quinta-feira, setembro 16, 2010

Recurso de Joaquim Roriz chega ao Supremo

Ação do ex-governador do DF é a primeira que chega ao STF, e balizará decisão final da Justiça sobre a Lei da Ficha Limpa

Mário Coelho

O primeiro recurso extraordinário contestando decisão tomada com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) chegou nesta quarta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A contestação do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que busca o quinto mandato à frente do Executivo local, questiona a posição tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em agosto, de barrar sua candidatura aplicando as novas regras de inelegibilidade. O relator será o ministro Carlos Ayres Britto.

TSE manda recurso de Roriz para o STF

Ministro rejeita recurso de Roriz contra Ficha Limpa

A defesa de Roriz elenca quatro argumentos para tentar reverter a posição tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), que mais tarde foi confirmada pelo TSE. Primeiro, os advogados do ex-governador afirmam que a Lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicada nas eleições de outubro. Isso por conta do artigo 16 da Constituição Federal, que prevê o princípio da anualidade em leis eleitorais. Porém, o entedimento do TSE foi outro. Para a maioria dos ministros, a norma não altera o processo eleitoral. Por isso, não é necessária a aplicação do princípio constitucional.

No recurso, outro argumento usado é que a renúncia de Roriz ao mandato de senador, em 2007, configurou um "ato jurídico perfeito", protegido pela Constituição Federal e, por isso, não pode ser causa de inelegibilidade. Para os advogados do ex-governador, como ele renunciou três anos antes da lei ser sancionada, não tinha como saber que, no futuro, deixar o cargo definitivamente poderia deixa-lo de fora das próximas eleições.

Em outro ponto, argumenta que a Lei da Ficha Limpa viola o princípio da presunção de inocência e também caracteriza um abuso do poder de legislar ao estipular um prazo de inelegibilidade que ofende o princípio constitucional da proporcionalidade. Por fim, sustenta que o indeferimento do seu registro de candidatura afronta o princípio do devido processo legal também previsto no artigo 5º da Constituição Federal.

Em julho de 2007, Roriz renunciou ao mandato de senador para o qual foi eleito em outubro de 2006 por conta de uma representação do Psol por quebra de decoro. A representação do Psol referia-se aos fatos investigados pela Operação Aquarela, que obteve gravações de ligações telefônicas em que Roriz aparecia discutindo a partilha de um cheque de R$ 2 milhões do empresário Nenê Constatino, dono da empresa Gol Linhas Aéreas. Na defesa, o então senador afirmou que a conversa era para fechar a compra de uma bezerra.

Fonte: Congressoemfoco

Por que Marina ainda não decolou

“Se tivesse que apostar nas razões para Marina ainda não ter decolado nestas eleições, diria que é porque, primeiro, ela não é “a mulher do cara”. E, segundo, pela falta de compreensão que a maior parte da população tem sobre o discurso da sustentabilidade”

Recentemente, uma jornalista perguntou para uma senhora moradora de uma cidade satélite de Brasília em quem ela votará para presidente da República no próximo dia 3 de outubro. A senhora, muito humilde, respondeu, sem hesitar: “Vou votar na Vilma, a mulher do Lula”. A Vilma – que não é a mulher do Fred Flintstone, pai da Pedrita e do Bamm Bamm – se chama Dilma e é conhecida como “a mulher do cara”, sendo o cara, o presidente Lula, que foi chamado de “o cara” por Barack Obama, presidente dos Estados Unidos.

Dilma-Vilma lidera as pesquisas de intenção de voto com vantagens consideráveis em relação aos seus principais concorrentes. Ao que tudo indica, a mulher do cara deve vencer as eleições no primeiro turno, a não ser que haja alguma surpresa... Apesar do favoritismo, Vilma tem perdido nos últimos dias pontos para a mulher que não é do cara, mas que já participou do governo do cara: a ex-ministra do Meio Ambiente e candidata do PV, Marina Silva.

Pesquisa do Datafolha, divulgada nesta semana, mostra que Marina tem crescido nas pesquisas entre eleitores que têm maior escolaridade e renda. Dos eleitores com ensino superior entrevistados, enquanto Vilma perdeu cinco pontos percentuais, Marina Verde cresceu quatro. Houve crescimento da candidata do PV também entre os que têm maior renda familiar mensal. A petista do cara perdeu sete pontos percentuais e a candidata do PV ganhou seis.

O crescimento da candidata do PV nas intenções de voto já era esperado pelos envolvidos na campanha de Marina, segundo afirma o presidente regional do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis. Entusiasmado com o crescimento da candidata verde também por estado, Sirkis assegura que o partido tem esperanças de Marina ir para o segundo turno. Segundo o Datafolha, a candidata do PV ultrapassou, no Distrito Federal, o principal adversário de Dilma – o candidato do PSDB, José Serra, o Zé, como ele prefere ser chamado – e cresceu entre eleitores do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“A gente já vinha prevendo, há um certo tempo, esse crescimento. São eleitores de um PT light, que se identificam mais com a Marina do que com Dilma. Mas esse é um segmento que por si só não será suficiente para ultrapassar o Serra e forçar um segundo turno, porém ele serve de detonador, é uma espoleta”, disse Sirkis, adiantando que o partido vai reforçar a campanha entre “mulheres pobres e o povo cristão”.

Sirkis tem razão. Para abrir fogo contra o adversário, os votos da elite, por si só, não são suficientes para definir uma eleição presidencial. O que define é o voto dos mais de 100 milhões de brasileiros que sairam da pobreza, beneficiados com programas sociais implementado no governo do “cara”. Marina, então, para fazer a diferença e ir para um segundo turno, teria que crescer entre os fiés seguidores do cara, que estão instalados nas camadas mais baixas da população. E aí é que mora o desafio.

No último debate entre os presidenciáveis, realizado pela Rede TV e pela Folha de S. Paulo, a jornalista Patrícia Zorzan fez uma pergunta emblemática, que revela o tamanho do desafio do Partido Verde. A jornalista questionou se Marina achava viável dizer aos brasileiros da classe C – que hoje são mais 100 milhões de pessoas, a maioria delas saiu há pouco tempo da linha de pobreza e agora começa a consumir – que, em nome da sustentabilidade do planeta, eles não poderão comprar como sempre sonharam.

A resposta de Marina foi efusiva: “As pessoas não precisam deixar de viver bem para proteger o meio ambiente e os recursos naturais. Aliás, para se viver bem, e continuar tendo condições de consumir, é fundamental que se tenha biodiversidade, terra fértil, água potável, ar puro. Essa concepção equivocada de opor meio ambiente a desenvolvimento é que precisa ser banida da face da Terra. O problema é que uma boa parte dos políticos e dos partidos, o PT e o PSDB, têm uma visão equivocada do desenvolvimento”.

Consumo e preservação ambiental ainda são colocados pela maioria dos brasileiros em lados antagônicos da balança do desenvolvimento – ainda que de lado opostos estejam, na verdade, o consumismo e a preservação. Se eu tivesse que apostar nas razões para Marina ainda não ter decolado nestas eleições, diria que a falta de teto para a candidata verde alçar voos maiores é porque, primeiro, ela não é “a mulher do cara”. E, segundo, justamente pela falta de compreensão que a maior parte da população tem sobre o discurso da sustentabilidade, bandeira número um da campanha do PV.

