quarta-feira, março 17, 2021

Escolha do ministro da Saúde irrita Arthur Lira e causa insatisfação no bloco do Centrão


Líder do Progressistas na Câmara, Arthur Lira está com Covid-19 - ISTOÉ  Independente

Lira, líder do Centrão, pensou que ia mandar no governo

Bruno Góes, Paulo Cappelli e Natália Portinari
O Globo

A escolha do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, provocou insatisfação no presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e em seus aliados. Eles demonstram desconfiança com o médico, escolhido por sua ligação com Jair Bolsonaro. A preferência pelo seu nome, porém, contou com o aval do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), que tenta acalmar os ânimos.

Ao concretizar a substituição de Eduardo Pazuello, Bolsonaro rifou a cardiologista Ludhmila Hajjar, apoiada publicamente por Lira. O deputado do PP, segundo interlocutores, ficou “muito chateado”.

CIRO DEU AVAL – No partido, Lira havia defendido a indicação de Ludhmila em detrimento do deputado Luizinho (PP-RJ), preferido entre os parlamentares. À bancada, Lira disse que Bolsonaro não aceitaria o nome de um político nesse momento e, então, o ideal era dar apoio a Ludhmila. Quando o presidente mudou de ideia, Lira se irritou.

Em conversa no Palácio do Planalto com o presidente, na tarde de terça-feira, porém, Ciro Nogueira deu aval ao nome do cardiologista. Ao sair do Palácio do Planalto, ele tentou acalmar os ânimos de Lira.

Na segunda-feira à noite, após o anúncio de seu nome, Queiroga se reuniu com diversos deputados do PP, como Hiran Gonçalves (RR), Celina Leão (DF), Margarete Coelho (PI) e de outros partidos, como Soraya Santos (PL-RJ).

ACERTAR A VACINAÇÃO – Os parlamentares cobram desde o fim do ano passado o cumprimento de um calendário de vacinação factível e veem como fundamental uma mudança de postura do ministério. Alguns aliados de Lira dizem até mesmo publicamente que não há mais chance para erros.

– O Congresso vai dar o todo apoio. Mas, numa situação grave dessas, o ministro não pode aprender a ser ministro. Tem que ser ministro e colocar em prática o calendário de vacinação – afirma o vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PL-AM).

Além de condenarem o papel de Pazuello na Saúde, alguns parlamentares esperavam que pudessem ter mais influência no ministério para coordenar as políticas voltadas diretamente para suas bases eleitorais.

DESCONTENTAMENTO – Parlamentares do Centrão e aliados de Lira disseram ao Globo, em caráter reservado, que a postura de Bolsonaro no episódio poderia incitar retaliações em “votações importantes”. Entretanto, essa ainda é uma conjectura diante da insatisfação.

– É um dos ministérios mais delicados de qualquer governo. Não é possível trazer alguém para tentar entender o que está acontecendo. É delicado. Queiroga é uma pessoa que tem capacidade médica, mas não conhece o sistema de saúde. Temos o exemplo do Teich. Quanto tempo ele durou? Um mês. Era extremamente qualificado academicamente, mas o Ministério da Saúde é uma área técnica, mas também política. Em um momento como esse, não dá pra botar pessoa que ainda está tentando entender o que está acontecendo internamente – diz o deputado Hugo Leal (PSD-RJ).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, o agravamento da pandemia está levando à loucura o Planalto. A rejeição ao presidente continua aumentando. Com a volta de Lula à disputa, piorou tudo e o pessoal do Planalto está batendo cabeça, ao invés de bater panela, que era mais divertido(C.N.)

Pazuello passa para a história do Ministério da Saúde como gerente causador de um desastre

Publicado em 17 de março de 2021 por Tribuna da Internet

A "surpresa" de Pazuello com o repique da covid em 2021 - Outras Palavras

Charge do Benett (Folha)

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Quando se acha que aconteceu de tudo, o capitão consegue mais uma. Fritando o general que transformou em bode expiatório, chamou a Brasília a médica Ludhmila Hajjar para convidá-la.

Bolsonaro e Pazuello encarnam um tipo de comando primitivo, às vezes confundido com o folclore da caserna. O general entrou no Ministério da Saúde com uma tropa de ocupação. Colocou 25 oficiais da ativa e da reserva em posições de comando. Um tenente-coronel cuidava das aquisições de insumos estratégicos, outro, de sua logística. Deu no que deu. O coronel secretário-executivo usava um brochinho com uma caveira atravessada por uma faca.

Afora isso, o próprio general dirigiu-se a parlamentares como se fosse um sargento falando a recrutas: “Não falem mais em isolamento social”.

