segunda-feira, setembro 01, 2025

Trump e Eduardo Bolsonaro armam clima de “barata voa” na direita

Publicado em 31 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

A submissão aos interesses dos EUA virou motivo de comemoração para Eduardo  Bolsonaro. Enquanto o governo Trump ataca a soberania nacional, o deputado  agradece. Isso não é liberdade de expressão, é traição

Charge do Lafa (facebook)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Jair Bolsonaro chega à reta final do julgamento pelo golpe já derrotado, jurídica e politicamente. Eduardo Bolsonaro está prestes a ser expelido do PL, em favor de Tarcísio de Freitas. Carla Zambelli foi mantida em prisão fechada na Itália. Congresso avança no PL da adultização e adia a PEC da blindagem a parlamentares.

De quebra, Javier Milei despenca nas pesquisas e é recebido com pedras e garrafas em evento na Argentina, depois de escândalo de corrupção.

DOIS NO CENTRO – O que isso tudo significa? Que a extrema direita incensada por Donald Trump não está com essa bola toda pelas nossas bandas, o horizonte é de ascensão de uma direita menos belicosa e, no Brasil, de uma disputa em 2026 entre Lula e Tarcísio, ambos empurrados para o centro, um na centro-esquerda, outro na centro-direita.

Inelegível, preso em casa, cercado de policiais, de tornozeleira e às vésperas de ser julgado pela tentativa de golpe, junto com seus generais, Bolsonaro já não é sequer listado como presidenciável em 2026, diferentemente de Trump, que perdeu a reeleição, atiçou o golpe contra o Capitólio e voltou à Presidência na eleição seguinte.

Faltou um Xandão para investigar e cobrar responsabilidades nos EUA.

PÓS-CONDENAÇÃO – O que se discute já é o pós-condenação de Bolsonaro. Condenado, vai perder a patente de capitão do Exército? Pelo próprio Supremo ou pela Justiça Militar? Ficará preso em casa, num quartel ou na Papuda? São questões que envolvem questões legais, mas também políticas, em se tratando de um ex-presidente.

Há um “barata voa” no bolsonarismo, enquanto adversários comemoram a impulsividade – ou “imaturidade”, como define seu próprio pai – e a falta de inteligência, estratégia, visão política e patriotismo de Eduardo Bolsonaro, que xinga tudo e todos, divide a direita e empurra o centro para Tarcísio. Virou seu cabo eleitoral e só piorou a posição de Jair Bolsonaro.

Como defender um ataque à soberania nacional e aos brasileiros em favor de uma única pessoa?

ARMA NA MÃO – Zambelli se tornou um símbolo da debacle, correndo de arma em punho pela rua, contratando um condenado para invadir o sistema digital do STF, introduzindo documentos falsos, até da prisão de Alexandre de Moraes. Coisa de bom moço, ou boa moça, não é.

E Milei? Ele assumiu um país despedaçado e erra a mão ao juntar os cacos. A inflação despencou e o superavit disparou, mas moradia, saúde, educação, impostos, gás, luz, transporte? Queridinho de Wall Street, asfixia classe média e pobres.

Zambelli é um símbolo do bolsonarismo, Milei é um alerta sobre a extrema direita trumpista no continente.

Supremo está sob ataque há muitos anos, o que mudou foram apenas os adversários


STF volta, de olho na eleição. | Opinião | Jornal da Manhã

Charge do Elio (Jornal da Manhã)

Marcus André Melo
Folha

O Supremo está sob ataque há mais de 15 anos, embora o combate cerrado tenha tido início há apenas cinco anos. O que mudou são seus adversários. Os ataques tiveram início com o mensalão e o acolhimento pela Corte da denúncia da PGR em 2007, mas mudaram de patamar com o julgamento do mérito das acusações em 2012.

As bandeiras dos ataques também mudaram. Se inicialmente a questão que vertebrava os ataques era a corrupção, ela mudou e passou a ser a democracia.

