domingo, março 21, 2010

Ministro garante que vacina contra gripe A é eficiente

Luciana Cristo

Daniel Caron
José Gomes Temporão.

Começa amanhã a segunda fase da vacinação contra a gripe A (H1N1) em todo o Brasil, destinada a gestantes, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado do Paraná, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que a vacina é segura e tem mais de 95% de eficácia. Temporão ressalta que a estratégia de enfrentamento à nova gripe não é imutável e pode sofrer alterações conforme os novos acontecimentos.

O Estado - A observação da segunda onda da gripe A (H1N1) nos países do hemisfério norte fez com que o Brasil alterasse alguma medida para o inverno de 2010?

José Gomes Temporão - A observação do que ocorreu na segunda onda no hemisfério norte, assim como o que aconteceu aqui no Brasil no ano passado, nos possibilitou traçar com representantes de sociedades médicas e científicas, representantes dos estados e municípios a estratégia de enfrentamento à gripe pandêmica para o nosso próximo inverno.

Definimos o público-alvo para a campanha de vacinação, que será o maior desafio desde o surgimento do Programa Nacional de Imunização. Vamos imunizar até 91 milhões de brasileiros, a metade da população deste País. Nosso investimento é de R$ 1,3 bilhão somente nas vacinas.

É importante frisar que estamos lidando com uma doença nova, cujo comportamento ainda está sendo melhor conhecido. Por isso, o Brasil assumiu a postura de prudência, alerta e responsabilidade. Vamos proteger a população que mais precisa, os grupos mais vulneráveis às complicações e mortes decorrentes da gripe pandêmica.

OE - No Paraná, no ano passado, a taxa de mortalidade foi de 2,3 vítimas a cada 100 mil habitantes, número superior à média nacional. Houve algum erro na estratégia na preparação do serviço de saúde?

JGT - Devido aos fatores relacionados ao clima, durante o inverno, os estados da região Sul todos os anos são os mais afetados pela gripe sazonal. Com a gripe pandêmica não foi diferente.

O Ministério da Saúde está, desde o surgimento do vírus Influenza pandêmico H1N1, em abril do ano passado, atento às necessidades específicas de cada estado.

Em 2009, por exemplo, foram credenciados 160 leitos de UTI para a região Sul e aporte de recursos extras de R$ 6 milhões para os estados mais afetados na primeira onda. E o Paraná foi um deles.

Como fazemos em todas as campanhas de vacinação, usamos o mesmo critério para a definição dos grupos que serão vacinados, mantendo a imunização em todo o País.

Para o enfrentamento da segunda onda, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses da vacina. Parte dessas doses é reservada para estoque estratégico, em caso de alterações epidemiológicas e necessidade de ampliação do público-alvo.

OE -
O protocolo de flexibilização do medicamento Tamiflu (oseltamivir) em 2009 deveria ter sido alterado mais cedo? Isso interferiria no número de pacientes com doenças respiratórias graves que tivemos?


JGT - O que houve durante a evolução da pandemia, o que é natural para uma doença nova, é que os protocolos foram sendo adequados de acordo com o avanço da doença e do conhecimento sobre ela.

Mas isto não significou em nenhum momento que o Ministério tenha adotado a recomendação de tratamento com oseltamivir para todos os casos de síndrome gripal.

Por um motivo simples: não havia, como não há até o momento, nenhuma evidência científica que indique que o tratamento dos casos leves de gripe tenha algum efeito na redução dos casos graves ou mortes.

Isso foi bastante questionado em publicações internacionais. Países que adotaram essa estratégia, como a Inglaterra, foram duramente criticados. Da mesma forma, não se observou nenhum melhor resultado na ocorrência de casos graves ou óbitos em estados que ampliaram o uso do oseltamivir para esses casos mais simples.

O que ocorreu foi, em dado momento, um esclarecimento ainda mais explícito e reiterado sobre o protocolo, para que evitássemos diferentes entendimentos sobre a aplicação do medicamento.

