terça-feira, agosto 03, 2021

Definição do candidato que irá representar a terceira via só deve ocorrer em abril ou maio

Publicado em 3 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge O TEMPO 27-07-2021

Charge do Duke (O Tempo)

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

Os eleitores que não pretendem votar no presidente Jair Bolsonaro nem no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima eleição — cerca de 40% do total, segundo as recentes pesquisas de opinião —, ainda aguardam uma definição sobre qual será o nome que representará a chamada terceira via na disputa. Até o momento, nenhum dos principais pré-candidatos de centro demonstrou disposição de abrir mão da cabeça de chapa.

Essa posição apenas favorece Bolsonaro e Lula, naturalmente consolidados — não apenas por serem antagonistas, mas um por ser o atual presidente da República e o outro por ainda ser apontado como o principal líder das esquerdas no país.

O TEMPO URGE – Para quebrar essa consolidação, os postulantes da terceira via correm contra o tempo para que, assim que se apresentarem, o eleitor já não tenha optado por um dos dois. A postulação tardia embute o risco de fracassar na estratégia de trazer de volta ao centro os votos que migraram para os extremos.

A discussão sobre a criação de uma frente de partidos de centro para ter um candidato contra Bolsonaro, em 2022, começou há pouco mais de um ano, impulsionada pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (sem partido-RJ). Ainda hoje, entre os mais citados para assumir essa missão estão os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Ciro Gomes (PDT); o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG); e os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (ambos do PSDB), a senadora Simone Tebet (MSB-MS).

PRÉVIAS NO PSDB – Em outubro, os tucanos vão realizar prévias para escolher o candidato presidencial do partido. Por pressão de Doria, o evento vai ocorrer pouco menos de um ano antes do prazo dado pela lei eleitoral para as siglas escolherem os respectivos concorrentes. O governador disputa a indicação com o gaúcho Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito Arthur Virgilio.

Em outro front, Ciro Comes reforça a artilharia contra Lula e Bolsonaro e se apresenta como o único capaz de colocar o país nos trilhos da economia. O investimento da pré-campanha, que inclui a contratação de João Santana, ex-marqueteiro do petista, indica que a possibilidade de o pedetista abrir mão da cabeça de chapa na próxima eleição, pelo menos até agora, é remota.

Surge também o apresentador José Luiz Datena, que já se filiou ao PSL e está indeciso quanto à candidatura à Presidência, governo de São Paulo ou Senado,

DEM OU PSD – No caso de Rodrigo Pacheco, apesar de ter sido eleito presidente do Senado com o apoio da base do governo na Casa, sua possível postulação ao Palácio do Planalto depende da troca do DEM pelo PSD — cujo presidente, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, trabalha para convencê-lo de que tem chances na disputa.

Toda essa movimentação aponta que 2022 deverá ter mais essa possibilidade de um candidato alternativo ser aprovado por vários partidos. Segundo Guilherme Casarões, cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), isso é possível porque, quanto mais distantes os polos da disputa política, maior o espaço em que a terceira via pode operar ideologicamente.

 

“O que aconteceu em 2018 e, sobretudo, nesta próxima eleição, é que é enorme a distância ideológica entre as duas candidaturas que se colocam como as principais hoje, Bolsonaro e Lula. E, então, o que acontece? Nesse quadro, a terceira via terá mais opções ideológicas para oferecer uma alternativa. Por isso é que, desde o começo deste ano, principalmente, o debate está girando em torno de vários candidatos. Então, existem vários tentando ocupar esse espaço”, explicou.


segunda-feira, agosto 02, 2021

'Ameaça à realização de eleições é uma conduta antidemocrática', diz Barroso

Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

 

https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/08/02/voto-impresso-nao-e-contencao-adequada-para-o-golpismo-diz-barroso.ghtml 

'A ameaça a realização das eleições é uma conduta antidemocrática', dispara Barroso

'A ameaça a realização das eleições é uma conduta antidemocrática', dispara Barroso
Foto: Reprodução/Youtube

“Escolhi ser um agente do processo civilizatório e empurrar a historia na direção certa. Se eu parar para bater boca eu me igualo a tudo que quero transformar”. A fala foi apenas umas das manifestações enfáticas dadas pelo presidente do Superior Tribunal Eleitoral, Luís Roberto Barroso, durante cerimônia de reabertura dos trabalhos do Judiciário, na noite desta segunda-feira.  

