terça-feira, maio 05, 2026

Documentos indicam uso do Banco Master para desvio milionário e ocultação de patrimônio


Vorcaro tentou encobrir rombo de R$ 777 milhões

Dimitrius Dantas
O Globo

Documentos internos do Banco Master apontam que Daniel Vorcaro e seus familiares realizaram uma operação financeira às vésperas da liquidação do banco e em meio ao avanço das apurações da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) para cobrir um rombo de R$ 776,9 milhões.

O valor, de acordo com a liquidante da instituição financeira, foi repassado a uma teia de firmas e fundos ligadas à família do banqueiro. A suspeita de autoridades é que os recursos foram repassados pelo Master para uso particular por meio da compra de mansões e jatinhos. O negócio, de acordo com a apuração, tinha como objetivo dificultar o rastreio e ocultar o patrimônio da família Vorcaro.

DESVIO DE RECURSOS – Henrique Vorcaro, pai do dono do Master, e Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, já tiveram seus bens protestados em ação movida no mês passado pela liquidante do Banco Master, responsável por vender os bens e pagar os credores até a liquidação completa da instituição. A suspeita é que, por meio dessa operação financeira, iniciada em 2022, eles desviaram recursos milionários do cofre do Master para financiar, entre outros bens, uma mansão de US$ 35 milhões na Flórida, nos Estados Unidos.

Procurada, a defesa de Henrique e Natália nega irregularidades e diz que os negócios citados na ação foram lucrativos para o Master. “Não há qualquer ato ilícito atribuível à família, que sequer tem conhecimento destes fundos mencionados, os quais tem tomado ciência apenas após tais inquinações”, afirma a defesa (leia íntegra da nota abaixo). Também questionados, os advogados de Vorcaro não quiseram comentar.

PROTESTO DE BENS – Na ação, os advogados da liquidante pediram o protesto de bens desses dois familiares do dono do Master, ou seja, que haja um aviso sobre a disputa judicial se houver a intenção de vendê-los. O objetivo é evitar o esvaziamento de patrimônio e proteger eventuais ressarcimentos de credores do Master. O suposto desvio teria se iniciado após um fundo de investimento ligado ao Master, chamado City, adquirir de empresas da família Vorcaro títulos de mercado chamados de “recebíveis”.

Funciona assim: uma empresa que tem dinheiro a receber de vários clientes no futuro pode “empacotar” essas dívidas em contratos e vendê-los ao mercado, antecipando o dinheiro à vista. Documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que, em 2022, o fundo City repassou R$ 419,9 milhões nas contas dessas empresas familiares, em troca de uma promessa de receber R$ 798 milhões nos anos seguintes.

INDÍCIOS –  A liquidante do Banco Master, entretanto, aponta fortes indícios de que esses recebíveis eram “podres”, isto é, não tinham lastro real ou chance de serem pagos pelos clientes originais na outra ponta. Como o dinheiro esperado não entrava, a administradora do fundo passou a registrar perdas progressivas nos meses seguintes, seguindo as regras da CVM.

“Os indícios apresentados corroboram a tese de que os Requeridos, familiares próximos do ex-controlador, possam ter atuado de forma consorciada para a canalização, desvio e ocultação de recursos bilionários”, afirma a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que acatou uma liminar pelo protesto dos bens da família.

O rombo começou a aparecer publicamente no início de 2025, quando o fundo City admitiu ao mercado uma perda de 61,25% de seu patrimônio apenas no mês de março. No balanço de junho, o saldo negativo por calotes (chamada de “provisão para devedores duvidosos”) atingiu a marca de R$ 714,9 milhões. Procurado, o City não comentou.

PREJUÍZIO BILIONÁRIO – A suspeita levantada na ação é que, como o fundo estava assumindo um prejuízo bilionário para enriquecer diretamente empresas da família do ex-controlador, uma nova operação teria sido armada. Em 3 de julho de 2025, meses antes da liquidação do Master, o fundo City assinou um contrato vendendo todo esse “pacote” de recebíveis da família Vorcaro por R$ 776,9 milhões para uma empresa chamada Navarra S.A..

