Daniel Dórea e Ronney Argolo, do A TARDE
Polícia teve de utilizar spray de pimenta para conter os jogadores brigões
Antes de ser completado o primeiro minuto da partida decisiva do Baianão, já dava para saber que ocorreriam muitas confusões entre os jogadores. Aos 30 segundos de jogo, Neto Baiano caiu após se bater com o zagueiro Nen, ficou no chão e causou um pequeno tumulto.
A partir daí, foram várias discussões, empurrões, ameaças, mas o apito final foi dado sem maiores consequências. Foi quando o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden decretou o término do duelo e o título para o Vitória que ocorreu a pancadaria que manchou a tarde emocionante no Barradão. A perda do título, que parecia ganho no primeiro tempo, fez com que os tricolores perdessem totalmente a cabeça e partissem para cima dos rubro-negros. Desta vez, não com a bola nos pés, mas com sangue nos olhos e os punhos cerrados.
Envolvidos – Em meio à confusão generalizada, que envolveu principalmente os tricolores Reinaldo, Beto e Léo Medeiros e os rubro-negros Wallace, Victor Ramos e Jackson, uma cena marcante: o massagista do Vitória Régis, muito querido por todos os atletas, recebeu um soco, foi ao gramado e levou inúmeros chutes. Como resultado, muitos hematomas por todo o corpo e um corte fundo no rosto.
Régis viu quem foram os agressores. “Reinaldo Alagoano me deu um soco no rosto e depois, quando eu caí no chão, Léo Medeiros e Leandro me chutaram”, acusou. Revoltado com a covardia dos atletas do rival, o funcionário rubro-negro jura que não os provocou. “Eu só fui lá tirar Wallace, que estava brigando. Não fiz nada”, defendeu-se Régis.
Durante o tumulto, alguns atletas do Vitória quase promovem uma tragédia. O lateral-esquerdo Luciano Almeida pegou a bandeirinha de escanteio para bater em qualquer tricolor que aparecesse pela frente. Para completar, o zagueiro Wallace arrumou um sombreiro e Jackson uma barra de ferro, com o mesmo objetivo de Luciano. Jackson foi atingido por spray de pimenta e atendido num dos bancos de reserva.
Por sorte, companheiros mais conscientes conseguiram segurar a fúria dos jogadores e ninguém foi atingido. Até a galera do camarote, só para convidados da diretoria rubro-negra, participou da confusão. A saída para os vestiários do visitante fica logo abaixo do camarote, de onde os convidados xingaram os jogadores do Bahia e atiraram objetos.
Receberam o troco na mesma moeda. A pancadaria inspirou os torcedores nas arquibancas e cenas de violência também não faltaram onde deveria ter só festa. Apenas a título de informação, os jogadores do Vitória receberam a taça e vibraram com muita alegria com os torcedores.
Torcida – Domingo não foi o dia dos tricolores. Além da derrota no Campeonato Baiano depois do bom começo por 2 a 0, desde o início os torcedores do time tiveram problemas com segurança e lugar para ficar no Estádio Barradão. Enquanto a polícia dividia o rubro-negro para um lado e o tricolor para outro, uma bomba vinda do lado do Vitória atingiu a torcida do Bahia. Sob vaias e insultos, os adversários do Leão adentraram, em minoria, o Estádio Manoel Barradas.
Segundo o major Costa, a Bamor foi recebida a bombas, preparadas com bolas de bilhar. Ninguém se machucou. Os tricolores também reclamaram do espaço reduzido do estádio que foi separado para eles.
SEGURANÇA – Os acontecimentos eram esperados pela Polícia Militar, contou o coronel Menezes. Fora do Barradão, antes do início do jogo, nenhuma ocorrência mais grave que envolvessem feridos foi registrada pela polícia. “Deixamos 1.027 policiais responsáveis por garantir a segurança, dentro e fora do estádio. É uma grande operação”, afirmou o coronel. Na entrada para as cadeiras e arquibancadas, torcedores eram revistados em busca de armas ou materiais perigosos. Nada de preocupante foi encontrado, informou o capitão Robinson Souza. Durante a final, a patrulha fez abordagens nas arquibancadas.
Fonte: A Tarde
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