sábado, novembro 24, 2018

Está parecendo que a campanha para 2020 já começou em Jeremoabo.


Agora à noite um cidadão de Jeremoabo que não quer ser identificado, enviou essas fotos, frisando a presença da deputada Fátima Nunes, a ex-prefeita Anabel e outros simpatizantes do seu grupo.
Segundo a mesma pessoa, essa festividade está marcando de forma oficiosa o pontapé inicial ruma a campanha de Anabel em direção a 2020.
Pelo que está estampado nas fotos, parece que algo de verdadeiro está existindo nessa informação.
Cabe a turma da terceira via também entrar em ação, já que " quem sabe faz a hora não espera acontecer".
Levando-se em consideração que não estou em Jeremoabo, e ,que estou fora de política, irei simplesmente assistir de camarote o desenrolar dos fatos, pois quem for podre que se quebre.

Carceragem da PF não tem colchões para presos da nova fase da Lava Jato

Sábado, 24 de Novembro de 2018 - 14:40

BAHIA NOTÍCIAS

por Walter Nunes | Folhapress
Carceragem da PF não tem colchões para presos da nova fase da Lava Jato
Colchão levado por advogado para preso da Lava Jato | Foto: Reprodução
A carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Paraná não tem colchões e nem celas para acomodar todos os presos da 56ª fase da Operação Lava Jato, que teve como alvos ex-dirigentes da Petros (Fundo de Pensão da Petrobras), petistas e executivos da OAS, incluindo César Mata Pires Filho, um dos donos da companhia.

Ao todo são 22 mandados de prisão por desvios na construção da sede da Petrobras na Bahia, conhecida como Torre Pituba. Pelo menos cinco dos alvos já estão na carceragem da PF paranaense desde sexta (23). O empreiteiro César Mata Pires Filho está no exterior e seu advogado disse que ele se apresentará à polícia no domingo (25).

Advogados estão levando colchões, roupas de cama, travesseiros e toalhas para seus clientes. Nos finais de semana não é permitida a entrada de material de fora para os presos, mas a direção da PF paranaense abriu exceção para este sábado (24).

A carceragem da Polícia Federal tem duas alas com três celas em cada uma. Uma ala está destinada a acomodar os delatores da Lava Jato e de outras operações que correm na Justiça Federal paranaense e outros réus que negociam colaboração premiada. Neste espaço estão o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro.

A ala onde ficarão os presos da nova fase da operação tem três cubículos equipados com beliche. Além dos presos da Lava Jato, essa área recebe suspeitos detidos por contrabando, tráfico de drogas, falsificação e outros crimes. Em caso de superlotação, as celas ficam abertas e os presos dormem em colchões espalhados pelo chão. É o que ocorrerá caso os 22 alvos da operação desta sexta tenham que se acomodar naquele espaço.

Informada sobre o teor da reportagem, a assessoria da Polícia Federal no Paraná disse "não ter essa informação" sobre superlotação ou falta de colchões.

Além dos 22 mandados de prisão a Justiça determinou também o bloqueio de bens de acusados. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), a finalidade da construção do prédio, apelidado de Torre Pituba,  era ser alugado para a companhia.

O custo estimado do projeto foi de R$ 1,3 bilhão -dos quais pelo menos R$ 68 milhões foram desviados em pagamento de propina, segundo a Procuradoria.

Os ex-presidentes da Petros com mandados de prisão preventiva são Luís Carlos Fernandes Afonso e Carlos Fernando Costa. Um terceiro ex-presidente do fundo, Wagner Pinheiro, foi alvo de buscas, suspeito de ter recebido cerca de R$ 2,5 milhões em vantagens indevidas por meio de uma empresa de fachada. A investigação em relação a ele ainda está em andamento.

Também foi alvo da operação Valdemir Garreta, ex-dirigente petista e responsável pelo marketing de campanhas eleitorais do partido. Ele foi preso temporariamente (com duração de cinco dias), em São Paulo, suspeito de intermediar pagamentos em prol do PT.