A liquidante identificou, entretanto, que a Navarra não era uma empresa do mercado interessada nos recebíveis, mas que tinha, como beneficiário final, o próprio Vorcaro, por meio de dois fundos, o Lunar e o Astralo 95, este último já apontado nas investigações como sendo um dos “cofres” usados pelo banqueiro. Na prática, a suspeita é que a operação teria servido para mascarar a dívida da família na contabilidade do Master e do fundo City, vinculado ao banco.

Semanas depois de assinar esse contrato de venda, no dia 24 de julho de 2025, a administradora do fundo City emitiu um comunicado ao mercado admitindo a irrecuperabilidade dos ativos, com uma queda de 99,98% no valor das cotas. Na prática, o informe indicou que o valor do fundo foi reduzido a quase zero: se uma pessoa tivesse investido R$ 100 no dia anterior, veria seu investimento despencar para apenas R$ 0,02.

MANOBRA – A liquidante do Banco Master identificou essa manobra e obteve o protesto dos bens da família Vorcaro, argumentando que a operação com a Navarra não teve substância econômica, servindo apenas para mascarar o fato de que os créditos cedidos originalmente pela família ao fundo City eram de difícil recuperação e jamais seriam quitados.

“Identifica-se, de igual modo, fortes indícios de que os recursos supostamente desviados das Requerentes serviram ao financiamento de uma vida de alto luxo, materializada, entre outros, na aquisição de uma propriedade cinematográfica na cidade de Windermere, na Flórida (EUA), avaliada no montante recorde de US$ 35 milhões, de titularidade da empresa Sozo Real Estate Inc., cujos cargos de direção são ocupados pelos ora Requeridos”, apontou a decisão.

FINANCIAMENTO –  As investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Polícia Federal apontam que o Astralo financiou outros bens, como um imóvel de R$ 36 milhões em Brasília (utilizado por Daniel Vorcaro), um jatinho de R$ 538 milhões e aportes milionários na SAF do Atlético Mineiro.

As apurações da PF revelam ainda que parte dos recursos do esquema bancou pagamentos de propina a fiscais do Banco Central para fazer vista grossa às operações, além de financiar o núcleo “A Turma”, uma milícia privada utilizada pelo banqueiro para espancar e ameaçar jornalistas que tentassem expor as fraudes.

NOTA DDA DEFESA DE HENRIQUE E NATÁLIA VORCARO:

“Em meio ao que já se revelou como maledicência – porque nunca fundado em provas – tem-se nova tentativa de arrastamento do nome da família a fatos que não tem qualquer relação com seus outros membros, no que diz respeito àquilo que nunca passou de especulação.

As novas `suspeitas não se sustentam! O que há é pura distorção da realidade, com finalidades não republicanas, típicas de quem, na falta de fatos, dá relevo aos boatos em uma construção artificial.

Essa estratégia, além de repetitiva, desconsidera fatos públicos e aposta na insistência de uma narrativa que não se sustenta. Os negócios feitos com as empresas parceiras citadas foram lucrativos para o Banco Master, como é o caso da venda da Promed.

Não há qualquer ato ilícito atribuível à família, que sequer tem conhecimento destes fundos mencionados, os quais tem tomado ciência apenas após tais inquinações.

O foro adequado a tais aleivosias é o Poder Judiciário. Henrique Vorcaro, que nem citado foi ainda, já apresentou as explicações devidas e até mesmo as indevidas.”


As empresas de lobistas que querem barrar sua folga

 

Empresas de lobistas contra fim da escala 6x1 têm condenações trabalhistas e dívidas com a União

Blitz empresarial contra a PEC na CCJ da Câmara deve se repetir na comissão especial e, depois, no Senado. Saiba quem são alguns de seus líderes – e o que eles não contam nas audiências.