NOVA BATALHA – Com a ascensão de Bolsonaro, o STF escolheu a batalha que passou a travar: da luta contra a corrupção para a defesa da democracia.

Não se trata apenas disso: o desmonte da operação que se tornou símbolo da luta contra a corrupção foi assumido como uma batalha em si mesmo. Não ficou pedra sobre pedra. E continua, em decisões monocráticas, com um juiz anulando tudo, com custo reputacional abissal para a instituição.

E num contexto em que, segundo o Latam Pulse AtlasIntel, 58% dos entrevistados apontaram a corrupção como o maior problema do país, superando temas como criminalidade e tráfico de drogas.

DIZIA DIRCEU – Os adversários do STF agora são outros: as diatribes contra a instituição se originavam no PT e seus apoiadores. Como afirmou José Dirceu “o STF não é poder da República. Nossa Constituição estabeleceu três poderes, mas só existem dois: os eleitos, que têm soberania popular, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário é [apenas] um órgão”.

Sua conclusão era que se “deveria tirar todos os poderes do supremo” e convertê-lo em Corte constitucional.

Sob Bolsonaro em diante, os ataques aos ‘juízes não eleitos’ do STF partem do círculo presidencial. Começaram antes da campanha eleitoral, com a famigerada referência a um soldado e um cabo para intervir na Corte.

ALTERNÂNCIA – Segundo a teoria democrática, a alternância entre forças políticas rivais gera incentivos para um aprendizado coletivo. A perspectiva de alternância mitiga pretensões hegemônicas de grupos que passam a se enxergar menos como inimigos e mais como rivais.

Numa espécie de ‘véu da ignorância’ rawlsiano, que levaria os cidadãos a examinar as instituições como perdedores e a avaliá-las tanto como regras do jogo quanto como bens públicos. A realpolitik, no entanto, sugere que as precondições para que isso ocorra são raras.

No momento, o que observamos no Brasil e América Latina são pretensões hegemônicas de governantes que buscam moldar unilateralmente as instituições a seus interesses.

MÉXICO E EQUADOR – À esquerda, o caso mais flagrante na América Latina é o do México de Cláudia Sheinbaum, que deu seguimento às ameaças de destituição coletiva de magistrados dos tribunais superiores de seu antecessor e patrono, Obrador.

Como que para ilustrar as comunalidades entre o majoritarianismo iliberal de esquerda e direita, o exemplo foi seguido esta semana por Daniel Noboa, presidente do Equador.

De megafone em punho, liderou passeata por uma consulta popular pedindo, entre outras medidas, o impedimento coletivo do tribunal constitucional daquele país. 

 

Moraes avisou Bolsonaro sobre a possibilidade de acabar na cadeia

Publicado em 1 de setembro de 2025 por Tribuna da Internet

Alexandre de Moraes e Bolsonaro

Quando estava no TSE, Moraes deu o aviso a Bolsonaro

Josias de Souza
do UOL

Todas as pessoas são inocentes até prova em contrário. Bolsonaro é diferente. Deixou tantos rastros que virou prova em contrário de si mesmo. Não há em Brasília uma mísera alma capaz de apostar na sua absolvição. No julgamento sobre o complô do golpe, a guilhotina da Primeira Turma do Supremo é feita de evidências de aço fornecidas pelo réu.

Bolsonaro consolidou-se como um outro nome para o desequilíbrio. Sua condição normal é o estado crônico de crise. No momento, vive a apoteose da crise dos ‘Três Cs’. Sempre lhe faltaram Compostura e Compromisso democrático. Faltou-lhe também Comedimento para interpretar os sinais de fumaça emitidos por Alexandre de Moraes.

LÁ NO TSE – Moraes soltou dois alertas sobre o risco de Bolsonaro ser preso caso o melado antidemocrático não parasse de escorrer. Os avisos soaram em julgamentos da Justiça Eleitoral. Num, o TSE livrou a chapa Bolsonaro-Mourão da cassação por difundir mentiras no Zap na sucessão de 2018. Noutro, baniu Bolsonaro das urnas por mentir para embaixadores na campanha de 2022.

