terça-feira, maio 19, 2020

Celso de Mello já assistiu vídeo e decide nesta terça-feira como será divulgado


Tom de Celso de Mello para depoimento une Forças Armadas contra ...
Existem argumentos jurídicos para qualquer uma das decisões
Míriam LeitãoO Globo
Um dos ministros do STF acredita que o relator Celso de Mello tem um caminho legal para qualquer uma das decisões: divulgar em partes ou no todo o conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada por Moro.
A fonte acha que ele deve divulgar apenas os trechos que servirem ao que é objeto do inquérito. Mas o decano permanece com a sua atitude de sempre se fechar em copas. Inclusive lá dentro do Tribunal.
EXPECTATIVA – Essa é a grande expectativa da semana: se será ou não divulgado o vídeo da reunião. Esse ministro explica que um caminho pode ser aplicar o artigo 9º da Lei 9.296 de 1996, “que estabelece que feita uma interceptação telefônica será aproveitado apenas o que servir à persecução criminal”, desprezando o restante que, assim, terá o sigilo preservado.
A diferença é que, desta vez, não é uma interceptação telefônica. E, além disso, envolve a administração pública “que tem como princípio básico a publicidade, pelo artigo 37 da Constituição”, enfatizou a fonte.
Se Celso de Mello fizer a distinção, então ele divulgará integralmente. “A privacidade do cidadão é mais larga do que a do servidor público”. A reunião ocorreu — acrescenta o ministro — para tratar de coisas do interesse público.
###
MELLO ASSISTIU VÍDEO NA NOITE PASSADA
Paulo Roberto NettoEstadão
O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, recebeu na tarde desta segunda-feira, dia 18, o vídeo da reunião ministerial do governo Jair Bolsonaro do dia 22 de abril, e começou a assistir a gravação por volta das 18h. O ministro deverá decidir pelo levantamento do sigilo, integral ou parcial, até o final desta semana.
Na última sexta, Celso de Mello pediu à Polícia Federal a íntegra da gravação para assisti-la de sua residência, em São Paulo, por meio de um sistema da Corte conectado ao seu gabinete, em Brasília, onde estariam presentes o chefe de gabinete do ministro e o juiz federal auxiliar Hugo Silvando Silva Gama Filho.
O ministro já tinha uma visão geral do teor da reunião, feita a partir do relato de Gama Filho e da transcrição feita pela Polícia Federal, mas queria ver a íntegra antes de tomar uma decisão.

Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas