segunda-feira, agosto 09, 2021
E o Congresso, cadê?
Bolsonaro enfrenta a mais dura reação a seu governo
O presidente descabrestado
Ex-aliado de ACM Neto, Rodrigo Maia acusa ex-prefeito de entregar DEM-RJ a Malafaia

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (sem partido), acusa o ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, de “entregar” o comando do partido no estado do Rio de Janeiro nas mãos do bolsonarismo. Ex-aliado de Neto, Maia ironiza o fato do ex-prefeito negar aliança com o presidente Jair Bolsonaro, mas ter “entregado o partido nas mãos de Silas Malafaia”. O pastor é um dos defensores e figuras ligadas ao presidente Bolsonaro.
Segundo Maia, o comando do DEM no RJ passou para o deputado Sostenes, que segundo ele, “só faz o que Malafaia fala”.
“Entregar o partido ao principal aliado do presidente não é sinalização de distanciamento, mas sim de apoio”, disse Maia em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM 91,2, nesta segunda-feira (9). O deputado federal ainda citou uma publicação do jornal O Globo em que ACM Neto diz não descartar apoiar Bolsonaro.
Maia também ponderou que são muitas as figuras do DEM ligadas ao Bolsonarismo, e que isso fica claro ao observar os estados. Como exemplo ele citou o estado de Goiás.
Nos bastidores, a informação que circula é de que essa eventual aproximação entre Bolsonaro e ACM Neto intermediada por Malafaia foi uma acusação alimentada por Rodrigo Maia.
Bahia Notícias
Aliança com PSL de Datena fortalece Simone Tebet (MDB) como candidata da terceira via
Publicado em 9 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Datena sinaliza que deverá optar pela candidatura ao Senado
Pedro Venceslau
Estadão
Depois de eleger 52 deputados federais na esteira de Jair Bolsonaro, em 2018, e romper com o presidente no ano seguinte, o PSL fechou uma aliança estratégica com o MDB para tentar se manter relevante nas articulações políticas visando as eleições de 2022.
A aproximação entre as legendas começou durante um jantar em São Paulo, no início de junho, que reuniu o ex-presidente Michel Temer, o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), e o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE).
CANDIDATURAS PRÓPRIAS – Pelo acerto inicial, as duas siglas vão lançar um programa conjunto produzido pelas fundações Indigo (PSL) e Ulysses Guimarães (MDB), e apresentar candidaturas presidenciais próprias com o intuito de convergir em uma chapa única no começo do ano que vem. Os emedebistas apostam na senadora Simone Tebet (MT) e o PSL, no apresentador José Luiz Datena.
Nos bastidores, porém, Datena já avisou que prefere disputar o Senado, e Bivar, então, seria indicado como vice de Simone nas negociações que buscam um nome da terceira via para enfrentar Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
Em outra frente, o PSL mantém acesa a possibilidade de uma fusão, seja com o MDB ou outra sigla. Ao “Estadão”, Bivar admitiu negociações nessa linha e disse que as fusões são uma “tendência” no longo prazo.
LARGAM NA FRENTE – Independentemente da sucessão presidencial, MDB e PSL querem estar juntos nas disputas estaduais e já trabalham na construção de um mapa nacional que privilegie essa dobrada.
“O MDB e o PSL largaram na frente e estarão irmanados. Lá na frente vamos conversar sobre quem será nosso candidato (a presidente)”, disse o deputado federal Júnior Bozella (SP), vice-presidente do PSL. Segundo ele, quem estiver “mais bem posicionado” vai indicar a cabeça de chapa.
Nas eleições de 2018, os dois partidos viveram momentos opostos. O MDB caiu de 66 deputados eleitos em 2014 para 34, enquanto o PSL saltou de 1 para 52.
PROBLEMAS ESTADUAIS – Apesar das tratativas, há obstáculos como a proximidade de emedebistas com Lula e o PT em palanques estaduais prioritários —incluindo Pará, com Jader e Helder Barbalho; e Alagoas, com Renan Calheiros e Renan Filho.
Em meio a essas tratativas, foi Baleia Rossi quem articulou a ida de Datena para o PSL. O objetivo foi isolar a ala bolsonarista da sigla, que ainda tem influência do deputado Eduardo Bolsonaro (SP).
