quarta-feira, outubro 14, 2020

Maia diz que reforma administrativa não será votada neste ano: “Debate começou e não vai terminar”


Mais uma vez, Maia negou que seja candidato à reeleição no cargo

Deu no Correio Braziliense

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que a reforma administrativa não vai ser votada neste ano pela Casa. A proposta foi enviada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso e deve ser discutida, primeiro, pelos deputados federais, para depois seguir ao Senado.

“Da reforma administrativa, vamos instalar (a comissão especial) nas próximas semanas. O prazo de emendas vai acabar inviabilizando a votação neste ano. Mas é bom que a gente começou o debate. Esse debate começou e não vai terminar”, disse Maia durante entrevista à GloboNews, na noite deste domingo, dia 11. Na reforma tributária, por outro lado, o parlamentar disse estar “otimista” em uma conclusão ainda neste ano.

RESISTÊNCIAS – Tanto a reforma administrativa quanto a tributária enfrentam resistências no Congresso, especialmente em período de eleições municipais. A disputa pela sucessão da Câmara e do Senado, marcada para fevereiro de 2021, também é apontada como obstáculo. Mais uma vez, Maia negou que seja candidato à reeleição no cargo.

O parlamentar voltou a classificar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, em tramitação no Senado, como prioridade para o Congresso. A medida permite ao governo abrir espaço no teto de gastos cortando custos, entre eles reduzindo provisoriamente salários e jornadas no serviço público quando as contas estiverem no vermelho.

Na própria reforma administrativa, disse Maia, os deputados podem aprovar uma emenda e autorizar na Constituição a redução momentânea de salários e jornadas em período de crise – medida prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Hitler sofreu 42 atentados (reais ou simulados) e dizia ser um “enviado de Deus”…


Atentado contra Hitler em Munique, Alemanha

Georg Elser matou oito pessoas em 1939, mas Hitler escapou

Francisco Bendl

Hitler sofreu 42 atentados – reais ou simulados – durante o período que foi o ditador nazista, que levou o mundo para o maior conflito da história da humanidade. A cada atentado em que saía com vida, o ditador aparecia diante do povo, e afirmava estar protegido por forças divinas, para se constituir como um mito, uma pessoa que contava com o apoio de Deus, estratégia que lhe rendeu mais fanáticos e seguidores.

O início desta lenda, que a propaganda nazista aproveitou muito bem, ocorreu em 1939, num atentado a bomba cometido por Georg Elser, um carpinteiro alemão batalhador e comunista, ferozmente contrário ao Nazismo.

A PREPARAÇÃO – Elser previu que o regime de Hitler iria levar seu país à guerra e à ruína financeira e, no final de 1938, decidiu fazer algo a respeito.

Sabendo que Hitler discursaria na cervejaria Bürgerbräukeller de Munique, no aniversário do “Putsch da Cervejaria”, Elser passou vários meses construindo uma bomba com um timer de 144 horas. Quanto ela ficou pronta, foi para Munique e começou a frequentar diariamente a Bürgerbräukeller, na tentativa de cavar uma cavidade em uma coluna de pedra debaixo da plataforma do alto-falante.

Após várias semanas de trabalho clandestino e meticuloso, Elser conseguiu instalar com sucesso sua bomba. Ele a programou para explodir em 8 de novembro de 1939, às 21h20m – aproximadamente no meio do discurso de Hitler.

HITLER SAIU ILESO – Elser planejou o seu atentado com perfeição, porém a sorte não estava do seu lado. A Segunda Guerra Mundial havia começado em definitivo alguns meses antes, e Hitler mudou o horário do discurso para as 20 horas, de modo que pudesse estar de volta a Berlim o mais rápido possível. 

O Führer finalizou seu discurso às 21h07m e às 21h12m já havia deixado o local. Apenas oito minutos depois, a bomba de Elser explodiu, destruindo a coluna e fazendo com que uma parte do teto caísse no pódio do orador.

Oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, mas Hitler não foi uma delas.

PRESO EM DACHAU – Elser foi capturado naquela mesma noite enquanto tentava fugir pela fronteira suíça, e acabou confessando o crime depois que as autoridades encontraram seus planos de bomba.

Elser passaria os próximos anos confinado no campo de concentração nazista em Dachau. Em abril de 1945, com o Terceiro Reich desmoronando, ele foi executado pela SS dentro da sua cela.

