sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Ernesto Araújo e Ricardo Salles festejam o rompimento entre Bolsonaro e Mourão


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Por enquanto, tudo é festa; em futuro próximo, veremos…

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Se tem uma dupla feliz com a desgraça vivida pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, dentro do governo, ela é formada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Os dois são os principais detratores de Mourão na Esplanada dos Ministérios e trabalharam pesado para afastar o presidente Jair Bolsonaro do vice. Tudo, é claro, com a força dos filhos do chefe do executivo, que detestam o general.

Ernesto Araújo tem certeza de que Mourão quer vê-lo fora do governo. O general disse que, em uma reforma ministerial, o chefe do Itamaraty seria demitido. Em defesa de Ernesto, Bolsonaro chamou o vice de “palpiteiro”.

SALLES TAMBÉM REVIDA – Ricardo Salles, por sua vez, atribui a Mourão parte dos ataques recebe. O ministro acredita que assessores do general abastecem os detratores da política ambiental do governo. Acredita, ainda, que o vice lhe tirou parte dos poderes.

Agora, dizem integrantes do Planalto, Ernesto e Salles estão tripudiando em cima de Mourão. Conseguiram o que queriam, ou seja, afastar o vice de todas as decisões do governo ao alimentarem, sobretudo, a informação de que o general não é confiável.

Nesta terça-feira (09/02), mais uma vez, Bolsonaro deixou Mourão de fora de uma reunião ministerial. Como não quer passar recibo, Mourão diz que não está incomodando com a forma que vem sendo tratado.

ROMPIMENTO – A gota d´água para o rompimento do presidente com o vice foi um diálogo entre um assessor do general com um funcionário da Câmara dos Deputado no qual se levanta a possibilidade de impeachment de Bolsonaro.

Depois disso, o presidente enterrou qualquer possibilidade de diálogo com Mourão. Quem acompanha o dia a dia do governo, não acredita na reconstrução de uma ponte entre eles. Não tão cedo.

Denúncia contra dois policiais que criticaram Bolsonaro na web acabaram sendo arquivadas


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Charge do Duke (O Tempo)

Rubens Valente
Portal UOL

Em 2018, dois policiais rodoviários federais curtiram ou escreveram três publicações em redes sociais com mensagens do #EleNão, hashtag criada nas redes sociais contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, e duas críticas ao ex-juiz federal Sergio Moro.

Sete meses depois, os policiais foram alvo de uma denúncia de “um servidor que solicitou anonimato”, o que levou a PRF (Polícia Rodoviária Federal) a abrir um “procedimento de instrução preliminar”.

ATMOSFERA DE MEDO – O caso não teve maiores consequências para os policiais, mas ajuda a explicar por que servidores federais em Brasília dizem viver cada vez mais em uma atmosfera de medo, insegurança e paranoia desde a posse de Bolsonaro, com relatos de perseguição ideológica, através de denúncias anônimas.

A coluna localizou um dos policiais que foi alvo do procedimento. Na PRF há oito anos, Fernando Oliveira era o chefe do núcleo de comunicação social da PRF em Curitiba (PR) quando foi alvo da denúncia anônima. Ele disse que o denunciante “fez uma interpretação enviesada da lei 8.112. A lei estabelece que o servidor deve ser leal à instituição onde trabalha, e não a políticos ou ao governo de plantão. No mais, o artigo 5° da Constituição garante a liberdade de expressão e proíbe qualquer tipo de censura”.

MENSAGENS NAS REDES  – O denunciante anexou cinco mensagens de Oliveira. Numa delas, em setembro de 2018, ele escreveu: “Com a palavra, elas. #EleNão #EleNunca #MulheresContraBolsonaro”. Em outras duas, ele não mencionou Bolsonaro, apenas curtiu uma mensagem sobre “resistência” e postou uma imagem do show do roqueiro Roger Waters com a palavra “resistir” em inglês.

Outras duas mensagens continham críticas ao ministro Sergio Moro, que ainda não havia tomado posse no cargo. Ao compartilhar um trabalho da chargista Laerte Coutinho, Oliveira escreveu “O PowerPoint do futuro ministro”.