Cabe e sempre coube ao médico que avalia o paciente receitar ou não, caso julgue adequado, o uso do oseltamivir. A prescrição médica de qualquer medicamento sempre inclui a avaliação de seus efeitos colaterais.

O oseltamivir não deixou de ser fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, em momento algum, aos pacientes com fatores de risco ou complicações decorrentes da gripe pandêmica e que tivessem prescrição médica. Para o enfrentamento da segunda onda temos em estoque 21,9 milhões de tratamentos.

O que o Ministério da Saúde orienta, seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio fabricante, é que não haja utilização indiscriminada.

Ou seja, o medicamento não é indicado para todo e qualquer caso suspeito de gripe. É indicado apenas para pacientes em estado grave ou cuja condição possa representar um risco de agravamento, como um portador de doença crônica, por exemplo.

É por isso que a obtenção do oseltamivir será somente com retenção da receita médica, tanto nas farmácias quanto em outros locais de retirada do medicamento.

O objetivo é evitar a automedicação, a venda indiscriminada e uma corrida sem motivo às farmácias. A distribuição será gratuita nos postos de saúde, hospitais e outras instituições definidas pelas secretarias estaduais de saúde. O antiviral também estará disponível em unidades do programa Aqui tem Farmácia Popular.

Os grupos prioritários de vacinação foram definidos com base nos casos graves e mortes. No entanto, no ano passado, crianças em idade escolar tiveram as aulas suspensas para controlar a circulação do vírus. Por que esse grupo também não entrou na vacinação?


JGT - Primeiro, é importante dizer que a maioria absoluta das pessoas que adoece, seja pela gripe comum, seja pela gripe pandêmica, desenvolve formas leves da doença e se recupera mesmo sem o uso de medicamento.

OE -

Em ambas as gripes, pessoas com doenças crônicas, gestantes e crianças menores de dois anos são mais vulneráveis. Em segundo lugar, a orientação do Ministério da Saúde sempre foi que crianças e adolescentes que apresentassem sintomas de gripe ficassem em casa, sem ir à escola, até melhorar.

Houve casos no País de suspensão de aulas sem que as autoridades de saúde e sanitárias sequer fossem consultadas. O Ministério jamais preconizou esse tipo de conduta.

Os grupos mais suscetíveis a desenvolver as formas graves da doença estão sendo imunizados, o que já restringe, por si só, a circulação do vírus. Por outro lado, é essencial garantirmos o funcionamento pleno da rede de serviços que organizamos.

A estratégia de enfrentamento à gripe pandêmica apresentada pelo Ministério não é imutável. No decorrer da campanha de vacinação e durante todo o inverno no Brasil, eventuais alterações epidemiológicas vêm sendo analisadas.

OE - Qual a importância que o Ministério credita à vacinação para combate aos casos graves de gripe?

JGT - A vacina é uma arma essencial na nossa estratégia de enfrentamento à segunda onda. Ela registra uma efetividade média maior que 95%. No Brasil, temos a nosso favor o fato de nos anteciparmos ao período de inverno para a imunização da população, algo com que os países europeus não contaram.

Lá, a segunda onda já havia começado e eles ainda não dispunham da vacina. Nossa estratégia não se restringe à vacinação e compreende a ampliação da rede de laboratórios para o diagnóstico do vírus (de 7 para 18), aquisição de 11,7 milhões de tratamentos com antivirais e de quatro toneladas de matéria-prima.

Nosso investimento inclui R$ 270 milhões em equipamentos para fortalecer a rede de leitos de UTI e mais R$ 255 milhões para o reforço no atendimento. Na mídia, nossas campanhas de orientação demonstram como simples ações podem ajudar na prevenção da doença, como lavar com frequência e demoradamente as mãos sempre que tossir ou espirrar; utilizar lenço descartável para a higiene nasal; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.

OE - Muitas pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários já estão em fila de espera para adquirir as doses, já que clínicas privadas têm anunciado que farão essa venda. É necessário que façam essa compra?