É SÓ COINCIDÊNCIA? – Qualquer semelhança com o atentado a Bolsonaro seria mera coincidência?! Lembro que foi depois de o atentado que Bolsonaro passou a declarar que a sua eleição era obra divina, e que Deus o havia escolhido para ser o presidente do Brasil. Será a História se repetindo como farsa, como dizia Karl Marx?

Tive a ideia de escrever esse artigo porque recentemente apareceu um Georg Elser fazendo comentários aqui na TI, mas deve ser apenas coincidência…  

Chances de Trump vencer a eleição caem para apenas 20% (uma em cada cinco)


Como chegamos à era Trump - nos EUA e no Brasil - INESC

Fotocharge reproduzida do Arquivo Google

Yascha Mounk
Folha

Muitos americanos estão olhando para o próprio país e sentindo vergonha. O que revela sobre os EUA alguém como Donald Trump não apenas ter vencido uma eleição presidencial como conservado o apoio de tantos, não obstante suas falhas evidentes?

Quando mais uma declaração cruel ou racista do presidente aparece no meu feed, sinto essa vergonha. Mas como cientista político que estuda a ascensão de populistas autoritários, sei que a atração exercida por Trump está mais perto de constituir a regra que a exceção.

POPULISMO – Nos últimos anos, populistas conquistaram o cargo mais alto em democracias de várias partes do mundo, de Jair Bolsonaro no Brasil a Narendra Modi na Índia. A atração exercida pelos dois mostrou ser surpreendentemente resiliente.

Modi conquistou um segundo mandato por maioria inequívoca. Bolsonaro é visto nas pesquisas com grande chance de fazer o mesmo.

Em novembro, porém, os EUA podem se mostrar excepcionais: se as pesquisas de opinião se comprovarem acertadas, será a primeira grande democracia na memória recente a afastar um governante populista ao término de seu primeiro mandato.

ESPECULAÇÃO – Quando Trump foi eleito, muitos de seus adversários se deixaram levar pela fantasia de que ele deixaria o cargo muito antes do término de seu mandato. Talvez se cansasse de suas responsabilidades políticas. Talvez fosse impichado. Seja qual fosse a forma de sua queda, uma centena de artigos nos garantiu que essa maluquice não poderia se prolongar por quatro anos.

Essa espécie de pensamento veleidoso é típica dos adversários dos populistas autoritários. Mas longe de terem probabilidade especial de perder o poder repentinamente ou antes do previsto, os presidentes e primeiros-ministros populistas se conservam no cargo em média pelo dobro do tempo que os não populistas: seis anos e meio, comparados a três no caso destes últimos.

DISCREPÂNCIA – Como Jordan Kyle e eu demonstramos, essa discrepância chama a atenção especialmente quando comparamos governos que se mantêm no poder há mais de dez anos. Um chefe de governo populista tem cinco vezes mais probabilidade de permanecer no cargo após uma década do que um não populista.

E encontramos poucos exemplos de populistas que perderam o poder após apenas um mandato. Os eleitores tendem a reconhecer seu erro apenas depois que os líderes populistas causaram danos graves às instituições democráticas.

UMA CHANCE EM CINCO – Embora as sondagens coloquem Biden na dianteira, há análises que ainda dão a Trump uma chance em cinco de vencer a eleição. Considerando o que está em jogo, essa chance está longe de ser tranquilizadora.

Para agravar as coisas, o contexto internacional também mostra que os poucos populistas que não são reeleitos para um segundo mandato tendem a conservar uma presença grande e prejudicial em seus países.

Silvio Berlusconi, por exemplo, tornou-se o premiê da Itália pela primeira vez em 1994. Perdeu a maioria governante em menos de um ano, mas não tardou a se recuperar, passando a dominar a política italiana pelas duas décadas seguintes.

LIÇÃO INSPIRADORA – Mesmo assim, a lição principal que tiro do contexto internacional é inspiradora. Depois de quatro anos durante os quais os EUA mostraram o que têm de pior, é muito possível que em breve os americanos contrariem a tendência global, afastando um Governante populista na primeira oportunidade possível.

E se Trump de fato se tornar um presidente de um mandato só, uma nova administração pode ajudar a liderar a luta internacional contra as forças ascendentes do liberalismo.