Entre os presos está também o sindicalista Armando Ramos Tripodi, que foi chefe de gabinete da presidência da Petrobras nas gestões de José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli, entre 2003 e 2012.

Conhecido pelo apelido Bacalhau, Tripodi foi diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiro) e fundador Departamento Nacional dos Petroleiros da CUT (Central única dos Trabalhadores) e tem relação estreita com dirigentes e deputados do PT da Bahia.

Ele já havia sido alvo de condução coercitiva em 2016 na 23ª fase da lava jato, batizada Operação Acarajé, por suspeita de receber dinheiro irregular da Odebrecht por meio de uma reforma em sua casa.

É a primeira fase da Lava Jato autorizada pela juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba -e uma das que tem o maior número de presos da operação.

Construída sob medida pela Petros para abrigar os escritórios da Petrobras em Salvador, a Torre Pituba estava orçada inicialmente em R$ 320 milhões. Ao final, só a construção custou cerca de R$ 747 milhões. O projeto final, que incluiu contratos de gerenciamento e projetos executivos, consumiu R$ 1,3 bilhão.

Os desvios apurados até aqui chegam a R$ 68 milhões, em valores corrigidos, de acordo com o MPF. Isso representa cerca de 10% do valor da obra de construção. É o maior percentual de propinas já identificado na Lava Jato.

OUTRO LADO
A defesa de César Mata Pires Filho diz ter sido pega de surpresa com o pedido de prisão. "Fomos surpreendidos com a decisão judicial que decretou a custódia provisória do nosso cliente", disse o advogado Aloisio Lacerda Medeiros, que defende o dono da OAS. "Estamos ainda nos inteirando dos acontecimentos. Nosso cliente está no exterior e regressará imediatamente ao país para prestar esclarecimentos e acatar a decisão judicial." O executivo irá voltar ao Brasil no domingo, e se comprometeu a se entregar à Polícia Federal em Curitiba no mesmo dia.

Danyelle Galvão, advogada de Garreta, diz que a defesa "não teve acesso aos autos, tampouco aos fundamentos da decisão e que já havia se colocado à disposição para prestar esclarecimentos no início deste ano".

A defesa de Marice Correa de Lima pediu a revogação da prisão. Ela negou, em depoimento à PF, que tenha intermediado o pagamento de propinas na obra da Torre Pituba, tampouco recebido dinheiro em sua casa, e disse que já prestou esclarecimentos sobre os fatos quando foi detida pela primeira vez, em 2015.

Em nota, o PT afirmou que a Lava Jato faz novas "acusações sem provas e tenta criminalizar doações eleitorais feitas dentro da lei".

A OAS informou que as investigações dizem respeito a fatos anteriores à atual gestão, e disse que tem colaborado com as autoridades e prestado esclarecimentos sobre eventuais suspeitas, citando o acordo de leniência celebrado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no ano passado.

