / Ninguém ajuda os desempregados” e “ Ninguém se importa com você / Ninguém quer seu voto / Ninguém faz por merecer!”.

Veja o vídeo “Vote em Ninguém”:

Opinião pública - O especialista em marketing digital da Magoweb, Sílvio Tanabe, acredita no poder das mobilizações digitais, mas pondera que a internet ainda não é forte a ponto de influenciar a opinião pública no Brasil. “Para se ter ideia, uma pesquisa recente realizada pela ComScore revelou que, enquanto 9% dos americanos acessam sites políticos, no Brasil esse número se restringe a 2%. Atualmente, o uso da internet é forte o suficiente para mobilizar grupos de interesse e comunidades, por meio de causas específicas”, analisa.

Sílvio Tanabe, no entanto, vê na internet a possibilidade de muita gente, principalmente os mais jovens, se envolver com política. “Temos de lembrar, contudo, que a internet é um meio e, por si só, não é capaz de mobilizar o interesse pela política. Quem deve fazer isso é a própria classe política, fazendo uso correto da internet para incentivar a participação dos jovens”, analisa.

Veja infografia com os votos brancos e nulos nas duas últimas eleições:

Contra a anulação - De maneira ainda pouco eficiente ou não, o voto nulo é apenas uma das bandeiras defendidas pelos internautas. Cientista político de Porto Alegre (RS), Antônio Roberto Vigne percebeu a quantidade de campanhas em favor da invalidação dos votos e resolveu, em 2004, criar a comunidade “Campanha contra o Voto Nulo” no Orkut.

Hoje, a comunidade já reúne 2.158 participantes, mas Vigne, o primeiro a levantar a bandeira na rede social, sofreu ataques de “adversários” no início. “Muitas pessoas que defendem o voto nulo me enviaram mensagens com xingamentos e chegaram a roubar dois perfis que eu tinha no Orkut. Foi bem complicado porque não tinha a proteção que a rede oferece hoje”.

Para Vigne, que teve de criar novos perfis, a maioria das pessoas que vota nulo é desinformada. “Elas acreditam que podem anular um pleito. O Código Eleitoral legisla sobre a nulidade eleitoral, que não tem nada a ver com o voto nulo. Uma urna é anulada por algum erro, algum processo de corrupção e, a depender da quantidade de urnas anuladas em determinada região, é feita uma nova eleição. Mas o voto nulo serve para nada”, argumenta.

Outro argumento do cientista político em defesa do voto consciente é a possibilidade de aumentar o coeficiente eleitoral e oxigenar o poder. “É a única chance que temos, apenas de dois em dois anos, de fazer alguma mudança . Votar nulo ajuda os corruptos a permanecerem onde estão. Acredito não só na força da internet, mas na força do voto, da conscientização de que votar vale a pena”, conclui.

Em entrevista, Lula não foge da raia e peita os golpistas

sexta-feira, setembro 24, 2010

Não consigo entender tamanho descaso com as nossas estradas.

Por: J. Montalvão

Fui passar alguns dias em Jeremoabo, a ida foi tranqüila, sai de Aracaju via Propriá até Arapiraca, estrada muito boa, de Arapiraca até Paulo Afonso, também muito boa, alguns trechos ruins, porém em fase de recuperação com serviço de manutenção atuando.

Trecho Paulo Afonso Jeremoabo, por enquanto excelente.

A minha “via crucis” teve início para retornar a Aracaju, capital onde resido atualmente, caso eu resolvesse voltar por Carira, seria uma boa menos de 200 km, porém, teria que enfrentar 90 km de estrada de barro, e o pior, ser malabarista ou equilibrista, para enfrentar as crateras existentes nos pontilhões,

Por Cícero Dantas via Simão Dias, seria uma boa também, porém, até chegar à divisa de Sergipe, nem com carroça compensa, o asfalto é intrafegável.

