terça-feira, setembro 08, 2026

FACHIN ASSUME O CENTRO DA CRISE E TENTA IMPEDIR QUE O SUPREMO SE DIVIDA – por Pedro do Coutto

 

FACHIN ASSUME O CENTRO DA CRISE E TENTA IMPEDIR QUE O SUPREMO SE DIVIDA – por Pedro do Coutto
Geral, Opinião

FACHIN ASSUME O CENTRO DA CRISE E TENTA IMPEDIR QUE O SUPREMO SE DIVIDA – por Pedro do Coutto

Por Pedro do Coutto –

A intervenção de Edson Fachin transformou-se no primeiro grande movimento institucional para impedir que a crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça se convertesse numa guerra aberta dentro do Supremo Tribunal Federal.

Ao assumir diretamente, na Presidência da Corte, a condução das questões decorrentes das acusações e dos pedidos de apuração envolvendo os dois ministros, Fachin retirou o conflito da órbita individual de qualquer um deles e procurou restabelecer uma autoridade acima da disputa. Não resolveu a crise — e seria precipitado imaginar que poderia fazê-lo por um simples despacho —, mas conteve, ao menos por enquanto, o risco de que o STF passasse a funcionar como um tribunal dividido em polos rivais.

NO COMANDO – A decisão de centralizar na Presidência os procedimentos relacionados ao conflito teve um significado que ultrapassa a técnica jurídica. Quem acusa um colega não pode, ao mesmo tempo, controlar sozinho o caminho processual da acusação. Ao assumir essa responsabilidade, Fachin evitou que Moraes e Mendonça se transformassem, simultaneamente, em partes interessadas e protagonistas da condução de um processo que envolve ambos.

Também abriu espaço para manifestações dos envolvidos e da Procuradoria-Geral da República, sem antecipar juízo sobre a regularidade dos procedimentos ou o mérito das acusações.

O problema é que a dimensão do episódio ultrapassou uma divergência comum entre ministros. O conflito expôs publicamente algo particularmente grave para uma Suprema Corte: seus integrantes passaram a questionar, por meio de relatórios, decisões, pedidos de investigação e acusações, a conduta uns dos outros. A crise deixou de ser apenas jurídica e tornou-se uma crise de confiança no interior da própria instituição encarregada de dar a última palavra sobre a Constituição.

ATUAÇÃO DECISIVA – É nesse ponto que a atuação de Fachin se torna decisiva. Sua escolha impede, ao menos temporariamente, que o Supremo se organize em torno de dois campos rivais. Se cada ministro envolvido passasse a conduzir ou influenciar diretamente a investigação das acusações feitas pelo outro, o resultado seria devastador para a credibilidade do processo. A disputa deixaria de ser julgada pelas regras e passaria a ser percebida como uma sucessão de contra-ataques.

Não se trata, portanto, de tomar partido por Moraes ou por Mendonça. Esse é justamente o caminho que o Supremo não pode aceitar. A crise será ainda mais destrutiva se a sociedade for levada a escolher entre torcidas, como se a defesa da instituição dependesse de acreditar previamente na inocência de um e na culpa do outro. Nenhuma suspeita deve ser blindada em razão do cargo de quem é investigado, mas nenhuma acusação pode prosperar sem procedimento regular, prova válida e direito de defesa.

Esse cuidado torna-se ainda mais importante diante das controvérsias sobre os documentos que alimentaram a escalada do conflito. As dúvidas levantadas sobre a origem, a formalidade e o alcance de determinados elementos exigem escrutínio rigoroso. Não basta que uma informação seja politicamente explosiva para que se transforme automaticamente em prova. É preciso examinar de onde veio, como foi produzida, qual é o seu contexto e qual o seu valor jurídico.

MESMAS EXIGÊNCIAS – Fachin parece ter compreendido que o perigo imediato não está apenas nas conclusões futuras das investigações, mas no caminho até elas. Uma apuração contaminada por disputas internas produziria um resultado permanentemente contestado, qualquer que fosse seu desfecho. A única possibilidade de preservar a legitimidade do processo é submeter todos — inclusive ministros do Supremo — às mesmas exigências de transparência, contraditório e devido processo legal.

A crise é, sem dúvida, uma das mais graves enfrentadas pelo STF desde a redemocratização, embora seja preciso cautela ao classificá-la como a maior de sua história. Há crises institucionais de diferentes naturezas que não podem ser simplesmente comparadas. Mas o atual episódio possui um elemento excepcional: ministros da mesma Corte estão no centro de acusações e investigações de enorme repercussão, enquanto outras instituições foram inevitavelmente arrastadas para o conflito. Os responsáveis por arbitrar os conflitos do país precisam agora demonstrar que são capazes de administrar o próprio conflito interno.