Desembargadora entende que juíza deve apreciar afastamento de Valmir

Valmir de Francisco não pode se aproximar da prefeitura (Foto: Twitter @ValmirItabaiana)
A desembargadora Elvira Maria de Almeida Silva, do Tribunal de Justiça de Sergipe, entende que a juíza da Vara de Itabaiana deve se pronunciar a respeito do pedido de afastamento do prefeito Valmir dos Santos Costa, feito pelo Ministério Público Estadual em ação civil pública por ato de improbidade administrativa. A ação judicial é decorrente de supostas irregularidades na contratação de empresa privada para administrar os recursos oriundos da cobrança de taxa para uso do matadouro do município.
Conforme a decisão da desembargadora, nesta ação específica, a juíza de primeiro piso, na Comarca de Itabaiana, se manifestou determinando o afastamento apenas dos secretários municipais Erotildades José de Jesus e Jamerson da Trindade Mota, das respectivas funções na Prefeitura de Itabaiana.
Mas não se manifestou quanto ao pedido de afastamento do prefeito Valmir de Francisquinho, considerando que este pedido específico estaria prejudicado em decorrência de uma outra decisão judicial, assegurando o direito da vice-prefeita Carminha Mendonça de assumir o comando do município em obediência à Lei Orgânica do Município, que estabelece prazo de apenas dez dias para o prefeito manter-se afastado sem a posse da vice-prefeita.
O Ministério Público Estadual considera que a decisão que deu posse à vice-prefeita não tinha relação com a ação judicial que trata do suposto ato de improbidade administrativa e ingressou com agravo de instrumento contra a decisão da juíza de primeiro piso que considerou como prejudicado o pedido de afastamento do prefeito. Neste agravo de instrumento, a desembargadora Elvira Almeida acatou o pedido do Ministério Público e devolveu os autos para que a juíza de primeiro piso voltasse a analisar o pedido de afastamento do prefeito para “não incorrer em indevida supressão de instância”.
Operação abate
O prefeito Valmir de Francisquinho foi preso no dia 7 deste mês, em virtude de prisão preventiva decretada a pedido da Polícia Civil que cumpriu os mandados judiciais durante a Operação Abate Final. O prefeito é acusado de envolvendo em suposto esquema de irregularidades na cobrança de taxas para uso do matadouro do município que teria causado prejuízos de algo em torno de R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Na quinta-feira, 22, o desembargador Diógenes Barreto se manifestou em recurso interposto pelos advogados de defesa no processo que deu origem a expedição do mandado de prisão preventiva e colocou em liberdade o prefeito Valmir de Francisquinho e os secretários que estavam presos. Nesta decisão, o desembargador Diógenes Barreto mantém o prefeito e os outros réus afastados das suas respectivas funções na prefeitura e os proíbe de qualquer aproximação réus à sede do Poder Executivo Municipal e do matadouro.
O mérito das ações judiciais movidas pelo Ministério Público Estadual está pendente de julgamento e as investigações continuam.
Por Cassia Santana
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Vandalismo na Orla de Atalaia causa mais prejuízos ao governo


De acordo com o secretário estadual da infraestrutura, Valmor Barbosa, as repetidas ações estão onerando consideravelmente os cofres públicos.

Vandalismo na Orla de Atalaia causa mais prejuízos ao governo
Foto: Divulgação

Os constantes atos de vandalismo praticados nas áreas de lazer e de urbanização da Orla de Atalaia cada vez mais têm causado sérios danos ao patrimônio público e elevando custos financeiros ao erário. No último sábado, 17, os novos alvos foram as estátuas em bronze de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e de Zumbi dos Palmares e a placa da estátua do Marechal Deodoro da Fonseca, erguidas no Monumento aos Formadores de Nacionalidade, que foram arrancadas juntamente com toda a fiação elétrica dos refletores instalados no canteiro situado ao lado do monumento.
De acordo com o secretário estadual da infraestrutura, Valmor Barbosa, as repetidas ações estão onerando consideravelmente os cofres públicos. “As despesas com a manutenção dos 6 km da área de lazer da Orla de Atalaia sob responsabilidade do Governo do Estado, que antes ficavam em torno de R$150 mil mensais, há mais de um ano não conseguem ser inferior a R$ 200 mil, uma vez que além dos serviços diários de varrição, manutenção do projeto paisagístico (poda de árvores e plantas, irrigação, plantio e troca de mudas) coleta de lixo, manutenção elétrica e hidráulica, temos executado a recuperação em diversos equipamentos por conta do vandalismo contínuo”, explica.
Ele acrescenta que a recorrência nas depredações têm se intensificado. “Nas últimas semanas realizamos as pinturas do quiosque de informações turísticas, das placas de informações das áreas de lazer, das placas de sinalização nos estacionamentos e de 20 bancos de concreto. Em menos de uma semana todos esses equipamentos foram pichados, o quiosque teve uma janela e uma porta do pavimento superior arrancadas, furtaram os basculantes dos banheiros localizados na Passarela do Caranguejo, as fiações elétricas das duas fontes luminosas e diversas lâmpadas e luminárias dos postes de um dos parques infantis, prejuízos estes que aumentarão ainda mais as despesas com a manutenção”, afirma.
Valmor Barbosa ressalta que em relação às estátuas arrancadas, as providências foram tomadas. “Por sorte, alguns frequentadores presenciaram o fato e avisaram à Polícia Militar, que conduziu um dos infratores até a delegacia e realizou os procedimentos cabíveis. Quanto às esculturas em bronze, elas foram recolhidas e posteriormente faremos uma avaliação dos danos causados para que então sejam recuperadas e recolocadas em seus devidos lugares no monumento”, frisa.
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Prefeito de Lagarto é afastado por 180 dias

