domingo, março 10, 2024

Avaliação positiva do governo Lula cai e acende alerta no Planalto

Publicado em 10 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Pesquisa aponta queda de cinco pontos na avaliação positiva

Pedro do Coutto

A pesquisa do Ipec divulgada revela uma queda sensível na aprovação do governo Lula e, ao mesmo tempo, uma ascensão dos que consideram o seu governo como ruim. A sua gestão, segundo o instituto, é aprovado por 33%, mas rejeitado por 32% da população. Enquanto isso, cerca de um terço o considera regular. Portanto, o que deve preocupar o Planalto é o fato de em relação às últimas pesquisas ter se registrado uma perda crescente de apoio.

Sinal de alarme no convés do governo e o resultado que o Ipec aponta é extremamente ruim, pois não se pode esquecer que o governo tem em suas mãos os instrumentos de realização. Se não está executando é porque não se mostra competente para cumprir uma missão que dirige-se totalmente no sentido da opinião pública. A insatisfação tem causas definidas e várias delas facilmente perceptíveis.

VENEZUELA – Questões políticas como a da Venezuela, que reúne preocupações do governo brasileiro no sentido equivocado, é um desses motivos. Afinal, por que se preocupa tanto o presidente Lula com aquele país, quando tem pela frente diversas questões no front interno que devem ser tratadas com eficiência ? A questão da Petrobras, por exemplo, é um dos fatos que também sintetiza erros de rumo.

O governo tem as engrenagens nas mãos, conforme já falei. Se não as exerce produtivamente em favor da população de forma geral é porque está errando em algum lugar. Com isso, a oposição ressurge em meio a um panorama conturbado enquanto a Polícia Federal aprofunda as suas investigações e ouve depoimentos críticos sobre a atuação de um setor militar que envolveu praticamente os destinos do país.

A ação de uma minoria das Forças Armadas é um capítulo ultrapassado. Porém, de qualquer forma, vincula-se a uma parcela a opinião ponderável da população que não concorda e não se alinha com o governo.

PERDA DE ESPAÇOS – Um detalhe fundamental que deve estar preocupando muito o governo Lula é a sua perda de espaços nas classes de renda menor que pela primeira vez demonstram sinais de insatisfação. No geral, o governo Lula tem uma diferença mínima em seu favor, refletido no placar de 33% a 32%. Mas um outro aspecto é crítico, o índice de aprovação do governo vem em queda bastante sensível e o índice de desaprovação vem subindo. O impasse assim se configura num quadro absolutamente negativo.

O governo precisa analisar a fundo o resultado da pesquisa do Ipec porque se a tendência de queda se mantiver, o governo estará entrando num período muito difícil, tanto para ele quanto para a própria população que está retirando a confiança e o entusiasmo transmitidos nas urnas de 2022 e que estão se diluindo sem que o governo até hoje tenha percebido.

sábado, março 09, 2024

Pracinha do Povoado Itapicuru, matagal tomou conta, luminárias quebradas e sem lâmpadas.

 


É lamentável ver recursos públicos sendo investidos em projetos que não recebem a manutenção adequada, como é o caso das praças e quadras poliesportivas construídas nos povoados e bairros da cidade, sob a gestão do prefeito Deri do Paloma. Esses espaços deveriam ser locais de convívio e prática esportiva para a comunidade, mas acabam se deteriorando rapidamente devido à falta de cuidado.

Um exemplo preocupante é a praça recentemente construída no povoado Itapicuru, onde o matagal tomou conta do espaço, além de problemas como luminárias quebradas e ausência de lâmpadas. Isso não apenas compromete a segurança dos usuários, mas também desperdiça o investimento feito na construção.

As denúncias dos vereadores sobre possíveis superfaturamentos relacionados à construção dessas praças e quadras poliesportivas são ainda mais preocupantes. Se confirmadas, representam uma grave irregularidade que deve ser investigada e punida conforme a lei.