Fonte: Congressoemfoco

quarta-feira, setembro 15, 2010

Confira quais são as 10 cervejas mais vendidas no mundo

Todas elas são claras, leves, não têm mais de 5% de concentração de álcool

por SUPER INTERESSANTE

A revista Super conseguiu, com exclusividade, a lista das cervejas mais vendidas em 2009. Todas elas são claras, leves, não têm mais de 5% de concentração de álcool e patrocinam algum tipo de esporte. Duas delas são light (!), três são chinesas e uma é brasileira. E você sabia que a Skol é dinamarquesa?



10. Yanjing

Tipo: Pale lager (cor clara e muito transparente, sabor moderadamente amargo)

Volume de álcool: 4.5% (garrafa 330mL)

Terra natal: China

Patrocinou: Olimpíadas de Beijing

É cerveja oficial do Partido Comunista Chinês.





9. Coors Light

Tipo: Light (102 Kcal por lata de 350 mL)

Volume de álcool: 4,2%

Terra natal: Canadá

Patrocina: a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) e as corridas de Nascar.

Todas as suas embalagens vêm com “Certificado de Frio”: uma tinta especial que muda de cor quando a temperatura fica a menos de 4°C.





8. Heineken

Tipo: Pale lager

Volume de álcool: 4,3%

Terra natal: Holanda

Patrocina: UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) e diversos festivais musicais pela Europa, como o Oxegen, maior festival de música da Irlanda.

Possui um aplicativo pra iPhone conectado ao Facebook que serve para chamar seus amigos virtuais pra beber – na vida real, supostamente.





7. Tsingtao

Tipo: Pilsener (pálida, amarela e com presença de lúpulo)

Volume de álcool: 4,7%

Terra natal: China

Patrocinou: Olimpíadas de Beijing

Criada por alemães instalados na região, passou pelas mãos de japoneses e famílias chinesas até ser estatizada.





6. Brahma

Tipo: Pilsener

Volume de álcool: 5%

Terra natal: Brasil

Patrocina: Seleção Brasileira de Futebol, Copa do Mundo, Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos e carnaval de diversas cidades brasileiras.

Já teve Fernanda Montenegro, Maitê Proença, Mussum e Luiz Gonzaga como garotos propaganda da marca.



5. Corona

Tipo: Pale lager

Volume de álcool: 4,6%

Terra natal: México

Patrocina: Associação Profissional de Golf Feminino (LPGA), as corridas de Nascar no México, além de promover o Corona Music Fest, também no México.

Sua garrafa é transparente, “marca registrada” que faz com que ela se estrague mais rápido quando exposta ao sol ou a lâmpadas fortes. Talvez os mexicanos bebam no escuro.





4. Budweiser

Tipo: American Lager (Leves, claras, gaseificadas e aguadas)

Volume de álcool: 5%

Terra natal: Estados Unidos

Patrocina: Copa do Mundo, uma equipe de corrida Nascar e cavalos Clydesdales, utilizados para divulgação da marca.

Compartilha o mesmo nome da cerveja tcheca produzida em Budweis desde o século XIII (a americana foi criada em 1876). A justificativa da Bud americana é que a coincidência se deve ao estilo da cerveja (Budweiser significa “de Budweis”). A confusão dos nomes faz com que a marca americana seja vendida como Bud na Europa, onde a Budweiser Budvar (a tcheca) também é distribuída.





3. Skol

Tipo: Pilsener

Volume de álcool: 4,7%

Terra natal: Dinamarca

Patrocina: Seleção Brasileira de Futebol, Brasil Surf Pro (circuito de surf brasileiro), Carnavais de Recife e Olinda (PE), festas de São João em Campina Grande e Patos (PB), e diversos shows musicais. Possui um festival de música que acontece por todo o país, o Skol Beats.

Skol vem da expressão sueca “Skål”, que significa ‘Saúde!’ e é utilizada quando os loirinhos lá do norte fazem um brinde. É Dinamarquesa, mas tem licença para ser fabricada no Brasil desde 1967.





2. Bud Light

Tipo: Light (95 Kcal por lata de 350 mL)

Volume de álcool: 4,2%

Terra natal: Estados Unidos

Patrocina: NBA (Associação Nacional de Basquete dos EUA), UFC (associação americana de MMA), seleção mundial mexicana de futebol, entre outros.

Era a cerveja mais vendida no mundo até ser desbancada pela…:





1. Snow

Tipo: American Lager

Volume de álcool: 4,3%

Terra natal: China

Patrocina: Uma edição do “Man Vs Wild”, reality show do Discovery Channel britânico parecido com o No Limite, traduzido no Brasil como “À prova de tudo”.

Na China, é chamada de Xue Hua, que significa, literalmente, “flor da neve”.

É a única cerveja da lista vendida exclusivamente em um país – sorte dela que é no de maior população do planeta!

Fonte: The U.S. Beer Market: Impact Databank Review & Forecast, 2010 Edition

Fonte: Maceió Agora

Horário de Verão começa em 17 de outubro

Medida vale para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste

por G1

O Ministério de Minas e Energia informou nesta quarta-feira (15) que o horário de verão terá início em 17 de outubro deste ano e se estenderá até 20 de fevereiro de 2011.

O governo lembrou que o decreto presidencial número 6.558/2008 determina que a temporada para ajustar os ponteiros do relógio deve ter início no terceiro domingo do mês de outubro, prolongando-se até o terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente.

"A norma possui o objetivo de conscientizar a população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica. Na prática, o adiantamento do horário em uma hora diminui o carregamento nas linhas de transmissão, subestações e nos sistemas de distribuição, de forma que, o atendimento em épocas de maior consumo ocorra com maior eficiência", informou o Ministério de Minas e Energia, por meio de nota.

O horário de verão é válido para as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país. Em todas as regiões onde foi aplicada a medida contabilizou-se uma redução média na demanda de aproximadamente 5%, acrescentou o governo.

Outros países
Segundo o Ministério de Minas e Enerrgia, atualmente há vários países que fazem mudança no horário convencional para aproveitar a luminosidade do verão. Entre eles, estão os países membros da União Européia, a maioria dos países que formavam a antiga União Soviética, a maioria do Oriente Médio (Irã, Iraque, Síria, Líbano, Israel, Palestina), parte da Oceania (Austrália, em parte do seu território, e Nova Zelândia), a América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), alguns da América Central (Cuba, Honduras, Guatemala, Haiti e Bahamas) e da América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile).

O governo lembra que boa parte dos países que adota a medida está situada nas regiões consideradas como tropicais, como o Brasil e o Paraguai, na América do Sul, Cuba, Honduras, Guatemala e Haiti, na América Central, o México, na América do Norte, a Austrália, na Oceania, o Egito e o Marrocos, na África. Acresenta que, nos Estados Unidos, a medida se consolida no chamado “Daylight Savings Time”, que começa normalmente no primeiro domingo de abril e dura até o último domingo de outubro.

Norte e Nordeste
Sobre a não aplicação do horário de verão nos estados do Nordeste e Norte, o Ministério de Minas e Energia lembra que experiência demonstrou que a aplicação do horário de verão é mais efetiva quando abrange "regiões geo-elétricas mais definidas". Acrescenta que a opção pela aplicação nas regiões Sul e Sudeste/Centro Oeste justifica-se pelos "melhores resultados alcançados", e por se constituírem estes mercados na maior parte da carga do país.

