quarta-feira, maio 06, 2026

PGR assume protagonismo e deixa PF à margem em delação do caso Master



Alckmin aposta em reunião Lula–Trump para destravar tensão e defender o Pix nos EUA


Alckmin falou sobre o assunto em entrevista ao Estúdio i

Andréia Sadi
G1

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, acredita que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump será uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do Pix e buscar um “bom entendimento”, ressaltando que o Brasil não é um problema para os Estados Unidos, visto que os americanos possuem superávit comercial com o país.

O vice-presidente falou sobre o assunto durante entrevista ao Estúdio i nesta terça-feira (5). O presidente brasileiro viajará para os Estados Unidos nesta quarta-feira (6) e se encontrará com o presidente americano.

NOVO DESENROLA – O vice-presidente também falou sobre o Novo Desenrola, lançado na última segunda-feira (4). Ele é o segundo programa de renegociação de dívidas lançado neste terceiro mandato do presidente Lula.

“Você pode utilizar até 20% do que estiver depositado no FGTS e tudo tem controle. Impossível alguém pegar os 20% do Fundo de Garantia e não pagar a dívida, porque ele não vai pôr a mão no dinheiro. O dinheiro sai do FGTS para o banco que vai abater a dívida. É um conjunto de medidas que eu diria de justiça fiscal”, disse o vice-presidente.

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS – Chamado de Desenrola 2.0, a proposta é uma iniciativa do governo federal, com duração de 90 dias, voltada à renegociação de dívidas em atraso. Os principais pontos são: possibilidade de descontos sobre o valor da dívida; definição de limites para os juros nas renegociações e incentivo à troca de dívidas mais caras por opções com custos menores.

Poderão participar do programa todas as pessoas com dívidas atrasadas em pelo menos 90 dias, estudantes com parcelas do Fies atrasadas, micro e pequenas empresas, aposentados e pensionistas. A expectativa da equipe econômica é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes.

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“Sem rabo preso”, Zema mira Flávio e defende nova reforma da Previdência

Publicado em 5 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Zema diz que eleitor deve escolhê-lo, não Flávio Bolsonaro

Rafaela Gama
O Globo

Pré-candidato ao Planalto e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) disse que os eleitores deveriam escolhê-lo e não o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela presidência por ele não ter “rabo preso”.

A declaração foi dada em entrevista ao portal de notícias Uol nesta segunda-feira. Na ocasião, também disse que, caso eleito, irá propor uma reforma previdenciária que leve ao aumento do tempo de contribuição para aposentadoria.

“HISTÓRICO DIFERENTE” – Ao ser perguntado sobre o motivo pelo qual os eleitores deveriam apoiá-lo em detrimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zema disse que tem “histórico diferente” do senador e que, assim como a maior parte dos brasileiros, teve que “ralar para ganhar dinheiro”.

Ele se descreveu como “pagador de impostos”, enquanto outros presidentes seriam “recebedores de impostos”, e defendeu a necessidade de “alguém de fora” do setor público para dar uma “chacoalhada necessária” em momentos de crise.

— Em Minas, eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço. E é o que eu vou fazer no Brasil. Eu não tenho rabo preso. Eu não tenho esses conchavos políticos que deixam todo mundo amarrado, com medo de falar a verdade. Então eu tenho algumas diferenças aí — afirmou.

RACHADINHA – Durante a entrevista, Zema evitou comentar casos polêmicos envolvendo Flávio, como as acusações de rachadinha quando o senador era deputado estadual, arquivadas em 2022 após a anulação de provas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-governador mineiro se limitou a dizer que não conhece os detalhes, mas afirmou defender a investigação.

Questionado sobre o apoio dado por ele ao governo de Bolsonaro, Zema disse que teve uma postura diferente do ex-presidente na pandemia, mas que se alinhou a ele por terem em comum o posicionamento “anti-PT”. Na ocasião, o ex-governador mineiro disse que tem como proposta a proposição de uma reforma da Previdência caso seja eleito.

