quinta-feira, março 12, 2026

Decepcionado com o governo de Lula, o MST já hostiliza deputados petistas


Deputado Marcon (PT) envia ao Sintrajufe/RS manifestação contrária à  reforma administrativa

Deputado Marcon diz que o MST está vaiando os petistas

Vera Rosa
Estadão

As últimas pesquisas de intenção de voto foram classificadas nas fileiras do PT como “uma tragédia”. Nos bastidores, dirigentes do partido culpam o governo pela queda de popularidade do presidente Lula da Silva e afirmam que o Palácio do Planalto precisa “voltar das férias”.

A expressão foi usada em uma reunião a portas fechadas, recentemente, para demonstrar o descontentamento com os

LULA OTIMISTA – O presidente disse a aliados, porém, que escândalos como o do Banco Master têm servido como “biombo” para esconder as realizações do governo e acha que o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário, já bateu no “teto”.

Levantamento divulgado nesta quarta-feira, 11, pela Genial/Quaest mostrou que Flávio está empatado com o presidente em uma simulação de segundo turno da disputa presidencial. Os dois aparecem agora com 41%. Além disso, Flávio cresceu e Lula caiu no grupo de eleitores que se diz independente.

A sondagem indica uma tendência já prevista pelo Datafolha: ao contrário do que o governo imaginava, a pré-candidatura do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro está ganhando terreno.

FLÁVIO DE VERDADE – Diante desse cenário, a cúpula do PT mudou a estratégia e começou a atacar Flávio nas redes sociais. A ideia é apresentar o que petistas chamam de “Flávio de verdade”, e não o das mídias digitais. A partir de agora, grupos de militantes petistas vão expor várias acusações envolvendo o nome do senador.

Na lista estão o escândalo da “rachadinha” – que, de acordo com o Ministério Público do Rio, consistia na apropriação de parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual – e até denúncias de conexão com milícias e lavagem de dinheiro.

“A eleição de 2026 será uma das mais duras da história do Brasil. Mas temos convicção e certeza da vitória, porque, quando o debate chegar à vida real do povo brasileiro, a comparação entre os projetos falará mais alto”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). “Flávio Bolsonaro já está em campanha, enquanto Lula está preocupado em governar o País.”

CASO MASTER – Para o Palácio do Planalto, eleitores não têm enxergado o menor nível de desemprego da história nem bons indicadores da economia porque debitam na conta do governo todos os escândalos de corrupção desta temporada.

Monitoramentos de redes sociais que chegaram ao Planalto mostram algumas percepções que respaldam essa avaliação. Uma delas é a seguinte: como o Supremo Tribunal Federal (STF) foi atingido em cheio pela teia de irregularidades comandada por Daniel Vorcaro, dono do Master – e a Corte é aliada de Lula –, a culpa por todos os malfeitos é do governo.

Dirigentes do PT avaliam, no entanto, que o governo demostra letargia desde o fim do recesso de fim de ano e não apresenta uma agenda positiva. O diagnóstico de uma ala do partido é que Lula precisa apresentar sua “prateleira de boas notícias” e não correr atrás de uma bala de prata.

INCONFORMISMO – Até hoje petistas demonstram inconformismo com a teimosia do presidente ao rejeitar conselhos de assessores para não ir ao desfile das escolas de samba no Rio. A Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, ironizou os neoconservadores e evangélicos se sentiram ofendidos com a ala que apresentava “família em conserva”.

Os evangélicos representam aproximadamente 30% do eleitorado e todas as pesquisas revelam que o apoio ao presidente vem caindo cada vez mais nesse segmento. Na avaliação do comando petista, a presença de Lula na Avenida Marquês de Sapucaí foi “um tiro no pé”, coroado pelo rebaixamento da escola de samba.

CRÍTICAS DO MST – Como mostrou o Estadão, deputados do PT que integram a bancada em defesa do Movimento dos Sem-Terra (MST) também têm feito críticas ao governo Lula.

“Está difícil fazer campanha para Lula na agricultura familiar. O Banco do Brasil é uma tragédia. A Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) é outra. É um comitê contra o governo federal”, disse o deputado Mauricio Marcon (PT-RS) na semana passada, durante reunião com outros colegas e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

“O povo está bravo com nós mesmos. Nós somos vaiados quando vamos falar”, reclamou o parlamentar petista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A coisa está feia, mesmo. Com dizia nosso amigo Carlos Chagas, o PT entrou naquela fase de vaca não conhecer bezerro. O pior é que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são identificados pela opinião pública como antibolsonaristas – ou seja, como lulistas. Assim, a derrocada deles vai influir nas eleições, sem a menor dúvida. (C.N.)