“Há uma tentativa de juntar as fundações dos dois partidos em uma reflexão conjunta sobre os rumos do país. Até meados de setembro vamos apresentar um documento conjunto”, disse o presidente da Fundação Indigo, Marcos Cintra. O documento já tem nome: “Ponto de Equilíbrio”.
BANDEIRAS LIBERAIS – “A gente não se curvou. Seria mais fácil ter ficado no projeto de poder do Bolsonaro, como fez o Centrão. Mas não nos deixamos seduzir. Ficamos fiéis aos nossos objetivos: as bandeiras liberais”, afirmou Bozzella.
Dono da segunda maior fatia do fundo eleitoral e do tempo de TV (atrás do PT), o PSL é cortejado ainda por Progressistas e Podemos, que vislumbram uma fusão ou federação partidária, caso esse modelo seja aprovado no Congresso.
A articulação também envolve o DEM e culminaria na formação de um “superpartido”, hoje com 121 deputados e 15 senadores.
Se Bolsonaro tivesse apoio militar já teria desfechado o golpe de seus sonhos

Charge do Duke (domtotal.com)
Pedro do Coutto
Reportagem de Matheus Teixeira, Folha de S.Paulo deste domingo, coloca em destaque o que identifica como uma estratégia conjunta do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral contra a narrativa e a investida golpista de Bolsonaro, que aliás não oculta sua intenção e, ao contrário, a destaca diária e seguidamente.
Na minha opinião, se Jair Bolsonaro tivesse apoio militar para desfechar um golpe contra a Constituição e contra as eleições de 2022, essa é a verdade, já teria praticado a sua intenção sombria e sinuosa que seria um reencontro de 2021 com o Ato Institucional nº 5 de 1968.
PRETEXTOS – Bolsonaro busca pretextos absolutamente incompatíveis com o regime democrático, aliás conforme eu disse ontem, com ofensas a ministros do STF em busca de uma crise da qual pudesse sair como vítima e não como culpado e autor.
Não obtendo esse apoio, Bolsonaro fica sem caminho de saída na estrada constitucional brasileira. O desfecho que ele pretende não tem o respaldo e o apoio que ele supõe ser necessário para tornar-se em 2021 o sucessor de D. Pedro II em 1889. Portanto, o Supremo Tribunal Federal e o TSE necessitam apenas da lei e dos limites que ela e a Constituição impõem a todos os brasileiros e brasileiras.
PRÓPRIA IMAGEM – A estratégia contra Bolsonaro está na sua própria imagem, em suas palavras, em seus atos, em suas intenções. Está enfraquecido. Se não o estivesse, a realidade do país não seria a qual nos deparamos a cada dia.
Jair Bolsonaro não tem saída, ou sequer a deseja dentro da ordem e do progresso. Esta, inclusive, é a sua contradição essencial maior do que todas as outras contradições que ele próprio produz contra si mesmo e contra o país.
JOGOS OLÍMPICOS – Foi uma belíssima edição a que marcou o encerramento dos jogos de Tóquio e o anúncio da Olimpíada de 2024 em Paris. A orquestra às margens do Sena interpretou a bela e eterna Marselhesa, um hino de emoção que, mais uma vez, renova o compromisso e a esperança da humanidade como o seu próprio futuro.
Nós, brasileiros, não podemos nos queixar dos resultados da madrugada deste domingo. A disputa do voleibol feminino com os Estados Unidos não deu nem para torcer. Afastada a emoção, as coisas todas se tornam tristes ou comuns. Perdemos o confronto mal quando ele começou. O entusiasmo americano congelou qualquer esperança da nossa seleção. Mas ficamos com a prata e isso acrescenta a nós mais do que consola.
BOXE – O esporte é assim. Pessoalmente lamento a decisão dos jurados do boxe que deram a vitória à irlandesa sobre a brasileira Bia Ferreira. Ela demonstrou disposição muito maior do que a irlandesa para o combate. Só um julgamento frio de socos que não encaixaram e pontos que isso representa podem explicar uma decisão para mim tão surpreendente. O que fazer?
A vida é assim mesmo. O fato é que vencemos no futebol, vencemos com Rebeca Andrade, com Rayssa Leal, com Ana Marcela Cunha, com Isaquias Queiroz, entre tantos outros. Vemos, portanto, vários capítulos e páginas de uma história que será lembrada como um momento glorioso do esporte brasileiro.