Em novembro, o superintendente regional da PRF no Paraná, Ismael de Oliveira, acolheu o resultado da apuração e determinou o arquivamento do procedimento, pois “não foram encontrados elementos comprobatórios que configurem cometimento de irregularidade funcional”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A decisão pelo arquivamento mostra que o gabinete do ódio não conseguiu se alastrar pelo governo e está restrito ao Planalto. Ou seja, não há caça às bruxas e a democracia ainda prevalece. Mas o clima de medo é muito forte nas repartições. (C.N.)

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

A culpa não é da secretária de educação, mas do sindicato

 

Nepotismo: Após ação do MPCE, Justiça determina exoneração da tia da prefeita de Boa Viagem e da cunhada do vice-prefeito


O juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Boa Viagem, Luís Gustavo Montezuma Herbster, determinou, no dia 10, em caráter liminar, a imediata exoneração das servidoras Maria Guiomar Cavalcante de França (tia da prefeita Aline Cavalcante Vieira) e Rosângela Rodrigues Pimentel (cunhada do vice-prefeito, Ademir Carneiro), respectivamente, dos cargos de Diretora da Casa de Saúde Adília Maria e de Assessora Jurídica do Município. A decisão atende a uma Ação Civil Pública que cumula pretensão de Declaração de Nulidade de Ato Administrativo com condenação por Improbidade Administrativa de agentes públicos, ajuizada, no dia 6 de agosto de 2020, pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por intermédio do promotor de justiça Alan Moitinho Ferraz. 

Trata-se do processo público de nº 0280044-26.2020.8.06.0051, em que a decisão liminar foi concedida no dia 10 de agosto de 2020, tendo sido publicada no Diário Oficial no dia 12 de agosto de 2020. Nela, o magistrado também determinou à prefeita de Boa Viagem, Aline Cavalcante, que se abstenha de nomear ambas as parentes para outro cargo comissionado durante o trâmite da ação. O Município, na pessoa do seu representante legal, foi intimado para dar cumprimento à decisão, no prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 5.000,00 para cada dia de descumprimento, sem prejuízo de futura medida judicial. 

De acordo com a decisão, nos outros 12 casos de nepotismo apontados na Ação do MPCE, muito embora comprovado os parentescos dos servidores nomeados com outros servidores ocupantes de cargo de direção, chefia ou assessoramento, não teria ficou comprovado relação de subordinação hierárquica entre os parentes, de onde não se poderia extrair, de pronto, a presumida influência que o ocupante do cargo em comissão teria tido sobre o processo de escolha e nomeação de seu parente, o que segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) é imprescindível para o reconhecimento do nepotismo direto, na forma vedada pela Súmula Vinculante nº 13. 

Na peça inicial, o Ministério Público afirma que, no ano de 2016, instaurou um Inquérito Civil Público, no âmbito da 2ª Promotoria de Justiça de Boa Viagem, no qual se apurou que a atual prefeita, Aline Cavalcante Vieira, estaria descumprindo o artigo 37, da Constituição Federal, ao nomear para ocupar cargos em comissão pessoas em situação de parentesco, situação que caracterizaria nepotismo, prática rechaçada pelo ordenamento jurídico brasileiro. 

O promotor de justiça expediu uma Recomendação, no ano de 2019, com a finalidade de orientar a gestora local a anular as nomeações de ocupantes de cargos políticos não eletivos, cargos comissionados ou cargos contratados que sejam cônjuges, companheiros ou parentes por linha direta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, da autoridade nomeante ou de outro servidor da mesma pessoa jurídica ou de pessoa jurídica diversa que tenha sido designado em reciprocidade de nomeações por força de trocar de favores de qualquer natureza.

Assessoria de Imprensa

Ministério Público do Estado do Ceará

Email:imprensa@mpce.mp.br


Nota da redação deste Blog -  Estou recebendo as seguintes perguntas que passarei a responder:

1 - Os secretários Tista Andrade e Alessandra são cunhados. Não constitui NEPOTISMO não?

A resposta está na matéria acima, aliás quem responde não sou eu, mas o  Ministério Público e a própria Justiça.

2 - Ela está perseguindo os professores transferindo de uma escola para outra. Um caos.