A proposta que busca proibir a escala 6x1 avançou no dia 22 de abril na Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, da Câmara dos Deputados. O texto agora seguirá em debate em uma Comissão Especial antes de ir ao plenário e, posteriormente, ao Senado.

Há um longo caminho pela frente e, aqui no Intercept Brasil, estamos determinados a acompanhar cada passo da tramitação das Propostas de Emenda Constitucional, as PECs, que tratam do assunto. Faremos isso com entrevistas, análises e, é claro, novas investigações sobre o tema.

A nossa equipe de jornalistas é enxuta, vocês sabem. Mas todos nós concordamos que é nossa obrigação não subestimar a importância da possibilidade de aprovação do primeiro projeto pró-trabalhador após uma década de corte de direitos trabalhistas.

Na edição desta semana de Cartas Marcadas, trago informações que considero que não podem ser ignoradas sobre a tramitação das PECs dentro da CCJ da Câmara. São dados e revelações que contam a história de um projeto que conta com dura oposição do empresariado.

Para começar, é importante ressaltar que a tramitação dos projetos contou com a criação de uma subcomissão que assegurou a participação de trabalhadores. Centrais sindicais, representantes de categorias e órgãos técnicos foram ouvidos ao longo de diversas audiências públicas.

Mas, dentro da CCJ, a comissão responsável por analisar a constitucionalidade da proposta, o cenário foi outro. Deputados do Centrão e da extrema direita se fizeram mais presentes com a indicação de convidados para audiências públicas.

Me dediquei a analisar todos os requerimentos apresentados. E cheguei aos seguintes números: das 66 pessoas ou entidades indicadas por deputados para audiências na CCJ, 52 foram direcionadas a representantes do setor empresarial. Isso corresponde a 78,8% do total.

O percentual, por si só, já seria revelador. Mas os números, sozinhos, não são capazes de traduzir o tamanho da contradição. Por isso, depois de fazer esse levantamento inicial, fui atrás de quem era cada um dos representantes do setor empresarial convidados a falar sobre o tema.

Dessa forma, encontrei algumas histórias impossíveis de ignorar. Elas ajudam a entender quem está influenciando o debate sobre a escala 6x1. São casos que revelam conexões, conflitos e interesses por trás da pressão empresarial contra a proposta. Vamos aos fatos.



Um personagem que orbitou os trabalhos da CCJ foi o empresário Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, a Abit.

Indicado para uma audiência pública pelo deputado Sidney Leite, do PSD do Amazonas, ele não chegou a participar formalmente, mas circulou nos corredores da Câmara durante a tramitação.

Em posicionamentos publicados nas redes sociais e citados em entrevistas à imprensa, defendeu que o fim da escala 6x1 comprometeria empregos, elevaria custos e reduziria a competitividade do setor.

Por trás do discurso, no entanto, há um histórico relevante na Justiça do Trabalho que não é mencionado. Pimentel consta como inadimplente no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas, o BNDT, em um processo movido em 2007 na 5ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora, em Minas Gerais, por um ex-funcionário da Companhia Têxtil Ferreira Guimarães.


O processo já se encontra em fase de execução definitiva, com inclusão no BNDT, o que indica que a condenação não está mais sujeita a recursos. As obrigações, contudo, não foram quitadas — o que levou à inclusão do nome do empresário no cadastro nacional de devedores.

Em nota enviada ao Intercept, Pimentel afirmou que o registro no BNDT se refere a “processos antigos”, ligado a uma empresa que enfrentou crise e faliu, e disse que atuava apenas como diretor, sem participação societária.

A própria Justiça do Trabalho, no entanto, chegou a uma conclusão diferente. Em outro processo contra a Companhia Têxtil Ferreira Guimarães, que tramitou em Barbacena, o juízo incluiu Pimentel no polo passivo da execução, tornando-o responsável com seu patrimônio pessoal pelas dívidas trabalhistas da empresa.