PARIS – Aguardemos Paris. Estarei mais uma vez vibrando com a aventura do esporte que nos leva à emoção, às lágrimas, tanto as de vitórias quanto as de derrotas. Já testemunhei tantas vitórias e derrotas que posso verificar que o saldo é positivo para todos aqueles que fazem da dúvida o melhor caminho para se chegar a uma certeza. No fundo da questão, a certeza nasce da dúvida, do não conformismo, da não aceitação do conservadorismo como uma concepção humana.
O não conformismo, principalmente em relação à miséria, à humilhação, à corrupção. É preciso reagir sempre, pois a reação já é uma verdade em si própria. Vamos caminhar com as gerações que estarão presentes em Paris no eterno processo de viver. Seja nas artes, na ciência, nos esportes, sem emoção todos nós nos transformaríamos em robôs. A emoção é que distingue as pessoas, seus encontros e desencontros, seus destinos.
Movimento “Vem Pra Rua” pede que Supremo obrigue Arthur Lira a aceitar pedido de impeachment
Publicado em 9 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Vitor Teixeira (Humor Político)
Deu no UOL
(Estadão Conteúdo)
O movimento Vem Pra Rua acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar obrigar o presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), a analisar a admissibilidade de um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentado no fim de junho.
SEM RESPOSTA – No mandado de segurança, o Vem Pra Rua argumenta ter apresentado a denúncia contra Bolsonaro por suposto crime de responsabilidade em 29 de junho e, passados mais de 30 dias, Lira não cumpriu com o artigo 19 da lei nº 1.079/50, “que determina a leitura da denúncia oferecida contra o presidente da República no expediente da sessão seguinte”.
“Diante da reiterada inércia do presidente da Câmara dos Deputados, não resta aos impetrantes [Vem Pra Rua] alternativa senão a de se valer do presente mandamus [mandado] para ver reconhecido seu direito líquido e certo ao encaminhamento da denúncia por si oferecida em face do presidente da República para leitura no expediente da sessão subsequente ao recebimento da intimação por essa Corte [STF]”, afirma.
DANOS IRREPARÁVEI – “É manifestamente absurdo que todos os presidentes anteriores tenham tido denúncias por crime de responsabilidade contra si processados, muitos por crimes em quantidade e gravidades menores que as apresentadas em face do atual presidente, ao passo que este não tenha ainda tido contra si qualquer denúncia em tramitação”, diz ao STF o movimento Vem Pra Rua.
A petição ainda argumenta que a “omissão” de Lira pode causar danos irreparáveis a milhares de pessoas “que podem continuar a ser lesadas pelas condutas omissivas ou comissivas do impetrado [Bolsonaro] à frente da administração pública federal”, além de possibilitar o cometimento de novos crimes por parte do presidente.
PRECEDENTE – STF já negou pedido similar No final de julho, a ministra Cármen Lúcia, do STF, arquivou uma solicitação anterior apresentada pelo PT. O partido também pediu ao Supremo que obrigasse Arthur Lira (PP-AL) a analisar um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro feito pela sigla no ano passado. Na ocasião, a ministra avaliou que conceder o mandado prejudicaria o princípio de separação entre os Poderes.
“O juízo de conveniência e de oportunidade do processo de impeachment é reserva da autoridade legislativa, após a demonstração da presença de requisitos formais”, escreveu Cármen.
“SUPERPEDIDO” – Em 30 de junho, parlamentares e movimentos sociais enviaram à Câmara dos Deputados um “superpedido” de impeachment que lista 23 crimes de responsabilidade atribuídos a Bolsonaro. O documento unifica 122 pedidos que já foram apresentados, mas não foram pautados nem por Lira, nem por seu antecessor no cargo, deputado Rodrigo Maia (sem partido-RJ).
O “superpedido” foi protocolado com 46 assinaturas, com nomes que vão da esquerda à direita. Integram a lista os deputados federais Joice Hasselmann (PSL-SP), Alexandre Frota (PSDB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP), por exemplo, além de entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Logo depois, porém, Lira sinalizou que não daria sequência ao processo, dizendo que uma ação deste tipo exigiria “materialidade”.
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