Esse filme é reprise.
Costumo sempre citar Rui Barbosa: "Quem não luta por seus direitos não é digno deles",
Com isso quero dizer, que a culpa não é da Secretária que já cumpre ordem do prefeito, porém, se culpa existe  no meu entender é do Sindicato, que, existe para defender os interesses dos professores, é poara isso que todo mês os professores contribuem.

Palmas de Monte Alto: PF deflagra operação contra fraudes para favorecimento de empresa


Palmas de Monte Alto: PF deflagra operação contra fraudes para favorecimento de empresa
Foto: Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (11) uma operação contra fraudes em licitações e desvios de verbas públicas no município de Palmas de Monte Alto, no Sudoeste baiano. Ao todo, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Palmas de Monte Alto e nas cidades de Sítio do Mato, Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Pindaí, Sebastião Laranjeiras e Palmas de Monte Alto.

 

Denominada de Backstage, a operação, feita em parceria com o Ministério Público Federal na Bahia, começou a investigar o caso em meados de 2019 com base notícia que indicava supostas irregularidades em tomadas de preços feitas pela prefeitura de Palmas de Monte Alto, nas quais teria havido o favorecimento de uma determinada empresa. Segundo a PF, os processos se referem à construção de Unidades Básicas de Saúde, quadras esportivas e uma praça.

 

Após a análise dos editais das licitações mencionadas se apurou que a prefeitura de Palmas de Monte Alto celebrou com a empresa vencedora – que também foi a única participante dos certames – contratos que juntos totalizam R$ 3.153.924,29 (três milhões, cento e cinquenta e três mil, novecentos e vinte e quatro reais e vinte e nove centavos), custeados em sua quase totalidade com recursos federais oriundos do SUS e Fundeb.

 

Ainda conforme as investigações, as licitações eram direcionadas pelos então gestores municipais e/ou seus emissários e as tratativas sobre as fraudes eram realizadas com os empresários beneficiados em reuniões prévias e secretas. As licitações eram então preparadas (montadas) por um dos investigados, cujo nome não figurava ostensivamente em nenhum documento, atuando de maneira escamoteada.

 

Na apuração também se descobriu que emissário do então gestor municipal atuou com o objetivo de instruir as testemunhas e/ou investigados que eram intimados a prestar depoimento na Polícia Federal. O nome Backstage remete à palavra bastidor, que significa tudo aquilo que acontece por trás das câmeras, palco ou cenário. Cerca de 70 policiais federais participam do cumprimento dos mandados judiciais.

Bahia Notícias

 

Gestores de 344 municípios da BA ainda não informaram execução orçamentária ao MS


Gestores de 344 municípios da BA ainda não informaram execução orçamentária ao MS
Foto: Divulgação

Gestores de saúde de 344 municípios da Bahia têm até o dia 2 de março para enviar ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) os dados de execução orçamentária referentes ao 6º bimestre de 2020 (Exercício 2020). 

 

Até o dia 9 de abril, apenas 73 dos 417 municípios baianos tinham informações homologadas, informou o Ministério da Saúde.

 

O prazo inicial acabava em 30 de janeiro, a pasta informa que os estados que não prestaram informações até esse dia, receberam notificações automáticas do sistema, alertando para a expiração do prazo e concedendo mais 30 dias para a regularização da situação. 

 

Após este prazo, os entes federados poderão sofrer sansões que podem chegar à suspensão de transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios, ou o impedimento de firmar convênio para recebimento de recursos por meio de transferências voluntárias. 

 

"A regularidade do envio de informações é algo a que os gestores devem estar especialmente atentos a partir desse ano, já que a regularidade da alimentação do Siops passa a integrar a lista de requisitos no Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais (CAUC), com atualização diária. Desta forma, o ente federado poderá ser impedido de, por exemplo, firmar convênio com o governo federal, em qualquer área, caso não esteja em situação regular no CAUC", alertou o Ministério da Saúde.

Bahia Notícias

Palmas de Monte Alto: Ex-prefeito é suspeito de rachadinha e fraude em 35 licitações,



Palmas de Monte Alto: Ex-prefeito é suspeito de rachadinha e fraude em 35 licitações
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

Investigado na Operação Backstage, deflagrada na manhã desta quinta-feira (11), o ex-prefeito de Palmas de Monte Alto, no Sudoeste, Fernando Laranjeira é suspeito de crime de “rachadinha”. A prática envolve o repasse por um servidor público ou prestador de serviços da administração de parte de sua remuneração a políticos e assessores.