Fachin assumiu, assim, uma tarefa que vai além da distribuição de processos. Sua responsabilidade é reconstruir um método. Isso exige resistir tanto à pressão por respostas imediatas quanto à tentação de resolver uma crise dessa dimensão nos bastidores. A sociedade precisa saber que haverá investigação onde existirem indícios juridicamente relevantes, que haverá arquivamento onde não houver justa causa e que nenhum resultado será produzido para proteger reputações ou satisfazer interesses políticos.

CREDIBILIDADE – A autoridade de uma Suprema Corte não é garantida pelo tamanho de seu poder ou pelo caráter definitivo de suas decisões. Ela depende, sobretudo, da confiança de que seus membros obedecem às regras que impõem aos demais. Essa confiança sofreu um abalo. Fachin não poderá restaurá-la com discursos. Terá de fazê-lo pela condução rigorosa, equilibrada e transparente de cada etapa.

Ao centralizar os casos, o presidente do Supremo adotou, para o momento, a solução institucionalmente mais prudente: afastou os protagonistas da crise do comando exclusivo de uma disputa que envolve ambos e assumiu a responsabilidade de conduzir o processo. Mas esse foi apenas o primeiro passo. Não basta impedir uma divisão formal da Corte. Será necessário impedir que a disputa política e pessoal contamine a busca pela verdade.

O Supremo chegou a um ponto em que proteger a instituição não pode significar proteger ministros individualmente. E investigar ministros não pode significar destruir a instituição. A saída está nessa fronteira difícil entre corporativismo e espetáculo, entre blindagem e linchamento, entre pressa política e rigor jurídico. É nela que Fachin terá de exercer a liderança que a crise passou a exigir.

Dentro de uma democracia, ninguém deve estar acima da lei — e, no Supremo, ninguém pode estar acima das regras do próprio Supremo.

PEDRO DO COUTTO é jornalista.

Enviado por André Cardoso – Rio de Janeiro (RJ). Envie seu texto para mazola@tribunadaimprensalivre.com ou siro.darlan@tribunadaimprensalivre.com


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APOIO DESCARADO DO ANDRÉ MENDONÇA AO FLÁVIO BOLSONARO

 

APOIO DESCARADO DO ANDRÉ MENDONÇA AO FLÁVIO BOLSONARO – por Bolivar Meirelles
Colunistas, Geral, Política

APOIO DESCARADO DO ANDRÉ MENDONÇA AO FLÁVIO BOLSONARO – por Bolivar Meirelles

Por Bolivar Meirelles

Como afastar quem o Presidente da República nomeou? O Chefe da Polícia Federal? Inadmissível! André Mendonça, é quem deveria ser afastado: descaradamente faz propaganda para o candidato da oposição. Evangélico que usa a religião politicamente.

Onde estão esses membros do mais alto Poder da Justiça que não agem?

Afastar André Mendonça de atuar junto ao Poder Eleitoral é necessidade premente. Foi colocado por Jair Bolsonaro e defende, descaradamente, a candidatura do Flávio Bolsonaro. Esqueceu os dólares repassados ao amigo Flávio Bolsonaro pelo Vorcaro. Que justiça cega é essa? Cega por não ver, esperta por ter posição política partidária.

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Denunciar é preciso. Está nítido o posicionamento Político Partidário desse pilantra. Apenas denuncia o Alexandre Moraes e esquece o repasse dos dinheiros públicos do Banco Master, pelo Vorcaro, ao Flávio Bolsonaro.

Denunciar é preciso. Necessário. Imprescindível.

Claro que está manipulando e beneficiando, descaradamente, ao candidato da oposição. Da extrema direita fascista militarista bolsonarista.

Denunciar é preciso, é necessário, é imprescindível. Marcar posição. Denunciar é nosso dever. As eleições de outubro de 2026 estão aí. Alerta brasileiras e brasileiros votantes. Derrotarmos a extrema direita fascista militarista bolsonarista é nosso dever.

Lula da Silva para Presidente da República mais uma vez.

BOLIVAR MARINHO SOARES DE MEIRELLES – General de Brigada Reformado, Cientista Social, Colunista e Membro do Conselho Consultivo do jornal Tribuna da Imprensa Livre, Mestre em Administração Pública e Doutor em Ciências em Engenharia de Produção, Pós Doutor em História Política, Presidente do Conselho Executivo da Casa da América Latina.

Envie seu texto para mazola@tribunadaimprensalivre.com ou siro.darlan@tribunadaimprensalivre.com


MENDONÇA É PEÇA-CHAVE DA EXTREMA-DIREITA NO TABULEIRO ELEITORAL – por Jeferson Miola


 Por Jeferson Miola

O ministro do STF André Mendonça se jogou de cabeça na eleição. Ele é peça-chave da extrema-direita no tabuleiro eleitoral – tanto para a Presidência como para o Senado.