Minha única opção foi mesmo aumentando muitos quilômetros, retornar via Canindé/SE, entrando antes de Paulo Afonso, pois o trecho com muitos buracos é curto, abrange apenas a parte da Bahia, porque chegando na divisa com Sergipe, mais precisamente na BR- 230 , o asfalto é muito bom; embora o mato esteja cobrindo a sinalização, compensa.

Situação humilhante é para nós baianos, porque as estradas da Bahia é de pior para acabou.

Grande incentivo esse para o turismo da região, principalmente de Paulo Afonso, porque quem vem uma vez, dificilmente retornará devido a precariedade das rodovias.

Agora eu deixo apenas a seguinte pergunta: qual o motivo dos políticos de Sergipe conseguir verbas para implantação e manutenção das estradas, e a Bahia só muita conversa e ação nenhuma?

Rodovia Sergipe
Rodovia Sergipe
Divisa Bahia Sergipe
Asfalto Bahia
Asfalto Bahia
Asfalto Bahia

Supremo decide não decidir sobre ficha limpa

Empate de 5 a 5 gera impasse, e ministros não conseguem chegar a uma solução. Enquanto isso, candidatura de Roriz fica sub-judice

Carlos Humberto/STF
Supremo adia decisão sobre recurso de Joaquim Roriz e deixa indefinido se ficha limpa vale ou não para estas eleições

Mário Coelho

Após mais de uma hora debatendo qual o resultado prático do empate em cinco votos, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram suspender o julgamento. Na prática, a suspensão mantém o candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas ainda no páreo, já que a análise do seu caso ainda não terminou. Antes, metade de corte entendeu que as novas regras de inelegibilidade valem para 2010, enquanto a outra parte defendeu a aplicação para 2012. "Nós vamos nos reunir para decidir o que fazer", afirmou o presidente do STF, Cezar Peluso.

Peluso adiantou, em entrevista dada após a sessão, que a reunião será aberta. No entanto, ela ainda não tem data prevista para acontecer. Depois o empate, o presidente do Supremo disse que não usaria a prerrogativa do voto de qualidade, como prevê o regimento interno do Supremo. Uma série de alternativas foram sugeridas. A discussão ficou acalorada. Ministros trocaram farpas entre si. Marco Aurélio Mello, em referência indireta ao presidente Lula, sugeriu de "convocar o responsável por essa cadeira vaga". Já José Dias Toffoli, o primeiro a votar pela aplicação da ficha limpa em 2012, afirmou que a melhor solução seria esperar a nomeação do ministro para a vaga do aposentado Eros Grau.

A discussão teve como centro artigos previstos no regimento interno do Supremo. Enquanto Marco Aurélio sugeria que Peluso desse o voto de qualidade, Ricardo Lewandowski afirmava, com base na mesma norma, que a decisão deveria obedecer o artigo 146. Nele, está estabelecido que, em caso de empate por falta de ministro, fica prevalecendo a decisão contestada. Ou seja, que o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantendo o indeferimento da candidatura de Roriz, fosse ratificado.

No entanto, a tese encontrou resistência entre os integrantes da corte que defendiam o voto de qualidade. Gilmar Mendes chegou a se exaltar. Depois, pela falta de alternativas, acompanhou Toffoli na sugestão de esperar pela nomeação. O clima ficou um pouco mais leve após uma brincadeira de Ellen Gracie. Ela disse que foi convocada para uma sessão no dia 23, e o dia 24 já tinha começado. "Senhor presidente, vou cobrar horas extras e o adicional noturno", brincou. Após, ela sugeriu que a sessão fosse interrompida e retomada nesta sexta-feira.

No entanto, por causa de compromissos de alguns ministros, a ideia foi descartada. Peluso, então, sugeriu que a sessão fosse interrompida até a nomeação do próximo ministro. Caso isso não acontecesse até data próxima das diplomações, em dezembro, a corte se reuniria e voltaria a debater o caso. "A responsabilidade do tribunal é histórica. Precisamos deixar de lado esse tipo de paixão. Nenhum dos ministros cede nos seus pontos de vista. Qualquer decisão a sociedade perceberá que é uma solução artificial. É o mais prudente ainda que tenha seus inconvenientes", disse. No fim, Peluso acabou cedendo à posição de outros ministros e simplesmente suspendeu o resultado, sem a condição da nomeação e sem data marcada para a retomada de julgamento.