"A sua aplicação nos submercados Norte e Nordeste não foi recomendada devido aos pequenos benefícios estimados nas avaliações do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS", acrescenta o governo. Os fundamentos de aplicação do horário de verão, segundo o Ministério de Minas e Energia, mostram que "quanto mais próximo aos trópicos tal aproveitamento é mais intensivo e quando se afasta destes e se aproxima da linha do Equador, se reduz o aproveitamento, tendo em vista a menor intensificação da luz natural ao longo do dia, no verão".
Fonte: Maceió Agora

Tiririca deve ter o dobro de votos de Clodovil, diz jornal

Com cerca de 1 milhão de votos, Tiririca seria capaz de eleger até outros quatro candidatos de sua coligação (que inclui PR, PT e PC do B), avaliou o presidente do Ibope

por ABRIL.COM

Clodovil recebeu 493 mil votos nas eleições de 2006 e ficou entre os deputados mais votados (Foto: Reprodução)

O comediante e candidato a deputado federal pelo Partido da República (PR) Tiririca lidera as pesquisas de intenção de voto em São Paulo. Estima-se que o dono do slogan “Pior que tá não fica” receba 1 milhão de votos no pleito de 3 de outubro – Clodovil recebeu 493 mil votos nas eleições de 2006 e ficou entre os deputados mais votados. As informações são do jornal “Extra”.

Segundo a publicação, Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, afirmou: “Não acharia uma aberração se Tiririca recebesse 1 milhão de votos”. Com esse patamar, ele seria capaz de eleger até outros quatro candidatos de sua coligação (que inclui PR, PT e PC do B), avaliou Montenegro.

Fonte: Maceió Agora

Presidente emérito do DEM aconselha Lula a não beber antes de comícios

O petista disse que é preciso “extirpar” o Democratas do Brasil

O presidente emérito do DEM, Jorge Bornhausen, atribuiu à ingestão de bebidas alcoólicas os ataques feitos pelo presidente Lula na segunda-feira (13), durante comício em Santa Catarina. O petista disse que é preciso “extirpar” o partido do democrata do Brasil, justamente no estado em que ele começou a carreira política.

Bornhausen afirmou à Folha.com que a manifestação é “chavista, incompatível com a democracia”. “Aconselho o presidente Lula a não faltar com a verdade, a não inaugurar obras inacabadas e a não ingerir bebida alcoólica antes dos comícios."

Em 2005, na época do escândalo do mensalão, o presidente emérito do DEM afirmou que “estaremos livres dessa raça por pelo menos 30 anos”, em referência ao PT, o que Lula disse ser “alimentar ódio”. Na segunda-feira (13), Jorge Bornhausen já havia chamado Lula de “protótipo do ditador” e o associado ao nazismo.

Fonte: Maceió Agora

Lula: Precisamos extirpar DEM da política brasileira

Extraído de: Maceió Agora

Em 2005, nas pegadas do escândalo do mensalão, Jorge Bornhausen, hoje presidente de honra do DEM, previra um futuro sinistro para o PT.

Bornhausen dissera: A gente vai se ver livre desta raça por, pelo menos, 30 anos.


Na noite desta segunda (13), num comício realizado em Santa Catarina, Estado de Bornhausen, Lula disse coisa semelhante sobre o DEM:

Nós precisamos extirpar o DEM da política brasileira.

Ao lado de Dilma Rousseff e de Ideli Salvati, candidatas do PT à Presidência e ao governo catarinense, Lula nominou o inimigo:

Não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio...

...Alguém de um partido que entrou na Justiça para acabar com Prouni, como o DEM entrou...

...Nós já aprendemos demais, já sa sabemos quem são os Bornhausen. Eles não podem vir disfarçados carneiros. Já conhecemos as histórias deles.

Ao referir-se à família no plural, Lula incluiu, além do patriarca, o filho dele, deputado Paulo Bornhausen, filho de Jorge e líder do DEM na Câmara.

Em Santa Catarina, o DEM concorre ao governo com o senador Raimundo Colombo, segundo colocado nas pesquisas, atrás de Angela Amin (PP) e à frente de Ideli.

No plano nacional, o partido de Bornhausen é o principal aliado do tucano José Serra.

Lula escalou o palanque em Joinville. A certa altura, lembrou que já estivera na cidade para pedir votos para Luiz Henrique (PMDB).

Fechado com Serra e Colombo, Luiz Henrique disputa o Senado, depois de presidir o Estado coligado a tucanos e demos.

Fico preocupado porque, quando eu ainda nem conhecia Joinville, vim aqui apoiar Luiz Henrique...

...Quando ele foi eleito governador, pensava que era para mudar o Estado. E ele trouxe de volta o DEM, que nós prescisamos extirpar da política brasileira.

Ao pedir votos para Ideli, Lula disse que a petista enfrenta a direita raivosa, a direita com ódio. Súbito, recuou no tempo.

É a mesma direita que articulou e levou o Getulio Vargas a dar um tiro no coração, a mesma direita que levou o João Goulart a renunciar...

É a mesma direita que disse que Juscelino Kubitschek não podia ganhar, se ganhasse não tomava posse e se tomasse posse não ia governar...

...Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo em 2005. E não fez porque eu tinha ingrediente a mais.

Nesse ponto, Lula dirigiu-se à platéia: Eu tinha vocês. Eles nunca tinham lidado com um presidente que tinha nascido no berço da classe oporária desse país.

Quando eles queriam que eu ficasse em Brasília ouvindo o discurso deles, eu disse pra Dilma: fique em Brasília que eu vou pras ruas enfrentá-los.

Lula ergueu o tom de voz. E voltou-se novamente para o presente: Vou pras ruas enfrentá-los e derrotá-los, como estamos fazendo agora nesse momento.

Fonte: jusbrasil

Os escândalos políticos midiáticos

Por Venício A. de Lima, do Observatório da Imprensa

Tão logo as pesquisas revelaram que uma das candidatas à presidência da República havia atingido índices de intenção de voto difíceis de serem revertidos, e que os resultados indicavam a possibilidade de decisão ainda no primeiro turno, a grande mídia e seus "formadores de opinião" reagiram prontamente. Insistiram eles que fatos novos poderiam ocorrer e que ainda era muito cedo para cantar vitória.

Um exemplo: sob o título "Festa na véspera", a principal colunista de economia do jornal O Globo escreveu em sua coluna "Panorama Econômico" do dia 31 de agosto:

"Então é isso? Uma eleição cuja campanha começou antes da hora acabou antes que os votos sejam depositados na urna? (...) Fala-se do futuro como inexorável. O quadro está amplamente favorável a Dilma Rousseff, mas é preciso ter respeito pelo processo eleitoral. Se pesquisa fosse voto, era bem mais simples e barato escolher o governante."

Simultaneamente, a poucas semanas do primeiro turno das eleições, os jornalões, a principal revista semanal e a principal rede de televisão abriram fartos espaços para a divulgação de "escândalos" com a óbvia intenção de atingir a reputação pública da candidata favorita.

O primeiro, diz respeito a vazamento de informações sigilosas da Receita Federal ocorridos em setembro de 2009 [antes, portanto, da escolha oficial dos candidatos e do início da campanha eleitoral]. O "escândalo" foi imediatamente comparado com o caso Watergate, que levou à renúncia o presidente dos EUA Richard Nixon, em 1974, e também à prisão de integrantes do PT em hotel de São Paulo, em 2006. A narrativa midiática logo passou a referir-se a ele como "Aloprados II" e/ou "Receitagate".

O segundo, que surge tão logo o primeiro parece não ter atingido os objetivos esperados, faz um incrível malabarismo ao tentar incriminar a candidata favorita através de ações de lobby e tráfico de influência atribuídos ao filho de sua ex-auxiliar. Um exemplo: a manchete de primeira página da Folha de S.Paulo de domingo (12/9): "Filho do braço direito de Dilma atua como lobista".

O que estaria acontecendo na grande mídia brasileira?