É importante que os gestores públicos, como o prefeito Deri do Paloma, priorizem não apenas a construção de novos espaços públicos, mas também a manutenção adequada dos que já existem. Isso não apenas valoriza o investimento realizado, mas também contribui para o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade. O acompanhamento por parte dos órgãos fiscalizadores e a participação ativa da população na cobrança por transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos são fundamentais para evitar situações como essa no futuro.

O que disse presidente da CCJ em plenário, além de chamar de ‘trouxa’ eleitores de Lula

 Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A deputada federal Caroline de Toni chamou Lula de "ex-presidiário" em cinco ocasiões na Câmara dos Deputados09 de março de 2024 | 10:20

O que disse presidente da CCJ em plenário, além de chamar de ‘trouxa’ eleitores de Lula

BRASIL

A nova presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Caroline de Toni (PL-SC), fez 29 falas em plenário, entre 2023 e 2024. Em grande parte delas, terminou pedindo a deposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de “ex-presidiário” e de “descondenado”. A parlamentar também classificou de “trouxas” os eleitores do petista.

“Isso é um desaforo com a cara do povo brasileiro! Faz o L agora! Você está sendo um verdadeiro trouxa deste Presidente. Você foi enganado pelas mentiras do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva”, disse a catarinense, após o governo Lula anunciar a volta do ICMS dos combustíveis em janeiro do ano passado.

Nos seus pronunciamentos, não faltaram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Neste ano, ela falou em defesa de Israel na guerra contra o grupo terrorista Hamas e criticou a postura do governo federal sobre o conflito.

A parlamentar foi escolhida para comandar o colegiado na última quarta-feira, 6, recebendo o apoio de parlamentares do PT e da base governista.

A respeito de posicionamentos sobre matérias em tramitação, a deputada manifestou-se contra o PL das Fake News. Para a presidente do CCJ, a proposta é uma “tentativa de censura da livre manifestação do pensamento no Brasil”. Em outros três discursos, defendeu o marco temporal das terras indígenas, que se tornou lei em outubro do ano passado.

Caroline de Toni defendeu em plenário a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos de 8 de Janeiro. Mas, para ela, o colegiado seria importante para defender os manifestantes que foram presos durante o ataque às sedes dos Três Poderes.

Quando o ministro do STF Flávio Dino chefiava o Ministério da Justiça, Caroline foi quatro vezes ao plenário pedir a convocação do magistrado para audiências na Câmara.

Gabriel de Sousa/EstadãoPolítica Livre

Moraes proíbe Bolsonaro e suspeitos de tentar golpe de ir a eventos das Forças Armadas

 Foto: Carlos Moura/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)08 de março de 2024 | 20:45

Moraes proíbe Bolsonaro e suspeitos de tentar golpe de ir a eventos das Forças Armadas

BRASIL

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na suposta tentativa de golpe investigada pela Polícia Federal de participar de eventos nas Forças Armadas e no Ministério da Defesa.

A decisão do ministro do STF é da quinta (7) e tem como alvo Bolsonaro e militares como os ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Paulo Sergio Nogueira (Defesa).

Também estão entre os intimados sobre a proibição o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.

De acordo com Moraes, eles estão proibidos de participar de “cerimônias, festas ou homenagens realizadas no Ministério da Defesa, na Marinha, na Aeronáutica, no Exército e nas Polícias Militares”.

O ministro estipulou uma multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento da medida imposta.

Além de informar os alvos da decisão, Moraes também comunicou ao Ministério da Defesa e aos comandos das Forças Armadas a proibição.

A decisão foi dentro da investigação sobre as tratativas por um golpe de Estado desenvolvida dentro do inquérito das milícias digitais.

O objetivo do golpe seria reverter o resultado da eleição, segundo os investigadores. A investigação apura a produção de minutas por pessoas próximas a Bolsonaro em que estavam expostas como se daria a intervenção.

Com a delação de Mauro Cid e as provas obtidas em outras operações, a PF chegou à conclusão de que Bolsonaro teve acesso a versões dessas minutas e chegou a pedir modificações no texto e apresentar a proposta aos chefes militares, para sondar um possível apoio das Forças Armadas à empreitada.