Mendonça deslocou a disputa sobre propostas de governo, defesa da soberania e democracia, e comparação do passado e presente dos candidatos para o debate sobre corrupção. Ele colocou o STF no centro do escrutínio e arrastou o governo para um ringue árido.

Os movimentos audazes contra o ministro Alexandre de Moraes [1º/9] e o Diretor-Geral da PF Andrei Rodrigues [8/9], num jogo de tudo ou nada, chamam atenção. Não foi uma cartada de perdedor ou de blefador.

E ele não agiu como um camicase, mas como integrante de uma articulação política mais abrangente, de caráter internacional, com participação dos EUA e apoio interno, que alimenta mais que perspectiva, mas confiança na vitória eleitoral.

O script seguido por ele é metódico, bem orquestrado e inclusive atiça o fundamentalismo religioso.

Começa em 1º de setembro, faltando pouco mais de um mês para a eleição, quando Mendonça atropelou o Plenário do STF e violou ilegalmente o sigilo de investigações sobre Alexandre de Moraes num “vazamento oficial” para alimentar a narrativa da extrema-direita contra o judiciário e gerar dividendos eleitorais para Flávio Bolsonaro.

Na 6ª feira, 4/7, ele agradeceu em vídeo a solidariedade de irmãos em oração. “Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família. Que Deus os abençoe e que Deus abençoe o nosso País”, disse.

No domingo, 6/7, Michelle Bolsonaro declarou-o como “ungido do Senhor” e pediu “força e coragem” a ele.

Mendonça foi ungido nos atos entreguistas dos bolsonaristas no 7 de setembro; e, dia seguinte, 8/7, num ato de invasão de competência do Presidente da República, pediu afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, num gesto em que se insinua como autor de uma ação moralizante diante da inação conivente do Lula. Nikolas Ferreira disse: “é só o começo” do jogo sujo.

Se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, Mendonça terá quatro novos colegas de perfil igual ou pior que o dele indicados. Ele então assumiria a condição de líder de uma maioria Schmittiana, de juízes legitimadores do Estado de Exceção no STF num país então mergulhado no precipício fascista. Teria tanto ou mais poder que o próprio Flávio.

Os movimentos de Mendonça sedimentaram a narrativa da extrema-direita contra o judiciário e criaram uma cortina de fumaça que eclipsa totalmente Daniel Vorcaro e esconde a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro mafioso, que repassou a ele quase R$ 70 milhões, pelo que se sabe, por enquanto.

A ofensiva do ministro bolsonarista opera no imaginário social a falsa ideia de cruzada pela moralidade e combate à corrupção – combustível para a mídia hegemônica, sobretudo para a Rede Globo. No afã de impedir a reeleição do presidente Lula, a Globo incensa esse viés, como deixou claro nas entrevistas do Jornal Nacional.

Essa narrativa cínica cria uma cilada para o governo.

Mesmo defendendo a apuração dos fatos suspeitos e comprometedores do ministro Alexandre de Moraes, o governo fica com as margens estreitadas para confrontar Mendonça diretamente, pois daria combustível à narrativa bolsonarista, operada a partir da lógica rudimentar de que STF mais governo e mídia integram “o sistema corrupto” que fraudou a eleição de 2022 e perseguiu Bolsonaro para impedir que a direita continuasse governando o Brasil e então eles, o “sistema corrupto”, continuassem roubando o país.

Enquanto o governo defende o STF como fator crucial para proteger nossa débil e ameaçada democracia [o que não significa, em absoluto, endossar ou defender desvios de ministros], os movimentos de André Mendonça visam o exato oposto: enfraquecer para destruir o judiciário, seguindo o manual da extrema-direita internacional para instalar autocracias ou ditaduras com verniz de normalidade institucional.

Desde que assumiu a relatoria do caso Master em lugar de Dias Toffoli, Mendonça adotou medidas abusivas e ilegais. Ele alienou o Diretor-Geral da PF das investigações, concentrou os dados brutos no seu gabinete, interferiu nas equipes e no funcionamento das investigações, e impediu que investigadores se reportassem aos superiores hierárquicos.

Apesar dos pedidos da PF, tais ilegalidades do ministro-relator não foram combatidas pelo Advogado-Geral da União e pelo ministro da Justiça – aliás, de tão sumido e ausente dessa grave conjuntura, sequer se sabe seu nome.