MANDA E OBEDECE – Oficiais exibicionistas ridicularizam comandados. Às vezes mandam soldado puxar carroça. Como ministro, o general Pazuello fez fama mostrando-se como um soldado do capitão ao lembrar que “um manda e outro obedece”.

O ministro talvez pudesse ter recorrido à memória que o vice-presidente Hamilton Mourão tem da história militar americana. Em 1866 o presidente Andrew Johnson mandou o general Ulysses Grant para uma missão no México. Ele se recusou e o presidente se enfureceu, vendo no gesto um ato de indisciplina.

Grant acabara de vencer a Guerra Civil e explicou: “Eu sou um oficial do Exército e devo obedecer às suas ordens militares. No caso, trata-se de uma missão civil, puramente diplomática e não estou obrigado a aceitá-la”.

INCOMPETÊNCIA – Formação militar nada tem a ver com folclore, muito menos com incompetência administrativa. A hidrelétrica de Itaipu foi construída por um coronel da reserva que morreu sem fortuna ou encrencas. José Costa Cavalcanti havia sido deputado e não elevava o tom de voz.

O mais folclórico dos generais presidentes (João Figueiredo) foi o pior da cepa. Castello Branco não usava a linguagem que Bolsonaro usou na conversa com a médica Ludhmila Hajjar.

O estilo que Bolsonaro cultiva com seu pelotão palaciano tem folclore e falta-lhe conteúdo. O Planalto vive assombrado pelo que considera uma campanha de desinformação. Tanto é assim que uma das primeiras providências de Pazuello foi alterar o boletim estatístico de mortes pela pandemia. Produziu o memorável episódio da formação do consórcio de veículos da imprensa, que faz o serviço a custo zero.

BODE EXPIATÓRIO – Pazuello passará para a história do ministério como gerente de um desastre. Tornou-se bode expiatório por ter irradiado uma visão negacionista da pandemia. As vacinas de Manaus foram para Macapá, a avalanche de imunizantes não aconteceu e a Coronavac chinesa do governador João Doria revelou-se uma dádiva. Durante a última semana de sua gestão, o Brasil tornou-se um dos dez países com mais mortes por milhão de habitantes. Foi a consequência da “conversinha” da nova onda de contágios.

Não precisava ter sido assim. Estados Unidos, Reino Unido, Itália e Portugal sofreram no ano passado. Sem as “frescuras” do folclore militar, não estão mais nessa lista maldita.

Que o médico Marcelo Queiroga, nova variante da cepa de ministros de Bolsonaro, tenha sorte.

Abrir academias só vai fortalecer a musculatura do vírus

 



Por José Ivandro*

A maioria dos vereadores de Paulo Afonso votou pela aprovação do projeto de lei do vereador Marconi Daniel que torna as academias de ginástica da cidade serviço essencial a população.
O objetivo é evitar a suspensão das atividades desses negócios durante a vigência de medidas restritivas que venham a ser adotadas pelo governo do estado e prefeitura em razão da pandemia do coronavírus, como ocorre agora, quando somente serviços essenciais são autorizados a funcionar.

A justificativa do vereador Marcondes Daniel é como ele próprio diz um clichê, “a atividade física é de suma importância e relevância para a manutenção da saúde”. Ele encontra justificativa para a prática esportiva, mas não justifica a importância do negócio academia para a sua realização.

Poxa! o vereador acabou de descobrir a roda. Ele não mentiu, as atividades físicas são muito importantes e devem ser estimuladas pelo município, aliás, coisa que o prefeito fez e foi duramente criticado por isso, inclusive pelo ilustre vereador.
Luiz de Deus virou saco de pancada justamente por construir ou reformar praças, e, apesar de as ter equipado com aparelhos para ginástica, pista para caminhada e até ciclismo, não o perdoaram.

Nesse momento, em que a pandemia acelera e o sistema de saúde está prestes a colapsar, insistir na prática esportiva em ambiente fechado é uma estupidez sem limites e mostra que de fato não há preocupação verdadeira com a vida e com a saúde da população de Paulo Afonso. O que é essencial de verdade para a população é o direito de fazer atividades físicas, mas para fazer atividade física as academias de ginástica NÂO SÂO ESSENCIAIS.
Esse jogo político agrada a uma parte da população, e com isso os vereadores que optam sempre pela via mais fácil, fogem das suas responsabilidades e largam o pepino na mão do prefeito e do governador.