 

Após sucessivos ataques empreendidos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que contesta a segurança das urnas eletrônicas como justificativa para a implantação de voto impresso. Além de ataques diretos a Barroso, Bolsonaro, em reiteradas vezes, ameaçou a não ocorrência das eleições previstas para o ano de 2022. 

 

Em sua fala, Barroso citou o populismo, o autoritarismo e o extremismo como elementos dos quais nenhuma país está imune e alertou: “Muitas gerações se dedicaram ao projeto democrático. As democracias contemporâneas são feitas de votos, dos respeito aos direitos fundamentais e debates. A ameaça a realização das eleições é uma conduta antidemocrática”.

 

Segundo o presidente do TSE, “há coisas erradas acontecendo no país e nós todos precisamos estar atentos. Precisamos das instituições e da sociedade civil. Já superamos os ciclos do atraso. Mas há retardatários que gostariam voltar ao passado, usando ataques às instituições”. 

 

Citou ainda a recente invasão ao Congresso Norte-americano em meio às eleições que elegeram o atual presidente Jor Biden. “Nos Estados Unidos, insuflados pelo ex-presidente derrotado, 50% dos Republicanos acham que a eleição de Biden foi fraudada. Isso resultou na dramática invasão do Capitólio, praticada por extremistas. Para que ninguém se iluda, nos Estados Unidos há voto impresso, o voto impresso não é contenção para o golpismo. Aqui no TSE adotamos a postura de responder com presteza da informação sobre o sistema eleitoral”, acrescentou.

 

Alvo pessoal de ataques de Bolsonaro, Barroso disparou:  “A obsessão por mim não faz sentido e não é correspondida. Tivemos que ficar desmentido fake news sobre o sistema, isso já começa a ficar cansativo”.

 

Na tarde desta segunda, em evento institucional, o presidente voltou a atacar o sistema eleitoral eletrônico (reveja). 

Bahia Notícias

Eunápolis: Estelionatário que usava nome de produtores rurais para ganhar licitações é preso

Eunápolis: Estelionatário que usava nome de produtores rurais para ganhar licitações é preso
Foto: Reprodução / Polícia Civil

Um homem  foi preso em flagrante nesta segunda-feira (2), em Itabela, após utilizar indevidamente o nome de produtores rurais para ganhar licitações em municípios. De acordo com as investigações da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), o suspeito, que montou uma cooperativa que supostamente representaria estes produtores, aplicava o golpe desde 2013, mas as denúncias à Polícia Civil começaram a ser feitas há dois meses.

De acordo com a Polícia Civil (PC-BA), a cooperativa tinha sede em Eunápolis, mas tinha como falsos representados agricultores de Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Santa Luzia, Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Usando os dados das vítimas, o homem participava de processos licitatórios para o fornecimento de merenda escolar no interior da Bahia. 

Como, em tese, eram os produtores que estavam fornecendo os alimentos aos municípios, eles ficavam impedidos de fornecer seus produtos para tais entes federativos. Além disso, tinham seus benefícios – a exemplo do Bolsa Família – bloqueados.

"Ele se valia do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), pelo qual os produtores de baixa renda têm prioridade no fornecimento para compor o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), para, através de uma cooperativa, falsamente integrada pelas vítimas, levar os municípios a erro, ao ponto de ele adquirir os produtos que deveriam ser fornecidos por produtores da agricultura familiar", declarou o coordenador da 23ª Coorpin, delegado Moisés Nunes Damasceno.

O homem de 50 anos foi preso por falsidade ideológica, logo após se habilitar no processo licitatório em Itabela. O auto de prisão em flagrante foi lavrado na Delegacia de Furtos e Roubos de Eunápolis, onde já tramitava o inquérito policial que apura as denúncias. 