(O cientista social Yascha Mounk é professor associado na Universidade Johns Hopkins e autor de “O Povo contra a Democracia”)

PF consegue que Interpol inclua André do Rap na lista dos procurados internacionais

Posted on 

O narcotraficante André do Rap, um dos líderes do PCC, foi solto da cadeia  e pode ter fugido para o Paraguai - Portal Baré

André do Rap é o maior atacadista de cocaína do Brasil

Isabela Camargo e Camila Bomfim
GloboNews e TV Globo

A Interpol incluiu o nome do traficante André Oliveira Macedo, o André do Rap, na lista internacional de procurados. O pedido havia sido feito pela Polícia Federal na segunda (12), mas a inclusão só foi confirmada pela PF nesta terça.

Ainda de acordo com a PF, o perfil de André do Rap ainda não aparece no site da Interpol porque o cadastro foi feito em uma “lista restrita”. O traficante é considerado um dos chefes do PCC, facção que atua dentro e fora dos presídios.

LIVRE, LEVE E SOLTO – André do Rap desapareceu depois de ter sido solto no sábado (10) com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. O ministro justificou a medida citando um trecho do pacote anticrime, aprovado pelo Congresso no ano passado, que determina soltura de preso quando não há revisão periódica da necessidade da prisão preventiva. Para o ministro, ficou demonstrado, no caso do traficante, o “constrangimento ilegal” da prisão.

No mesmo dia, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu a decisão de Marco Aurélio Mello e determinou nova prisão, mas o traficante não foi mais localizado.

O Ministério Público de São Paulo acredita que após ter deixado a Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, o traficante tenha viajado até Maringá (PR) e embarcado para o Paraguai.

UM HOMEM LIVRE – Desde a tarde de sábado, policias realizam uma força-tarefa para encontrar André do Rap. A polícia alega que não pôde seguir os passos de André do Rap porque, ao sair da prisão, ele era um homem livre.

Equipes de investigação monitoraram o traficante à distância e dizem ter certeza de que ele usou um avião particular para fugir do Brasil. A polícia também suspeita que ele esteja no Paraguai ou Bolívia.

“Para nós foi um banho de água fria, porque ele tem duas condenações já em segunda instância. Ele estava condenado a 15 anos em uma, e a dez em outra, já em segunda instância. Ele usa várias empresas de fachada, então, para conseguir capturá-lo de novo, vamos ter uma grande dificuldade. Ele é o maior atacadista de cocaína do país”, diz Fabio Pinheiro Lopes, delegado e diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo.

RIQUEZA E PODER – André do Rap foi preso em setembro de 2019, em uma operação feita pela Polícia Civil de São Paulo em um condomínio de luxo em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, e é investigado por gerenciar o envio de grandes remessas de cocaína à Europa.

Ele chegou a morar no exterior. Antes disso, tinha ficado preso por 7 anos, até 2014.

Em 2019, quando foi preso, ele chegou a São Paulo no próprio helicóptero.

terça-feira, outubro 13, 2020

Campanhas (carreatas) Eleitorais em Jeremoabo poder ser proibidas

https://globoplay.globo.com/v/8938023/   (vídeo)


Vilas-Boas justifica veto a atos de campanha na Bahia: 'Recebemos pedidos de socorro'
Foto: Divulgação

O secretário estadual de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, explicou nesta terça-feira (13) porque a pasta pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a proibição de eventos públicos de campanha, como caminhadas, neste ano. 

 

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o secretário tratou a recomendação à Justiça Eleitoral como uma resposta ao que tem se observado no interior do estado. 

 

“Estamos recebendo pedidos de socorro de secretários municipais de saúde de dezenas de municípios do interior. Tenho recebido vídeos de aglomerações eleitorais, caminhadas misturadas com carreatas, pessoas sem máscara bebendo latinhas de cerveja, atrás de mini trios e paredões móveis”, disse. 

 

Na sexta-feira (9) o governador Rui Costa reclamou de "micaretas" vistas em campanhas eleitorais e pediu colaboração de candidatos (leia aqui).

 

A recomendação inclui proibição de comícios, passeatas e caminhadas, bem como o acompanhamento de pessoas a pé durante as carreatas (saiba mais aqui). 