A primeira versão do texto teria sido apresentada a Bolsonaro pelo seu assessor de assuntos internacionais, Filipe Martins, e o padre José Eduardo de Oliveira e Silva numa reunião no Palácio da Alvorada em 19 de novembro de 2022.

Segundo a PF, o jurista Amauri Feres Saad também teria participado das discussões sobre a minuta golpista que foi apresentada a Bolsonaro, participando de reuniões posteriores.

O texto destacava uma série de supostas interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo —os chamados “considerandos”, que, na visão dos investigados, daria base jurídica para o golpe de Estado.

“Após os ajustes, Jair Bolsonaro teria convocado os comandantes das Forças Militares no Palácio da Alvorada para apresentar o documento e pressionar as Forças Armadas”, diz trecho do relatório.

Na decisão que autorizou a operação da PF no último dia 8 de fevereiro, Moraes disse que as mensagens e provas “sinalizam que o então presidente Jair Messias Bolsonaro estava redigindo e ajustando o decreto e já buscando o respaldo do general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira (há registros de que este último esteve no Palácio do Planalto em 9/12/2022), tudo a demonstrar que atos executórios para um golpe de Estado estavam em andamento”.

Na visão da PF, a discussão de planos golpistas por Bolsonaro e aliados não foi um fato isolado. Ela decorre, avalia a polícia, de uma estratégia anterior do ex-presidente de colocar em dúvida a lisura do processo eleitoral, lançando dúvidas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas.

Fabio Serapião/Cézar Feitoza/Folhapress

PF associa US$ 172 mil encontrados em casa de suspeito a verba sigilosa da Abin

Foto: Divulgação/PF
Notas de dólar, totalizando US$ 171,8 mil, encontradas em espécie na casa do então diretor da Abin Paulo Maurício Fortunato09 de março de 2024 | 08:00

PF associa US$ 172 mil encontrados em casa de suspeito a verba sigilosa da Abin

BRASIL

A investigação da Polícia Federal no caso da “Abin paralela” associa os US$ 172 mil em espécie encontrados na casa do então número 3 da agência a um suposto e atípico direcionamento da verba sigilosa da instituição para o gabinete do ex-diretor-geral do órgão de inteligência e hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Na primeira busca e apreensão realizada no âmbito do inquérito, em outubro, a PF encontrou o dinheiro na casa do então secretário de planejamento de gestão da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Maurício Fortunato.

Relatório da PF que está sob sigilo, e ao qual a reportagem teve acesso, sinaliza a hipótese de desvio da verba sigilosa usada em operações de inteligência para explicar a origem do dinheiro.

O relatório, que é datado do final de novembro, ou seja, mais de um mês depois da apreensão do dinheiro, afirma que até aquele momento não havia referência da origem dos dólares, podendo configurar “outra extirpe de delitos” além da investigada —o uso do software espião FirstMile para bisbilhotar ilegalmente adversários políticos.

Além da ausência de origem definida, a PF toma como base para fazer essa associação mais dois pontos.

O primeiro, o de que as notas de US$ 50 e US$ 100 apresentavam o mesmo estado de conservação e estavam divididas em blocos de série distintas, o que, segundo os investigadores, seria de difícil obtenção por uma pessoa comum, mas possível para instituições.

A segunda é o depoimento do ex-servidor da Abin Rodrigo Colli, que é um dos pivôs do caso FirstMile.

Ele e um colega sofreram processo administrativo interno por supostamente terem participado de uma licitação do Exército por meio de laranjas. Devido a isso, teriam ameaçado denunciar irregularidade no uso do FirstMile caso fossem punidos (os dois foram presos e acabaram demitidos pelo governo Lula no dia da operação da PF, em outubro).

Colli afirmou, de acordo com a transcrição feita pela PF, que em 2021 houve um direcionamento de verba sigilosa para o gabinete de Ramagem, o que teria causado estranhamento interno já que a direção-geral da agência não participa de operações de inteligência.

Disse ainda que a verba secreta era usada por meio de cartões e os valores, sacados em espécie.