Controle e dinâmica

Em abril de 2006, no correr da "crise do mensalão", escrevi neste Observatório [ver "Escândalos midiáticos no tempo e no espaço"] sobre o conceito de "escândalo político midiático" (EPM) desenvolvido pelo professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, John B. Thompson, em seu aclamado O escândalo político – Poder e visibilidade na era da mídia (Vozes, 1ª edição, 2002).

O momento é oportuno para retomar os ensinamentos de Thompson.

Os EPM surgem historicamente no contexto do chamado jornalismo investigativo, combinado com o crescimento da mídia de massa e a disseminação das tecnologias de informação e comunicação. E, sobretudo, no quadro das profundas transformações que ocorreram na natureza do processo político, ainda dependente, em grande parte, da mídia tradicional. Envolve indivíduos ou ações situados dentro de um campo ligado à aquisição e ao exercício do poder político através do uso, dentre outros, do poder simbólico. Fundamentalmente, o exercício do poder político depende do uso do poder simbólico para cultivar e sustentar a crença na legitimidade.

O poder simbólico, por sua vez, refere-se à capacidade de intervir no curso dos acontecimentos, de influenciar as ações e crenças de outros e também de criar acontecimentos, através da produção e transmissão de formas simbólicas. Para exercer esse poder, é necessário a utilização de vários tipos de recursos, mas, basicamente, usar a grande mídia, que produz e transmite capital simbólico – vale dizer, controla a visibilidade pública. A reputação, por exemplo, é um aspecto do capital simbólico, atributo de um indivíduo ou de uma instituição. O que está em jogo, portanto, num EPM é o capital simbólico do político, sobretudo sua reputação.

Como a grande mídia se tornou a principal arena em que as relações do campo político são criadas, sustentadas e, ocasionalmente, destruídas, a apresentação e repercussão dos EPM não são características secundárias ou acidentais. Ao contrário, são partes constitutivas dos próprios EPM.

Escândalo político midiático, portanto, é o evento que implica a revelação, através da mídia, de atividades previamente ocultadas e moralmente desonrosas, desencadeando uma seqüência de ocorrências posteriores. O controle e a dinâmica de todo o processo deslocam-se dos atores inicialmente envolvidos para os jornalistas e para a mídia.

Jogo de poder

Na verdade, a grande mídia ainda detém um enorme poder de legitimar a esfera propriamente política através do tipo de visibilidade pública que a ela oferece. Os atores da esfera política dependem de visibilidade na esfera midiática para se elegerem e/ou se manterem no poder. Através desse poder, próprio da esfera midiática, a grande mídia tenta submeter e controlar o processo político, em particular os processos eleitorais. É aí que surgem os EPM.

Não seria exatamente a tentativa de controlar a esfera propriamente política o último recurso que a grande mídia – declaradamente oposicionista pela voz da presidente da ANJ – estaria a exercer na construção de EPM a poucas semanas das eleições?

Será que o Brasil de 2010 é o mesmo de 2006, quando tentativa semelhante levou as eleições presidenciais para o segundo turno?

O que está realmente em jogo é o poder da mídia tradicional – e, por óbvio, dos grupos dominantes do setor – em tempos de profundas transformações nas comunicações. Em tempos de internet.

Quem viver verá.


(Envolverde/Observatório da Imprensa)

STJ mantém governador do Amapá preso Mário Coelho

Mário Coelho

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha acatou nesta terça-feira (14) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e prorrogou a prisão temporária do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), por conta da Operação Mãos Limpas. Além dele, também continuarão presos o ex-governador e candidato ao Senado no estado Waldez Goés (PDT) e o presidente do Tribunal de Contas (TCE-AP), José Júlio Miranda. Os outros três são o ex-secretário de Educação José Adauto Santos Bitencourt, o secretário estadual de Segurança, Aldo Alves Ferreira, e o empresário Alexandre Gomes de Albuquerque.

Joaquim Barbosa nega liberdade a Waldez Goés

A medida foi solicitada hoje pelo MPF. De acordo com o órgão, o pedido de prorrogação foi necessário para não comprometer os depoimentos em curso e o andamento das investigações. Como o inquérito está sob segredo de justiça, o nome dos envolvidos não pode ser divulgado. Segundo o STJ, o relator do inquérito prorrogou a prisão temporária por mais cinco dias. Os outros 12 presos na última sexta-feira (10) serão liberados. O ministro, de acordo com a corte, já expediu os alvarás de soltura.

A prisão temporária terminava à meia noite desta terça-feira. A Operação Mãos Limpas resultou na prisão de 18 pessoas na sexta-feira. De acordo com a apuração da Polícia Federal, que contou com o apoio da Receita Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Banco Central, eram desviadas verbas dos fundos de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

As investigações começaram em agosto de 2009 e revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Amapá. Os envolvidos são investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.

Fonte: Congressoemfoco

Se eleição fosse hoje, Dilma teria 63% do Senado

Cresce a performance dos candidatos governistas, de acordo com as últimas pesquisas, aumentando o tamanho da base da candidata petista num eventual governo. Arthur Virgílio, um dos maiores inimigos do governo, neste momento está fora do Senado

Saulo Cruz/Agência Câmara
Vanessa Grazziotin, do PCdoB, ameaça deixar o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, sem mandato

Rudolfo Lago

Se a onda vermelha, como mostrou o Congresso em Foco no dia 7 de setembro, não alterou muito as disputas para os governos estaduais, o mesmo não se pode dizer da disputa para o Senado. Em agosto, levantamento do site já mostrava que Dilma Rousseff (PT), caso as eleições fossem naquele momento, teria uma maioria confortável de 57% no Senado em um eventual governo. Mas alguns dos principais algozes do atual governo continuariam a postos para assombrá-la. Passado pouco menos de um mês, novo levantamento demonstra que candidatos governistas viraram situações desfavoráveis em alguns estados e aumentaram o tamanho da base de Dilma, caso ela seja mesmo eleita presidente, como demonstram hoje as pesquisas.

Se as eleições fossem hoje, tomando-se como base a última pesquisa disponível em cada estado, levando-se em conta os dois primeiros colocados e o terço de senadores que prosseguirão por mais quatro anos, Dilma, caso eleita, teria o apoio de 63% dos senadores, ou 51 deles. Serra, hoje, teria ao seu lado apenas 27 senadores (33,3%). Marina Silva, do PV, teria situação complicada: nenhum senador em sua base de apoio. E Plínio de Arruda Sampaio (Psol), na remotíssima hipótese de se eleger, poderia contar com Heloisa Helena, que deve se eleger senadora por Alagoas.

Como seria o Senado se as eleições fossem hoje

Últimos números das pesquisas para o Senado

A tarefa de livrar Dilma de opositores ferrenhos vem obtendo sucesso no Amazonas e no Rio de Janeiro. No Amazonas, o senador Arthur Virgílio (PSDB) é nome que consta de uma “lista negra” do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que contém nomes que ele não quer de forma alguma ver de novo no Senado pelos problemas que lhe causaram na oposição. Até a última pesquisa, Arthur parecia que conseguiria garantir um novo mandato: ele aparecia em segundo, atrás de Eduardo Braga, do PMDB. Pesquisa do Ibope realizada entre 10 e 12 de setembro, porém, mostra que ele foi ultrapassado pela deputada Vanessa Grazziotin, do PCdoB. E Eduardo Braga disparou, com 80% das intenções de voto.