Fonte: Congressoemfoco

Sanguessugas: 39 acusados por CPI são candidatos

Mais da metade dos 72 parlamentares denunciados por comissão que investigou máfia das ambulâncias disputa as eleições deste ano. A maioria quer voltar ao Congresso. Pelo menos 27 deles respondem pelo caso na Justiça

Divulgação
O ex-deputado federal Nilton Capixaba, acusado de receber R$ 631 mil no caso dos sanguessugas, quer voltar à Câmara. Na foto, publicada em seu site, ele aparece em comício em Alvorada do Oeste (RO)

Edson Sardinha e Eduardo Militão

Escândalo que envolveu o maior número de parlamentares em todas as legislaturas, a chamada máfia das ambulâncias resultou na abertura de processos de cassação contra 69 deputados e três senadores em 2006. Ninguém foi cassado. Mas apenas sete se mantêm no Congresso até hoje. Quatro anos depois, 39 dos 72 congressistas denunciados pela CPI dos Sanguessugas correm atrás agora de um novo mandato.

Entre os candidatos, 27 ainda têm contas a acertar com a Justiça Federal de Mato Grosso, onde tramita a maioria dos processos desencadeados pela Operação Sanguessuga, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. É o que revela levantamento feito pelo Congresso em Foco. De olho no voto do eleitor, eles respondem pelos crimes de quadrilha ou bando, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na lista dos processados estão, por exemplo, os ex-deputados Nilton Capixaba (PTB-RO) e Cabo Júlio (PMDB-MG), que deixaram a Câmara com parecer do Conselho de Ética pela cassação de seus mandatos. A falta de prazo após a decisão do Conselho impediu a análise dos pareceres pelo Plenário antes do término da legislatura que acabou em 31 de janeiro de 2007.

Vereador em Belo Horizonte, Cabo Júlio foi o primeiro parlamentar condenado em primeira instância por envolvimento com a máfia das ambulâncias, em agosto do ano passado. O peemedebista – que em abril admitiu responsabilidade no caso – recorre da decisão da 7ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais.

Apontado pela CPI como um dos líderes do “braço político” do esquema de venda de emendas parlamentares e superfaturamento de ambulâncias, Nilton Capixaba foi acusado de receber R$ 631 mil do esquema, o segundo maior montante dentre todos os congressistas. De acordo com pesquisas locais, ele aparece na quarta colocação na disputa por uma vaga de deputado federal por Rondônia.

O Congresso Nacional é o principal objeto de desejo dos candidatos que tiveram o nome, de alguma forma, associado à máfia das ambulâncias: 24 buscam um mandato na Câmara dos Deputados e três, de senador. Outros dois disputam vaga de suplente de senador e dez concorrem a deputado estadual.

AINDA HOJE: a lista dos candidatos que foram denunciados pela CPI dos Sanguessugas

Nova chance

O Congresso em Foco procurou os ex-parlamentares denunciados pela CPI dos Sanguessugas que buscam um novo mandato. Entre os que retornaram o contato feito pela reportagem, o sentimento é de que o eleitor está disposto a lhes dar uma nova chance. Acusados de receber propina em troca de emendas para a compra de ambulâncias, todos alegam inocência e se dizem vítimas de denúncias caluniosas dos empresários Luiz Antônio Vedoin, Darci Vedoin e Ronildo Medeiros, sócios da Planam, empresa que encabeçava o esquema. Os empresários também respondem criminalmente à Justiça.

“Lamentavelmente no Brasil, a palavra de um marginal, corrupto ou ladrão vale mais do que a palavra de um representante do povo. Se o marginal acusa, não precisa provar nada. Para a mídia, tudo passa a ser verdade, e o representante do povo então tem que provar que é inocente. Há uma clara inversão do ônus da prova”, reclama a ex-deputada federal Edna Macedo (SP), candidata a deputada estadual pelo PSL.