Bahia Notícias

Em noite histórica, TSE finalmente reage contra ataques à democracia..



Colunista do UOL

02/08/2021 21h00

Finalmente alguém reagiu à altura contra os ataques do presidente Jair Bolsonaro à democracia. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, foi além das palavras. Tomou duas atitudes concretas contra o presidente da República, numa resposta que já deveria ter sido dada faz tempo. Mas antes tarde do que nunca.

Barroso aprovou por unanimidade no TSE a abertura de inquérito administrativo a fim de investigar ataques às eleições feitos por Bolsonaro. Também por unanimidade, Barroso obteve o aval dos colegas para pedir que a famosa live de Bolsonaro na semana passada integre as investigações do inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Diferentemente das palavras mornas de Luiz Fux, presidente do STF, Barroso rebateu com energia os ataques de Bolsonaro a ele e à urna eletrônica. Em resumo, o presidente do TSE tomou, pela primeira vez, medidas concretas para responsabilizar Bolsonaro por espalhar fake news e enfraquecer a confiança no sistema eleitoral.

"Nos Estados Unidos, por exemplo, insuflados pelo presidente derrotado, 50% dos republicanos acreditam que a inequívoca vitória do presidente [Joe] Biden foi fraudada. Essas narrativas, fundadas na mentira e em teorias conspiratórias, destinam-se precisamente a pavimentar o caminho da quebra da legalidade constitucional", discursou Barroso, fazendo um paralelo entre Bolsonaro e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Barroso disse que se tratava de "fantasia" a teoria conspiratória de que seria preciso recriar o voto impresso para o Brasil ter eleições limpas. O presidente do TSE elencou argumentos que mostram a confiabilidade da urna eletrônica e foi ao ponto quando mencionou a manobra golpista de Bolsonaro.

A exemplo de Trump, o presidente brasileiro difunde a teoria conspiratória de que a urna eletrônica permitiria a fraudes porque sabe que vai perder a eleição e tenta alguma justificativa para eventual golpe. "Voto impresso não é contenção adequada para o golpismo", afirmou Barroso.

As omissões de autoridades como o procurador-geral da República, Augusto Aras, e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), são um exemplo de como as democracias morrem. Só com medidas concretas, como as adotadas pelo TSE, será possível preservar a democracia no Brasil. A noite desta segunda-feira é histórica. A Justiça começou a impor limites aos inúmeros crimes de Bolsonaro contra a democracia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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Após ofender empresária, Vilas-Boas se desculpa: 'Conto com o perdão de todos'

 

Após ofender empresária, Vilas-Boas se desculpa: 'Conto com o perdão de todos'
Foto: Bahia Notícias

Após ofender a chef do restaurante Preta, situado na Ilha dos Frades, Angeluci Figueiredo, o secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, se desculpou publicamente, nesta segunda-feira (2). Durante conversa divulgada através de um aplicativo de mensagens com Angeluci, Vilas-Boas chamou a chef de "vagabunda".

 

"Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo (1), em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada. Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse. Conto com o perdão de todos que se sentiram ofendidos, pois sempre pautei minha vida na verdade, honestidade e acolhimento”, disse Fábio em postagem. 

 

A ofensa teria sido feita após Fábio não ter conseguido acessar com seus convidados no restaurante. De acordo com a nota divulgada pela chef, o fechamento do estabelecimento se deu "em virtude da instabilidade do tempo, das condições climáticas e das variações do vento e da navegabilidade na Baía de Todos os Santos, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo, claro, a Ilha dos Frades, onde funciona o restaurante". A Capitania dos Portos emitiu um alerta vermelho para que a navegação na região fosse restrita, o que impedia inclusive o deslocamento dos funcionários, em embarcações menores, para a ilha.

 

“A primeira perspectiva adotada por mim diante de mensagens enviadas em seu nome, da sua conta de WhatsApp me ofendendo, me xingando de vagabunda, me atribuindo condições que não condizem com as minhas atividades financeiras e empresariais foi partir do pressuposto que sua conta foi clonada ou que, outra pessoa, por razões que eu desconheço, usou seu celular e sua conta, à sua revelia, para me ofender”, complementa a chef. 