JGT - As clínicas particulares podem adquirir vacinas, caso haja disponibilidade dos laboratórios produtores em fornecê-las. O importante a frisar é que a vacinação de toda a população não é o caminho para o enfrentamento da segunda onda, por um motivo simples: não é mais possível a contenção em todo o mundo.

Fonte: parana-online

Um Salmo de Ernesto Cardenal




Salmo do Homem que Vê a realidade e Não se Cala



Ouve, Senhor, estes versos que te rezo
Ao contemplar a realidade em que vivo.
Maldito seja o sistema que não deixa sonhar os poetas
Nem permite dizer a verdade a quem pensa.
Serão seus dias de luto e de lamento,
Porque matou no Homem o mais digno.


Maldito o sistema que não pratica a justiça
E persegue e tortura e encarcera a quem anuncia.
Terá que justificar sua conduta ante a história
E não encontrará nenhuma palavra de defesa.


Maldito seja o sistema que só procura a aparência de grandeza
Quando estão morrendo de fome os homens nas suas fronteiras;
Do mesmo modo que progrediu cairá,
Porque construiu seus alicerces
Sobre corpos vivos e sangues inocentes.


Maldito o sistema que tenta matar no homem a dimensão de transcendência
E coloca no seu lugar o “deus dinheiro” , o “deus sexo”, e “deus progresso”,
Destruir-se-á por dentro irremissivelmente,
Porque o coração do homem foi bem feito
E ninguém pode matar em nós
Esta sede de infinito que nos queima.


Feliz será, porém,
O homem que bebe água na fonte da praça junto ao povo,
Não terá motivos para se envergonhar de nada,
Nem terá que baixar seus olhos
Ante qualquer homem honesto.


Feliz o homem que a força de interiorizar
Se fez livre por dentro
E não se importa já com a denúncia dos fortes,
Serão seus dias como o trigo da terra.
Cheios de sol e esperança partilhada
E o seguirão os povos da terra.


Feliz o homem que não assiste a reuniões importantes
Nem acredita nos discursos do governo;
Feliz o homem que assim pensa,
Porque terá sempre tranquila a sua consciência.
Mesmo que sofra a incompreensão e até o desprezo.


Fonte: http://simhanada-avalokiteshvara.blogspot.com

Os 45 escândalos que marcaram o governo FHC

Esses são os terremotos que destruiram o Farol de Alexandria
O Brasil não esquecerá
45 escândalos que marcaram o governo FHC

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Carrara, a mídia e a "Tempestade no Deserto" - é guerra!

Para circular fora da propriedade rural, o trator precisa de placa?

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B@te-papo na internet: Como configurar o meu MSN?

Criei meu MSN, mas, no lugar onde deveria estar o meu nome, aparece o do meu irmão. Como resolvo isso? E como adiciono contatos?
Internauta, 33

Para alterar seu nome de exibição no MSN, abra a página principal, onde ficam listados os seus contatos. Vc deve visualizar o nome do seu irmão no canto superior da página principal. O nome fica do lado esquerdo, logoabaixo dos menus do topo da tela.

Clique uma vez sobre o atual nome de exibição e selecione a opção "Alterar nome para exibição". Em seguida, escreva o seu nome no campo "Digite seu nome como deseja que os outros o vejam". Logo abaixo, vc pode tb colocar uma mensagem pessoal, que aparecerá ao lado do seu nome na lista de amigos que têm vc como contato.

Vc ainda pode editar o seu perfil público (que os outros usuários podem ver), incluindo informações como preferências musicais, de filmes, livros etc. Mas atenção: não recomendo a publicação de dados pessoais, como telefone, endereço e nome da escola ou da faculdade onde você estuda.

Para adicionar contatos no MSN, é só clicar em "Contatos", no menu no alto da página, e selecionar a opção"Adicionar um contato". Em seguida, coloque o e-mail que a pessoa usa para entrar no MSN no campo "Endereço de mensagens instantâneas" e clique em próximo.

