Na terra de Jeremoabo,
Sopra um vento de agonia,
Pois querem calar um canto
De fé, cuidado e harmonia.
Mas o povo já desperta,
E começa a rebeldia.
É o Abrigo dos Vicentinos,
Patrimônio de valor,
Refúgio de tantos velhinhos,
Cercado de tanto amor.
Mas há quem queira apagar
Essa luz com desamor!
Maldição dos capuchinhos?
Não! Aqui não vai colar.
Jeremoabo não aguenta
Só crescer pra baixo, já!
Feito rabo de cavalo
Que só sabe se arrastar.
Mas eis que surge uma chama
Que aquece todo rincão:
É o povo se levantando,
Com coragem e união!
Pois o povo unido, amigo,
Jamais será um tostão!
Tista de Deda chegou,
Já deu o seu parecer:
“Essa chama, meus amigos,
Jamais vai se esmorecer!”
E com fé no seu governo,
Vai lutar pra proteger.
Antonio Manoel já disse:
“Também vou me somar sim!”
José Mário já se move,
Toma frente no motim.
E a cidade vai ganhando
Um vigor do povo afim!
Mas a Câmara? Silenciosa…
Será que vai se omitir?
Até quando esse silêncio
Vai querer nos confundir?
Num momento tão sagrado,
Não se pode mais fingir!
Que os edis saiam da toca,
Vão mostrar pra que estão lá!
Quem não luta pelo povo,
De que lado é que vai estar?
O povo já tá de olho,
E começa a anotar...
O Abrigo dos Vicentinos
É legado de valor!
Com respeito e com justiça,
Vamos pôr fim à dor.
Jeremoabo se ergue agora
Com coragem e com amor.