 

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Delator de Lulinha teme acabar igual ao Sicário e solicita proteção policial


Tribuna da Internet | Se continuar foragido, Lulinha vai implodir a  candidatura de seu pai

Charge do JCaesar (Veja)

Caio Junqueira
CNN Brasil

O principal delator do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula da Silva (PT), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que corre risco de vida e pediu proteção policial do Estado. A medida ainda não foi implementada.

Em depoimentos prestados à PF (Polícia Federal) em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo Lula para a venda de produtos ligados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha negam as acusações.

PETIÇÃO AO STF – Os advogados do delator apresentaram em fevereiro deste ano uma petição ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No documento, afirmam que ele foi ouvido pelas autoridades no âmbito das investigações da chamada Operação Sem Desconto e forneceu informações consideradas relevantes para a investigação.

Segundo a defesa, após prestar depoimento, o delator passou a sofrer exposição indevida, agravada por vazamentos de informações sobre suas declarações.

Os advogados também relatam indícios de que imagens dele e de familiares, especialmente de sua filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros.

ARGUMENTOS – Na petição, a defesa sustenta que a preservação da integridade física e psicológica do delator é necessária não apenas para sua proteção pessoal, mas também para garantir a continuidade das investigações de forma segura.

Afirmam que “sua atuação limitou-se ao cumprimento de dever cívico, ao colaborar com as autoridades mediante o fornecimento de informações relevantes e que viabilizaram providências relevantes pelos órgãos encarregados da investigação em curso”.

A petição sustenta ainda que, nesse contexto, a preservação de sua integridade física e psicológica é necessária para garantir que a elucidação dos fatos ocorra de forma segura e eficaz.

PROGRAMA DE PROTEÇÃO – O delator relata que chegou a receber a oferta de inclusão em um programa estatal de proteção a testemunhas, mas avaliou que as condições exigidas seriam excessivamente restritivas.

O programa pode incluir medidas como preservação de identidade, mudança de domicílio e restrição de contatos pessoais e profissionais. Segundo ele, essas medidas implicariam alterações profundas em sua vida pessoal, familiar e profissional.

A defesa argumenta que seria possível adotar medidas menos invasivas, como acompanhamento institucional, reforço pontual de segurança e ampliação de mecanismos de sigilo e proteção de dados pessoais. Fontes da PF afirmaram que o órgão não negocia formatos específicos de proteção e que a testemunha precisa aderir aos programas previstos em lei

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O ministro André Mendonça autorizou a adoção de medidas de proteção. No entanto, a Polícia Federal não teve como atender, porque o delator se recusa a entrar no programa de defesa à testemunha e quer ter segurança igual à dos ministros do Supremo(C.N.).


O grande risco de o crime organizado passar a ser tratado como terrorismo


EUA analisam classificar o CV e o PCC como terroristas

Pedro do Coutto

Nos bastidores da política internacional, uma discussão que parecia distante da realidade brasileira começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: a possibilidade de os Estados Unidos classificarem duas das maiores facções criminosas do país — o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho — como organizações terroristas.

A hipótese, ainda em análise por autoridades norte-americanas, não é apenas um gesto simbólico de endurecimento contra o crime organizado. Ela revela uma mudança profunda na forma como o mundo passa a enxergar a dimensão internacional dessas facções e levanta um debate sensível sobre segurança, soberania e política externa.

EXPANSÃO – Durante décadas, o crescimento dessas organizações foi tratado sobretudo como um problema doméstico brasileiro. No entanto, a expansão de suas operações para além das fronteiras nacionais transformou essa percepção. Hoje, redes ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho operam rotas internacionais de tráfico de drogas que passam por países como Paraguai, Bolívia e Colômbia e chegam a mercados da Europa e dos Estados Unidos.

Essa estrutura logística, alimentada pelo comércio ilícito de cocaína e armas, deu às facções um nível de organização e capilaridade que já não pode ser explicado apenas como violência urbana localizada. Trata-se de um fenômeno transnacional, com ramificações financeiras, logísticas e políticas.