Vc pode escrever uma mensagem se identificando, mas não é necessário. Se a pessoa não usar o MSN, a mensagem vai ser enviada por e-mail, convidando-a a instalar o programa. Clique em "Enviar convite". Aí é só aguardar o seu amigo aceitar para vcs poderem se comunicar on-line em tempo real.

Fonte: Agora

Troca de aposentadoria pode dar reajuste de 63%

Ana Magalhães
do Agora

Quem se aposentou pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e continua trabalhando e pagando contribuições previdenciárias pode conseguir na Justiça o direito a um benefício maior. O aumento pode chegar a R$ 1.172 mensais, ou o equivalente a um salto de 62,7%.

Esse maior reajuste é para um homem que se aposentou de forma proporcional em janeiro de 2000 e continuou contribuindo por mais dez anos após a aposentadoria.

O cálculos foram feitos pelos consultores previdenciários Marco Anflor (do site www.assessorprevidenciario.com.br) e Newton Conde, da Conde Consultoria Atuarial, a pedido do Agora.

Fonte: Agora

Bicos calados

dora kramer


É relativa a importância da multa de R$ 5 mil aplicada ao presidente Lula pela Justiça Eleitoral. Em 2006 ele foi condenado a pagar R$ 900 mil por causa da edição de uma cartilha considerada propaganda eleitoral e até hoje a multa é contestada na Jus


Depois de proclamar com entusiasmo durante os últimos dois anos a invencibilidade da chamada chapa-puro sangue com José Serra como candidato a presidente e Aécio Neves de vice, o PSDB reconhece que errou feio.

Precipitou-se ao comemorar como realidade algo que era apenas uma possibilidade. Real e com muita chance de se concretizar, até pela força da lógica de se unir os dois maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo e Minas Gerais. Mas não contava com um dado: a escolha do candidato a vice se sobrepor em importância à candidatura presidencial. E pior, não dando certo ficar a impressão do fracasso, da impossibilidade do cabeça da chapa competir com chance de vitória.

Feita a autocrítica, a ordem geral é bico calado sobre a escolha do vice de Serra. Seja ele Aécio Neves ou qualquer outro. Sim, porque ainda reina na nação tucana a esperança – agora oficial e estrategicamente negada – de retomada do plano original.

Os mais inconformados com a ordem unida ainda falam no assunto. Dizem que a última declaração de Aécio falando que a decisão “depende do Serra e do partido” soa a uma reconsideração da recusa.

Os mais disciplinados – não por coincidência todos residentes nas proximidades do governador já quase candidato oficial – juram por nossa senhora do bandeirantes que vice é assunto fora da agenda.

Serra diz que pensará no assunto em maio.

Os mais normais preferem não contrariar o bom senso. Informam que o partido examina possibilidades enquanto aguarda uma decisão de Aécio que, segundo eles, dependerá da avaliação que ele fizer da conveniência ou não da candidatura a vice para o sucesso da eleição do sucessor em Minas.

O governador sai do cargo dia 2 de abril, participa do lançamento da candidatura de Serra no dia 10 e depois sai em viagem de 30 dias para o exterior. A volta coincide com o mês de maio citado por Serra.

Enquanto isso grassa a especulação. Mediante critérios do que seria um bom vice. Primeiro que não tire votos, não atrapalhe. Segundo, partido que acrescente ou subtraia do adversário. Terceiro que seja de uma região ou estado eleitoralmente significativo.

A premissa é se a solução será interna ou externa. Se for interna, o que se fala hoje como possibilidade é em Beto Richa, do Paraná, que implicaria a troca do candidato a governador por Osmar Dias, do PDT. Talvez Sérgio Guerra, de Pernambuco.

Do mesmo estado, aventa-se a possibilidade de Roberto Freire, do PPS, ou Francisco Dornelles, do PP. Este, mineiro, eleito senador pelo Rio, tio de Aécio, mataria dois coelhos, mas esbarra na dificuldade de pertencer a um partido aliado de Lula.

E o DEM? Pois é, uma dificuldade. O partido quer, mas há os critérios no meio do caminho.