Eronildes Almeida de Carvalho é administrador do matadouro e amigo do prefeito, cita ação requerida pelo Ministério Público da Comarca de Lagarto.

Prefeito de Lagarto é afastado por 180 dias

Em decisão do desembargador Roberto Eugênio da Fonseca Porto, o prefeito do Município de Lagarto, José Valmir Monteiro (PSC), os secretários Anderson Souza de Andrade e Floriano Santos Fonseca, além de Eronildes Almeida de Carvalho, foram afastados dos cargos por 180 dias ou até o término da instrução do processo que julga irregularidades na administração do matadouro municipal. O afastamento é para não prejudicar o trâmite processual.

O processo, de número 201800732647, cita que o afastamento “é premissa essencial ao bom andamento do processo e do alto controle sobre documentos cuja análise seria de grande valia ao deslinde do feito”, cita o desembargador.

Eronildes Almeida de Carvalho é administrador do matadouro e amigo do prefeito, cita ação requerida pelo Ministério Público da Comarca de Lagarto. Anderson Souza e Floriano Fonseca são secretários de Finanças e Administração, respectivamente.

O prefeito Valmir disse por telefone que está muito tranquilo com relação à decisão, porque a prefeitura zela pelos princípios legais e que “não há nada de errado no matadouro de Lagarto, que, inclusive, está fechado há quatro meses”, falou direto de Brasília, onde está, segundo ele, para buscar recursos para o município.

Valmir Monteiro disse ainda que irá, junto com seu advogado, se situar sobre o caso, para depois melhor se pronunciar.

STJ iniciou julgamento de outro caso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou ontem o julgamento do prefeito Valmir Monteiro (PSC), de Lagarto, e deve terminar no dia 27. O processo em andamento em Brasília, se concluso, pode levar à cassação do seu mandato.

De acordo com as informações no STJ, o processo é uma modalidade nova de julgamento, chamado de virtual, onde os magistrados não apreciam em sessões presenciais. Durante este período, os membros julgadores vão dando seus votos, porém o resultado só sairá quando todos votarem – o prazo final sendo dia 27.

O prefeito Valmir se encontra em Brasília e acompanha de perto o caso. O gestor foi condenado no Tribunal de Justiça de Sergipe por improbidade administrativa por ter doado área pública. A defesa questionou a decisão com recurso no STJ.
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Raio Laser - 24/11 - Ave

O fato de a Lava Jato ter dirigido suas atenções para a construção do suntuoso prédio da Petrobras, no Itaigara, bairro nobre de Salvador, deixou vários políticos que tiveram algum tipo de ligação com a empresa nos governos petistas de Luiz Inácio Lula da
Tribuna da Bahia, Salvador 
24/11/2018 10:34 | Atualizado há 11 minutos
 
Foto: Divulgação

O fato de a Lava Jato ter dirigido suas atenções para a construção do suntuoso prédio da Petrobras, no Itaigara, bairro nobre de Salvador, deixou vários políticos que tiveram algum tipo de ligação com a empresa nos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff absolutamente apavorados. Todos. Em conversa com a coluna, por exemplo, um deputado baiano acha que ao prédio, de cuja construção podem ter sido desviados mais de R$ 1 bi, se aplica inteiramente aquela metáfora atribuída a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) segundo a qual "quando se puxa uma pena, sai uma galinha". Portanto, à medida que as investigações avançarem e delações forem feitas, deve-se esperar muita história vindo por aí e de vários lados.

