quarta-feira, maio 19, 2010

Mau jornalismo se combate com bom jornalismo

A frase foi dita por Ibsen Pinheiro numa entrevista ao Valor. Ele lembrou também outra frase, do velho senador americano Hiram Johnsin: “Nas guerras, a primeira vítima é a verdade”. Então me lembrei do episódio dos “Anões do Orçamento”. A revista Veja, que faz jornalismo como quem faz guerra, onde a primeira vítima é a verdade, o acusou de participar do escândalo dos anões do orçamento. A capa foi violenta: “Até tu, Ibsen?”. Resultado: um Congresso acuado pelo PIG cassou o mandato parlamentar dele. Dez anos depois, o jornalista que fez a matéria retratou-se em outra revista (Istoé).

A reparação foi feita pela Justiça. O STF determinou o arquivamento definitivo do processo contra o ex-deputado, por falta de justa causa. Ibsen voltou à política, foi eleito vereador em Porto Alegre, depois deputado federal novamente. Mas não quer mais ser candidato. Ele acha que campanha eleitoral só pode ser feita com dinheiro dos doadores, e o voto fica sempre sob suspeição. A mídia demoniza a eleição.

Mas continua lúcido. Apesar de todos os defeitos, ele acha que só a Câmara Federal tem a virtude única da pluralidade, a representação de todos. E talvez aí resida a fraqueza da instituição. Por ser de todos, não é de ninguém, então muitos jogam pedras na Geni. Alguns por esperteza fazem a cobertura (jornalística) negativa da Câmara. “É preciso manter a Casa intimidada, porque ela é perigosa. As transformações no país nos últimos 150 anos ocorreram ali dentro”.

Acho que a revista Veja pensa como relata Ibsen Pinheiro. É preciso manter a Câmara Federal acuada, refém.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

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