Por fim, afirmou ter ouvido na agência que a saída de Fortunato da função que ocupava na Abin à época —ele esteve em cargos de chefia na agência durante a gestão passada— se deu “em razão de divergência com Ramagem sobre o uso da verba sigilosa”.

Em troca de mensagens que a PF também teve acesso, Fortunato diz que a maior parte da verba sigilosa alocada no gabinete de Ramagem era usada em viagens internacionais do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Questionado, Ramagem não respondeu às perguntas enviadas à sua assessoria.

Em entrevista à GloboNews no dia da operação, o deputado, que é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, negou qualquer utilização ou relação com softwares de espionagem da Abin e disse não ter tido acesso a informações sobre as investigações.

Na ocasião, Ramagem afirmou que há uma “salada de narrativas […] sem conjunto probatório” e que nunca utilizou, teve acesso ou sequer teve as senhas do FirstMile. “Nunca tivemos a utilização, execução, gestão ou senha desses sistemas.”

Fortunato não quis se manifestar. No dia da operação, a PF tentou tomar seu depoimento, mas ele optou naquele momento pelo direito de permanecer em silêncio.

Afastado do cargo por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o então diretor da Abin foi exonerado pelo governo dias depois da operação de outubro.

O relatório da PF do final de novembro serviu de base para que Moraes autorizasse a segunda operação de busca e apreensão do caso, dessa vez tendo os endereços de Ramagem como alvo, entre outros.

A PF pediu no relatório o afastamento do ex-chefe da Abin do cargo de deputado federal.

Moraes, porém, disse em sua decisão que não vislumbrava até aquele momento necessidade de adotar a medida, reproduzindo posição em igual sentido da PGR (Procuradoria-Geral da República), mas que isso poderia ser reanalisado caso Ramagem voltasse a usar a prerrogativa de parlamentar para tentar interferir nas investigações.

O ex-chefe da Abin chegou a ir na audiência fechada da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso que ouviu em outubro o atual diretor da agência, Luiz Fernando Corrêa, justamente sobre as investigações do uso do software durante a gestão Ramagem.

Moraes fez referência ainda aos requerimentos de informação feitos por Ramagem sobre as investigações das quais ele era alvo e disse que eventuais respostas dadas por órgãos como CGU (Controladoria-Geral da União), PGR e Abin deveriam ser submetidas a ele, “em face do sigilo das investigações”.

A Abin está no foco do inquérito da PF desde março do ano passado, sob suspeita de, na gestão Bolsonaro, ter sido usada para bisbilhotagem ilegal de adversários do então presidente. Isso teria ocorrido por meio do FirstMile, software capaz de dar a localização aproximada de uma pessoa por meio das ondas da telefonia celular.

Moraes autorizou operações de prisão, busca e apreensão realizadas em outubro passado e em janeiro deste ano.

Além de Ramagem, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente da República, também foi alvo de operação de busca no dia 29 de janeiro.

Na ação relativa a Carlos, a PF mirou pessoas que supostamente foram destinatárias das informações produzidas de forma ilegal pela agência de inteligência do governo.

ENTENDA AS INVESTIGAÇÕES DE UMA ‘ABIN PARALELA’

Uso ilegal da agência

A Polícia Federal apura a existência de uma estrutura paralela na Abin para rastrear adversários políticos de Jair Bolsonaro (PL);

FirstMile

É um software de monitoramento usado pela Abin entre 2019 e 2021; ele acessava dados de geolocalização dos rastreados, e não podia interceptar ligações;

Alvos

Alguns dos investigados são Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da agência, e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ)

Ranier Bragon/Folhapress 

O reconhecimento do papel da mulher na sociedade brasileira

Publicado em 9 de março de 2024 por Tribuna da Internet

A independência da mulher é um fato de absoluta justiça

Pedro do Coutto

Ontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data não deveria ser apenas comemorada, mas também gerar efeitos concretos nos relacionamentos sociais do país, a começar pela diferença de salários pagas aos homens e as remunerações das mulheres. A lei sancionada pelo presidente Lula encontra-se em vigor, mas não há sinais de que está sendo aplicada como deve ser e de acordo com o texto integral que vai ao encontro de antigas reivindicações.