Peso médio. É relativa a importância da multa de R$ 5 mil aplicada ao presidente Lula pela Justiça Eleitoral. Em 2006 ele foi condenado a pagar R$ 900 mil por causa da edição de uma cartilha considerada propaganda eleitoral e até hoje a multa é contestada na Justiça.

Referencial

O ministro-chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, considera “fundamental” para a democracia o controle do Estado sobre os meios de comunicação.

“Esse quarto poder tem que entrar na roda do sistema de controles recíprocos”, defende. Ressalva o cerceamento de liberdades, como o existente em Cuba.

A reciprocidade a que alude é de mão única, pois a proposta é que se estabeleça um rol do que pode ou não ser divulgado.

Repudia o modelo, mas toma como parâmetro o regime cubano, no lugar de adotar como referência países onde a regra é a liberdade de expressão como conceito absoluto, preservados os direitos garantidos em leis às quais todos estão submetidos, inclusive a imprensa.

Ademais, não parece que as imperfeições da democracia brasileira sejam decorrentes da liberdade. Antes, ao contrário. Fundamental para o aprimoramento do regime nesses 25 anos de retomada democrática foi justamente a possibilidade de escolha do exercício da independência.

Fonte: Gazeta do Povo

O ogre do Planejamento

Carlos Chagas

Ogre, ou ogro, segundo o Aurélio, era um ser fantástico especializado em assustar crianças. Bicho-papão, como diziam nossas avós. Pois não é que o tempo passou, vieram os vampiros, lobisomens, múmias, ETs, Freddy Krueger e Volverine, mas quem acaba de reentrar no palco brasileiro? É ele, o ogre. E com correção monetária, pois disposto, agora, a assustar também os adultos.

Tem um nome, essa fantasmagórica figura. Chama-se Paulo Bernardo, atualmente ministro do Planejamento, que acaba de anunciar um corte de 21,8 bilhões de reais no orçamento deste ano. Irrompendo pelas trevas da demagogia, informou que os cortes não atingirão as obras do PAC, nem investimentos em saúde e educação.

Vai tirar de onde essa quantia já destinada a atender as despesas da nação?

Também não será da sonegação de impostos praticada pelas elites, muito menos dos altos salários das chamadas carreiras de estado. Nem será dos gastos com cartões corporativos, das lambanças dos diversos mensalões, dos subsídios a milhares de ONGs fajutas ou do combustível de jatinhos particulares a serviço dos banqueiros. Sequer do abusivo lucro dos bancos.

Conforme informações do próprio ministro, o dinheiro virá de cortes com pessoal. Jamais do pessoal do andar de cima, é claro, mas daqueles que sustentam a estrutura do país. Dos professores, por exemplo: na Universidade de Brasília e breve das demais universidades públicas, o ministério do Planejamento já mandou cortar 26.5% dos vencimentos, incluídos os aposentados. O pretexto é de que recebiam as tais URPs, uma compensação diante da inflação. Houve ajuda do Tribunal de Contas da União para esse esbulho, ainda que os salários dos ínclitos ministros nomeados politicamente não venham a sofrer qualquer redução. A decisão, porém, foi do ogre.

Garfado, não vencido

Faz tempo que o presidente do PMDB, Michel Temer, sabe que não será escolhido pelo presidente Lula para companheiro de chapa de Dilma Rousseff. O partido está pronto para indicá-lo, quase por unanimidade, mas o primeiro-companheiro não quer. Principalmente depois que a candidata oficial começou a crescer nas pesquisas, demonstrando que em pouco tempo nenhuma concessão precisará ser feita aos partidos aliados. De necessários eles estão passando a supérfluos, quer dizer, será ótimo se apoiarem Dilma, mas se não apoiarem, tanto faz. A popularidade do chefe parece transferir-se para ela.

Claro que a equação não está completada. O vento pode mudar. Caso continue soprando sobre os companheiros, Michel nada poderá fazer. Se mudar, no entanto, o PMDB será capaz de dar o ultimato: ou a indicação de seu presidente ou a liberação para os diretórios regionais seguirem o rumo que bem entenderem. Até apoiar José Serra, como os caciques de São Paulo pretendem.