No Rio, Dilma livrou-se – pelo menos neste momento - de uma potencial dor de cabeça: o ex-prefeito César Maia, pai do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia. César Maia era o segundo nome, perdendo apenas para Marcelo Crivella, do PRB. Mas, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro, foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria.

Mudança do eixo oposicionista

Berço do PSDB, São Paulo, com a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa para tratar de um câncer, não deverá ter senadores oposicionistas na bancada caso se confirme um eventual governo Dilma. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, a bancada paulista será formada por dois petistas que já foram marido e mulher – Eduardo e Marta Suplicy – e complementada pelo cantor de pagode e vereador Netinho de Paula (PCdoB), que hoje lidera a pesquisa.

Essa derrocada paulista aponta para Minas Gerais como novo eixo de liderança da oposição ao governo. Ali, Aécio Neves (PSDB) segue com folga para se eleger senador. E puxa com ele o ex-presidente Itamar Franco, que deverá ser o único senador do PPS. A bancada se completa com Elizeu Rezende (DEM), que permanecerá por mais quatro anos.
Outra indicação da possibilidade de deslocamento do eixo de liderança da oposição para fora de São Paulo é o bom desempenho de Tasso Jereissati (PSDB) no Ceará. E a formação de um enclave oposicionista – confirmadas as últimas pesquisas – em Goiás, com os tucanos Marconi Perillo e Lúcia Vânia e o demista Demóstenes Torres.

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Últimos números das pesquisas para o Senado

Fonte: Congressoemfoco

PF vai investigar denúncia de lobby na Casa Civil

Thomaz Pires

A Polícia Federal decidiu abrir inquérito para investigar a denúncia de tráfico de influência na Casa Civil envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a ministra não será investigada porque, segundo ele, Erenice "não está diretamente envolvida nos fatos". Como ministra, ela só poderia ser investigada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro disse que a PF vai investigar se o filho de Erenice praticou tráfico de influência ao fazer lobby, em troca de uma "taxa de sucesso", para uma empresa aérea obter contrato com os Correios. A denúncia foi publicada no último fim de semana pela revista Veja. O envolvimento da ministra no caso também será apurado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Por meio de nota oficial (veja a íntegra abaixo), Erenice voltou a rebater hoje (14) as denúncias da revista. No comunicado, a ministra alega estar sendo vítima de uma campanha difamatória.

"Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um 'fato novo' que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado", disse a chefe da Casa Civil, sem citar o nome do adversário tucano, José Serra.

A ministra afirma ter encaminhado aos ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, e da Justiça, Luiz Paulo Barreto, pedidos para a abertura de investigações sobre as acusações publicadas pela revista. Segundo a reportagem, o filho de Erenice, Israel Guerra, intermediou a renovação de contratos milionários para empresas em troca de propina após a confirmação dos negócios.

A ministra classificou as acusações de “mentiras” e disse esperar celeridade nas apurações e confiar na competência das autoridades. Segundo ela, a reportagem é a “mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira”.

A nota alega que a reportagem divulgada pela revista faltou com o compromisso ético jornalístico. “Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística”, escreveu.

Hoje pela manhã, o presidente Lula se reuniu com ministros para discutir o assunto e a violação de dados sigilos da Receita Federal. Também nesta terça-feira, o DEM pediu que a Procuradoria-Geral da República apure as denúncias contra a ministra da Casa Civil.

Lei a nota de Erenice Guerra:

NOTA Á IMPRENSA

1. Encaminhei aos Ministros Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, e Luis Paulo Teles, da Justiça, ofícios em que solicito que se procedam todas as investigações necessárias no sentido de apurar rigorosamente os fatos relatados em matéria publicada pela revista Veja, em sua edição mais recente, e que envolvem tanto minha conduta administrativa quanto a de familiares meus.

2. Espero celeridade e creio na exação e competência das autoridades às quais solicitei tais apurações.

3. Reafirmo ser fundamental defender-me de forma aberta e transparente das mentiras assacadas pela revista Veja. E assim o faço diante daquela que já é a mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira.

4. Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística.

5. Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um "fato novo" que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado.

6. Pois o fato novo está criado e diante dos olhos da Nação: é minha disposição inabalável de enfrentar a mentira com a força da verdade e resoluta fé na Justiça de meu país, sem medo e sem ódio.


Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República

Fonte: Congressoemfoco

Nos jornais: Mesmo no governo, Erenice foi dona de duas empresas

O Globo

Mesmo no governo, Erenice foi dona de duas empresas

A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi sócia de duas empresas enquanto ocupava cargos no governo Lula, a partir de 2003. Ela é suspeita de tráfico de influência por causa da ação de seu filho, Israel Guerra, na intermediação de contratos com o governo. Erenice teve participação nas duas empresas, sediadas em Brasília, desde 1994, quando deixou a Eletronorte, até 14 de março de 2007, quando já era assessora de Dilma Rousseff na Casa Civil. Uma terceira empresa, de segurança e arapongagem, foi aberta em 1997 em nome de Israel Guerra e de uma "laranja”. Ontem, o escândalo derrubou um assessor de confiança de Erenice - na Casa Civil, sócio oculto do filho dela, também sob suspeita. 0 presidente Lula cobrou explicações de Erenice, mas decidiu mantê-la no cargo. A conduta da ministra, que continua negando tudo, será analisada pela Comissão de Ética Pública.

Caso Erenice: ministra controla direção dos Correios

A forte atuação da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, nos últimos meses, para mudar o comando dos Correios - o que ocorreu no final de julho - virou motivo de grande desconforto e preocupação no Palácio do Planalto. Já há o reconhecimento de que Erenice operou, não só para efetuar mudanças na estatal, como, na prática, passou a controlar os Correios.

A empresa está subordinada ao ministro das Comunicações, José Artur Filardi. No entanto, hoje Erenice tem ascendência direta sobre os dois principais cargos da estatal: o presidente David José de Matos e o diretor de Operações, o coronel Artur Rodrigues Silva. Os dois são indicações pessoais da ministra.

Contrato de R$ 19 milhões com a Infraero

Antiga empresa do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, a RCM Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo Ltda ganhou em agosto uma licitação da Infraero no valor R$ 19 milhões.

O contrato é para cuidar de manuseio de cargas, por um ano, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Rodrigues Silva, conhecido como coronel Artur, deixou a empresa em 2008, mas, em seu lugar, ficou sua mulher, Eugenia Maria. Em fevereiro, ela também saiu da RCM.

Serra crê em mais focos de corrupção na Casa Civil

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem acreditar no surgimento de novos focos de corrupção no governo federal, desde que o Ministério Público passe a investigar as denúncias de tráfico de influência no ministério da Casa Civil.

O tucano desdenhou do trabalho da Comissão de Ética Pública da Presidência, que vai apurar o escândalo. Para Serra, que fez corpo a corpo pelas ruas do centro de Itapeninga, no interior paulista, uma teia foi instalada em estatais como os Correios para "encher o bolso" de pessoas ligadas ao governo e ao PT.

Em comício ao lado de Dilma, Lula fala em 'extirpar o DEM'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Joinville, durante comício ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que o "DEM precisa ser extirpado" da política brasileira.

Lula acusou a família Bornhausen, que tem sua base eleitoral em Santa Catarina, de integrar a "direita raivosa" que tentou, segundo ele, derrubá-lo do poder em 2005. Ele não citou o escândalo do mensalão, ocorrido na época.

- Essa direita raivosa é a mesma direita que articulou para Getulio dar um tiro no coração, não queria deixar Jango governar e boicotou o governo de Juscelino. Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo, em 2005. E não o fez porque eu tinha um ingrediente a mais, eu tinha vocês - disse Lula no palanque, ao lado de Dilma e da senadora Ideli Salvatti, candidata do PT ao goveno estadual.