Eu acho que todo mundo tem que trabalhar, e acho que nenhum prefeito ou governador deste país, esteja satisfeito em manter parte das atividades econômicas de suas cidades e estados parados, empresas que geram emprego e renda e que movem a economia do país. Ninguém tá feliz com isso, é uma necessidade, sem isso estaremos contribuindo com o fortalecimento da musculatura do vírus que aproveita as falhas, infecta mais e cria novas cepas, cada vez mais perigosas.

Só para lembrar aos desavisados, o país tá chegando a 3000 mortes por dia. Se não pararmos o vírus, alguns de nós poderá constar das próximas estatísticas.

*José Ivandro é aprendiz de jornalista e colaborador do Portal Tribuna Mulungu

Nota da redação deste Blog - Ainda bem que em Jeremoabo o Prefeito Deri do Paloma  apelando para o bom senso e raciocinando com pessoal normal, não homologou esse inusitado e inconsequente Projeto de Lei.

Deputado Jacó denuncia silêncio sobre pedido de revisão do PAD contra o Professor Marcelão

Vereador que não fiscaliza… é como médico que não salva vidas. Legislador municipal que não fiscaliza, PREVARICA! E pode, sim, perder mandato.

Texto copiado do site JB Litoral

por Maximilian Santos max@tipcomm.com.br 

Vereador que não fiscaliza… é como médico que não salva vidas. Legislador municipal que não fiscaliza, PREVARICA! E pode, sim, perder mandato.


Já começo este editorial dizendo uma coisa que está bem clara… os parnanguaras não aguentam mais esse “bando” de vereadores que, por qualquer interesse pessoal ou jogo político, não fazem o papel OBRIGATÓRIO CONSTITUCIONAL de fiscalizarem os gastos do dinheiro SUADO e SOFRIDO da população. Para começar, caro leitor, quero deixar bem claro que vereador é FUNCIONÁRIO PÚBLICO, que recebe seu salário de R$ 9.750,00 (não vou colocar aqui outras VÁRIAS mordomias e nem falar de certos possíveis “acordos”) do dinheiro também dos mais pobres, de gente humilde, até mesmo de desempregados, dos impostos de ISS e IPTU de muita gente com necessidade, ainda mais em fase de pandemia da COVID-19, que tem destruído trabalhos, negócios e sobrevivência de boa parte da população. Vale lembrar que, aproximadamente, 40% dos lucros dos cidadãos vão para pagar os impostos (municipais, estaduais e federais). 

Em Paranaguá, nos últimos quatro anos, ficou muito evidente a falta de fiscalização determinada na Constituição e no juramento do Termo de Posse pela maioria dos vereadores. Pra começar, por um determinado tempo, antes da cassação de Marquinhos Roque, irmão fiscalizava irmão, a coisa mais estranha para o equilíbrio dos poderes municipais. É só você observar, caro leitor, os pedidos de fiscalização feitos por parte dos vereadores “independentes” (não sei por qual motivo não usam o termo “oposição”, pois o termo “independentes” aparenta que estão aguardando um possível acerto) e os frequentes e seguidos votos contrários aos pedidos, dos vereadores da situação. Ora! Uma coisa é ÓBVIA, como diz o ditado… “Quem não deve, não teme”, não é? E se está na obrigação do vereador, por qual motivo negar algo determinado na Constituição, como papel de uma casa que tem a obrigação de zelar pelas  normas que regem o Estado? É estapafúrdio, né? Pior são as justificativas medonhas dos vereadores que votam contra… como “portal de transparência”, “perder tempo”, “tem coisa mais importante” e etc.

Pra piorar esse cenário, veio a Covid-19 e as questões de emergência. Os gastos estão sendo confrontados ecobrados por instituições fiscalizadoras (MP, TC e Câmaras) pelo Brasil todo. Em Paranaguá, dois vereadores dos “independentes” tentaram dar transparência aos gastos da Covid. Na segunda tentativa, a votação ficou empatada em 8 votos para cada lado. Foi o presidente da casa, Waldir Leite, da conhecida família de políticos de “pai pra filho” da cidade, que desempatou, indo contra uma maior transparência das informações dos gastos na pandemia.

Mas é importante você saber, caro leitor, bem como toda a população, que é ordem constitucional a ampla fiscalização por vereadores, sob pena de contravenção por omissão. Os vereadores podem sim responder por prevaricação e/ou improbidade adminstrativa. Segundo o Código Penal, Art. 319, prevaricar é “

Cópia protegida por direitos autorais. Todos os direitos reservados ©2020

Leia mais em: https://jblitoral.com.br/vereador-que-nao-fiscaliza-e-como-medico-que-nao-salva-vidas-legislador-municipal-que-nao-fiscaliza-prevarica-e-pode-sim-perder-mandato

Nota da redação deste Blog -- Em primeiro lugar queRO agradecer a gentileza do proprietário do site JB Litoral que permitiu a reprodução da matéria no nosso Blog.