Sede da Petrobras na Bahia custou 4 vezes mais, diz MPF

Obra foi orçada em R$ 320 milhões e custou quase R$ 1,2 bilhão

Foto: Reprodução

A 56ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) hoje (23), prendeu até o início da tarde pelo menos 17 pessoas. Apelidada de Sem Fundos, a operação investiga superfaturamento no processo de construção da sede da Petrobras, em Salvador. Segundo o MPF, a construção, orçada em R$ 320 milhões, custou quase R$ 1,2 bilhão.
Entre os presos em caráter temporário está Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto. Marice chegou a ser presa na 12ª fase da Lava Jato, suspeita de participar do suposto esquema controlado por Vaccari, mas foi solta dias depois, pelo juiz Sergio Moro, que entendeu não haver elementos suficientes. Outro detido é o marqueteiro Valdemir Garreta, que já prestou serviços ao PT.
Conhecida como Torre Pituba, a sede do escritório baiano da Petrobras foi construída pelas construtoras OAS e Odebrecht, com recursos do fundo de pensão dos funcionários da petrolífera, o Petros, a fim de ser alugado à estatal. Investigações preliminares indicam a ocorrência de superfaturamento nos contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia.
Ainda de acordo com o MPF, os valores superfaturados desviados do fundo de pensão foram destinados ao pagamento de propina a dirigentes da Petrobras, do fundo de pensão e a outras pessoas que participavam do suposto esquema, entre eles Vaccari e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que ocupou o cargo entre 2003 e 2012, por indicação do PT.
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba (PR), determinou o cumprimento de 68 mandados de busca e apreensão, oito de prisão preventiva e 14 de prisão temporária. Policiais federais estão cumprindo as determinações judiciais desde as primeiras horas da manhã, em quatro unidades da federação: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Provas
Em entrevista à imprensa, a procuradora do MPF Isabel Cristina Groba Vieira afirmou que as provas já obtidas por meio de delações premiadas e quebras de sigilo telefônico e bancário dos investigados indicam que a OAS e a Odebrecht formaram uma sociedade, a Edificações Itaigara, para erguer a Torre Pituba com recursos provenientes do fundo de pensão da estatal petrolífera.
“A Petros se comprometeu a realizar a obra, e a Petrobras, posteriormente, alugar o prédio por cerca de 30 anos. Sem o comprometimento da Petrobras, o fundo de pensão não realizaria o investimento”, explicou a procuradora, ao acrescentar que, como os custos da obra eram superfaturados, os valores dos alugueis cobrados da estatal também eram superfaturados.
Segundo a procuradora, o esquema envolveu a contratação de uma empresa, a Mendes Pinto Engenharia, que, em tese, deveria gerenciar a obra, mas que, na prática, de acordo com as investigações, não fazia praticamente nada e cujos representantes “desde o primeiro momento, já estavam em conluio com os dirigentes do Petros”.