Eduardo Jorge terá acesso a documentos

A juíza da 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Polyanna Martins Alves, determinou nesta segunda-feira que a Polícia Federal permita aos advogados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, acesso ao inquérito que investiga a quebra de sigilo fiscal de tucanos e familiares do presidenciável José Serra (PSDB).

No despacho, a juíza ressalta que os advogados podem, inclusive, analisar documentos de diligências ainda não concluídas, assim que forem incorporados ao processo.

Quebra de sigilo: protesto do PSDB em Mauá

O PSDB vai promover, na próxima quinta-feira, um ato de repúdio aos casos de violação de sigilos fiscais na Receita Federal que atingiram, entre centenas de contribuintes, a filha e o genro do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

O evento será feito em Mauá, berço do escândalo. Antes dos discursos em um estádio na cidade, o PSDB cogita fazer uma "lavagem" simbólica da calçada em frente à Delegacia da Receita.

Ministro do TSE cassa registro de Paulo Rocha

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Aldir Passarinho Junior cassou nesta segunda-feira o registro da candidatura do deputado federal Paulo Rocha (PT-PA) ao Senado, com base na lei da Ficha Limpa.

Ele considerou Rocha inelegível por ter renunciado ao cargo de deputado federal em 2005, quando seu nome estava envolvido no escândalo do mensalão, para fugir da cassação.

Vanessa passa Arthur Virgílio no Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, encomendada pela TV Amazonas, afiliada da TV Globo no Amazonas, mostra que a candidata ao Senado Vanessa Grazziotin (PCdoB) ultrapassou Arthur Virgílio (PSDB).

Ela alcançou 39% das intenções de voto, contra 34% do tucano, mas a diferença dos dois ainda está dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

AP: presos na Operação Mãos Limpas perdem votos

Pesquisa Ibope, encomendada pela Rádio TV do Amazonas e divulgada nesta segunda-feira, mostra uma queda dos candidatos do Amapá presos durante a Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal. Um dos presos, o governador Pedro Paulo (PP), candidato à reeleição, caiu oito pontos. Saiu de 19% em agosto para 11% agora, caindo da terceira para a quarta posição.

A liderança continua com Lucas Barreto (PTB), que tem 34%, seguido por Jorge Amanajás (PSDB) com 23% e Camilo Capiberibe (PSB) com 17%. Em agosto, Barreto tinha 28%, Amanajás 20% e Camilo Capiberibe 10%. Genival Cruz (PSTU) tem 1%. Brancos e nulos são 3% e indecisos, 10%.

Folha de S. Paulo

PF acha R$ 167 mil na casa do governador do Amapá

A Polícia Federal encontrou R$ 167 mil e US$ 2,5 mil em espécie durante as buscas na casa do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição, preso na sexta-feira passada na Operação Mãos Limpas.

Dias era o principal alvo das investigações desde que foi secretário estadual de Saúde na gestão do governador anterior, Waldez Góes (PDT), que também foi preso.

Lula cita prisão de aliado para elogiar governo

O presidente Lula citou ontem, em Criciúma (SC), as prisões da Operação Mãos Limpas, no Amapá, para mostrar que seu governo ""prende quem rouba".

As prisões aconteceram na última sexta-feira. Na véspera, porém, Lula havia aparecido no horário eleitoral gratuito pedindo votos para o ex-governador Waldez Góes, candidato do PDT ao Senado e um dos presos na operação.

Ex-diretora rebate Peluso sobre conselho

Neide de Sordi, ex-diretora do Departamento de Pesquisas Judiciais, órgão do Conselho Nacional de Justiça, contesta a alegação de Cezar Peluso, presidente do CNJ, que atribuiu à aposentadoria dela o fato de o Conselho Consultivo, indicado em 2009 por Gilmar Mendes, não se reunir desde abril.

"A minha aposentadoria não pode ser usada para justificar a inoperância do CNJ", afirmou, em mensagem enviada sexta-feira aos nove consultores que acompanham as pesquisas para aprimoramento do Judiciário.

ONU critica trabalho escravo no Brasil

Falta de punições, número insuficiente de policiais e assassinatos de defensores dos direitos humanos são alguns dos obstáculos para a erradicação do trabalho análogo ao escravo no Brasil.

A informação é da relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão, Gulnara Shahinian, que veio ao país em maio. As críticas estão em relatório que será divulgado hoje no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Ações contra trabalho irregular resultam em multa de R$ 448 mil

Três ações contra trabalho escravo resultaram no pagamento de R$ 448 mil em verbas rescisórias para 167 pessoas achadas em condições análogas à escravidão em plantações de morango, em MG, e em canaviais, no RJ.

Em Campos (norte do RJ), a ação do Ministério Público do Trabalho achou 33 trabalhadores em situação irregular. Em MG, 51 trabalhadores de Cambuí (447 km de BH) foram encontrados em situação irregular em 12 de agosto -39 em condições análogas à escravidão.

Governo tenta debelar crise e demite assessor da Casa Civil acusado de lobby

O governo lançou uma operação para tentar impedir que a acusação de lobby envolvendo o filho da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) atinja em cheio a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência e contamine os últimos meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Um servidor da Casa Civil subordinado à ministra foi exonerado e Erenice disse estar disposta a abrir seus sigilos bancário e fiscal e também de familiares.

Filho de Erenice diz que foi "enganado"

O filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Israel Dourado Guerra, 32, disse ontem à Folha que foi "enganado" pelo consultor de empresas Fábio Baracat.

"Eu fui enganado por aquele rapaz. Ele se dizia dono da empresa, se dizia ser sócio. Ele se mostrava como um empresário bem-sucedido, bem-intencionado", afirmou o filho de Erenice.

Casa Civil pediu ao Itamaraty carta para marido de ministra

A Casa Civil pediu carta de apresentação ao Itamaraty para que o marido da hoje ministra Erenice Guerra viajasse ao exterior representando uma empresa privada em 2007, ano em que ela ocupava a secretaria executiva e a candidata Dilma Rousseff (PT) era a titular da pasta.

Troca de e-mails a que a Folha teve acesso revela que Raymundo Magno, então assessor especial da Casa Civil, solicita "nota diplomática" de pedido de visto para os EUA e para a China para José Roberto Camargo Campos.

Escritório de irmão teve 3 contratos com a União

O escritório de advocacia em que trabalhou um dos irmãos da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) teve desde 2004 três contratos, todos sem licitação, com a União no valor total de R$ 63,5 mil.

Em 2004, o Trajano & Silva Advogados -que até março tinha como um dos sócios Antonio Alves de Carvalho, irmão da ministra- recebeu R$ 32 mil da Eletronorte, órgão em que Erenice fez carreira, para fazer pareceres sobre a usina de Belo Monte.

Presidente da Anac determina devassa em cargos comissionados

A diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, determinou que a agência faça uma checagem dos indicados para cargos de confiança. A Casa Civil vai analisar as informações.

A medida atinge principalmente as indicações feitas pelos diretores de Regulação Econômica, Ricardo Bezerra, e de Infraestrutura Aeroportuária, Rubens Vieira. Eles tomaram posse em agosto.

Justiça tira polícia de SP de apuração de violação

DE SÃO PAULO Decisão da Justiça de Santo André (ABC) considerou que o inquérito sobre o uso de procurações falsas para quebrar o sigilo fiscal da filha de José Serra não deve tramitar no Judiciário de São Paulo, o que, na prática retira a Polícia Civil paulista das investigações do caso.
A medida frustra a expectativa do PSDB de que as apurações da Polícia Civil de São Paulo, sob o governo do partido, levassem à demonstração da ligação das violações a filiados do PT antes das eleições de outubro.

