A CHAMA DOS VICENTINOS — UM CORDEL DE SOLIDARIEDADE
No sertão de Jeremoabo,
Com coragem e coração,
Teve gente que fez história
Com trabalho e dedicação.
Hoje venho aqui contar
Um cordel pra celebrar
Um abrigo e sua missão.
Anabel, mulher valente,
Quando esteve a governar,
Com um gesto de bondade
Fez a chama se acender lá.
Com o Estado fez convênio,
Foi gesto puro e espontâneo,
Fez a luz resplandecer, brilhar!
O Abrigo dos Vicentinos,
Com respeito e com amor,
Ganhou vida, teve amparo,
Teve abrigo ao sofredor.
Foi um tempo de esperança,
De cuidado e confiança,
No mais nobre dos valores.
Mas o tempo é traiçoeiro,
E o destino é brincalhão.
Hoje a chama que brilhava
Já ameaça a escuridão.
Muita coisa se perdeu,
E o que Anabel acendeu
Quase vira escuridão.
Mas eis que Tista de Deda,
Homem sério e de valor,
Assumiu com firmeza
Esse grito de clamor.
— “Essa chama não se apaga,
Vou buscar, por mais que a saga
Nos exija mais suor!”
“Já convoquei servidores,
Gente pronta pra ajudar.
Um porteiro e dois guerreiros
Pra o abrigo acompanhar.
E também vamos fazer
Campanha pra arrecader,
Pois não vamos abandonar!”
“Aos Vicentinos, minha estima.
O que puder, vou fazer.
Essa luz de caridade
Tem que continuar a arder!
Pois a chama da esperança
É dever e é bonança
Pra quem luta pra viver!”
E assim segue a história viva
De um povo em comunhão.
Anabel fez seu capítulo,
Tista firma sua missão.
E que o povo, lado a lado,
Veja o bem multiplicado
Pela força da união!
O abrigo é mais que prédio,
É laço, é vida, é calor.
É o descanso de quem sofre,
É cuidado e é amor.
Que essa vela nunca apague,
Pois a fé sempre nos trague
Mais justiça e mais valor.