Edna diz que está provando sua inocência na Justiça e que, em vez de enriquecer, empobreceu durante o mandato na Câmara. “Perante a Justiça estou provando a minha inocência até porque inexiste qualquer prova de meu enriquecimento ilícito. A bem da verdade, durante o meu mandato de deputada federal fiquei mais pobre e os membros da minha família também. Nunca ostentei sinais de riqueza”, afirma.

A candidata acrescenta que não tem motivos para se envergonhar. “Sou serva de Deus e tenho a consciência tranquila de que exerci o meu mandato com dignidade, honestidade e a acima de tudo com lealdade aos meus eleitores e amigos. Ando de cabeça erguida e pedindo voto a cada pessoa que encontro”, declara a ex-deputada, irmã do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e tia do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

“Denuncismo” e leviandade

De olho em uma nova cadeira na Câmara, Nilton Capixaba classifica como “levianas” as acusações de que teria participado da máfia das ambulâncias. Segundo ele, a confirmação de sua candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, por unanimidade, reforça sua idoneidade. Em mensagem enviada por sua assessoria, o ex-deputado critica a retomada do assunto pela reportagem.

“O candidato acredita que este episódio de denuncismo pode ter sido encomendado por adversários para tentar desestabilizar sua candidatura que está forte nos quatro cantos de Rondônia. Nilton Capixaba acredita na Justiça e tem certeza de que a população vai saber discernir este momento lamentável da política de Rondônia”.

Presidente do diretório estadual do PTB, Capixaba diz que apenas direcionava as emendas e que não podia, por isso, responder pela execução delas. “Vale ressaltar que o papel do parlamentar é simplesmente direcionar as emendas. Quem realiza a compra e a aquisição do objeto é a prefeitura e quem aprova os projetos para aquisição das ambulâncias é o Ministério da Saúde” destacou Nilton Capixaba.

Candidato a senador pelo PSC de Rondônia, Agnaldo Muniz também se diz vítima de perseguição política. “Provei minha inocência. Foi maracutaia do PMDB. Todas as testemunhas me inocentaram. A Polícia Federal diz que nada foi encontrado a meu respeito. O negócio é direcionado só para prejudicar minha campanha”, protesta o ex-deputado, que ainda responde a processo na Justiça Federal de Mato Grosso pelo caso.

“Precisava me afastar daquele rolo”

Coriolano Sales (BA) aguarda o desfecho do julgamento da Lei da Ficha Limpa para saber se poderá assumir o mandato caso seja eleito em outubro. Ele e Marcelino Fraga (PMDB-ES), hoje candidato a deputado estadual, foram os únicos a renunciar ao mandato às vésperas da abertura do processo de cassação no Conselho de Ética. Por causa disso, a candidatura dos dois está sendo contestada na Justiça eleitoral.

O ex-deputado baiano do PFL, que tenta retornar à Câmara pelo PSDB, diz que jamais teve contato com qualquer integrante da máfia das ambulâncias e que não se arrepende de ter renunciado, mesmo vendo que nenhum de seus colegas acusados foi cassado.

Coriolano afirma que não poderia “adivinhar” que a lei da ficha limpa, sancionada quatro anos depois, pudesse retroagir. Ele diz ter decidido deixar a Câmara à época para tentar assumir um mandato-tampão na prefeitura de Vitória da Conquista (BA). Segundo colocado na disputa municipal de 2004, Coriolano esperava ser convocado para substituir o então prefeito, cassado pela Justiça eleitoral. “Precisava me afastar daquele rolo”, lembra, em referência à máfia dos sanguessugas.

O candidato diz ter sofrido sérios prejuízos políticos com a denúncia, segundo ele, jamais provada. “Pago essa conta até hoje”, declarou Coriolano. O Congresso em Foco deixou recados no celular de Marcelino Fraga, mas não teve retorno.