 

Em sua nota, Angeluci pediu para que o secretário refletisse "sobre a gravidade das duas palavras e sobre a inadequação e a vulgaridade delas". "Como lhe disse, a roda da história gira, e, nesse giro, me desculpe, mas parece não ter lhe beneficiado. Veja bem em que lugar as circunstâncias históricas NOS COLOCARAM: o secretário, um médico bem sucedido, empresário, agropecuarista, homem branco, de família tradicional, etc, etc, alimentando a cultura da intolerância e dos tais privilégios ditos brancos, ofendendo moralmente uma mulher negra, chamando-a diretamente de vagabunda, e por quê? Pelo fato de razões climáticas terem lhe impedido um domingo de bem estar num restaurante localizado numa ilha sujeita a intempéries, como qualquer local no meio do mar. Os tempos mudaram, secretário: inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem", diz.

Bahia Notícias

'Senta na minha cadeira e governa sem voto do centrão', diz Bolsonaro ao defender aliança

'Senta na minha cadeira e governa sem voto do centrão', diz Bolsonaro ao defender aliança
Foto: reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a aliança com o centrão nesta segunda-feira (2), ao comentar a última reforma ministerial, que teve, entre as primeiras mudanças, a nomeação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil. A pasta é considerada uma das mais estratégicas da Esplanada, por coordenar a relação com o Legislativo.
“Olha, senta na minha cadeira aqui e governe sem o voto de mais metade dos parlamentares, que estão aí do dito centrão. Governe sem eles”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio ABC, de Novo Hamburgo (RS), segundo publicação do portal Metrópoles

 

O centrão é um nome dado a um bloco de partidos de centro e centro direita que foi alvo de críticas por Bolsonaro durante a campanha eleitoral em 2018, mas que, como ocorreu em todos os governos desde a redemocratização, hoje constitui a base do governo no Congresso Nacional.

 

O mandatário ainda declarou que não é possível aprovar projetos no Congresso sem os votos dos políticos do bloco e disse que as mudanças recentes em seu ministério visam ao “melhor funcionamento do Poder Executivo”.

 

“É fácil, de forma pejorativa, acusar o Centrão… E outra: eu sempre fui do Centrão, eu sempre fui do PP, raramente estive fora de partido fora dessa sigla. Agora, não podemos simplesmente aceitar que o Centrão está fora do destino do Brasil. Então, é o que eu tenho para governar. Eu tenho me dado muito bem com essas pessoas. Ou querem que vá procurar o apoio do PT, do PCdoB, do PSol, da Rede, do Cidadania? É fácil falar, né?”

 

Bolsonaro busca o apoio do Centrão para aprovar, por exemplo, uma reformulação no Bolsa Família. Ele quer que o valor médio do benefício seja ampliado, passando de R$ 192 para R$ 300. A mudança é uma das cartas que tem na manga para sua campanha à reeleição em 2022.

Bahia Notícias

Fux não consegue intimidar Bolsonaro, que volta a atacar as urnas: “O inimigo está aí!”


Jair Bolsonaro ironiza quem o aconselha a ter cuidado

Mayara Oliveira
Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar o atual sistema eleitoral nesta segunda-feira (2/8) e, ao defender o voto impresso, afirmou que “o inimigo está aí”. Recentemente, o chefe do Executivo federal foi aconselhado por aliados a adotar um discurso menos agressivo sobre o assunto, mas Bolsonaro sinalizou que manterá sua postura.

O presidente tem intensificado ataques ao atual sistema eleitoral — direcionados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso — e prega que as urnas eletrônicas permitem fraude. Bolsonaro já admitiu não ter provas das acusações.

MAIS IRONIAS – O presidente é defensor do voto impresso e já afirmou, em tom de ameaça, que caso o modelo não seja implementado no pleito do próximo ano, pode não haver eleição. E voltou a ironizar os conselhos que recebe:

 “‘Ah tem que ter cautela, cuidado com as palavras’. O inimigo está ai. O risco está ai”, disse Bolsonaro durante evento de assinatura do “Acordo de Cooperação Técnica Água nas Escolas”, no Ministério da Cidadania.