Na sessão em que o TSE decretou a inelegibilidade de Bolsonaro até 2030, Moraes repetiu o alerta que fizera no julgamento anterior. Releu a frase que usara para avisar o que ocorreria com quem repetisse em 2022 o modelo de difusão de mentiras que marcou a campanha bolsonarista em 2018: “Irão para a cadeia”.

Além de falar pela segunda fez sobre prisão num tribunal eleitoral, Moraes inseriu no voto pela inelegibilidade de Bolsonaro o raciocínio segundo o qual “a Justiça é cega, mas não é tola”. Recitou a mesma frase dias atrás em despachos sobre a tornozeleira e a prisão domiciliar do capitão.

CHEIO DE DISPOSIÇÃO – Moraes chega ao dia do julgamento com disposição redobrada para converter seu vaticínio em realidade. Apertou a vigilância sobre o domicílio prisional do réu.

Colocou a polícia no quintal de sua casa. Ordenou a revista minuciosa dos carros que saírem do imóvel. Não se perdoaria se Bolsonaro, cuja prisão farejou com tanta antecedência, fugisse escondido num porta-malas.

O que é singular no caso brasileiro é que o ataque à Corte não parta do titular do Poder Executivo para quem o STF passou de usurpador a defensor de direitos. O adversário agora é um governo estrangeiro.


Brasil não ganha nada se Lula decidir retaliar os Estados Unidos


Governo Lula termina decreto que regulamenta Lei de Reciprocidade para  retaliar EUA caso necessárioVinicius Torres Freire
Folha

Apenas a China reagiu à agressão comercial de Donald Trump. O Canadá ensaiou contra-ataque, mas recua. O restante do mundo por ora aceitou armistício em condição subalterna. O Brasil ensaia retaliação.

 O governo toma providências para que possa contra-atacar, com base na Lei de Reciprocidade, que, por falar nisso, tramitou porque o agro queria meios para reagir a restrições comerciais da União Europeia motivadas por critérios ambientais.

RISCO DE PERDER – O que o Brasil vai ganhar com isso? Nada, com risco de perder. O governo diz que tal reação pode ser meio de induzir os americanos a conversar. Não explica de onde tirou tal ideia. A desinformação a respeito do que quer Trump é total, como diz gente do governo brasileiro, em conversa reservada.

No final de um processo de meses, o Brasil poderia adotar retaliações com base nessa lei. Aumentar impostos de importação sobre produtos americanos é idiotice, prejuízo para empresas daqui. Tributar empresas de serviços baseadas no Brasil e quebrar patentes ou outros direitos seriam alternativas.

Afora o fato de que o Brasil correria riscos de reputação no mundo (quebrando patentes, por exemplo) por ganho duradouro nenhum, a medida não faria coceira nos EUA.

ALVOS PIORES – Agora ou depois, o risco óbvio de retaliar com estilingue é incentivar um ataque com mísseis em alvos ainda mais sérios do que o comércio, como finanças e investimento. Como se não bastasse, o momento é inoportuno. Nesta semana, empresas brasileiras vão aos EUA vender seu peixe e começa o julgamento de Jair Bolsonaro, outro risco de que Trump volte a dar dois minutos de atenção agressiva ao Brasil.

 

O restante do mundo engoliu o que são por ora diretrizes de acordo (ainda não há acordos), o que ajuda a ganhar tempo e a enrolar.

]União Europeia, Japão ou Coreia do Sul, entre outros, estavam aturdidos pela pancada, temiam prejuízos grandes e imediatos. Agora, fazem conta de perdas e observam a reconfiguração mundial.

FAZER ACORDOS – Ainda muito incipiente, começam a pensar em como fazer acordos ou frentes informais a fim de ainda manter o comércio ex-EUA (85% dos negócios) sujeito a alguma regra. Recuaram, talvez além da conta, a fim de se reorganizarem e lidarem com mudança ou conflito longos.