Lula agora quer "extirpar" o DEM da política brasileira

Em comício ontem à noite em Joinville ao lado da candidata Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula afirmou que é preciso "extirpar" o DEM da política brasileira, pois é um partido que "alimenta ódio".

Lula se referia a uma frase dita em 2005 pelo então presidente do PFL (atual DEM), Jorge Bornhausen, durante o escândalo do mensalão. Ao falar do PT, ele comentou: "Estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos".

Marina cresce entre eleitores mais ricos

Imune ao escândalo da Receita, a presidenciável Marina Silva (PV) aproveitou o tiroteio entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para crescer no eleitorado de maior renda e escolaridade.

Dados da última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, mostram que ela herdou os votos que a petista perdeu após ser vinculada à quebra de sigilos fiscais.

PSDB se queixa de atuação de Serra em debate

Integrantes da campanha de José Serra (PSDB) não escondiam ontem insatisfação com o desempenho dele no debate Folha/RedeTV!. Tucanos se queixaram da falta de objetividade, do uso de expressões e da linguagem corporal. Tenso, Serra mal conseguia concluir o raciocínio dentro do tempo fixado. Sua performance foi discutida em reunião.

PT aposta em vídeo de Lula para alavancar Mercadante

A campanha do senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, reserva para a reta final da disputa vídeo em que ele aparecerá em diálogo emotivo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O filme será usado na propaganda eleitoral e foi produzido na semana passada, em Brasília.

Governador lidera pesquisa no Ceará com 58%

Com 42 pontos de dianteira, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), seria reeleito no primeiro turno se a eleição terminasse hoje, aponta o Datafolha.

Se considerados somente os votos válidos, Cid sairia das urnas com 69%, um dos maiores percentuais entre os que lideram pesquisas. Ele tem agora 58% .

Ibope aponta liderança de Anastasia, com 9 pontos à frente de Hélio Costa

DE BELO HORIZONTE - Pesquisa Ibope sobre as intenções de voto para o governo de Minas, divulgada ontem, coloca o candidato à reeleição Antonio Anastasia (PSDB) nove pontos à frente do seu principal concorrente, o senador Hélio Costa (PMDB).

Anastasia tem 41% das intenções de voto, contra 32% do peemedebista. Os indecisos somam 15% dos entrevistados. Brancos e nulos são 9%. Os demais candidatos na disputa somaram 2%. Esse resultado indica a vitória tucana no primeiro turno.

Funcionária investigada por violações é "devolvida"

A Superintendência da Receita Federal em São Paulo encaminhou ontem uma solicitação de retorno imediato da servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Ana Maria é uma das investigadas no caso de quebra de sigilo de tucanos e de outros contribuintes.

Dilma defende relação "não pessoal" com Irã

Com o pé direito imobilizado após uma queda, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) se reuniu na manhã de ontem com representantes da comunidade judaica no país, na sede da Confederação Israelita do Brasil (Conib). O principal assunto foi sua visão dos rumos da política externa brasileira.

Dilma e Serra têm maior duelo da campanha

O maior confronto da campanha presidencial até agora foi protagonizado anteontem à noite por Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no debate Folha/RedeTV!.

Em cerca de duas horas, os adversários trocaram acusações em torno de investigações de corrupção recentes.

Correio Braziliense

Suposto esquema faz primeira vítima

Após ter o nome citado na divulgação de um suposto esquema de lobby, propina e tráfico de influência que envolveria a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o assessor da Secretaria Executiva do órgão Vinícius de Oliveira Castro pediu, ontem, a exoneração do cargo. Ele trabalhava no Palácio do Planalto desde 30 de junho do ano passado e ocupava função com remuneração de quase R$ 7 mil. Castro e Israel Guerra, filho de Erenice, teriam recebido R$ 5 milhões por intercederem em licitações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e na renovação de uma concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em favor da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA). Por meio de uma nota, o servidor anunciou a decisão e afirmou que “repudia todas as acusações”.

Diante das suspeitas, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, ordenou que a Corregedoria-Geral da PF analise se há necessidade de abrir um inquérito policial de ofício — quando a PF abre o processo por iniciativa própria. A corporação vai avaliar se existem indícios objetivos de crimes de tráfico de influência, desvio de dinheiro público para pagamento de propina e advocacia administrativa.

Cabos eleitorais artísticos

São Paulo — Wagner Moura, Fernando Meirelles, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes. A lista poderia ser a de convidados para uma premiação cultural, mas as celebridades, pra lá de acostumadas ao tapete vermelho, são na verdade apenas alguns dos cabos eleitorais que resolveram declarar abertamente apoio à candidatura de Marina Silva (PV) em um evento organizado ontem, na capital paulista.

Muitos aderiram há tempos à campanha verde e resolveram emprestar a credibilidade e o prestígio com milhares de fãs para tentar aumentar os índices que Marina tem registrado nas pesquisas — a candidata alcançou 13% das intenções de votos no último Datafolha. É o caso do diretor de cinema Fernando Meirelles, consagrado nacional e internacionalmente com o filme Cidade de Deus e responsável mais recentemente pela filmagem do livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.

Lula: DEM tem de ser “extirpado da política”

Quando Luiz Henrique foi eleito, pensei que ele ia mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que precisamos extirpar da política brasileira”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, sobre o governador catarinense, do PMDB, que agora apoia o DEM.

O principal compromisso de campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ontem, em Joinville, foi marcado por críticas contundentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao DEM. Em comício de apoio à ex-ministra da Casa Civil e aos candidatos do PT no estado, Lula defendeu que o partido de oposição fosse “extirpado” da política nacional. “Eu não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio, que entrou na Justiça para acabar com o ProUni, como o DEM entrou”, disse Lula.

Código em discussão

Belo Horizonte — A primeira de uma série de nove audiências públicas promovidas em todo o país para a elaboração do anteprojeto do novo Código Eleitoral, ocorrida ontem, em Belo Horizonte, expôs fissuras na comissão de juristas que trata do caso. Para alguns membros da comissão, temas como o financiamento de campanha — se deve ser misto ou público — e, em consequência, se o sistema de lista proporcional deve ser aberto ou fechado, são os pontos mais importantes. Para outros especialistas, entretanto, essas questões seriam objeto de reforma política, e não da comissão.

Certo, até agora, é que o anteprojeto deve se ater às questões relacionadas aos tipos penais envolvendo fraudes eleitorais e abuso de poder econômico, propaganda política, aspectos relacionados à prestação de contas e à composição da Justiça Eleitoral, além da organização da vasta legislação.

Com quantos ele fica?

Se protesto, desmotivação política ou convicção efetiva é difícil saber, mas o fato é que o eleitor paulista tem se caracterizado por conduzir personagens polêmicos ao parlamento. Em 2002, Enéas Carneiro recebeu 1,57 milhão de votos para a Câmara. O número expressivo levou com ele outros cinco integrantes do Prona, completamente desconhecidos, ao Congresso. Em 2006 foi a vez de Clodovil Hernandes, terceiro deputado federal mais votado do país, com 493 mil votos pelo PTC. Agora, na era das redes sociais e da internet como cabo eleitoral, Francisco Everardo Oliveira, o Tiririca, lidera todas as bolsas de apostas virtuais para ser o parlamentar mais votado em 3 de outubro. Com a plataforma baseada em “pior do que tá, não fica”, amplamente divulgada via YouTube e repercutida no Twitter, o palhaço e ator promete ser o puxador de votos da coligação que inclui PT e PCdoB.