“Nós temos que ter eleições limpas, democráticas que possam ser auditadas. […] Por que um não quer eleições democráticas, o voto democrático, nós temos que abaixar a cabeça? Estão com medo do que? Qual o poder do presidente do TSE ir para dentro do Parlamento e rapidamente fazer a cabeça de várias lideranças partidárias para trocar integrantes de comissão? Para não ter o voto impresso?”, atacou.

RESPOSTA A FUX – As declarações do chefe do Executivo federal ocorreram momentos após o presidente do STF, Luiz Fux, afirmar, durante sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário, que os poderes da República são harmônicos entre si, mas não pode haver “impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições”.

“Harmonia e independência entre os poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições”, declarou Fux.

“O povo brasileiro jamais aceitaria que qualquer crise, por mais severa, fosse solucionada mediante mecanismos fora da Constituição”, continuou o presidente do STF.


Independência entre os Poderes não significa impunidade para atacar democracia, diz Fux


Sem citar Bolsonaro, Luiz Fux tentou intimidar o presidente

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, disse nesta segunda-feira (2) que os poderes da República são harmônicos entre si, mas não podem ficar impunes quando atentam contra instituições. Fux discursou na sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário.

“Harmonia e independência entre os poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições”, disse o presidente do STF, afirmando que a população não aceita que crises sejam resolvidas de formas contrárias ao que determina a Constituição.

SEM GOLPE – “O povo brasileiro jamais aceitaria que qualquer crise, por mais severa, fosse solucionada mediante mecanismos fora da Constituição”, continuou Fux.

O discurso do ministro em defesa das instituições, da Constituição e contra o conflito entre os poderes ocorre em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro decidiu intensificar os ataques contra a urna eletrônica e o modelo eleitoral do Brasil, disparando críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao STF. Apesar dos ataques, o próprio Bolsonaro admite que não tem provas de fraude.

Em seu discurso, Fux ressaltou que, em uma democracia, nos momentos de crise, é preciso “fortalecer – e não deslegitimar – a confiança da sociedade nas instituições”.

ATAQUES DE INVERDADES – Sem citar nomes, Fux declarou: “Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública. Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do país; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país”, ressaltou Fux.

O ministro argumentou que a democracia é um regime que precisa ser sempre cultivado e reforçado. Se isso não for feito, as democracias, segundo ele, “tendem a ruir”.

“Tratando-se de higidez democrática, não há nada automático, natural ou perpétuo. Ao revés, o regime democrático necessita ser reiteradamente cultivado e reforçado, com civilidade, respeito às instituições e àqueles que se dedicam à causa pública. Ausentes essas deferências constitucionais, as democracias tendem a ruir”, disse.

PAPEL DO SUPREMO – O presidente Fux também falou do papel do STF em manter a defesa da Constituição e garantir a estabilidade institucional do país.

“Movido por esse espírito, o Supremo Tribunal Federal, seja nos momentos de calmaria, seja nos momentos de turbulência, tem cumprido o seu papel de salvaguardar a Constituição, atuando em prol da estabilidade institucional da nação, da harmonia entre os Poderes e da proteção da democracia, sempre pelo povo e para o povo brasileiro”.

Fux citou ainda o papel dos juízes na democracia e fez questão de diferenciar a atuação em relação aos políticos. “Por outro lado, a sociedade não espera de magistrados o comportamento que é próprio e típico de atores políticos. O bom juiz tem como predicados a prudência de ânimos e o silêncio na língua. Sabe o seu lugar de fala e o seu vocabulário próprio”, afirmou.

TEMPO DA POLÍTICA – “Igualmente, o tempo da Justiça não é o tempo da política. Embora diuturnamente vigilantes para com a democracia e as instituições do país, os juízes precisam vislumbrar o momento adequado para erguer a voz diante de eventuais ameaças. Afinal, numa democracia, juízes não são talhados para tensionar”, completou o ministro.