 

Na mesma gestão de Laranjeira, entre 2013 e 2016, a operação apurou fraudes em pelo menos 35 licitações. Segundo Ministério Público Federal na Bahia, que faz a ação junto com a Polícia Federal, há indício de que uma construtora com sede em Sítio do Mato, no Oeste baiano, tenha faturado R$ 3,2 milhões em licitações com indícios de fraude. A mesma empresa também teria sido favorecida em ao menos 14 licitações fraudadas em três municípios da região, recebendo cerca de R$ 7 milhões.

 

A maior quantidade dos recursos era originada do SUS [Sistema Único de Saúde] e do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica]. Ainda segundo o MPF, um dos principais alvos da busca e apreensão é um escritório de contabilidade com sede em Guanambi, na mesma região.

 

O local, segundo o MPF, “serviu, entre os anos de 2012 a 2016, como verdadeiro QG para agentes públicos e privados protagonistas de fraudes em procedimentos licitatórios e desvios de recursos públicos de quase uma dezena de municípios da região”, a exemplo de Botuporã, Palmas de Monte Alto, Iuiú e Riacho de Santana. A operação cumpre um mandado de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão.


Coração de Maria: Ex-prefeito perde foro 'privilegiado' e processo vai para Comarca

por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

Coração de Maria: Ex-prefeito perde foro 'privilegiado' e processo vai para Comarca
Foto: Reprodução / Folha de Oliveira

O ex-prefeito de Coração de Maria, no Portal do Sertão, Edimário Paim de Cerqueira, vai responder a um processo judicial na Comarca local. Em decisão desta quinta-feira (11), o desembargador Jefferson Alves de Assis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), decidiu pela retirada do foro especial [foro privilegiado] já que Paim da Farmácia, como o gestor é conhecido, não está mais a frente da prefeitura.

 

Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), Edimário Paim Cerqueira teria se estruturado como outros denunciados que faziam o papel de “laranjas” para apropriação de dinheiro público. Ainda segundo o parquet, o ex-gestor desviava recursos através de dispensas de licitações duvidosas como forma de dissimular a natureza [lavagem de capitais] em favor dos beneficiados.

 

Desde maio de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que o fim dos mandatos retira a competência penal originária dos tribunais estaduais para julgar prefeitos.

Bahia Notícias




Palmas de Monte Alto: PF deflagra operação contra fraudes para favorecimento de empresa
Foto: Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (11) uma operação contra fraudes em licitações e desvios de verbas públicas no município de Palmas de Monte Alto, no Sudoeste baiano. Ao todo, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Palmas de Monte Alto e nas cidades de Sítio do Mato, Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Pindaí, Sebastião Laranjeiras e Palmas de Monte Alto.

 

Denominada de Backstage, a operação, feita em parceria com o Ministério Público Federal na Bahia, começou a investigar o caso em meados de 2019 com base notícia que indicava supostas irregularidades em tomadas de preços feitas pela prefeitura de Palmas de Monte Alto, nas quais teria havido o favorecimento de uma determinada empresa. Segundo a PF, os processos se referem à construção de Unidades Básicas de Saúde, quadras esportivas e uma praça.

 

Após a análise dos editais das licitações mencionadas se apurou que a prefeitura de Palmas de Monte Alto celebrou com a empresa vencedora – que também foi a única participante dos certames – contratos que juntos totalizam R$ 3.153.924,29 (três milhões, cento e cinquenta e três mil, novecentos e vinte e quatro reais e vinte e nove centavos), custeados em sua quase totalidade com recursos federais oriundos do SUS e Fundeb.

 

Ainda conforme as investigações, as licitações eram direcionadas pelos então gestores municipais e/ou seus emissários e as tratativas sobre as fraudes eram realizadas com os empresários beneficiados em reuniões prévias e secretas. As licitações eram então preparadas (montadas) por um dos investigados, cujo nome não figurava ostensivamente em nenhum documento, atuando de maneira escamoteada.