Parece improvável que a Suprema Corte aceite a decisão de tribunais que barrou o tarifaço indiscriminado de Trump baseado na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

A corte é trumpista, seria golpe forte no poder de Trump, doméstico e externo, e problema grave para as contas do governo (que tapa parte do déficit extra de Trump com imposto de importação).

ALGUMAS MUDANÇAS –  Mas pode haver mudanças. Trump teria de recorrer a outros instrumentos legais, com tarifação mais caso a caso. De qualquer modo, além do tarifaço mundial, Trump já projeta mais tarifas sobre chips, farmacêuticos, químicos, veículos pesados, móveis, madeira, produtos de minerais críticos, aviões, motores, o diabo, como já o fez com aço e alumínio.

Haverá rodadas periódicas de abertura de novos processos, a pedido de empresas que se julguem prejudicadas. Enfim, a guerra comercial parece ser apenas o começo de um projeto diferente de domínio americano.

Para variar, o Brasil estava despreparado. Tem raras políticas de longo prazo atualizadas e pensadas. Retaliar com estilingue é não entender o tamanho da encrenca. Discurseira nacionalista é irrelevante. O momento é de atenuar prejuízos, respirar e pensar em


A direita de Sergipe pode não eleger ninguém para o Senado

em 1 set, 2025 8:20

Adiberto de Souza

A direita sergipana promete protagonizar uma grade briga para o Senado. Até o momento, essa corrente política já tem seis pré-candidatos às duas cadeiras em disputa nas eleições de 2026: André Moura (União), Rodrigo Valadares (União), Eduardo Amorim (PSDB), Luizão Dona Trump (União), Adailton Souza (PL) e Alessandro Vieira (MDB). É muita gente disputando eleitores com o mesmo perfil, fato que pode naufragar a chapa da direita. Isso ocorreu em 2018, quando os direitistas André Moura (PSC), Adelson Alves (Patri), Antônio Carlos Valadares (PSB), Betinho dos Santos (PMB), Cadu Silva (PSL) e Pastor Heleno (PRB) ficaram pelo caminho. Naquele pleito, vencido por Rogério Carvalho (PT) e pelo neófito em política Alessandro Vieira (Rede), o ex-governador Jackson Barreto (MDB) também amargou uma fragorosa derrota. Talvez apostando na pulverização dos votos da direita, o PSOL lançou a pré-candidatura ao Senado do vereador Aracaju Iran Barbosa, um político de esquerda que deve tirar muitos votos do petista Rogério Carvalho, principalmente se este se bandear para o palanque direitista do governador Fábio Mitidieri (PSD), que sonha em unir os governistas em torno de André Moura e Alessandro Vieira, tarefa considerada por muitos bem mais difícil do que passar um camelo pelo fundo de uma agulha. Marminino!

O deputado federal Thiago de Joaldo (PP) fez uma dura crítica ao governo de Sergipe devido ao que chamou de completo abandono da rodovia SE-290, que liga os municípios de Itabaianinha e Tobias Barreto. O parlamentar questionou qual a raiva do governador Fábio Mitidieri (PSD) com os mais de 100 mil habitantes daqueles dois municípios, fortes produtores de confecções, cerâmica e citricultura. Segundo Thiago, sobra dinheiro no governo para instalar radares e câmeras de monitoramento nas rodovias estaduais, mas faltam recursos para recuperá-las, a exemplo da SE-290, que mais parece uma tábua de pirulitos, tamanho a quantidade de buracos em seu leito. Creindeuspai!

Rogério com Mitidieri?

Veja o que publicou o jornalista Gilvan Manoel no Jornal do Dia: “Um parecer favorável do senador Rogério Carvalho (PT) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a pedido de empréstimo do governo Fábio Mitidieri (PSD) no valor de US$ 53,6 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), com garantia da União, suscitou uma série de comentários a respeito de um possível acordo entre o PT e o governador para as eleições de 2026. O parecer do senador foi técnico, mas às vésperas de ano eleitoral qualquer gesto insinua a possibilidade de um acordo político. No PT sergipano, Rogério é, por enquanto, a única resistência a uma aproximação com o governador”. Misericórdia!