A injustiça contra a mulher é muito maior do que se pensa. É preciso ver com consciência a questão dos seus direitos e estarmos atentos ao seu cumprimento. É uma questão que atravessa os séculos. E é impressionante como parte da sociedade recusa-se a aceitar a independência feminina como um fato essencial à vida. Da maternidade ao trabalho de modo geral, a presença da mulher é marcante e merece ser reconhecida plenamente por todos os segmentos sociais.

POLÍTICA – No Brasil, vê-se que a participação das mulheres na política e na administração pública. O país ainda registra um aumento lento nesse sentido e figura entre os piores das Américas Latina e Central neste contexto. Está à frente apenas do Haiti e de Belize. Apenas 17,7% das cadeiras do Congresso Nacional são ocupadas por deputadas e senadoras. Alguns Estados, como Sergipe, elegeram pela primeira vez duas representantes femininas. Antes, não havia nenhuma.

Nas últimas eleições, 38 mulheres concorreram ao cargo de governadora e 94 ao de vice-governadora, mas só Pernambuco e Rio Grande do Norte elegeram as candidatas femininas.  Das 29 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, apenas seis são presididas por mulheres.

A luta brasileira tem que prosseguir e a independência da mulher é um fato de absoluta justiça, pois nenhum ser pode se considerar superior ao outro. Além da questão da mulher na sociedade, tem que se incluir a questão dos preconceitos observados nos mais diversos ângulos. É incrível como em pleno XXI ainda tenhamos que falar sobre o assunto.


Janela partidária já está aberta: vereadores tem até 5 de abril para mudar de partido

Paulo Afonso - Bahia - 09/03/2024

Janela partidária já está aberta: vereadores tem até 5 de abril para mudar de partido

Leônidas Badaró
Foto: Divulgação

Já está aberta desta a quinta-feira (7) a janela partidária, período em que vereadoras e vereadores podem trocar de partido sem prejuízo do mandato. As pessoas que ocupam essas funções têm até o dia 5 de abril para se filiar a outras siglas.

Esse é o prazo final para a filiação partidária de quem pretende concorrer à reeleição à vereança ou à Prefeitura do município no pleito de outubro.

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Janela partidária, explica a Justiça Eleitoral, é o intervalo de 30 dias, aberto somente em anos eleitorais, em que as pessoas que detêm mandatos eletivos obtidos em eleições proporcionais – como vereadores, por exemplo – podem mudar de legenda sem perder o cargo atual.

Considerada uma justa causa para a desfiliação partidária, a possibilidade é válida para aqueles que estão no final do mandato e se for realizada no prazo permitido. A regra também se aplica para deputadas ou deputados (distritais, estaduais ou federais), mas, especificamente em 2024, somente vereadoras e vereadores serão beneficiados.

Isso quer dizer que deputadas ou deputados eleitos em 2022 só terão a possibilidade de usufruir da janela partidária em 2026, ano da próxima eleição geral.

A medida se consolidou como saída para a troca de legenda após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos em eleições proporcionais. A determinação, regulamentada pela Resolução TSE nº 22.610/2007, estabelece que, nesses pleitos, o mandato pertence ao partido, e não à candidatura eleita.

Em 2018, o TSE decidiu que só pode usufruir da janela partidária a pessoa eleita que esteja no término do mandato vigente. Vereadores, portanto, só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, enquanto deputados federais e estaduais apenas na janela que ocorre seis meses antes das eleições gerais.

Além da janela partidária, existem duas situações que permitem a mudança de legenda com base em justa causa. São elas: desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal. Portanto, mudanças de partido que não se enquadrem nesses motivos podem levar à perda do mandato.

A janela partidária está prevista na Lei dos Partidos Políticos (artigo 22-A da Lei nº 9.096/1995) e na Resolução TSE nº 23.738/2024 (calendário eleitoral). 

https://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=23791

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