Ele é apontado como sócio-fundador da Guimtex Participações S.A., empresa que, segundo a Justiça, foi criada para aportar recursos na tentativa de reestruturação da Ferreira Guimarães, da qual ocupou o cargo de administrador. Para o juízo, esse arranjo evidenciava a atuação conjunta e a integração entre as companhias, o que justificou a responsabilização de Pimentel.

A decisão judicial reconheceu a existência de um grupo econômico e apontou “identidade de direção” entre as empresas. Nos autos, a responsabilização foi sustentada justamente pelo papel exercido por Pimentel na estrutura empresarial.

Além disso, depoimentos indicam que Pimentel exercia funções de comando e gestão, com influência direta sobre decisões administrativas e sobre a estrutura hierárquica da empresa — elementos que reforçaram o entendimento judicial de sua responsabilidade no caso.

E não é só. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mostram que as duas empresas ligadas a Pimentel acumulam dívidas expressivas com a União.

A Companhia Têxtil Ferreira Guimarães soma mais de R$ 96,2 milhões em débitos inscritos em dívida ativa — sendo cerca de R$ 20,6 milhões de natureza previdenciária; R$ 15 milhões em valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS; R$ 50,2 milhões relativos a débitos tributários diversos; e R$ 9,4 milhões em multas trabalhistas.

Sobre esses débitos, Pimentel afirmou que se trata de “obrigações empresariais sujeitas a regimes jurídicos próprios”, e que não devem ser automaticamente atribuídas à sua responsabilidade pessoal. Leia a nota na íntegra clicando aqui.

Procurada, a Abit reiterou que sua atuação no debate sobre a escala 6x1 é de caráter institucional e baseada em dados setoriais e informações públicas, defendendo que mudanças na jornada de trabalho sejam precedidas de análise técnica e ampla discussão sobre impactos econômicos, especialmente em setores intensivos em mão de obra.

A entidade também afirmou que não comenta situações empresariais ou processuais individuais e que eventuais questões envolvendo empresas devem ser tratadas no âmbito da Justiça, com garantia de contraditório e ampla defesa. Leia a nota na íntegra clicando aqui.


Fui também atrás de quem adotou os discursos mais duros contra a proposta. No setor de serviços — especialmente hotelaria, bares e restaurantes — um nome se destacou: Paulo Solmucci Júnior, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel.

Em audiência pública na Comissão de Turismo, em 8 de abril de 2026, Solmucci classificou a tramitação acelerada da proposta como uma “postura eleitoral lesa-pátria”.

“Propor que esse assunto seja tratado de maneira açodada (...) é uma postura eleitoral lesa-pátria que a gente não deveria estar endossando e muito menos aceitando”, afirmou.

No entanto, empresas ligadas a ele acumulam pendências com sua pátria. Companhias em que Solmucci atuou como sócio-administrador ou administrador somam ao menos R$ 6,9 milhões em dívidas ativas com a União.

Os débitos identificados estão concentrados em duas companhias: a Veloce Gestão Empresarial Ltda, na qual Solmucci figura como administrador e que concentra R$ 5,1 milhões em dívida ativa; e a Autotex, também sob sua administração, com R$ 1,7 milhão.

Há também dívidas da Amoricana, na qual atua como sócio-administrador, de R$ 154 mil; e a Coliseu do Sport, igualmente como sócio-administrador, com R$ 6,9 mil.

Em mensagem enviada pelo WhatsApp ao Intercept, Solmucci alegou não ter conhecimento das informações e, após ser apresentado aos registros da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, alegou que são empresas que não estão mais ativas. Ele também afirmou que, como pessoa física, não tem débitos com a União e, por fim, que consultaria seu contador para responder à reportagem. No entanto, não enviou um posicionamento formal.