Tolerância zero

Atenção extremistas: o Exército vai vetar aglomerações e atos próximos de unidades militares em meio ao julgamento do núcleo crucial do plano de golpe, que começa amanhã no Supremo Tribunal Federal (STF). Outro ponto de atenção são as manifestações convocadas para o dia 7 de Setembro, que ocorrerá em meio à análise do caso na Primeira Turma da Corte. Nem precisa dizer que a postura da cúpula do Exército desagrada por demais os bolsonaristas aloprados. Deus é mais!

Política no cardápio

O ministro Márcio Macêdo (PT) tomou café, ontem, com o ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT). Durante o rega-bofe, ambos conversaram sobre os desafios que o país enfrenta, analisaram a conjuntura política nacional e a de Sergipe, além das perspectivas para o futuro do estado. Adversários políticos em 2020, quando Edvaldo deixou Márcio pelo meio da campanha e se elegeu prefeito de Aracaju, ambos se reaproximaram em 2024, com o apoio velado de Macêdo ao prefeiturável Luiz Roberto (PDT). Fala-se à boca miúda que se não tiver apoio dos governistas para disputar o Senado, o ex-prefeito pode se bandear para a oposição, juntando-se ao PT do ministro. Home vôte!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/a-direita-de-sergipe-pode-nao-eleger-ninguem-para-o-senado/

 

Médica Daniele Barreto é hospitalizada; STF revoga prisão domiciliar

 A Sejuc foi informada ainda no domingo sobre a necessidade de atendimento de urgência.


Médica Daniele Barreto é internada após STF revogar prisão domiciliar (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A médica Daniele Barreto, acusada de envolvimento na morte do marido, o advogado José Lael, está internada desde o domingo, 31, em uma clínica particular localizada na zona sul de Aracaju. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 1º, pela Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc).

Segundo a pasta, a Sejuc foi informada ainda no domingo sobre a necessidade de atendimento de urgência. “Fomos informados sobre a ida da médica Daniele Barreto até a clínica para atendimento de urgência, onde ela ainda permanece. Como ela está em prisão domiciliar, sendo monitorada pela nossa Central de Monitoramento Eletrônico (Cemep), é necessário fazer essa comunicação prévia”, informou em nota.

A Sejuc também esclareceu que não há necessidade de passagem pelo Departamento do Sistema Prisional (Desipe) para retirada da tornozeleira eletrônica. O equipamento pode ser removido diretamente na unidade prisional, no momento da apresentação da custodiada.

Revogação da prisão domiciliar

A internação de Daniele ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a prisão domiciliar concedida anteriormente e determinou seu retorno ao presídio feminino. A decisão foi tomada por maioria da Segunda Turma do STF, revertendo decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, que havia concedido habeas corpus, em maio deste anopermitindo a prisão domiciliar

O advogado Guilherme Maluf, que representa a família de José Lael, afirmou em entrevista a uma TV local, que a nova decisão corrige um equívoco jurídico. “Ela não tem a guarda do filho menor e, portanto, não faz jus à prisão domiciliar. Além disso, trata-se de um crime extremamente grave, com motivação torpe, que resultou na morte do marido e na tentativa de homicídio do enteado”, disse.

O voto que conduziu à revogação foi do ministro André Mendonça. Segundo Maluf, o magistrado destacou que crimes violentos e com forte indício de premeditação não permitem a conversão da prisão preventiva em domiciliar. O julgamento ocorreu no plenário virtual entre os dias 22 e 29 de agosto.

Agora, com a nova determinação, a expectativa é que a médica retorne ao sistema prisional.

Portal Infonet não conseguiu localizar a defesa da médica. Seguimos à disposição através do e-mail: jornalismo@infonet.com.br.

José Lael foi assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2024, após sair para comprar um açaí a pedido da esposa, a médica Daniele Barreto. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), o crime teria sido planejado por Daniele com o apoio da amiga Alvaci Feitoza Santos.