MECANISMOS JURÍDICOS – É justamente esse alcance que começa a chamar a atenção de autoridades norte-americanas. Nos Estados Unidos, a classificação de um grupo como organização terrorista ativa mecanismos jurídicos poderosos, capazes de congelar ativos financeiros, ampliar investigações internacionais e até justificar ações de segurança mais agressivas.

Nos últimos anos, Washington tem ampliado o conceito de terrorismo para incluir organizações ligadas ao chamado “narcoterrorismo”, especialmente quando elas exercem controle territorial, utilizam violência sistemática e financiam suas atividades por meio do tráfico de drogas. Sob esse prisma, o PCC e o Comando Vermelho poderiam ser enquadrados como estruturas criminosas que combinam características típicas de cartéis com práticas de intimidação social e poder paralelo.

PREOCUPAÇÕES – Para o Brasil, entretanto, a proposta levanta preocupações relevantes. Autoridades brasileiras argumentam que o conceito de terrorismo pressupõe motivação política ou ideológica, algo que não caracteriza as facções brasileiras, cuja principal finalidade é econômica.

Classificá-las como terroristas poderia abrir precedentes delicados no direito internacional e criar espaço para pressões externas sobre questões que, em princípio, dizem respeito à segurança interna do país. Em termos diplomáticos, o debate toca diretamente no tema da soberania nacional.

ASPECTO SIMBÓLICO – Há também um aspecto simbólico importante. Quando uma potência global passa a discutir a inclusão de organizações brasileiras em listas internacionais de terrorismo, o país inevitavelmente se vê confrontado com a dimensão real do problema que enfrenta. O crescimento do crime organizado nas últimas décadas não ocorreu por acaso.

Ele foi alimentado por um sistema penitenciário que frequentemente fortalece essas organizações, por fronteiras extensas e difíceis de controlar e por falhas estruturais nas políticas de segurança pública. Nesse ambiente, facções criminosas foram capazes de se transformar em verdadeiras corporações ilegais, com hierarquia, estratégia financeira e presença internacional.

ESPELHO INCÔMODO – O debate nos Estados Unidos, portanto, funciona como um espelho incômodo para o Brasil. Ele evidencia que a violência que atinge cidades como Rio de Janeiro e São Paulo não é apenas um problema local, mas parte de uma engrenagem criminal que conecta periferias urbanas a redes globais de tráfico. A intranquilidade vivida nessas metrópoles — marcada por confrontos armados, disputas territoriais e expansão de mercados ilícitos — é apenas a face visível de um sistema muito mais amplo.

Se a classificação americana vier a se concretizar, as consequências podem ser significativas. Poderá haver maior cooperação internacional contra essas organizações, intensificação de investigações financeiras e maior pressão diplomática sobre o Brasil para reforçar o combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, surgirá o risco de internacionalização de um problema que, até hoje, o país tentou tratar majoritariamente como questão doméstica.

No fundo, a discussão revela um dilema estratégico. O Brasil precisa lidar com o fato de que suas principais facções criminosas se tornaram atores de alcance internacional, com capacidade de influenciar mercados ilícitos e gerar impactos além de suas fronteiras. Mas também precisa preservar a autonomia de suas instituições e evitar que a narrativa do combate ao terrorismo seja utilizada como instrumento de pressão externa. Entre a necessidade de cooperação global e a defesa da soberania nacional, o país se encontra diante de um desafio complexo: enfrentar o crime organizado em uma escala proporcional ao poder que essas organizações já conquistaram.


Fator Ricardo Marques jogará Valmir para uma improvável 3ª via?

 em 12 mar, 2026 2:22

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
        “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, é a nova bola da vez da política sergipana. Rompeu com a prefeita Emília Correia, com os irmãos Amorim, com o prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho e se compôs com o deputado federal Rodrigo Valadares. Em seguida virou candidato a governador do estado com o apoio exclusivo e entusiástico do candidato a presidente da república Flávio Bolsonaro

Com a já consagrada polarização nacional entre Lula e Flávio, a tendência agora é que, aqui em Sergipe, a polarização se dê objetivamente entre Fábio Mitidieri (Lula) e Ricardo Marques (Bolsonaro), o que remete o ex-mito Valmir de Francisquinho para uma improvável e, talvez, até inviável, terceira via.

Essa reviravolta faz do atual governador Fábio Mitidieri o grande vencedor nessa quadra do novo cenário politico estadual. A oposição está irremediavelmente dividida e o grupo Valmir/Amorim/Emilia ficou enfraquecido a tal ponto que pode até sair da disputa majoritária.

