segunda-feira, março 29, 2021


Caso Serra seja escolhido, tendência é a de que o clima de tensão permaneça

Camila Mattoso
Folha

Cotado para assumir o Ministério de Relações Exteriores, o embaixador de Paris, Luís Fernando Serra, é visto por parlamentares como tão ou mais radical que Ernesto Araújo. Depois de pressão do centrão e atrito neste domingo (28), Araújo pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (29).

Senadores e deputados experientes chamaram Serra de extremista, dizem que ele é contra os direitos humanos e também não tem perfil de para manter bom relacionamento com outros países. Os parlamentares afirmam que a decisão de escolha de ministro é de Jair Bolsonaro, mas a tendência é a de que o clima de tensão permaneça caso ele seja escolhido.

CASO MARIELLE – Em 2020, por exemplo, Serra enviou uma carta a legisladoras francesas manifestando sua “profunda indignação” com o fato de o assassinato da vereadora Marielle Franco receber mais atenção do que o homicídio do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e a facada contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro.

A manifestação se deu em resposta a cartas da senadora Laurence Cohen, do Partido Comunista francês, e da deputada Christine Pirès, do Partido Socialista, que pediam esclarecimentos sobre o andamento da investigação do assassinato de Marielle.


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