
Na verdade, o choro de Lula lavou a alma desta nação
Vicente Limongi Netto
O choro de Lula, ao ser diplomado presidente da República, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), significou um amplo desabafo nacional. Do povo, que votou no candidato do PT, confiando em um novo e esperançoso Brasil, e do próprio Lula, preso e humilhado, durante 580 dias. Lágrimas de milhões de almas lavadas.
Os alto-falantes dos deuses dos bons fluidos informam: sai um destrambelhado, insensível, grosseiro e nocivo presidente, entra Lula, vestido de fé e decidido a tirar o Brasil da inércia da fome, da insegurança, da discórdia e do desemprego.
PROJETOS IMPORTANTES – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou três projetos visando acabar com excessos nada republicanos de gestores públicos e, também, impedir inacreditáveis abusos de autoridades prejudicando adversários, muitas vezes, de acordo com o senador, com apoio velado de parte da mídia.
Nessa linha, Calheiros propõe alteração no Código Eleitoral, redefinição de crimes de abusos de autoridades e, por fim, uma proposta alterando lei 9.504, de 1997, impondo e definindo regras mais severas a candidatos à cargo eletivo.
SUBSTITUTO DE TITE – Considero sem cabimento, o fim da picada, as especulações favoráveis à contratação de técnico estrangeiro para o lugar do medonho Tite. Nomes na mesa seguramente ficarão honrados com prováveis convites. E o custo financeiro de tanta baboseira?
Carlos Lancelotti e Pepe Guardiola, citados nas tolas, açodadas e desnecessárias especulações, comandam times bilionários e campeoníssimos, pela ordem, na Espanha e na Inglaterra. Duvido que trocariam o certo, a fama, o luxo, salários milionários, pela seleção brasileira. Com elencos fantásticos que ambos dispõem, até eu, boleiro de 78 anos, ficaria entediado de ganhar campeonatos.
O futebol brasileiro tem excelentes treinadores. Experientes e vitoriosos no ofício. Não devem nada, em táticas e técnicas de futebol a nenhum famoso e badalado técnico estrangeiro. Cito dois deles, Dorival Junior e Fernando Diniz.