Em nota, a Abrasel afirmou que Solmucci atua como representante da entidade nas discussões sobre o fim da escala 6x1 no Congresso, participando de audiências, debates públicos e manifestações institucionais no exercício de sua função como presidente-executivo.

Segundo a associação, a atuação se baseia em dados coletados junto a empresários do setor e em estudos técnicos.

A entidade sustenta que sua posição não se baseia em projeções isoladas, mas na tentativa de “provocar uma reflexão” sobre os custos da proposta, destacando possíveis impactos como aumento de despesas, risco ao emprego e fechamento de pequenas empresas.

A Abrasel também afirma que ainda não há estudos aprofundados sobre os efeitos da mudança e critica o que considera uma tramitação apressada do tema no Congresso.

Sobre as pendências fiscais de seu diretor-presidente, a associação afirma que o vínculo profissional de Solmucci com a entidade ocorre por meio de uma empresa sem débitos com o poder público e argumenta que eventuais dívidas pessoais não configurariam impedimento para sua atuação.

A Abrasel diz ainda que questões tributárias fazem parte do cotidiano de muitos empresários brasileiros — cerca de 40% de seus associados teriam algum débito em atraso — e que não utiliza esse critério para definir seus representantes. Leia a nota na íntegra clicando aqui.


Por hoje, é isso. Mas tenho uma notícia boa: já temos outras reportagens prontas para sair em breve sobre a 6x1 — uma das pautas mais importantes do ano — e vamos continuar acompanhando essa tramitação de perto. 

Mas, antes de fechar, gostaria de ouvi-los: nessa reta final antes da eleição, que outras pautas vocês acham que deveríamos priorizar na cobertura? Têm sugestões? Escrevam para mim!

Nos vemos na semana que vem.

Paulo Motoryn
Repórter

"A gestão da "Justiça de..." by Pedro Heitor Barros Geraldo

 

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A gestão da "Justiça de Proximidade" na França: A análise da política pública judiciária
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Revitalização de Salvador ganha arte e gentileza urbana da Carozzo no Porto Privilege da Barra

 

                                      Crédito da Foto: Carozzo



Entrega está dentro do Projeto Nova Cidade e faz parte de movimento que valoriza imóveis


A capital baiana ganha uma série de transformações urbanas em 2026. A requalificação imobiliária inclui novos usos dos espaços e intervenções culturais. Um dos movimentos mais recentes ocorre na Barra, onde está localizado o empreendimento Porto Privilege, desenvolvido pela incorporadora Carozzo. 


O projeto passa a integrar ações que conectam arte, urbanismo e valorização do entorno, dentro de uma lógica que a empresa vem aplicando em diferentes regiões da cidade.


Situado em um dos pontos mais tradicionais e turísticos da capital baiana, o Porto Privilege se insere em uma área de forte circulação, próxima ao circuito Barra-Ondina e a equipamentos urbanos consolidados. 


A nova fase do empreendimento inclui a incorporação de elementos artísticos que estão em processo de finalização, alinhadas ao chamado Projeto Nova Cidade, iniciativa que busca estimular ocupação qualificada, permanência e experiência urbana mais integrada.


O painel, que é organizado pela Trevo e Carozzo em conjunto, em parceria com a Unifacs e Projeto Mural Movimento Urbano, une técnicas do graffiti com a pintura tradicional, sob influência do muralismo e do modernismo brasileiro. Quem está no comando da obra é o artista Tarcio V, um dos principais nomes do graffiti no estado. 


A proposta segue o conceito de “gentileza urbana” da Carozzo, o que valoriza imóvel e arredores. Afinal, de acordo com o Global Wellness Economy Monitor 2024, consumidores chegam a pagar, em média, até 163% a mais por experiências que entregam cultura e exclusividades, fator que tem influenciado diretamente o desenvolvimento de empreendimentos voltados à geração de renda.


Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

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