A SSP apontou como motivação do crime o temor de Daniele de uma possível separação, envolvendo disputas patrimoniais e desconfianças entre ambos.

O caso ganhou grande repercussão após a prisão das duas suspeitas. Em março de 2025, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar a Daniele Barreto. A decisão se baseou em documentos e vídeos que indicariam agressões físicas, psicológicas e sexuais praticadas por Lael, além de preocupação com o filho do casal, de 10 anos.

Já a defesa de Alvaci Feitoza divulgou, no dia 6 de agosto, uma nota pública alegando disparidade no tratamento judicial entre as duas rés. Os advogados Rafael da Graça e Agtta Christie Vasconcelos afirmaram que, apesar de Alvaci ter situação processual semelhante à de Daniele — sem antecedentes e com os requisitos legais para responder ao processo em liberdade — teve dois pedidos negados pela Justiça sergipana.

A defesa recorreu às instâncias superiores em Brasília, fundamentando-se no princípio da isonomia e no artigo 580 do Código de Processo Penal, que prevê tratamento igualitário entre corréus nas mesmas condições. Eles também criticaram a exposição midiática do caso, alegando que isso interfere no julgamento e amplia a vulnerabilidade de sua cliente.

O Desafio do Lixo em Jeremoabo: Quando a Falta de Civilidade Exige Medidas Drásticas

01/09/2025

Lixo No Meio Da Rua Aos Domingos: Desrespeito, Descaso, Triste Hábito

Fonte: JV – PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA

Rua da Alegria - Em Plena Avenida  Próximo ao Posto Médico
É lamentável constatar que, em pleno século XXI, ainda existem pessoas que insistem em jogar lixo nas ruas, sem se preocupar com o impacto que isso causa à cidade e à vida de todos.  Diga-se se passagem, ao lado da casa dos outros. 
Rua da Alegria - Em Plena Avenida  Próximo ao Posto Médico
O problema se torna ainda mais grave aos domingos, quando não há recolhimento de resíduos, e o que deveria ser um dia de descanso e tranquilidade se transforma em um cenário de sujeira e desrespeito.

Rua da Alegria - Garrafas Quebradas  - Em Plena Avenida  Próximo ao Posto Médico

Essa falta de educação não afeta apenas a estética urbana, mas também a saúde pública, já que o lixo acumulado atrai insetos, ratos e causa mau cheiro. A responsabilidade de manter a cidade limpa não é apenas do poder público, mas de cada cidadão. Não custa nada guardar o lixo em casa até o dia da coleta, mas parece que para alguns falta consciência e respeito com o próximo. É muita falta de educação.

JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!

 

Nota da redação Deste Blog -  O Desafio do Lixo em Jeremoabo: Quando a Falta de Civilidade Exige Medidas Drásticas

Jeremoabo enfrenta um problema grave de falta de civilidade. Um grupo de moradores insiste em jogar lixo nas ruas, colocando em risco a saúde da população e sujando a cidade. O mais irônico é que essas mesmas pessoas, que não cumprem com suas obrigações básicas de cidadania, são as primeiras a cobrar melhorias da administração municipal.

A falta de educação ambiental dessa minoria é tão grande que faz pensar se o prefeito, através da Secretaria do Meio Ambiente, terá que instalar câmeras ou contratar vigias para monitorar todas as ruas e combater esses "depredadores" do meio ambiente.

Quando o diálogo e a conscientização não resolvem, a única saída é a punição. Para reverter essa situação, o município terá que aplicar multas pesadas. É triste, mas é a realidade: em uma sociedade civilizada, a lei deve ser aplicada para garantir que a falta de respeito de alguns não prejudique o bem-estar de todos.


Você acredita que a aplicação de multas é a única maneira de combater a falta de conscientização de alguns cidadãos em relação ao lixo?

Em destaque

Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid

Por  Raquel Lopes, Folhapress 28/01/2026 às 13:36 Foto: Ton Molina/STF/Arquivo O tenente-coronel Mauro Cid, que teve aposentadoria antecipad...

Mais visitadas