Geddel ameaça deixar o barco

O aumento da temperatura do conflito entre os candidatos ao governo baiano Geddel Vieira Lima (PMDB) e Jaques Wagner (PT) pode resultar no embarque do peemedebista e ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula no palanque do DEM no estado, que faz oposição ao governo federal. Os dois ex-aliados têm andado às turras desde o ano passado, com troca de acusações e fortes ataques de Geddel ao governo do petista. Nas últimas duas semanas, o deputado federal aumentou o tom das ameaças e dá indícios claros de que pode apoiar Paulo Souto (DEM) em um eventual segundo turno entre o candidato do DEM e Wagner.

Recurso de Roriz chega ao Supremo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, encaminhou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso extraordinário apresentado pela defesa do candidato ao GDF Joaquim Roriz (PSC) contra a decisão da Justiça Eleitoral que o enquadrou na Lei da Ficha Limpa. De acordo com o TSE, o caso do ex-governador deverá ser o primeiro a ser julgado pelo plenário do Supremo com base na Lei Complementar nº 135/2010. No entanto, ainda não há garantias de que a situação será avaliada pelo STF antes do primeiro turno das eleições, marcado para 3 de outubro.

No despacho, Lewandowski reforça a decisão do TSE de barrar a candidatura de Roriz porque a Lei da Ficha Limpa “criou novas causas de inelegibilidade, mediante critérios objetivos, tendo em conta a ‘vida pregressa do candidato’”. O presidente do TSE considerou, no entanto, que o recurso impetrado pela defesa de Roriz atende aos requisitos de admissibilidade — quando há aspectos constitucionais a serem analisados — para ser encaminhado ao Supremo. O envio é considerado uma vitória para a defesa de Roriz, que tem pressa em que o caso seja apreciado pelo STF antes das eleições.

Estado de S. Paulo

Governo demite assessor de Erenice para conter escândalo

O Planalto demitiu Vinícius de Oliveira Castro, assessor da Casa Civil acusado de integrar esquema de lobby no governo. 0 afastamento do funcionário, técnico de baixo escalão, foi a medida de maior impacto tomada pelo Planalto para estancar a crise envolvendo a chefe dele, a ministra Erenice Guerra - que foi braço direito de Dilma Rousseff quando a candidata presidencial do PT estava no governo. 0 assessor negou a acusação de que ele e Israel Guerra, filho de Erenice, receberam propina para direcionar licitação dos Correios. 0 Planalto acionou a Comissão de Ética para analisar o caso.

Lula cobra reação rápida da ministra

0 presidente Lula cobrou reação rápida da ministra Erenice Guerra denúncia de esquema de lobby. Luta avaliava que o afastamento de Erenice poderia abastecer o arsenal da oposição contra a candidata Dilma Rousseff. Em nota, ela colocou seu sigilo bancário à disposição.

Pré-sal tem novo poço gigante

O governo estima que haja reservas potenciais de ate 8 bilhões de barris de petróleo no poço de Libra, que esta sendo perfurado pela ANP em parceria com a Petrobras na Bacia de Santos. Assim, libra pode ser, ao lado de Tupi, a maior descoberta mundial de petróleo nos últimos 20 anos. A área deve protagonizar o primeiro leilão do pré-sal com contratos de partilha.

Em MG, Anastasia abre nove pontos sobre Hélio Costa

O candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia, atingiu 4% das intenções de voto e abriu nove pontos porcentuais sobre Hélio Costa (PMDB), segundo pesquisa do Ibope para o Estado e a TV Globo. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) chegou a 43%, 13 pontos à frente de Joaquim Roriz (PSC).

Em Cuba, 500 mil funcionários serão demitidos

Cuba anunciou que vai demitir 500 mil servidores, para tornar “mais eficiente o processo produtivo", o ex-presidente Fidel Castro havia dito que o modelo cubano "não funciona mais".

Fonte: Congressoemfoco

A morosidade da Justiça, em números



Roseann Kennedy

É velha a reclamação sobre a morosidade na Justiça. Quem precisa de alguma decisão nos tribunais do país sabe que é preciso paciência. Mas, além da situação prática, nesta terça-feira foi possível comprovar em números a lentidão do Poder Judiciário.

Menos de 30% dos processos que tramitaram na Justiça em 2009 foram concluídos. Na primeira instância, onde está o principal gargalo, somente 24 de cada cem processos tiveram desfecho. E olha que isso é uma média, porque quando a análise é feita por estado é possível encontrar um volume de papéis ainda maior nas gavetas.

É verdade, também, que o número de processos abertos cresce a cada ano e o número de juízes é baixo frente ao tamanho da população brasileira. Hoje a média nacional é de oito juízes para cada grupo de cem mil habitantes. Estatística bem diferente da registrada na Europa, onde países como Espanha, Itália e Portugal têm proporção de 18/cem mil habitantes.

No entanto, contratar mais juízes sem dinamizar o sistema também não adianta. A mera contratação de magistrados seria apenas mais um paliativo que viria acompanhado de mais gastos.

É preciso incentivar procedimentos conciliatórios, acordos e limitar a quantidade de recursos. No mínimo, deveria haver alguma grande multa para aquelas pessoas que, mesmo sabendo do erro, recorrem infinitas vezes somente para protelar a punição judicial. No meio político, então, isso vem sendo usado por anos como forma de garantir alguns mandatos e mordomias.

Agora, sendo um pouco utópica, eu vou defender punição rigorosa aos criminosos, porque somente assim é que acredito ser possível inibir a prática no país.

Em tempo, enquanto a Justiça caminha lentamente, os gastos no Poder Judiciário continuam a todo vapor. Em 2009, o gasto foi de mais de R$37 bilhões e quase tudo relativo a despesa de pessoal.
Fonte: Congressoemfoco

Apoio de Waldir Pires a Emiliano (PT) está incomodando

Na Bahia é assim. Quando começam a ser plantadas, na imprensa, notas exalando intrigas, pode saber, alguém está se incomodando. O jornalista Raul Monteiro, do blog Política Livre, registrou que Waldir Pires alegou “agenda cheia” para se esquivar do pedido do candidato Valmir Assunção, para gravar apoio no programa de TV.

Valmir Assunção, segundo a nota, chegou a integrar a tropa de choque do PT que queria emplacar a candidatura de Waldir Pires ao Senado, e, no último momento, pulou fora do barco. A nota poderia ter dito, todos pularam fora do barco, menos Emiliano.

Intriga política feita, Raul Monteiro, em questão de minutos, publicou outra versão. O coordenador da campanha de Valmir Assunção, Ivan Alex, teria ligado e negado que tenha feito qualquer pedido ao ex-governador Waldir Pires. “Quem trata destas questões sou eu e nunca tomamos qualquer iniciativa neste sentido, mesmo porque sabemos que o ex-governador apóia a candidatura do companheiro Emiliano (José). Waldir é um homem sério, não deveria ter seu nome envolvido em mentiras”, disse Alex, lamentando que figuras, segundo ele, interessadas em prejudicar Valmir tenham divulgado a informação.

Não apurei nada, não vale a pena. A única coisa certa é que Waldir Pires faz campanha para Emiliano, deputado federal (1331) e, evidentemente Wagner, Lídice a Pinheiro. Waldir também tem comparecido a alguns eventos da campanha de Vânia Galvão, candidata a deputada estadual (13133).
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

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