O candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho (PL)
O nome do ex-ministro do Desenvolvimento Regional foi oficializado nesta quarta-feira (7) durante coletiva de imprensa na casa legislativa
Por Gabriela Oliva
A oficialização da candidatura de Rogério Marinho (PL) à presidência do Senado começou a alimentar, nesta quarta-feira (7), a pressão da ala de apoiadores do atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar de afirmar durante coletiva de imprensa na Casa Legislativa que sua candidatura não é de "vingança", Marinho declarou que no Brasil está se implantado um “ativismo, uma criatividade judicial”. Mencionou, ainda, que o impeachment de ministros está previsto na Constituição.
"O impeachment [de ministros]está previsto na constituição brasileira. Como existem outros dispositivos. Evidente que todos nós devemos vassalagem, lealdade, e obediência à constituição brasileira. E é assim que vamos nos comportar. Esperamos que os demais Poderes os façam. E os demais excessos deverão passar pelo crivo dos Poderes constituídos. Nós acreditamos no diálogo, nas tratativas e sobretudo na Constituição do Brasil", disse.
A eleição será em fevereiro de 2023, após a posse dos parlamentares eleitos em outubro. Com a maior bancada no Senado - o PL terá 14 senadores no próximo ano -, a candidatura de Marinho foi articulada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) como forma de tentar um controle sobre pautas de interesse do grupo político -como o impeachment de ministros do STF.
Agora oficializado candidato, Marinho irá disputar diretamente com o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), eleito em 2021 com o apoio de Bolsonaro. Há a expectativa, no entanto, de que bancadas partidárias se dividam no apoio entre Marinho e Pacheco. Pelo regimento, Pacheco poderá se reeleger mais uma vez para um mandato de dois anos no comando da casa legislativa.
O Tempo