 

Na apuração também se descobriu que emissário do então gestor municipal atuou com o objetivo de instruir as testemunhas e/ou investigados que eram intimados a prestar depoimento na Polícia Federal. O nome Backstage remete à palavra bastidor, que significa tudo aquilo que acontece por trás das câmeras, palco ou cenário. Cerca de 70 policiais federais participam do cumprimento dos mandados judiciais.

 


Nota da redação deste Blog - Estou publicando essas matérias  juntas como uma pequena amostragem do mapa da mina que certos prefeitos inescrupulosos e improbos encontraram para desviar e locupletarem-se  do erário público, ou seja, através das comissões de licitações.

É através de licitações viciadas e fraudulentas, que a sangria do dinheiro do povo é  desviado e, de forma criminosa. esvaído através do ralo da corrupção e da impunidade.

Foi através dessa descoberta, que a ONG-Transparência Jeremoabo, aproveitando o trabalho de fiscalização que vem sendo realizado pelos vereadores da oposição, resolveu de forma responsável e corajosa entrar em ação cobrando das autoridades competentes que simplesmente façam cumprir a lei.

O presidente da ONG espera que ao iniciar o novo período legislativo, os vereadores fiscalizem, filmando e ouvindo funcionários para informar para onde foi e quem recebeu, essa abundancia de medicamentos licitados bem como, peças e combustível para veículos.

Renan Calheiros apresenta projeto para anistiar hackers da operação Spoofing e quer urgência em proposta


Renan diz que “todos eles [hackers] já pagaram um preço muito alto”

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), recém empossado como líder da maioria no Senado, protocolou, nesta quarta-feira, dia 10, projeto de lei que prevê anistia para os hackers que revelaram diálogos atribuídos a procuradores da operação Lava Jato e ao ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Na justificativa que acompanha a proposta, o parlamentar argumenta que os acusados contribuíram para o “aperfeiçoamento das instituições brasileiras”, pois os diálogos são “confissões inequívocas de perseguição política”, de “desprezo pelos direitos fundamentais das pessoas acusadas”.

SPOOFING – As mensagens interceptadas dos telefones dos membros da Lava Jato foram apreendidas durante a operação Spoofing, da Polícia Federal, que prendeu um grupo de seis suspeitos, em 2019.

Nesta terça-feira, dia 9, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou decisão do ministro Ricardo Lewandowski que autorizou os advogados do ex-presidente Lula (PT) a terem acesso ao conteúdo das conversas. No mesmo despacho, o magistrado também levantou o sigilo das mensagens.

Nas mensagens, os interlocutores aparecem combinando procedimentos judiciais e chegam a comemorar a ordem de prisão contra o ex-presidente. Tanto o ex-juiz Sergio Moro quanto os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) negam a autenticidade dos diálogos.

BENEFICIADOS – Caso o projeto de Renan Calheiros vire lei, serão beneficiados seis suspeitos que foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático e interceptação de comunicações telefônicas.

“É concedida anistia a Walter Delgatti Neto, Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira, Luiz Henrique Molição e Triago Elizer Martins Santos em face dos crimes pelos quais foram denunciados no âmbito da Ação Penal 1015706-59.2019.4.01.3400, em trâmite na 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal”, diz o Artigo 1º projeto de Renan Calheiros.

PREÇO ALTO – Na justificativa que acompanha o projeto, o senador de Alagoas afirma que “a anistia ora proposta serve sobretudo para reconhecer que as condutas reveladas nos diálogos atentam de maneira muitíssimo mais grave às balizas do ordenamento jurídico do que a ação dos hackers em si considerada”. Ele também diz que “todos eles [hackers] já pagaram um preço muito alto, uma vez submetidos a medidas restritivas de liberdade, além de degradante exposição midiática”.

Renan Calheiros foi um dos políticos citados em acordos de delação premiada, com investigados afirmando que ele recebeu propina dos desvios de recursos da Petrobras. Em dezembro de 2019, o STF recebeu denúncia que acusa o parlamentar de ter cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –  
Calheiros espera conseguir urgência para que a proposta seja votada direto em plenário e a expectativa é a de que a senadora Kátia Abreu (PP-TO) seja a relatora, que inclusive já declarou que não e pode punir“quem ajudou a abrir os olhos da nação para ilícitos da Lava Jato”. (Marcelo Copelli)

A velha política leva tudo e conseguiu dominar simultaneamente os três Poderes


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Charge do Benett (Folha de S. Paulo)

Carlos Alberto Sardenberg
O Globo

Não foi apenas o fim orquestrado da Lava-Jato. Há uma sequência de movimentos que revigoram a velha política (aqui incluídos Executivo, Legislativo e Judiciário), abafam o combate à corrupção e tornam o Estado brasileiro cada vez mais ineficiente.

