Publicado em 18 de março de 2021 por Tribuna da Internet

São investigados a pessoa que pagou pelos outdoors e o dono da gráfica
Deu no Globo
O ministro da Justiça, André Mendonça, determinou que a Polícia Federal (PF) investigue duas pessoas que fizeram outdoors contra o presidente Jair Bolsonaro. Uma das mensagens, instaladas em Palmas (TO), afirma que Bolsonaro “vale menos que um pequi roído”, uma gíria para quem não tem valor. O outro cartaz diz que o presidente “mente”. O pequi é o fruto de uma árvore típica do cerrado.
São investigados a pessoa que pagou pelos outdoors e o dono da gráfica que instalou os cartazes. A existência da investigação foi divulgada pelo “Jornal do Tocantins” e confirmada pelo Globo.
AGOSTO DE 2020 – Os outdoors foram instalados em agosto de 2020. Um empresário local apresentou uma notícia de fato à PF, mas o órgão ressaltou que, de acordo com o Código Penal, crimes contra a honra cometidos contra o presidente da República só podem ser investigados mediante representação do ministro da Justiça.
O Ministério Público reforçou a posição, e o caso foi arquivado, mas uma comunicação foi enviada ao Ministério da Justiça. Em dezembro, Mendonça determinou a abertura do inquérito.
“Diante dos fatos narrados, requisito ao Diretor-Geral da Polícia Federal que adote as providências para a abertura de inquérito policial com vistas à imediata apuração de crime contra a honra do Presidente da República”, escreveu o ministro, no dia 8 de dezembro.

Os outdoors em Palmas foram pagos por uma vaquinha online
OS ALVOS DA PF – São investigados o empresário Roberval Ferreira de Jesus, dono da empresa que fabricou os outdoors, e o sociólogo Tiago Costa Rodrigues, que pagou pela instalação. Forram anexadas no processo 12 publicações de Tiago em sua conta no Twitter, a maioria comentando sobre os cartazes.
Em depoimento, Roberval afirmou que foi apenas contratado para a instalação e que “nunca teve o objetivo de ofender a honra do presidente da República”. Ele disse que já instalou outdoors favoráveis a Bolsonaro e que não se responsabiliza pelo conteúdo de nenhum deles.
Tiago, que é secretário de formação do PCdoB em Tocantins, relata que realizou uma vaquinha online para instalar os outdoors, que custaram R$ 2,3 mil. Ele disse que não esperava a repercussão que o caso tomou. O sociólogo relatou que também já prestou depoimento e que disse que a crítica não foi “pessoal” a Bolsonaro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Era só o que faltava, como diria o Barão de Itararé. Como incriminar o dono da gráfica? A culpa seria exclusivamente do cidadão que encomendou e pagou pelo serviço. Mas na verdade ninguém é culpado, porque é impossível ofender a honra de quem diariamente demonstra ser desprovido dela. (C.N.)