Fux defendeu ainda o diálogo entre as instituições. “Por fim, como protagonistas de nossos tempos, não olvidemos que o maior símbolo da democracia é o diálogo. Nunca é tarde para o diálogo e para a razão. Sempre há tempo para o aprendizado mútuo, para o debate público compromissado com o desenvolvimento do país, e para a cooperação entre os cidadãos bem-intencionados”.

Bolsonaro deve ter punição por kit covid, diz senador

 

A cloroquina e outros remédios defendidos pelo presidente não têm respaldo científico contra o novo coronavírus

Bolsonaro deve ter punição por kit covid, diz senador
Notícias ao Minuto Brasil

02/08/21 08:45 ‧ HÁ 8 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA PANDEMIA

Osenador Otto Alencar (PSD-BA), integrante da CPI da Covid, cobrou neste domingo, 1º, a responsabilização do presidente Jair Bolsonaro pelo apoio do tratamento precoce ao longo da pandemia. A cloroquina e outros remédios defendidos pelo presidente não têm respaldo científico contra o novo coronavírus. O parlamentar se manifestou após o Estadão mostrar neste sábado, 31, com base em estudo da consultoria LLYC, que Bolsonaro foi o principal influenciador no apoio ao kit covid nas redes sociais no primeiro ano da crise sanitária.









A LLYC rastreou cerca de 20 milhões de menções a cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina na rede social Twitter. No total, 1,85 milhão de contas foram analisadas. Com um algoritmo, foi possível organizar os perfis de acordo com a posição sobre o tratamento precoce: neutro, favorável e contrário.

No estudo, Bolsonaro é o principal influenciador sobre o assunto na plataforma no primeiro mês após o início da quarentena, de março a abril, e depois entre agosto e o fim de 2020. Alguns dos picos de menções ao assunto também estão ligados ao presidente - como em julho, quando ele divulgou ter se infectado e adotado o tratamento com hidroxicloroquina.

Para Alencar, as evidências poderão servir de base para a responsabilização de Bolsonaro por infração de medida sanitária preventiva, crime previsto no artigo 268 do Código Penal. "Ele não é médico, não tem formação na área de saúde e não tinha como estar receitando hirdoxicolorquina ou qualquer outro medicamento", afirmou o senador ao Estadão ontem. A CPI retoma os trabalhos nesta semana.

"O Bolsonaro foi convencido por aquele gabinete paralelo e outros conselheiros não médicos de que a hidroxicloroquina funcionava, o que é absurdo. Ele defendeu isso e não quis recuar disso. Até hoje seus seguidores radicais acreditam nisso. Todos estudos foram feitos e a hirdoxicloroquina não tem eficácia", disse. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também já se posicionou contrária ao uso desse medicamento.

O "gabinete paralelo" é o nome dado a um grupo de assessores e especialistas formado no governo para orientar o presidente sobre o enfrentamento da crise sanitária e que seria responsável pela insistência no uso da cloroquina contra a doença. Apontado como um dos líderes desse comitê, o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub é outro citado no estudo da LLYC.

Ele - irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub - aparece em segundo entre os maiores influenciadores em mais de uma fase da pandemia, conforme o estudo da LLYC. Ele confirma ter indicado a cloroquina, mas nega o "gabinete paralelo". O Estadão procurou na semana passada a Secretaria Especial de Comunicação, do governo federal, e Weintraub para comentar o estudo, mas não obteve resposta.

Mortes

"Sem dúvida, uma cota das 550 mil mortes por covid foi em função disso (defesa do tratamento precoce) e de aglomerações, do não uso da máscara, da falta de comprar vacinas no ano passado", afirmou Alencar.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente na CPI, também concorda que a desinformação é parte importante do momento que o País vive. "A desinformação é uma parte relevante da tragédia que vivemos. A CPI e a vacina têm contribuído para impedir essa desinformação", afirmou ontem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

https://www.noticiasaominuto.com.br/

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