Hélio Rocha
Um deslizamento de uma encosta na Travessa 1º de Janeiro, no bairro de Pirajá, provocou a morte de três jovens na manhã de ontem. Rodrigo Cassiano da Silva, 20 anos, Leandro Vinícius Rocha da Silva, 20 anos, e um rapaz ainda não identificado, conhecido apenas como Júnior, morreram por volta das 11 h quando o morro cedeu sobre um grupo de casas. Os corpos de Júnior e Leandro foram retirados na hora, mas Rodrigo permaneceu sob os escombros até o final da tarde, quando o Corpo de Bombeiros e um mutirão de moradores conseguiram desenterrá-lo.
Ajudando na retirada do corpo de Rodrigo estava o pai dele, o pedreiro Edvaldo Cassiano da Silva, 51 anos. Com a enxada na mão e os olhos fixos no entulho, ele contou que não estava presente no momento do desabamento porque estava prestando socorro a um grupo de vizinhos. "Agora só resta ter paciência e fé em Deus", declarou, sem mover o olhar da pilha de barro, lama e tijolos que encobria o filho morto.
O coronel do Corpo de Bombeiros José César Pereira, que comandou a operação, disse que foram precisos 18 homens para realizar o resgate dos corpos. "Chegamos o mais rápido possível, pois estávamos no Imbuí cuidando de um canal que transbordou. Estamos trabalhando com todo o nosso efetivo, mas são mais de mil áreas de risco na capital", conta.
Presente no local do desastre, Valmir Assunção, secretário Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, teceu duras críticas ao trabalho realizado pelo poder municipal. "O prefeito decretou situação de emergência dia 22 de abril, mas até agora não nos enviou um relatório completo, com fotos e dados precisos, o que dificultou uma maior atuação do Estado. Houve uma falta de interesse técnico por parte da prefeitura. Por isso, o governador solicitou uma reunião amanhã com as principais autoridades estaduais e municipais para traçar um plano de ação efetivo", disse. Quanto às famílias em risco em Pirajá, o secretário disse que os moradores podem ser transferidos para escolas, centros comunitários e outros abrigos seguros até que a situação se normalize.
Morador da casa vizinha, que também desabou, o ajudante de pedreiro Dave Souza Santos, 34 anos, pode ser considerado um verdadeiro herói. "Como todos por aqui estão vivendo com medo de morrer, resolvi deixar a porta dos fundos aberta para observar a situação do morro, que já vinha cedendo. De repente, só ouvi um barulho enorme e percebi que uma parede tinha desabado sobre minha sogra. Com a graça de Deus, consegui salvar todos na casa: eu, duas crianças e duas mulheres", contou.
Fonte: Tribuna da Bahia
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