Valmir não deve deixar mais a prefeitura do seu município para se aventurar candidato com tanta insegurança jurídica (ele obteve 2 liminares em decisões monocráticas que estão para o julgamento final)  e, agora, mais essa inesperada fragilidade eleitoral sobre os seus ombros. Nas últimas horas a aliança que estava praticamente selada com o grupo do ex-governador Belivaldo Chagas – a diretora do Sebrae, Priscila Felizola, poderia ser a vice- governadora de Valmir – deu uma súbita e estratégica parada.

O  bombástico fator Ricardo Marques, o bolsonarista do coração de Bolsonaro, desarticulou as lideranças e bagunçou o coreto da patolândia política em todo o estado. Como diria o saudoso cronista social Osmário  Santos: “…tragam os meus sais, por favor”.

Assessor “Guloso” confia no “rabo preso” E sabe quando você é um gestor e tem um assessor que só faz lhe prejudicar com a “gulodice” desesperada? E o pior, você tem que engolir calado a gulodice do “Guloso” porque se ele cair na investigação de um órgão importante  – que está de olho em notas de 20 e 30 mil para “produtos” aleatórios –  vai arrastar um laranjal com ele já que sabe dos compromissos e das dívidas de favor  e outros envolvimentos…Vixe Meu Padim…

Trabalho conjunto A aliança do governador Fábio Mitidieri com a gestão do presidente Lula tem se traduzido em excelentes resultados para a população sergipana, como a ampliação de investimentos e a liberação de recursos para diversas áreas. Nesta quinta-feira, 12, mais um ministro desembarca em terras sergipanas e traz o programa ‘Governo do Brasil na Rua’, que facilita o acesso da população a programas federais como Pé-de-Meia e Bolsa Família, entre outros serviços. No mesmo local, também acontece o ‘Sergipe é aqui’, iniciativa do Governo do Estado. Ou seja, trata-se da continuidade de um trabalho conjunto entre os governos, com impacto direto na qualidade de vida dos sergipanos.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/fator-ricardo-marques-jogara-valmir-para-uma-improvavel-3a-via/

Secretaria de Saúde confirma caso de meningite meningocócica em Sergipe

 O homem de 50 anos, residente do interior da Bahia, está internado no Hospital Santa Isabel

(Foto: Freepik)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou nesta quarta-feira, 11, a identificação de um caso meningite meningocócica em Sergipe. Segundo a pasta, o paciente do 50 anos realizou exames em um dos hospitais da rede estadual e, atualmente, está internado no Hospital e Maternidade Santa Isabel.

De acordo com a SES, o paciente reside no interior da Bahia. Ele está internado e recebe acompanhamento médico. O quadro apresenta evolução clínica favorável e segue todos os protocolos estabelecidos para o tratamento da doença.

A SES também informou que foram adotadas medidas de vigilância e prevenção para pessoas que tiveram contato próximo com o paciente, com o objetivo de evitar a disseminação da infecção.

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana grave que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença é causada pela bactéria Neisseria meningitidis e pode evoluir rapidamente, apresentando alta taxa de letalidade.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e o aparecimento de manchas roxas na pele. A transmissão ocorre por meio de gotículas e secreções respiratórias, como tosse, beijo ou espirro.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite. As doses estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios sergipanos.

Segundo a pasta, o cenário epidemiológico no estado segue sendo monitorado de forma contínua, com acompanhamento de possíveis novos casos e adoção rápida de medidas de controle e prevenção.

Por Aline Souto e Verlane Estácio com informações da SES

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TRF-5 rejeita ação de Aracaju sobre disputa pela Zona de Expansão

 Prefeitura de Aracaju aguarda publicação do acórdão e avalia possibilidade de recorrer da decisão

(Foto: reprodução/Prefeitura de São Cristóvão)

A disputa pela Zona de Expansão de Aracaju teve um novo capítulo nesta quarta-feira, 11, durante julgamento realizado pela Segunda Seção do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). O colegiado decidiu considerar improcedente a ação rescisória apresentada pelo Município de Aracaju, que buscava assegurar o reconhecimento da Zona de Expansão como território da capital sergipana.

