sábado, fevereiro 13, 2021

PDT articula frente ampla de centro-esquerda em torno da Ciro Gomes para disputa em 2022


Lupi diz que Ciro representa o projeto que o PDT tem para o país

Franco Malheiro
O Tempo

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que o partido trabalha no fortalecimento de uma frente ampla de centro esquerda em torno do nome de Ciro Gomes como candidato à presidência da República em 2022. Nesta semana, o pedetista se reuniu com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

Sem citar o PT, o dirigente contou que vem ampliando conversas com diversas legendas e afirmou que Ciro representa o projeto que a legenda tem para o país.

DIÁLOGO – “Temos tido boas conversas com o PSB, com a Rede e com o PV. Tenho um diálogo permanente com o Kassab que é o presidente nacional do PSD, partido que o Kalil pertence, e o nosso desejo e nossa vontade é formar uma grande aliança de centro esquerda que representa o projeto de Brasil e na nossa opinião quem encarnar melhor essa capacidade é o Ciro Gomes”, ressaltou Lupi.

Questionado sobre a presença ou não do Partido dos Trabalhadores na formação dessa aliança, o dirigente desconversou. Recentemente o ex-presidente Lula (PT) indicou o nome de Fernando Haddad como pré-candidato à presidência em 2022.

“Temos que buscar alianças de centro esquerda, no primeiro ou segundo turno, mas isso é final de conversa e não começo”, pontuou e ressaltou que enxerga apenas em Ciro Gomes um projeto concreto de país.

PROJETO NACIONAL – “Devemos pensar sempre em programas de governo, nosso candidato Ciro Gomes, apresentou desde 2018 um projeto nacional desenvolvimentista,inclusive fez um livro sobre isto e estamos andando o Brasil com este programa, até agora não vi nenhum candidato apresentar”, ponderou.

Sobre esses diálogos com o PSD, que hoje no congresso, é um partido que ajuda a dar sustentação ao governo Bolsonaro, o qual o PDT é oposição, Lupi citou Getúlio Vargas: ‘apoio não se discute, se aceita’.

“Em primeiro lugar quem conhece o Kalil como eu conheço sabe que ele não é da base do Bolsonaro e eu não tenho dúvida da sua posição de independência ao governo. O PSD é um partido autônomo, ele não tem uma posição de apoio ao governo Bolsonaro, ele tem uma posição de independência”, destacou.

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