Hora da colheita

De olho numa nova vaga na Câmara, Fernando Gonçalves (PTB-RJ) demonstra otimismo. “Quem planta o bem colhe o bem”, afirma o petebista, por meio de sua assessoria. Os auxiliares do candidato se dizem confiantes na eleição e na comprovação da inocência do chefe. “Ele não tem nada a ver com isso. O nome dele apareceu porque teve emenda. Mas quem faz licitação é a prefeitura. Quem manda pagar é o Ministério da Saúde”, acrescenta a assessoria de Gonçalves.

Candidato a deputado estadual pelo PRB, o atual vereador do Rio João Mendes de Jesus nega não só o envolvimento com a máfia das ambulâncias como também que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. “Ele nem aparece no horário eleitoral, não faz campanha. Candidatou-se por pressão do partido. Ele é candidato, sim, à reeleição de vereador em 2012”, informa a assessoria do ex-deputado.

O paraibano Carlos Dunga diz não se incomodar com as denúncias feitas pela CPI. “Estou tranquilo e pronto para responder o que for. Não tenho dúvida de que não tenho participação no fato. Essa demora no julgamento não me angustia”, afirma o ex-deputado, que é suplente do senador Cícero Lucena (PSDB-PB).

Julgamento das urnas

O ex-deputado Heleno Silva preferiu não se candidatar em 2006. Mas agora diz esperar que o povo de Sergipe lhe dê nova oportunidade de representá-lo na Câmara, porque acredita que não existe nada contra ele, apesar de o processo judicial ainda não ter acabado. “Eu acho que eu me devo uma nova chance”, diz Heleno, candidato a deputado federal pelo PRB. “Abri mão de concorrer ao mandato passado. Vou ter o julgamento das urnas, que é o mais importante que existe”.

Josué Bengtson, ex-deputado pelo Pará, destaca que sua candidatura foi registrada sem problemas pela Justiça Eleitoral. Ele afirma que preferiu não disputar nada há quatro anos, quando o episódio da CPI dos Sanguessugas estava em todos os noticiários. “Tomei a decisão naquela época porque “É uma coisa muito ruim você ter que fazer uma campanha explicando”, disse ele, de volta ao cenário político.

Agora, diz Bengtson, a disputa está bem mais difícil. Se antes o PTB precisava de 30 mil votos para eleger um deputado, cada um deve buscar ao menos 100 mil, nas contas do candidato. Tudo por causa da coligação com um número maior de partidos.

Bengtson e Heleno Silva não foram os únicos a não tentarem um novo mandato no calor das denúncias de 2006. Outros 22 denunciados pela CPI dos Sanguessugas não disputaram a eleição. Dos 50 que se arriscaram ir às urnas, apenas cinco se reelegeram: Wellington Roberto (PR-PB), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Pedro Henry (PP-MT), Wellington Fagundes (PR-MT) e João Magalhães (PMDB-MG).

Entenda o caso: o que foi a Operação Sanguessuga

AINDA HOJE: a lista dos candidatos denunciados pela CPI dos Sanguessugas

Fonte: Congressoemfoco

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Atriz Ana Terra vem roubando a cena em "Malhação" Além de ser atriz, Ana Terra também canta Brinquedo Looping Star é fechado após acidente que deixou 16 feridos no Playcenter
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Médico acusa planos de interferir no tratamento

Renato Brandão
do Agora

Os planos de saúde criam dificuldades que atrasam a realização de serviços, como exames, e adiam as internações e as operações, segundo 403 médicos ouvidos pelo Datafolha, em pesquisa feita a pedido da APM (Associação Paulista de Medicina) entre junho e agosto deste ano.

De acordo com a pesquisa, 93% dos médicos afirmam que os convênios interferem em seu trabalho. "Para um paciente que precisa ser internado, tenta-se retardar ao máximo a internação. É um absurdo, praticamente um caso de polícia", disse Jorge Carlos Machado Curi, presidente da associação.