Segundo a Administração Municipal, a ação foi apresentada com o objetivo de reafirmar a atuação administrativa da capital na região, onde o Município mantém escolas municipais, unidades de saúde, serviços de limpeza urbana, fiscalização ambiental e projetos estruturantes voltados à melhoria da qualidade de vida da população.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município informou que acompanha permanentemente as discussões jurídicas relacionadas à área onde o Município mantém, há décadas, a oferta de serviços públicos essenciais e a execução de importantes investimentos em infraestrutura e urbanização. O órgão destacou que aguarda a intimação oficial para ter acesso ao teor completo do acórdão e que, após a análise detalhada da decisão judicial, deverá avaliar as medidas jurídicas cabíveis, entre elas a possibilidade de recorrer às instâncias superiores.

Por meio das redes sociais, a prefeita Emília Corrêa disse que os serviços públicos prestados na região seguem mantidos e que continuará acompanhando os desdobramentos jurídicos do caso. Ela também destacou que a Procuradoria acompanha a decisão do tribunal e que o município seguirá adotando medidas legais em defesa dos interesses da população da área. Ainda segundo a prefeita, os moradores da Zona de Expansão continuarão tendo acesso aos serviços públicos atualmente ofertados, como escolas, unidades de saúde e serviços de limpeza urbana.

Relembre

A disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão pela área da chamada Zona de Expansão se intensificou após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2024. Na ocasião, o tribunal reconheceu como pertencente a São Cristóvão um trecho equivalente a cerca de 11% da área que começa na região do Mosqueiro e se estende até a área de expansão do Conjunto Santa Lúcia, no bairro Jabotiana.

Em outubro de 2025, após determinação judicial, o Governo de Sergipe iniciou o processo técnico de redefinição do limite territorial entre os dois municípios. O trabalho está sendo conduzido pela Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), responsável pela elaboração do novo mapa oficial.

Por Aline Souto e Verlane Estácio 

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Toffoli se declara suspeito para julgar manutenção da prisão de Vorcaro, dono do Master

 

Toffoli se declara suspeito para julgar manutenção da prisão de Vorcaro, dono do Master

Manutenção da prisão de Daniel Vorcaro será julgada em sessão virtual a partir desta sexta-feira (13)

Por Ana Pompeu/Folhapress

11/03/2026 às 22:00

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Imagem de Toffoli se declara suspeito para julgar manutenção da prisão de Vorcaro, dono do Master

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), informou a Segunda Turma da corte que não deve participar do julgamento sobre a manutenção da prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em sessão virtual da Segunda Turma, a partir desta sexta-feira (13).

Toffoli determinou o encaminhamento da decisão aos ministros Gilmar Mendes, presidente do colegiado, e André Mendonça, relator do caso. O ministro vinha afirmando a interlocutores que participaria da decisão.

"Nesta data declarei a minha suspeição por motivo de foro íntimo nos autos do Mandado de Segurança nº 40.791/DF, a mim distribuído. Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa", disse.

Mais cedo, o magistrado se declarou suspeito para relatar o pedido para que o Congresso instale uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as suspeitas de fraudes financeiras na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).

Ele foi sorteado ainda nesta quarta-feira (11) para ser relator do caso. Na decisão, o magistrado aponta "motivo de foro íntimo", argumento que repete no ofício sobre o caso da prisão. Na sequência, o ministro Cristiano Zanin foi sorteado o novo relator do caso

"Ressalto, inicialmente, que foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada 'Operação Compliance Zero'. Nesse sentido, reproduzo a nota oficial dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal, publicada no dia 12 de fevereiro de 2026", disse o ministro.

Toffoli deixou a relatoria do caso Master após uma reunião fechada de mais de duas horas com os demais colegas do STF. A pressão para ele se afastar aumentou principalmente depois que o jornal Folha de São Paulo revelou conexões entre o ministro, o resort Tayayá e o banco de Daniel Vorcaro.

Em comunicado na ocasião da saída da relatoria, os magistrados assinaram uma nota conjunta em defesa de Toffoli e afirmaram "não ser caso de cabimento para arguição de suspeição". "Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência".

A decisão ocorreu após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório mostrando uma troca de mensagens entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios.

Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

Desde então, discutiu-se a continuidade do ministro à frente do caso e a participação dele nos atos seguintes da tramitação dos processos ligados ao caso.

Uma possibilidade era a de Toffoli se abster de votar, o que perdeu força com a indicação do próprio ministro de que pretende registrar sua posição.

Politica Livre

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Escândalo do Banco Master ameaça candidaturas: 38% dos eleitores rejeitariam envolvidos

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