Na hipótese de Dilma continuar crescendo nas pesquisas e posicionar-se como favorita, o presidente Lula poderá dar-se ao luxo de recrutar o candidato à vice-presidências em outros arraiais.

Henrique Meirelles, por exemplo, mesmo pertencendo ao PMDB, nada tem a ver com a direção nacional do partido. Por via das dúvidas, deverá desincompatibilizar-se até 2 de abril. Ciro Gomes, de seu turno, não afasta a possibilidade de aceitar, caso convidado e dentro de suas condições. Em suma, Michel Temer está garfado, mas não vencido.

Tem que abrir o leque

O senador e ex-ministro da Educação, Cristóvam Buarque, decidiu candidatar-se ao governo do Distrito Federal. Mostra-se disposto a enfrentar Joaquim Roriz, o pai de toda essa lambança praticada pelo ex-governador José Roberto Arruda e sua quadrilha. Não vai ser fácil, mas, enquanto governou Brasília, Cristóvam jamais foi acusado de qualquer irregularidade ou trapalhada. Pode ter-se cercado de alguns incompetentes, até na Comunicação Social, mas estará vacinado contra traições.

A importância para o pré-candidato será abrir o leque. Apesar de dedicado em tempo integral à questão do ensino público, precisará preparar-se para enfrentar outras questões. A maior delas, a violência que domina a capital federal. A bandidagem e o tráfico de drogas. Também o trânsito, a partir da evidência de que Brasília foi feita para seus habitantes, não para seus veículos. O desemprego precisa merecer cuidados especiais, tamanho o número de infelizes agrupados em torno dos semáforos do Plano Piloto, vendendo bobagens ou simplesmente mendigando. Numa palavra: se decidir enfrentar a parada, precisará reciclar-se.

Conversa reservada

O que conversavam o ministro Edison Lobão e o senador Renan Calheiros, esta semana, na hora do almoço, no canto de um restaurante de classe média, nada badalado, aqui em Brasília? Chegaram antes das 13 horas e só se levantaram pouco antes das 16.

Quebrou a cara quem por acaso tentou sentar-se em mesas ao lado. O garçon participava estarem aqueles lugares reservados, ora para um grupo de advogados, ora para funcionários de um banco, que não apareceram. Os dois comensais deram prejuízo ao estabelecimento, pois nem vinho tomaram, apesar de Lobão ser bom conhecedor. Mas se a moda pega, logo o “Francisco” multiplicará sua receita.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Ministério da Saúde lançará cartilha de orientação para manicures

Redação CORREIO

O Ministério da Saúde lançará uma cartilha para manicures e pedicures com orientações para a prevenção da hepatite, de acordo com a Agência Brasil.

Neste mês, as manicures e pedicures passaram a integrar os grupos prioritários para vacinação contra hepatite B, junto com caminhoneiros, grávidas e moradores de assentamentos e acampamentos agrários. São necessárias três doses da vacina. O ministério informa que, depois das três doses, 90% dos adultos ficam imunizados. A vacina está disponível nos postos de saúde do país e pode ser tomada em qualquer época do ano.

Divulgada no ano passado, uma pesquisa revelou que 20% das manicures ouvidas no município de São Paulo têm hepatite B. Das 100 entrevistadas, em salões de beleza das classes alta e de baixa renda da capital paulista, 74% das profissionais não lavavam as mãos entre uma cliente e outra, nem estavam vacinadas contra a doença, 72% desconheciam as formas de contágio e somente 5% usavam luvas descartáveis.

A inclusão as profissionais nos grupos sujeitos a contrair a doença é devido ao uso de instrumentos cortantes, como o alicate, e o contato com sangue. A cartilha tem ainda o objetivo de incentivar as clientes a levar o próprio material na hora de fazer as unhas dos pés e das mãos nos salões de beleza, com alicate, palito de laranjeira, lixa, toalha, creme, esmalte, algodão e acetona.