“Durante toda a fase de planejamento do empreendimento, os representantes da Mendes Pinto e do fundo de pensão da Petrobras se reuniram e combinaram fraudar todo o procedimento que culminou com a contratação da OAS e da Odebrecht para executarem a obra”, disse a procuradora.
Ela lembrou que as duas construtoras criaram a Edificações Itaigara, para erguer a Torre Pituba. “A empresa Mendes Pinto recebeu, contratualmente, R$ 69 milhões para praticamente não realizar as atividades para as quais fora contratada. Além disso, [o esquema] movimentou R$ 68 milhões em propinas. Estamos, portanto, falando de quase R$ 140 milhões desviados do fundo e embutidos no valor do projeto de construção da Torre Pituba – o que, obviamente, levou a Petrobras a se comprometer a pagar um aluguel superior ao que deveria ser pago, já que o custo da obra apresentado era muito superior ao inicialmente apresentado”, acrescentou a procuradora.
A procuradora informou que também foi fraudado o contrato para elaboração do projeto executivo da obra, assinado com a Chibasa Projetos de Engenharia. “A quebra do sigilo telemático [de comunicações] mostra como as empresas trocavam informações privilegiadas, incluindo a cotação de preços para a contratação da obra. Quem construiu a planilha de preços para todo o processo seletivo de contratação da obra foram as próprias OAS e Odebrecht, que cooptaram mais duas empresas [Carioca e Engeform] para oferecerem as chamadas propostas-cobertura durante o processo de seleção das construtoras.”
De acordo com a procuradora, os representantes das empresas envolvidas acertaram e distribuíram vantagens indevidas da ordem de 7% a 9% do valor da obra. “E, desde o início, havia um acerto quanto à participação do PT no pagamento destas vantagens”, disse a procuradora, garantindo que os valores acordados foram pagos, em espécie e por meio de contrato fictício, aos dirigentes da empresa gerenciadora Mendes Pinto para que fossem repassados aos agentes públicos da Petrobras e aos dirigentes da Petros."
A procuradora disse que a investigação não envolve Jaques Wagner, governador da Bahia na época dos indícios. “Os alvos são empreiteiros, intermediários, inclusive o marqueteiro do PT [Valdemir Garreta], e a intermediação de João Vaccari Netto. Continuamos as investigações para tentar delimitar de forma completa todas as condutas envolvidas e participantes do esquema”, afirmou. “Há diversas evidências da relação promíscua entre os executivos das empresas [construtoras e estatal petrolífera] os gestores do fundo de pensão e funcionários da Petrobras”, completou.
Nota do PT
Em nota, o PT afirmou que “a Lava Jato faz acusações sem provas e tenta criminalizar doações eleitorais feitas dentro da lei”. O partido disse ainda que “o combate à corrupção exige seriedade de investigadores e juízes” e não deve ser um “espetáculo de mídia e perseguição política”.
A Odebrecht também se manifestou por meio de nota. A empresa disse que “continua colaborando com a Justiça e reafirma o seu compromisso de atuar com ética, integridade e transparência”.
Tribuna da Bahia, Salvador