Fiz questão de reproduzir essa matéria para demonstrar aos vereadores, que eles estão na obrigação de apurar e denunciar todas as irregularidades contra a administração pública municipal, independente de lado partidário, sob pena de serem responsabilizados por prevaricação.

Da mesma forma que a ONG-TransparênciaJeremoaobo iniciou de  maneira responsável e republicana fiscalizar o executivo irá também fiscalizar o legislativo.



Levando-se em consideração que a discursão ontem na sessão da Câmara a respeito da falta de transparência concernente ao dinheiro do COVID-19 fugiu do bom combate, pergunto aos vereadores  que contestaram a instalação de uma CPI, se os mesmo já aprontaram o dever de casa, apurando o desvio do dinheiro COVID-19 denunciado no dia  20/08/2020 às 2:59 através do site Chico Sabe Tudo?

Se não apuraram, irá continuar em aberto, já que a ONG-TransparênciaJeremaobo não irá permitir que joguem para debaixo do tapete.



Justiça Federal rejeita denúncia contra o pai de Arthur Lira e mais três do chamado ‘Quadrilhão do PP’


Decisão livrou do processo o ex-senador Benedito de Lira

Rayssa Motta e Fausto Macedo
Estadão

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivar a denúncia de organização criminosa oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e outros três parlamentares no caso conhecido como ‘Quadrilhão do PP‘, a Justiça Federal do Distrito Federal seguiu o mesmo caminho e rejeitou as acusações contra os demais denunciados sem foro privilegiado. Com isso, o caso foi encerrado sem abertura de qualquer ação penal.

Na decisão, tomada na segunda-feira,  dia 15, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana, auxiliar da 10ª Vara Federal do DF, livrou do processo o ex-senador Benedito de Lira, pai de Arthur Lira, e os ex-deputados Nelson Meurer, Luiz Fernando Ramos Faria e  José Otávio Germano.

FALTA DE PROVAS – O magistrado considerou que faltaram provas para corroborar a denúncia. “As alegações ofertadas na inicial acusatória não são acompanhadas por acervo probatório minimamente vigoroso para sustentar a existência do cometimento do crime”, diz um trecho da sentença.

Na avaliação do juiz, as acusações se limitaram a relatos prestados em colaborações premiadas, como a do doleiro Alberto Youssef e a do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que ensejaram a abertura da investigação, e não avançaram em provas para demonstrar as versões dos delatores.

INCONCLUSIVO – “O cerne probatório da acusação é limitado aos termos de colaboração juntados, os quais trazem, é certo, indicativos de suposta atuação criminosa. No entanto, tais elementos não possuem densidade suficiente para angariar quaisquer conclusões no sentido da existência (ou não) do fato criminoso imputado, o que demonstra a inexistência de justa causa do pleito acusatório”, observou Viana.

Para o criminalista Marcelo Bessa, que defende José Otávio Germano e Luiz Fernando Faria, a decisão confirma a tese da defesa de que a denúncia não possuía provas suficientes. “O magistrado seguiu o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que é necessário ao MPF apresentar provas de corroboração além dos meros depoimentos de colaboradores para dar seguimento a uma ação penal”, pontua o advogado.

Bolsonaro e os quatro filhos — todos são investigados por rachadinhas e outros crimes


Bolsonaro e filhos se reúnem: "Quero ver a esquerda aguentar" | Brasil |  Pleno.News

Novo ditado: “Família que rouba unida permanece unida”

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro venceu as disputas eleitorais de 2018 com um duro discurso contra a corrupção. Garantia que, no seu governo, tudo seria diferente. Pois bem, quase dois anos e meio depois da posse dele, os quatro filhos — Flávio, Eduardo, Carlos e Renan — estão sob investigação da Justiça e da Polícia Federal.

O caso mais recente envolve o filho mais novo do presidente: Renan Bolsonaro. A Polícia Federal abriu, na segunda-feira (15/03), um inquérito para apurar negócios envolvendo o 04. O alvo, segundo a Folha de S. Paulo, é uma empresa de Renan que tem relações com o governo federal. Ou seja, o filho 04 teria a missão de abrir portas no Executivo.

ESQUEMA DAS RACHADINHAS – O filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, é acusado de comandar um esquema de rachadinha quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Pelas investigações, ele receberia boa parte dos salários de pessoas empregadas em seu gabinete.

Os recursos teriam sido lavados em uma loja de chocolates, que foi vendida para que Flávio pagasse parte da entrada da mansão que comprou em Brasília por quase R$ 6 milhões.