Os piores planos de saúde, segundo os médicos, são: Medial, Intermédica, Amil e Cassi --este último é o convênio do Banco do Brasil.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta sexta

Mãe deixa filha com casal para comprar drogas e criança é estuprada

Homem confessou ter estuprado a menina de 7 anos e a abandonado na rua. Ele e a mãe da criança foram presos

24/09/2010 | 10:08 | Fernanda Leitóles atualizado em 24/09/2010 às 13:04

Uma criança de 7 anos foi estuprada depois ser deixada com um casal de conhecidos da mãe, que havia saído para comprar drogas. O caso ocorreu na manhã de quinta-feira (23), em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. A menina foi encontrada nesta sexta-feira (24). Ela foi achada abandonada na rua, após ter sido abusada duas vezes pelo homem, de 26 anos, segundo informações da Polícia Militar. A mãe da criança e o estuprador, que confessou o crime, foram presos.

A avó materna da criança contou aos policiais que ligou, na quinta-feira, para o pai da menina – que é separado da mãe - informando que a mulher, de 32 anos, e a menina tinham sumido. O pai da criança acionou a PM e as buscas tiveram início.

A mulher foi encontrada e contou à polícia que havia deixado a criança com o casal. A PM foi até o endereço e, segundo o órgão, o homem confessou que estuprou a menina e que a abandonou após a segunda violência sexual.

O homem tem passagens pela polícia por roubo e por tráfico de drogas. De acordo com a PM, os abusos ocorreram no período da manhã e da tarde de quinta-feira em um cemitério e em um matagal da cidade. A polícia não soube informar se há participação da mulher dele no caso.

A criança foi encontrada deitada, sozinha, em uma rua do Jardim Guarituba, em Piraquara, por moradores da região, na manhã desta sexta-feira, por volta das 5 horas. Ela foi encaminhada para um hospital da capital para ser examinada.

Inicialmente, a PM havia informado que a mãe teria trocado a criança por pedras de crack. A versão foi corrigida pela polícia a partir dos fatos relatados pelos dois presos e pela menina.

Os dois detidos foram encaminhados para a delegacia de Piraquara. De acordo com a Polícia Civil, ainda não foi decidido se a mãe será indiciada por abandono de incapaz ou por exposição de menor a uma situação de risco. A mulher estava com pedras de crack e será indiciada também por tráfico de drogas.

A criança será ouvida novamente pela polícia – na presença do Conselho Tutelar - no período da tarde, em Piraquara. Outras testemunhas também prestarão depoimento nesta sexta-feira (24).
Fonte: Gazeta do Povo

Peluso, Ayres de Brito e a espada de Alexandre

Carlos Chagas

Estando a exigência da ficha-limpa nas eleições do dia 3 transformando-se num sonho de noite de verão, por ironia quando chegou a primavera, a pergunta que se faz é por que o presidente do Supremo Tribunal Federal inseriu nos debates a dúvida sobre a validade da referida lei. Afinal, discutia-se apenas se Joaquim Roriz poderia ser registrado como candidato ao governo de Brasília, tendo em vista que renunciara a uma cadeira no Senado para não ter seu mandato cassado, coisa que a lei punia com a proibição do registro.

Cezar Peluso atropelou o voto do relator, Ayres de Brito, levantando tertúlia muito maior, no caso, a validade e a constitucionalidade da lei como um todo. Argumentou que o Senado, a pretexto de promover uma emenda de redação, modificou fundamentalmente o espírito do texto, trocando a punição “aos que tenham sido condenados” pelo verbo “forem” condenados. Tratou-se de emenda de mérito e, assim, o projeto deveria ter retornado à Câmara, para aprovação ou rejeição. Como foi levado à sanção presidencial, ficou a lei prejudicada em sua inteireza, devendo o Supremo rejeitar qualquer apreciação a seu respeito, não apenas o recurso de Joaquim Roriz.

Não adiantou a contestação do ministro Ricardo Lewandowski, apresentando pareceres de filólogos de renome concluindo pelo sentido lato do verbo “forem”, quer dizer, a proibição do registro não se aplicaria apenas aos condenados depois da sanção da lei, mas também a condenações anteriores.