Lapão: MPF denuncia prefeito por fraude em licitação para transporte escolar

 

Lapão: MPF denuncia prefeito por fraude em licitação para transporte escolar
Foto: Divulgação / Sertão Baiano

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu uma denúncia contra o prefeito de Lapão, José Ricardo Rodrigues Barbosa (PSD), um empresário e três agentes públicos envolvidos na contratação irregular de empresa para transporte de alunos da rede pública municipal. Segundo as investigações, o dano aos cofres públicos se aproxima de R$ 450 mil. O MPF pede reparação ao erário e a decretação da perda do cargo público do gestor municipal.

 

A fraude teria sido praticada em 2016 ainda na primeira gestão de Ricardo Rodrigues, atualmente em seu segundo mandato como prefeito de Lapão. Na instrução das apurações, foram apontradas uma sequência de falhas e inconsistências no processo licitatório para a contratação de serviço de transporte escolar, que aponta o direcionamento do certame para a vencedora Saturnino Transportes, de propriedade de Carlos Vilela da Silva, também ora denunciado.

 

Teriam concorrido para a prática, Kaline Castro Campos Neves Morais, ex-secretária de educação do município, Ivanilson Carvalho Rocha, ex-gerente de licitações e contratos, e João Mendonça Leão Filho, ex-gerente de transporte. Os fatos ilícitos foram elucidados a partir de parecer técnico elaborado pela Secretaria de Pesquisa, Perícia e Análise (Sppea) da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Segundo o MPF, os denunciados praticaram, de comum acordo, em várias etapas do certame, atos que restringiram o seu caráter competitivo, impedindo a contratação de concorrente com proposta mais vantajosa. Além disso, deixaram de fiscalizar efetivamente a execução do contrato.

 

Entre as irregularidades do edital, constavam cláusulas que restringiam a participação de licitantes, como a exigência de vistoria prévia para classificação da proposta de preços, o que oneraria participantes, pois teriam de deslocar veículos por até mais de 300 km. A exigência é considerada, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), como cláusula restritiva da competitividade e da lisura do certame, indicando assim intenção de favorecimento a uma determinada empresa, no caso, a Saturnino Transportes.

 

Outro vício encontrado foi na estimativa de preços da licitação, cotados com somente duas empresas, uma delas a própria vencedora do certame, superestimado em um dano aproximado de R$ 447.608,01, em razão da ausência de disputa idônea.

 

Já quanto à execução do serviço, evidencia-se descontrole e falta de fiscalização adequada, como por exemplo, não restou demonstrado que a frota de veículos da empresa vencedora atendia às exigências contratadas.

 

Diante disso, além da reparação ao erário no valor do dano, devidamente atualizado, o MPF solicitou ao Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF1) a decretação da perda do cargo público de Ricardo Rodrigues. Se condenados, os acusados poderão pegar pena de detenção de 2 a 4 anos, além de multa.

Bahia Notícias

Lei que permite 40 pontos na CNH é sancionada por Bolsonaro

 Terça, 13 de Outubro de 2020 - 20:40


por Ricardo Della Coletta e Daniel Carvalho | Folhapress

Lei que permite 40 pontos na CNH é sancionada por Bolsonaro
Foto: Reprodução / ES Brasil

Mais de um ano depois de entregar pessoalmente o projeto que muda o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou com vetos, nesta terça-feira (13), o texto que, entre outros itens, dobra o limite de pontos para que o motorista perca a carteira e amplia para dez anos o prazo de validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de condutores com menos de 50 anos.

O texto deve ser publicado no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (14). A nova lei entra em vigor em seis meses.

Em uma live na tarde desta terça, Bolsonaro anunciou apenas um dos vetos. Ele derrubou trecho incluído pelo Legislativo envolvendo motociclistas. Eles poderiam trafegar entre veículos apenas quando o trânsito estivesse parado ou lento.

"Queriam, estava no projeto, nós vetamos, permitindo que o motociclista apenas pudesse ultrapassar filas de carros parados com baixa velocidade. Nós vetamos isso. Continua valendo, numa velocidade maior, o ciclista [sic] poder seguir destino", disse Bolsonaro.

Segundo o presidente, não há necessidade desta medida porque "o motociclista, ele cuida da vida dele, pô. Ele que está em cima daquele trem ali. Eu sempre cuidei da minha vida, por muito tempo fui motociclista".

Para defender o veto, Bolsonaro procurou exemplificar situações que, para ele, exigem velocidade dos motociclistas.

"Você, gordinho aí, uma pizza fria também acho que não cabe. [Tem que] Receber a pizza quente em casa", afirmou.