O mesmo esquema de rachadinhas, com funcionários fantasmas, é investigado no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro na Câmara Legislativa do Rio de Janeiro. O Ministério Público já levantou uma série de informações.

FAKE NEWS ETC. –  O deputado federal Eduardo Bolsonaro, por sua vez, é alvo de dois inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles apura a disseminação de notícias falsas (fake news) e ofensas contra autoridades, enquanto o outro investiga a organização, a convocação e o financiamento de atos antidemocráticos. As investigações estão a cargo da Polícia Federal.

Flávio, Carlos, Eduardo e Renan Bolsonaro negam as irregularidades e se dizem vítimas de perseguição política para prejudicar o pai.

FLÁVIO SE COMPLICA – No caso de Flávio, em fevereiro último, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as quebras de sigilo relacionadas ao caso das rachadinhas. Mas nesta terça-feira (16/03), a Quinta Câmara do STJ rejeitou por unanimidade um recurso da defesa de Flávio para considerar ilegal a investigação realizada pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do governo. E assim o caso se complica novamente, ao invés de ser enterrado de vez.

E as investigações enfim chegaram a rachadinhas também no gabinete de Jair Bolsonaro, quando era deputado federal, até 2018, segundo levantamento feito pelo portal UOL.

Todas essas investigações têm causado apreensão no presidente da República, que, a cada nova denúncia contra a família, cria fatos para tentar distrair a opinião pública. Mas os casos já pesam na popularidade do governo, que está em baixa.

Alta da inflação pode induzir o BC a elevar juros pela primeira vez em sete anos


TRIBUNA DA INTERNET | Juros reais não baixaram; ao contrário, estão subindo

Charge do Alves (Arquivo do Google)

Alexandro Martello  (do G1)   

A forte inflação dos alimentos, dos combustíveis e do dólar, somada à tensão política, pode levar o Banco Central a aumentar nesta semana os juros básicos da economia. Caso se confirme, será a primeira elevação em quase sete anos — a decisão do BC sobre a taxa Selic, que tem por objetivo conter a inflação, será anunciada hoje no final da tarde.

A última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que elevou a Selic é de julho de 2015. Na ocasião, a taxa passou de 13,75% para 14,25% ao ano. Depois disso, entremeada com períodos de estabilidade, a taxa caiu até atingir a mínima histórica de 2% anuais em agosto de 2020. Esse patamar foi mantido nos últimos sete meses.

PREVISÕES DE ALTA – Segundo a previsão da maior parte dos analistas, em pesquisa efetuada pelo BC na última semana com mais de cem instituições financeiras, a expectativa é de que a taxa suba para 2,25% ao ano na próxima quarta. Há economistas, no entanto, que preveem um aumento ainda mais expressivo – para 2,50% ou até 2,75% ao ano.

Os analistas avaliam ainda que essa poderá ser apenas a primeira elevação na Selic, que serve de referência para o mercado financeiro. A previsão é de que a taxa suba para 4% ao ano até o fim de 2021, e para 5,5% ao ano até o fechamento de 2022.

O diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que os juros bancários já vêm subindo desde o fim do ano passado – reflexo dessa tendência de alta da Selic.

RISCOS E INADIMPLÊNCIA – Segundo Ribeiro, esse aumento nas taxas dos bancos vem acontecendo devido aos chamados “riscos fiscais” – aumento de gastos públicos – e também pela previsão de alta da inadimplência, além do quadro político e do ritmo lento da vacinação contra a Covid-19. “Naturalmente, se o BC subir a Selic agora, vai ser um motivo a mais para subir os juros ao consumidor”, acrescentou.

O diretor da Anefac lembrou que, além da Selic, há outros fatores pressionando os juros bancários para cima: o retorno do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que caiu a zero durante 2020 em razão da pandemia; o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos – autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro para compensar a redução da tributação sobre combustíveis.

“Não tem almoço grátis. O banco vai embutir [esses custos] nos empréstimos”, afirmou Ribeiro.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO – De acordo com o economista, o impacto da alta da Selic neste ano tende a ser maior ainda no crédito imobiliário, caracterizado por um prazo mais longo, de 30 a 35 anos, e volumes de recursos mais altos.

“Aí sim, por menor que seja o aumento, passa a ter impacto. Uma alteração de um ponto percentual [para cima na taxa de juro para compra da casa própria] vai dar uma diferença de mais de 10% no total pago com a taxa anterior”, apontou Ribeiro.

A elevação da taxa de juros, de acordo com analistas, também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos, impactando, assim, o emprego e a renda.

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