A Inteligência da PF demonstrou, a partir da compilação de decisões e ordens ilegais de Mendonça, que ele atropelou o Plenário para atingir Moraes e dinamitar o STF, concentrou os dados de Daniel Vorcaro no seu gabinete para vazar e esconder autores de vazamentos criminosos, e usurpou competências da PF para enviesar as investigações para safar Flávio Bolsonaro e bolsonaristas.

André Mendonça perdeu totalmente a condição de continuar na relatoria dos casos Master e INSS, pois conduz seu trabalho de modo enviesado para prejudicar o governo e beneficiar o campo bolsonarista.

Com os desvios cometidos no seu agir político-estratégico, seu destino está atrelado ao destino de Alexandre Moraes, ainda que por motivos distintos.

JEFERSON MIOLA – Jornalista e colunista desta Tribuna da Imprensa Livre. Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial.

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Impeachment de Moraes vira moeda de troca pela presidência do Senado


Senadores veem Alcolumbre à espera das eleições

Thaísa Oliveira
Folha

Com a escalada da crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliam que ele vai esperar o resultado das eleições para decidir sobre o impeachment de ministros.

Uma pessoa próxima a Alcolumbre afirma que ele não vai ceder à pressão do bolsonarismo pela destituição de integrantes da corte antes de saber quem será o próximo presidente da República e os 54 novos senadores. Só a partir disso decidirá se abre um processo de impeachment e contra quem.

CÁLCULO POLÍTICO – No cenário atual, a chance de um pedido de afastamento de um ministro do STF prosperar no Senado passou a ser tratada como algo possível até por parlamentares que antes costumavam rechaçar essa possibilidade. O cálculo de Alcolumbre envolve sua campanha pela presidência do Senado no ano que vem —que ocorre tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em fevereiro.

Alcolumbre, dizem aliados, sabe que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes é a única moeda de troca capaz de atrair o apoio de senadores bolsonaristas para ser reeleito. Por isso, precisa entender exatamente qual será o peso do grupo no Senado após as eleições.

O presidente do Senado é amigo de Moraes e sempre se colocou contra a possibilidade de afastá-lo do cargo. Políticos próximos a Alcolumbre dizem que a posição dele continua exatamente igual. Parte do grupo reconhece, porém, que, a depender do perfil de senadores que emergir das urnas, será difícil impedir a abertura de um processo.

INVESTIDA – O impeachment de Moraes se tornou uma das principais investidas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a condenação por tentativa de golpe. Políticos de diferentes posições afirmam que o ministro André Mendonça deu ainda mais fôlego à campanha de candidatos ao Senado que prometem avançar contra o Supremo ao revelar, na terça-feira (1º), detalhes sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Como mostrou a colunista Mônica Bergamo, Alcolumbre também discutiu com pessoas de confiança a possibilidade de abrir um impeachment contra Mendonça, de quem é desafeto. Um interlocutor do senador afirma que o ministro atropelou o rito formal ao pedir uma investigação contra Moraes na semana passada.

De acordo com outra pessoa do entorno do senador do Amapá, parte dos argumentos na mesa para o impeachment de Mendonça está no relatório sem assinatura citado por Moraes para a investigação do colega por abuso de autoridade. Até mesmo senadores da base governista que também costumavam rechaçar o afastamento de ministros do STF hoje admitem que essa possibilidade se tornou real —seja no caso de Moraes, de Mendonça ou de outro magistrado.

REFORMA NO JUDICIÁRIO – Um líder partidário diz, sob reserva, que o escândalo pode desencadear uma reforma no Judiciário a partir do ano que vem, até com o impeachment de mais de um ministro. Parlamentares também lembram diferentes propostas aventadas nos últimos anos, como a criação de um mandato fixo, em substituição à aposentadoria compulsória aos 75 anos, e o aumento da idade mínima para indicação, que hoje é de 35 anos.

“A minha opinião é que a gente deve dar um tempo para que, diante de todos esses escândalos, o próprio Supremo dê uma posição. Acho que, se não der, o Senado ficará na obrigação de fazer alguma coisa”, diz o senador Cid Gomes (PSB-CE).

Moraes conversou pessoalmente com Alcolumbre na última quarta-feira (2) —um dia depois do relatório em que vieram a público mensagens enviadas a ele por Vorcaro. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

REAÇÃO – Poucas horas após o encontro, o presidente do Senado reagiu à cobrança pela abertura do impeachment do ministro, citando o pedido de R$ 130 milhões feito ao ex-banqueiro pelo candidato à Presidência do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), para um filme sobre o pai. “Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

Na terça-feira passada, ao ser questionado sobre o impeachment de Moraes, o senador respondeu que não é normal haver 109 pedidos e que a pressão feita pela oposição acontece “há muito tempo”. “A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal. [São] 109 solicitações no Congresso, [a respeito] dos dez ministros do Supremo, de pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.”

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