segunda-feira, abril 17, 2023

Fracasso de importantes aeroportos demonstra que é preciso repensar as privatizações

Publicado em 16 de abril de 2023 por Tribuna da Internet

12 Dicas de Como se Localizar no Aeroporto Santos Dumont no Rio!

Santos Dumont rende R$ 250 milhões por ano à Infraero

Roberto Nascimento

O Brasil vai caminhando com um escândalo atrás do outro. Agora, são as concessionárias devolvendo ao Estado a administrações de aeroportos. Lembrem que a Infraero era gestora única desde 1973. Chegou a ter 67 aeroportos sob seu comando.
Os mais lucrativos (Guarulhos, Viracopos, Galeão, Brasília, Manaus, Curitiba, etc.) financiavam os deficitários. Era uma vitoriosa política de integração nacional, pensada e executada pelos estrategistas da FAB e da Aeronáutica Civil.

DILMA DEU A PARTIDA – Foi Dilma Rousseff que começou as privatizações, através do aeroporto de Amarante (Natal), e depois Guarulhos, Viracopos e Brasília. Os governos seguintes foram entregando, de rodada em rodada, e Bolsonaro bateu recorde. Em 2022, leiloou a concessão de 15 aeroportos, inclusive Congonhas, na capital paulista, um dos mais movimentados do país.

O Santos Dumont foi o único que restou, pois o prefeito Eduardo Paes, o governador Cláudio Castro e o senador Carlos Portinho pressionaram para deixar o Santos Dumont para uma nova licitação, conjuntamente com o Galeão, em decadência total, devido à concorrência do Santos Dumont, que rende R$ 250 milhões/ano à Infraero.

Dez anos depois da iniciativa de Dilma, três concessionários de aeroportos desistiram das concessões: Amarante (Natal), Viracopus (Campinas) e Galeão (Rio de Janeiro).

FALSA MARAVILHA – As privatizações são uma falsa maravilha, que tentam vender para a sociedade. Na verdade, trata-se de negociatas que rendem fortunas para quem ganha o leilão. Depois de explorar bastante, alegam que não deu certo e devolvem para o Estado, com as estruturas sucateadas, conforme está ocorrendo com a concessionária de energia Light, com uma dívida de R$ 11 bilhões, que sinaliza desistência da privatização.

Outro escândalo é das empreiteiras e grandes empresas, como a JBS-Friboi, que corromperam funcionários públicos e empregados das estatais. Elas não pretendem devolver os recursos subtraídos ao Estado.

Se vão pagar em dinheiro ou em serviços prestados, como bem pontuou o comentarista José Vidal, os órgãos do Estado devem fiscalizar o cumprimento das obrigações. É para isso que são bem remunerados. Concordo também que as empresas não podem simplesmente desaparecer, pois muitos empregos serão perdidos, apesar de a maioria se tratar de trabalhadores temporários, nos chamados “contratos de obra certa”.

UMA PERGUNTA INQUIETANTE – Por que pararam de investigar o patrimônio dos empresários corruptos, suas contas no exterior, especialmente nos paraísos fiscais?

Sabe-se que as empreiteiras enfrentam dificuldades, mas seus controladores continuam riquíssimos, isso é público e notório. Cabe à Justiça brasileira fazer com que esses empresários corruptores honrem as dívidas que contraíram voluntariamente com o Estado, nos chamados acordos de leniência, para se livrarem da prisão.

O problema é que os empreiteiros não querem ser sucedidos por gestores comprometidos com o interesse público. Ao contrário, eles querem que tudo volte a ser como era antes.

Em destaque

Nunes Marques é sorteado para relatar recurso de Bolsonaro contra condenação no STF

Publicado em 12 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Defesa de Bolsonaro tenta derrubar pena de 27 anos M...

Mais visitadas