Além da exposição à doença, a falta de cuidados com a esterilização dos instrumentos de trabalho e o desconhecimento sobre as formas de contágio da hepatite aumentam o risco para as manicures.

De acordo com a enfermeira Andreia Schunck, responsável pela pesquisa, as manicures não têm o hábito de adotar qualquer medida de prevenção, como esterilizar os instrumentos, entre eles, alicates, espátulas ou palitos. O vírus da hepatite B pode ficar dias em uma toalha, por exemplo.

A pesquisadora, que trabalha no Instituto Emílio Ribas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, disse que as profissionais de institutos de beleza deverão receber orientações sobre o uso de luvas e de material descartável, os procedimentos de esterilização na estufa e a vacina contra a hepatite B, que é gratuita nos postos de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o manual deverá ser lançado em junho.

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue e pela relação sexual sem preservativo. Outra forma de transmissão é o uso de objetos contaminados, entre eles, lâminas de barbear, escovas de dentes, instrumentos de manicures e podólogos e o material usado na colocação de piercing ou realização de tatuagens. As informações são do G1.

Fonte: Correio da Bahia
Fernando Vivas/Agência A TARDE
Moisés  Sales da Conceição, 37, apresentou-se na 3ª DP (Bonfim)
Amélia Vieira l A TARDE

Foragido desde 8 de junho de 2008, Moisés Sales da Conceição, 37 anos, se entregou neste sábado, 20, à polícia. Ele é o autor confesso do assassinato da garota Aiala Santos Lima, 11 anos. A menina era filha da ex-companheira de Moisés, que a matou como forma de vingança por ter sido abandonado.

O corpo da criança foi encontrado na Prainha do Lobato, no dia 8 de março de 2008, com sinais de estupro e estrangulamento. Na véspera, ela saiu da casa da avó, no Lobato, às 13h, para visitar o irmão caçula, então com 5 anos, que morava com o pai, Moisés, numa casa próxima. A mãe de Aiala, Rita dos Santos, 35 anos, sentiu falta da filha por volta das 17h, quando começou a procurá-la.

Rita teve um relacionamento com Moisés durante sete anos e no dia do crime eles estavam separados há quase um ano. “Ele disse que ela choraria lágrimas de sangue. Que se não fosse dele não seria de mais ninguém”, relata a delegada titular em exercício da 3ª DP (Bonfim), Marilda Marcela da Luz.

Há uma semana no cargo, a delegada chamou para prestar depoimentos o pai e a mãe de Aiala e, na sexta-feira, dia 18, ouviu dois irmãos e a cunhada de Moisés. “Eles garantiram que não sabiam onde ele estava. No dia seguinte ele se entregou”, relata Marilda.

Moisés estava custodiado na 3ª DP, mas foi transferido para a carceragem da Delegacia de Homicídios, por motivo de segurança, pois o crime, à época, causou grande clamor popular.

Outros crimes - A delegada irá investigar outras suspeitas que recaem sobre o assassino. Uma delas é o relato do filho, hoje com 7 anos, de que o pai o obrigava a fazer sexo oral. “É meu filho, eu não fiz isso. Assumo o que fiz com a menina e me arrependo”, defendeu-se Moisés.

Antes de se relacionar com Rita, ele morou muitos anos com a prima dela, Lucidalva Silva dos Santos, 45 anos, que o teria abandonado após saber que ele abusou de uma criança de 2 anos.

Fonte: A Tarde

Revitalização destoa do ritmo das obras no Rio São Francisco

Marco Aurélio Martins/Agência A TARDE
Parte  dos 40 km do canal do Eixo Norte, que vai levar água até o Ceará, já  está concretada
Samuel Lima l A TARDE

Quase três anos depois de iniciadas suas obras, a transposição do Rio Francisco ainda é assunto que alimenta debates. As discussões saíram das rodas de conversa dos municípios em cujas terras estão sendo construídos os canais da transposição e o projeto já virou centro de disputa política, típica de ano eleitoral.