— Vamos fazer uma reforma previdenciária necessária no Brasil. Aquela de 2019 [aprovada no governo Bolsonaro] não é mais suficiente. A expectativa de vida aumentou e, consequentemente, o tempo de contribuição tem de aumentar. E vejo que temos de agradecer a Deus. Viver mais e trabalhar um pouco mais faz parte desse processo — disse.


“Ótimo comportamento”: PGR defende progressão do hacker Delgatti para regime aberto


Delgatti está preso pela invasão dos sistemas do CNJ

Maria Magnabosco
Estadão

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta segunda-feira, 4, a favor do pedido de progressão de regime do hacker Walter Delgatti Neto para o regime aberto. A manifestação foi enviada pelo pelo procurador-geral da República Paulo Gonet ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

A PGR apontou que, de acordo com os relatórios de conduta da unidade prisional, Delgatti apresentou “ótimo comportamento carcerário”. Ele também apresentou os requisitos previstos na Lei de Execução Penal para progredir de regime. A PGR apontou que, de acordo com os relatórios de conduta da unidade prisional, Delgatti apresentou “ótimo comportamento carcerário” Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

INVASÃO – “Dessa forma, estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional”, escreveu a PGR na manifestação. Delgatti está preso em Tremembé, em São Paulo, onde cumpre pena de oito anos e três meses pela invasão, em 2023, dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a mando da ex-deputada federal Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Na ocasião, o hacker inseriu na plataforma da Justiça um mandado falso de prisão contra Moraes.

O hacker chegou à Penitenciária 2 de Tremembé em fevereiro de 2025 para cumprir a pena imposta pelo STF. Em dezembro do mesmo ano, ainda no regime fechado, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba. Em janeiro de 2026, após Moraes deferir a progressão ao regime semiaberto, retornou à unidade de Tremembé.

REDUÇÃO DA PENA – Em abril deste ano, o ministro autorizou a redução de 100 dias da sua pena graças ao seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL.

Antes dessa condenação no STF, Delgatti já respondia por outro processo. Na Operação Spoofing, foi condenado em primeira instância a 20 anos de reclusão por hackear autoridades da extinta Operação Lava Jato e vazar mensagens obtidas ilegalmente. O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e o hacker responde ao processo em liberdade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Delgatti é um hacker tipo pistoleiro de aluguel, contratado para fazer serviços sujos. É supereficiente. Conseguiu destruir a Lava Jato, uma operação do mais elevado interesse nacional, e depois foi contratado pela irresponsável Carla Zambelli para fazer brincadeiras digitais com a Justiça, e se deu mal. Deveria apodrecer na cadeia. Acabar com a Lava Jato fez o país retroceder. (C.N.)

Crise com Senado empurra PEC da Segurança para depois das eleições

Publicado em 5 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Alcolumbre não está disposto a pautar projeto neste ano

Gabriela Echenique
Folha

Em meio ao clima nada bom entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a PEC da Segurança deve ser votada pela Casa apenas depois das eleições. É o que preveem integrantes da oposição e do governo.

A oposição não tinha pressa para debater o tema, e desde que o projeto chegou ao Senado, o presidente da Casa tem feito corpo mole para colocar em pauta. A Câmara já deu aval à matéria. Agora, após a rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), os senadores admitem que o clima piorou e que o melhor é não debater o tema, ao menos por ora.

MAIS ESPAÇO – Governistas afirmam ainda, sob reserva, que o adiamento da votação da PEC dá mais espaço a Lula para protelar a recriação do Ministério da Segurança Pública. O presidente tem sido cobrado a recriar a pasta, mas já disse publicamente que só fará isso se a PEC passar no Congresso Nacional.

O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e não deve sofrer muitas alterações no Senado. O governo trabalha para evitar mudanças significativas, que fariam o texto voltar à Câmara.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Essa PEC da Segurança é uma tremenda conversa fiada. As elites da chamada classe dominante instituíram a desigualdade social legalizada e crescente, com aumentos em percentagens iguais para quem ganha muito e quem ganha pouco. Acreditam que é possível misturar a riqueza total com a miséria absoluta. Resultado: favelização das cidades e insegurança perpétua. Apenas isso. (C.N.)

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