Suspensa a sessão de quarta-feira em função da balbúrdia instalada no plenário, quando quase todos os ministros falavam ao mesmo tempo, a questão ficou para ontem. Mais importante do que saber que a lei da ficha-limpa acabou arcabuzada seria perscrutar porque o presidente Cezar Peluso só agora levantou a dúvida. Afinal, o texto foi sancionado em junho. Discute-se, também, se a mais alta corte nacional de justiça tem o poder de agir ex-oficio, quer dizer, sem ter sido provocada por uma ação. Como guardiã da Constituição, pode? Mas Câmara, Senado e presidência da República deixaram de ver inconstitucionalidade no projeto, pela mudança no tempo dos verbos.

Ainda uma pergunta sem resposta: por que o senador Francisco Dornelles, presidente do PP, criou toda a celeuma, propondo a aparentemente simplória emenda de redação? O problema é que apesar da concordância do jurista Demóstenes Torres, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, abriu-se a dúvida sobre a modificação vir a beneficiar quantos candidatos tenham sido condenados no passado. Inclusive Paulo Maluf, patrono do PP…

Assim estávamos, ontem, antes que o Supremo Tribunal Federal decidisse a questão maior, da validade e constitucionalidade da lei da ficha-limpa, e a questão menor, se ela pode retroagir para prejudicar candidatos condenados antes de sua vigência. Um nó a desatar como poucos em toda a História do Judiciário. Resta indagar quem vai empunhar a espada de Alexandre: Cezar Peluso ou Ayres de Brito?

FAÇAM O QUE EU DIGO…

É milenar o adágio do “façam o que eu digo, não o que eu faço”. Os jornalões não têm limite em sua tentativa de demolir a candidatura de Dilma Rousseff. A moda, agora, é denunciar parentes de ministros e altas figuras da República incrustados no serviço público ou trabalhando em empresas privadas contratadas pelo governo.

Dúvidas inexistem de que a indigitada Erenice Guerra atropelou a ética e traiu a confiança que nela depositavam o presidente Lula e Dilma Rousseff. Afinal, foi abominável nomear marido, filhos, irmãos, sobrinhos e papagaios em diversas repartições públicas, além de facilitar contratos de empresas privadas com o erário.

Tudo, no entanto, tem limite. Acusar o ministro da Comunicação Social porque um filho dele trabalha numa companhia particular que presta serviços ao governo é um pouco demais. Ou muito demais. Denúncias, muitas vazias, que mal caberiam num canto de página, são transformadas em sucessivas manchetes. A queda de um ponto percentual de Dilma Rousseff nas pesquisas é celebrada como sua derrota na campanha sucessória.

Convenhamos, é demais. E quanto à blitz envolvendo a nomeação de familiares, seria bom lembrar que nas empresas jornalísticas… (cala-te boca!).

CENSURA ECLESIÁSTICA

Houve tempo em que os livros, para ser impressos, dependiam de autorização da Igreja. E até autores não ortodoxos iam parar na fogueira. Felizmente essa prática acabou faz muito. Restam, porém, alguns hábitos estranhos. Tome-se o importante debate promovido pela CNBB, na noite de ontem, entre os quatro principais candidatos presidenciais. As regras impostas pelos prelados proibiam perguntas que abordassem escândalos e denúncias. O espírito da proibição pode ter sido louvável, para que os pretendentes ao palácio do Planalto dedicassem suas falas a planos, programas e definições de importância. Mas tanto agora quanto na Idade Média, censura é censura, mesmo entre bispos…