As obras dos eixos Norte (em Cabrobó-PE) e Leste (entre Floresta-PE e Petrolândia-PE) estão sendo tocadas normalmente. A TARDE percorreu as duas regiões e os canteiros de obras, e observou mais do que a evolução das construções. Percebeu que, às vésperas do Dia Mundial da Água, nesta segunda-feira, 22, o rio tem em alguns pontos verdadeiros depósitos de lixo e mau uso do mineral. Mais: falta água para famílias que moram a apenas 50 metros do rio.

A promessa do governo é a de que ações de revitalização, acompanhando o projeto de transposição, serão realizadas como solução para tais problemas. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, anunciou que a parte civil do Eixo Leste (com canal projetado para chegar até a Paraíba) estará concluída este ano. E que as obras do Eixo Norte, cujo canal termina no Ceará, estarão prontas somente em 2012.

A estimativa do Ministério da Integração Nacional é a de que os custos totais da transposição cheguem aos R$ 4,5 bilhões. Conforme o tenente Talles Luz, responsável pela logística do destacamento do 3º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército (BEC) em Floresta-PE, até setembro deste ano as águas do São Francisco já estarão abastecendo a barragem de Areias, entre Floresta e Petrolândia.
“Já temos 85% da barragem prontos e a entregaremos no próximo mês de maio”, confirmou. Esta deve ser a primeira etapa a entrar em funcionamento – a unidade do Exército está à frente da construção.

O canal vai avançar 1,5 km no leito do rio, no trecho dentro do lago da Barragem Itaparica. A água percorrerá mais 16 km até chegar à barragem (esta com capacidade de armazenar 25 milhões de metros cúbicos – o equivalente a aproximados um milhão de piscinas olímpicas). O trajeto até o reservatório inclui um aqueduto que passará sobre a BR-316 – a água será bombeada a uma altura de 72 metros.

Talles Luz relatou que outros canais menores serão abertos a partir da barragem, direcionando a água a localidades mais distantes do São Francisco. Um espaço para visitantes que queiram conferir o andamento das obras foi montado no canteiro do Eixo Leste – inclusive com um mirante.

Na sede do Destacamento Floresta do 3º BEC, uma maquete do projeto está exposta ao público. O destacamento fica na Agrovila 6, integrante do Projeto Icó-Mandantes, às margens da BR-316, entre as cidades de Floresta e Petrolândia.

onte: A Tarde

sábado, março 20, 2010

Para termos um Brasil grande temos que pensar grande e agir de tal forma


Fabio Pina: "Caros amigos, o Brasil tem tudo para ser a grande potência do século XXI. Ou quase tudo. Falta-nos entretanto um fator fundamental para que possamos despontar como um país sério e com mais igualadade aos seus habitantes: EDUCAÇÃO. Sem ela realmente não iremos a lugar nenhum. Vejamos o caso da Coréia do Sul. De país pobre e cheio inúmeros problemas hoje a Coréia desponta no cenário internacional como um país desenvolvido e com multinacionais de peso como a Hyundai e a Kia Motors. A educação foi fundamental para tirar a Coreia do Sul de país submisso a um país de mais riquezas e igualdade social entre a sua população. Mas por que o Brasil não entende isso? Claro. A elite dominante não quer mudar o jogo pois além de covarde e egoísta, jamais vai querer mudar as regras do jogo uma vez que ela está se dando bem e não vê motivos para mudar esse quadro. Cabe à população mais lúcida, mesmo em menor escala, mudar esse quadro ao se mobilizar a nível nacional. Acredito que o ex-operário Lula deu início a esta mudança com o seu fantástico programa de incentivo ao consumo às pessoas de pouca renda então estimulando a economia nacional. Agora falta a segunda etapa que é melhorar a EDUCAÇÃO pois já com uma melhor condição de vida (barriga cheia) elas poderão ter finalmente como assimilar melhor as coisas. Por favor Dilma, lute por essa causa! EDUCAÇÃO!"
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Fonte: Blog Saraiva

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