O projeto de lei com alterações nas normas de trânsito foi entregue em junho do ano passado por Bolsonaro ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Desde então, ele se converteu numa bandeira do mandatário, que defende regras menos rígidas para motoristas que tenham cometido infrações.

"O projeto foi votado na Câmara e no Senado, algumas coisas foram alteradas. Não era aquilo que nós queríamos, mas houve algum avanço. A intenção nossa era facilitar a vida do motorista", declarou.

O texto foi aprovado pelo Congresso no final de setembro.

Uma das principais mudanças agora sancionadas é a que amplia o prazo de validade para a CNH. Hoje, o código estabelece que o documento deve ser renovado a cada cinco anos para motoristas até 65 anos, e a cada três anos após essa idade

Agora, a validade passa para dez anos, no caso de motoristas de até 50 anos. Entre 50 anos e 70 anos, os exames de aptidão física e mental devem ser refeitos a cada cinco anos - mesmo prazo para motoristas de aplicativos e que exerçam atividade remunerada em veículos. Após os 70 anos, a renovação ocorre a cada três anos.

O texto também dobra o limite máximo de pontos que um motorista pode ter sem perder a habilitação. O número passa de 20 para 40 pontos, mas apenas para motoristas que não cometerem infração gravíssima. Se houver uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos. Com duas ou mais infrações do tipo, a pontuação máxima volta a ser de 20 pontos.

Além da ampliação da pontuação e do prazo de validade da habilitação, as mudanças incluem um dispositivo que proíbe que motoristas que estiverem dirigindo embriagados e forem responsáveis por crimes de homicídio e lesão corporal sem intenção possam substituir pena de prisão por sentenças alternativas.

O projeto agora convertido em lei obriga ainda o uso da cadeirinha para crianças de até dez anos que não tenham atingido 1,45 m de altura. Elas deverão ser transportadas no banco de trás dos carros.

O projeto prevê a adoção de áreas de espera para motocicletas junto aos sinais de trânsito, à frente da linha de retenção dos demais veículos, e muda de gravíssima para média a infração cometida por motoqueiros que trafeguem com faróis apagados.

O texto obriga o motorista a manter faróis acesos também na chuva, neblina e cerração --na lei atual, a exigência é apenas para quem trafega à noite e, durante o dia, em túneis. Outro trecho obriga o uso de faróis baixos durante o dia apenas em rodovias de pista simples situadas fora de perímetro urbano.

Por fim, o texto cria o registro positivo de motoristas, com o objetivo de cadastrar aqueles que não tiverem cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses. União, estados e municípios poderão usar o registro para conceder benefícios fiscais ou tarifários aos motoristas cadastrados.

Bolsonaro disse na live que pretende apresentar em 2021 novas mudanças, inclusive algumas que foram derrubadas no Legislativo.

"O ano que vem vamos melhorar mais ainda porque nós devemos acreditar nas pessoas. Porque só assim, no meu entender, a gente consegue uma conscientização onde todos saem lucrando, no bom sentido."

Um dos pontos que Bolsonaro disse pretender insistir é no fim da exclusividade de médicos especialistas para a realização dos exames médicos necessários para obtenção e renovação da carteira de habilitação.

"Queremos que a inspeção de saúde fosse feita por qualquer médico", afirmou.

Bahia Notícias

Planalto usou o nome de Michelle para pedir doações dos portos de Santos e do Rio ao Pátria Voluntária


Projeto beneficente é coordenado pela mulher do presidente

Constança Rezende
Folha

O Palácio do Planalto usou o nome da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, para pedir doações e apoio dos portos de Santos e do Rio de Janeiro ao programa Pátria Voluntária, projeto beneficente coordenado pela mulher do presidente.

Um dos ofícios foi endereçado em maio ao Porto de Santos (SPA, autoridade portuária de Santos), que avalia o repasse de R$ 200 mil ao programa. Outro ofício foi enviado à Companhia Docas do Rio de Janeiro, no mesmo mês, e também está sob análise. As duas empresas são vinculadas ao Ministério da Infraestrutura, comandado pelo ministro Tarcísio de Freitas.

VOLUNTARIADO – O Pátria Voluntária foi criado em julho do ano passado, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Coordenado pela primeira-dama, tem como objetivo incentivar a prática do voluntariado e estimular o crescimento do terceiro setor. Conforme a Folha revelou, parte dos recursos obtidos pelo projeto Arrecadação Solidária, vinculado ao programa, foi transferida para ONGs missionárias evangélicas ligadas à ministra Damares Alves (da Mulher, Família e Direitos Humanos), sem edital.