ABSTENÇÕES

Faltando oito dias para as eleições, salta aos olhos uma dúvida que nenhum instituto de pesquisa é capaz de esclarecer, apesar das tentativas. Quantas serão as abstenções nesse universo de 132 milhões de eleitores? Não se fala dos votos em branco ou nulos, mas dos cidadãos que terão ficado em casa ou, mais grave ainda, compareceram às sessões eleitorais e não puderam votar. Afinal, mais uma dificuldade acaba de ser criada pela Justiça Eleitoral: além do título, o eleitor estará obrigado a apresentar outro documento no qual conste sua fotografia. Parece fácil de mandar, mas não será difícil de cumprir? Melhor teria feito o Tribunal Superior Eleitoral se, alguns anos atrás, tivesse determinado a mudança de todos os títulos de eleitor, obrigando trazerem a fotografia do portador. Custaria caro, mas para evitar abstenções, teria valido à pena.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Democratas prejudicados ameaçam deixar o partido

Lílian Machado

Apesar de o deputado federal ACM Neto (DEM) ter contestado a reportagem da Tribuna da Bahia, publicada na edição de ontem, intitulada “Alianças de ACM Neto prejudicam democratas”, e ter acusado as fontes de “levianas e apócrifas”, integrantes do partido voltaram a ratificar o enfraquecimento da sigla diante das parcerias do parlamentar. Em nota encaminhada ao jornal, o líder democrata fez esclarecimentos a respeito de suas alianças extrapartido, que, segundo o próprio, “são de conhecimento público”. De acordo com ele, a manifestação partiu “de personagens derrotados por antecipação, que apenas querem fazer intriga”.

Na reportagem de ontem, a Tribuna da Bahia mostrou relatos de correligionários - que por receio não quiseram ser identificados - sobre um possível “privilégio” do candidato a dobradinhas com postulantes de outros partidos. Foram citadas as parcerias com a deputada Maria Luíza (PSC), Léo Kret do Brasil (PR), Dona Raquel Ferreira (PSDB) e Bruno Reis (PRP).

Uma das fontes ouvidas voltou a se manifestar ontem sobre o assunto e mais uma vez confirmou que a situação colocada pelo deputado tem enfraquecido a representação estadual. A mesma fonte, que pediu para ser preservada informou que pelo menos três deputados estaduais do DEM que se sentem prejudicados pretendem deixar o partido após as eleições.

FONTE - Por sua vez, em comunicado, o deputado federal ACM Neto questionou a ausência de “coragem” das fontes de aparecerem. “(Meus acordos) não foram feitos na calada da noite, ao contrário das acusações. O que importa é que meus acordos são pautados pela coerência, pela lógica e pelo compromisso com a Bahia na disputa para deputado federal”, completou.

A respeito dos questionamentos do parlamentar sobre as fontes não identificadas, a Tribuna da Bahia informa que apenas seguiu a prática jornalística de preservação às fontes. Segundo os critérios estabelecidos pelo veículo, a preservação da fonte é um direito essencial do jornalista no trato da informação. O sigilo da fonte e a liberdade de informação do jornalista estão garantidos no Artigo 5° da Constituição e no Parágrafo 1° do Artigo 220.

Rui Costa dobra com opositor

Apesar de serem liberadas pela legislação eleitoral, as “dobradinhas inusitadas” têm incomodado integrantes de algumas coligações e causado estranheza ao olhar do eleitorado. Em busca de votos, muitos candidatos não têm respeitado a lógica política.

A nove dias das eleições, um dos casos que chamam a atenção é a parceria do ex-secretário Rui Costa (PT), candidato a deputado federal, e o deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN), no município de Nazaré das Farinhas. Costa é um dos nomes concorridos da coligação “Pra Bahia seguir em Frente”, do postulante à reeleição, Jaques Wagner (PT). Já Bacelar é considerado ferrenho opositor ao projeto petista, sendo integrante da campanha de Geddel Vieira Lima ao governo da Bahia.

Em conversa com a Tribuna, o ex-titular da pasta de Relações Institucionais disse que “a parceria não é algo natural”. “Apenas o prefeito que é do partido dele (PTN) o apoia para estadual e apoia a mim para federal”, minimizou.

Em Lauro de Freitas, se destaca a dobradinha do candidato a estadual Salvador de Brito, do PT, e o federal João Almeida, do PSDB. Outro exemplo de troca de votos acontece entre o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), e seu ex-correligionário, o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB).

Fonte: Tribuna da Bahia

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