Começando pela Lava-Jato. A força-tarefa não apanhou “apenas” alguns casos de corrupção. Mostrou que o sistema operacional do Estado estava dominado por diversos “quadrilhões” — associações de políticos, empresários, advogados e, sim, membros do Judiciário —, com o objetivo de roubar o setor público e distribuir o dinheiro entre eles, estivessem na esquerda, no centro ou na direita.

VIAS ORTODOXAS – Dizem que a Lava-Jato exagerou, que a dupla Sergio Moro e Deltan Dallagnol não poderia ter mantido aquelas conversas hackeadas; que, em busca de mais eficiência, romperam os limites do devido processo legal.

É verdade que os dois não agiram pelas vias ditas ortodoxas em Brasília. Mas o que eram, e continuam a ser, agora reforçadas, as vias ortodoxas?

São os caminhos tortuosos dos tribunais para anular processos, não pela prova da inocência dos réus, mas pelo tempo de prescrição e supostos equívocos formais. E o que é pior, o ativismo da Lava-Jato ou os conchavos brasilienses entre políticos, advogados e juízes?

SEM A MENOR ISENÇÃO – Encontram-se nas festas de casamento, são compadres entre si, almoçam e jantam nos bons restaurantes — à custa de dinheiro público — e promovem os filhos nas suas carreiras. Deputado filho de deputado, advogado filho de juiz, que facilita a prática dos “embargos auriculares”. Uma conversinha entre um uísque e outro.

Dia desses, um ministro de corte superior me disse que poderia perfeitamente frequentar essa corte brasiliense e julgar com a devida isenção os seus participantes. Não pode, é claro. Assim como um filho de juiz simplesmente não pode advogar na corte do pai. Quer dizer, não poderia, mas advoga e ganha bem.

COMBATE À CORRUPÇÃO – Como a Lava-Jato poderia ganhar disso? Utilizando os métodos modernos de combate à corrupção, usados em todo o mundo civilizado, que consistem em reunir polícia, Receita e Ministério Público, investigando e trocando informações, inclusive com os juízes do caso e — por que não? —partilhando com a imprensa, vale dizer, com o público.

Tem algum inocente posto na cadeia pela Lava-Jato? Mas tem culpado sendo libertado pelos métodos transversos da velha ortodoxia. O triplex e o sítio não existiram? Isso não importa. Importa desqualificar o processo e o juiz.

E, assim, parece normal que deputado processado em dois casos no STF se eleja presidente da Câmara. Numa das denúncias, correndo na Primeira Turma, já há maioria para aceitá-la. Mas tudo parou por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

ALINHAMENTO ILUSÓRIO – A nova direção do Congresso diz estar alinhada com Bolsonaro na agenda vacina, reformas e privatização. A agenda deveria ser essa mesmo. Mas não é. A verdadeira inclui: auxílio emergencial, mas sem tirar dinheiro de outros setores, especialmente da elite do funcionalismo e da política, fim da prisão em segunda instância, liquidação da ficha limpa e juiz de garantias, para atrasar ainda mais os processos.

Outro dia, o deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro, disse que a prisão em segunda instância nunca existiu no Brasil e que foi um casuísmo para tirar Lula da disputa presidencial. Duplo erro: a prisão em segunda instância era regra. Eliminá-la foi a exceção de alguns anos. E Lula foi afastado por ser ficha-suja. Será que o líder não sabe mesmo ou está aí para confundir o público?

Esse pessoal acha que enunciar a agenda é o suficiente. Muita gente nos meios econômicos acredita ou finge acreditar. Mas, sem a pressão da sociedade, da imprensa livre e independente, dos políticos e agentes públicos do bem, vamos continuar com vacina de menos e ineficiência de mais.

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