Técnica cirúrgica usa células-tronco e se tornou referência mundial
Carmen Azevêdo
A calvície, que atinge cerca de 60% dos homens e 10% das mulheres, pode ter mesmo uma solução definitiva e com “aparência natural”, segundo especialistas. O microtransplante capilar (MIC), que faz uso das células-tronco, tornou-se referência mundial para solucionar o problema dos calvos. A técnica consiste no transplante das raízes capilares da região da nuca – onde se encontra a melhor qualidade genética do cabelo – para a área calva através de microincisões puntiformes. Ricos em células-tronco (células que podem se transformar em qualquer tecido do nosso corpo), elas levam para a área calva toda a carga genética, necessária ao crescimento do fio e sua durabilidade.
A calvície, também conhecida como alopécia androgenética, consiste em uma manifestação de pele que pode afetar homens e mulheres. Ela se caracteriza pela perda de cabelo no topo da cabeça. Segundo explica o cirurgião plástico Carlos Oscar Uebel – organizador do VIII Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que acontecerá entre os dias 16 e 18 deste mês, em São Paulo –, a origem do problema pode ser genética em 95% dos casos. “Eles herdam dos pais, avós e principalmente da linhagem materna”, explica. Nos homens, a calvície pode começar a partir dos 20 anos e se desenvolver progressivamente até 80 ou 90 anos.
Em segundo lugar, estão as causas hormonais. Caso as células estejam mais sensíveis a um aumento do hormônio masculino testosterona, o ciclo dos pêlos é prejudicado. As conseqüências são fraqueza, diminuição da quantidade e dificuldades no crescimento. A idade normalmente também causa queda de cabelo, ao tornar os fios finos e frágeis. No caso das mulheres, por exemplo, após a menopausa (entre 40 e 45 anos), pode-se desenvolver a calvície androgenética.
Oleosidade - “O estresse também pode causar queda de cabelo, porque, estressadas, as pessoas suam mais e provocam uma maior oleosidade no couro cabeludo, que ocasiona a queda dos fios. Xampus que contêm amônia também”, acrescenta o médico. Ele alerta ainda para os riscos das dietas alimentares radicais, que podem afetar a saúde dos fios: a ausência de ferro e proteínas na alimentação pode causar queda de cabelo em calvos e não calvos.
Os tratamentos são muitos, mas nem sempre apresentam os resultados esperados. Especialistas prescrevem, na maioria dos casos, o uso do Minoxidil (solução alcoólica), que aumenta a circulação sangüínea do couro cabeludo. Também são ministrados hormônios tópicos (usados sobre a pele), que atuam no balanceamento da testosterona. Um dos mais procurados, no entanto, é o método cirúrgico, o microtransplante capilar (MIC). Por meio dele, os fios são retirados um a um, da nuca, separados em nível microscópico e transferidos para a cabeça. O procedimento leva três horas e os cabelos levam três meses para começar a nascer. Alguns clientes precisam repetir a cirurgia a cada cinco anos.
Infelizmente, nem todos podem ter acesso ao procedimento, devido ao alto custo, que varia entre R$7 mil e R$9 mil. Como trata-se de cirurgia estética, o procedimento não é coberto pelos planos de saúde, nem realizado pelo Sistema Único de Saúde. Segundo Uebel, somente os casos de calvície pós-traumática – quando acidentes causam a perda do cabelo, ou de parte do couro cabeludo – como as seqüelas de queimaduras na cabeça –, podem ser realizadas sem desembolso por parte do paciente.
***RANKING
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) mostram que, nos Estados Unidos, Canadá e na Europa, o microtransplante capilar é o mais realizado entre as cirurgias reparadoras. No Brasil, que ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas (atrás apenas dos Estados Unidos e do México), o procedimento ocupa o segundo lugar nas cirurgias plásticas masculinas (que totalizam 31% dos procedimentos realizados no país) – a lipoaspiração é a primeira. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), quatro mil cirurgiões estão habilitados para realizar os procedimentos cirúrgicos plásticos no país.
***PROCEDIMENTOS
Entenda melhor a técnica
Os bulbos capilares são retirados da região da nucaSão embebidos em uma solução ativada de plasma (parte líquida coagulável do sangue) concentrado para serem estimulados.Após o estímulo, eles são implantados um a um, na região calva do paciente.Podem ser implantados até seis mil fios de cabeloPara a cirurgia, que dura duas ou três horas, utiliza-se anestesia local.O cabelo começa a crescer depois de três ou quatro meses. O resultado final é atingido no décimo mês.
Fonte: Correio da Bahia
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