A Folha também mostrou que uma doação de R$ 7,5 milhões anunciada pela empresa de alimentos Marfrig para a compra de 100 mil testes rápidos para a Covid ao Ministério da Saúde foi parar nos cofres do programa. O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) e a oposição querem investigar esse repasse.

De acordo com documentos a que o jornal teve acesso, a Presidência da República enviou um ofício ao presidente do Porto de Santos, Fernando Biral, no dia 19 de maio, pedindo apoio ao programa.

CRISE POLÍTICA – Biral assumiu o posto após a renúncia de Casemiro Tércio Carvalho, em 24 de abril. A saída do executivo ocorreu em meio a uma crise política e a rumores de que Bolsonaro negociava um loteamento de cargos com partidos do centrão em troca de apoio político.

No documento, a secretária executiva do programa, Adriana Pinheiro, disse que gostaria de consultar sobre a possibilidade de “construir parcerias que possam multiplicar o alcance das ações em prol de quem mais precisa”, e citou demandas emergenciais por conta da pandemia do novo coronavírus.

Acrescentou que, na expectativa de que se possa continuar o diálogo sobre o tema, disponibilizava o contato da diretora do programa, Pollyana Miguel. Ela lembrou também que o programa é presidido por Michelle Bolsonaro. O ofício é encaminhado nas trocas de emails como “a pedido da primeira-dama”.

TRANSFERÊNCIA – Sete dias após receber o documento, o presidente da companhia pediu à diretoria de administração e finanças do porto que analisasse o pedido. No dia 6 de junho, o então superintendente da SPA, Luiz Fernando de Almeida, solicitou uma minuta de convênio para que o porto pudesse transferir recursos financeiros via Fundação Cultural do Banco do Brasil, responsável pela conta das doações ao projeto.

Almeida justificou que “foi uma tratativa verbal com a sra. Pollyana, durante videoconferência realizada em 5 de junho de 2020”. No dia 23 de julho, ele pediu a dotação orçamentária para a doação de R$ 200 mil, mediante convênio, com “urgência de retorno”.

Procurada, a assessoria da SPA respondeu à Folha que não houve qualquer repasse ao programa e que a solicitação ainda está sob análise. Além disso, explicou que houve um pedido de brevidade do processo, “tendo em vista que o objeto da doação é o combate à pandemia do coronavírus”.

RITO INTERNO –  A companhia acrescentou que qualquer pleito de doação “cumpre um rito interno de tramitação para que haja avaliação quanto ao mérito, questões tributárias, questões técnicas, disponibilidade orçamentária, alinhamento com a estratégia da companhia e outros fatores”.

“Uma vez que as análises das áreas responsáveis não foram concluídas, a diretoria colegiada até o momento não avaliou o pleito. Cabe destacar que o rito processual em casos de doação estabelece que a aprovação final é do Conselho de Administração. Importante esclarecer que o simples trâmite interno da solicitação não configura qualquer expectativa de direito ou acolhimento do pleito de doação, sendo necessário para a devida formação de uma decisão motivada”, afirmou.

Se o pedido de doação for aprovado, ele será o primeiro a ser feito pela estatal no ano. A SPA representa cerca de 30% das movimentações de trocas comerciais brasileiras.

ÁLCOOL EM GEL – Segundo a companhia, a única transferência realizada neste ano até o momento foi de álcool em gel para a Prefeitura de Santos —um dos municípios onde ficam instalados os terminais do porto. “Foram doados 3 mil litros em unidades físicas, sem doação de dinheiro”, explicou. A Companhia Docas do Rio afirmou apenas que o pedido também encontra-se em análise e não citou valores.

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e a Casa Civil não responderam se estas condutas estariam dentro das ações permitidas pelo programa. Também não informaram se outros órgãos receberam pedidos do mesmo tipo.

O decreto que criou o programa permite parcerias com entidades públicas ou privadas, mas diz que poderão ser utilizados recursos disponíveis no Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e de fundos patrimoniais. Já a assessoria da Fundação do Banco do Brasil respondeu apenas que a conta do programa recebe doações voluntárias de recursos privados de pessoas físicas e jurídicas.

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