Jornalistas estrangeiros protegem Lula e insistem em demonizar Bolsonaro


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Até a revista The Economist já entrou no esquema
Carlos Newton 
O ministro Félix Fischer, relator do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta sexta-feira (23) um pedido da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva que tentava reverter a condenação do ex-presidente. Em janeiro deste ano, Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) em um processo da Lava Jato, e a defesa recorreu ao STJ.
O conteúdo da decisão de Fischer não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem. Além de analisar o pedido da defesa de Lula, Fischer também negou recursos de: Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS; Agenor Medeiros, ex-diretor da empresa; e Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula (rejeitado sem análise de mérito). Todos os recursos ainda poderão ser analisados pela Quinta Turma do STJ.
OUTRA AÇÃO – Ainda nesta sexta-feira, na 10ª Vara Federal do Distrito Federal, o juiz Vallisney Oliveira recebeu denúncia e abriu ação penal por suposta organização criminosa envolvendo integrantes da cúpula do PT. Passam a ser réus na ação os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
O caso é conhecido como “quadrilhão do PT”, porque se originou de um inquérito no qual integrantes de diversos partidos eram investigados por organização criminosa, mas depois foi dividido por partidos.
A denúncia se originou em setembro do ano passado. Antes de deixar o cargo, o então procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de organização criminosa, além de Lula e Dilma, os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci, do Planejamento Paulo Bernardo, de Comunicação Social Edinho Silva, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e a senadora Gleisi Hoffmann, que atualmente ocupa a presidência do PT.
MEGAPROPINA – Janot afirmou na denúncia que a cúpula do PT recebeu R$ 1,48 bilhão de propina em dinheiro desviado dos cofres públicos.
Em março deste ano, o relator da Lava Jato, ministro Luiz Edson Fachin, dividiu o processo e enviou a parte dos políticos sem foro privilegiado para a Justiça Federal do Distrito Federal prosseguir com o caso. Somente Gleisi Hofmann e o marido, Paulo Bernardo, permaneceram como investigados no Supremo. E a denúncia sobre Edinho Silva foi enviada para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
O juiz Vallisney Oliveira considerou a denúncia “idônea e formalmente apta” e determinou que os cinco réus sejam intimados a apresentar defesa por escrito no prazo de 15 dias.
CONFIRMAÇÃO – No último dia 13, o Supremo julgou um recurso que confirmou o prosseguimento do caso na primeira instância. Isso permitiu que o juiz, agora, analisasse a denúncia e desse andamento ao caso.
O juiz Vallisney Oliveira afirmou que, segundo a acusação, os réus integraram organização criminosa no PT, “tendo sido cometidos diversos crimes contra a administração pública (entre os quais corrupção) e lavagem de dinheiro relacionados com o Ministério de Minas e Energia, Petrobrás, Construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e UTC, e J&F/BNDES”.
Lula, Palocci e Vaccari atualmente cumprem pena de prisão por causa de outros processos da Lava Jato.
LULA ERA O LÍDER – Na denúncia feita pela PGR no ano passado, Rodrigo Janot afirmou que Lula “foi o grande idealizador da constituição da presente organização criminosa” e pediu que o ex-presidente tivesse pena maior do que os demais por ser o líder da organização criminosa.
Janot disse que Lula era a grande liderança do núcleo político da organização criminosa, inclusive depois que deixou a Presidência da República, devido à forte influência que tinha sobre a ex-presidente Dilma.
“Nesse sentido, Lula, de 2002 até maio de 2016, atuou diretamente na negociação espúria em torno da nomeação de cargos públicos com o fim de obter de forma indevida o apoio político necessário junto ao PP e ao PMDB para que seus interesses e do seu grupo político fossem acolhidos no âmbito do Congresso Nacional”.
CASO ANGOLA – No último dia 31 de outubro, o Ministério Público Federal pediu à Justiça que o ex-presidente Lula deixe de responder pelo crime de organização criminosa em outra ação penal, na qual ele e outros 10 foram acusados de favorecer a Odebrecht na liberação de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras em Angola. O caso se refere à Operação Janus.
Ao receber a denúncia contra Lula e mais quatro no caso do quadrilhão do PT, o juiz Vallisney adiantou que vai aceitar o pedido do MP e extinguir a acusação no caso da Operação Janus. Isso porque, segundo ele, o Código Penal impede que alguém seja acusado por dois crimes idênticos. O juiz afirma que essa questão será resolvida na ação penal da Janus.


Carlos Newton
Não há como negar que a estratégia de defesa de Lula da Silva é bem-sucedida no exterior, onde muitos líderes ainda acreditam que ele possa estar sendo vítima de perseguição política. Apesar da inequívoca importância do Brasil no cenário internacional, como quinta maior nação em território e número de habitantes, além de ser a nova economia mundial, ainda há um enorme desconhecimento sobre o que realmente acontece no Brasil. Essa falta de informações precisas sobre o Brasil nem se justificaria, devido ao grande número de correspondentes estrangeiros que vivem no Brasil, mas a verdade é que a maioria mora no Rio, gosta de praia e samba, não está nem aí para o que realmente ocorre nesta nação continental.
Os correspondentes continuam colaborando para manter o mito de Lula no exterior, ao mesmo tempo em que retratam Bolsonaro como uma espécie de Hitler latino, que comanda uma Ku Klux Klan tropical e é capaz de tudo.
OUTRA VERSÃO – Aqui no Brasil a conversa é outra. Nem mesmo os petistas caem nessa balela de que Lula virou preso político. Sabem que ele é um criminoso igual à grande maioria dos políticos. A diferença é que Lula já está preso e muitos outros continuam impunes, o que não deixa de ser verdade, como se vê o que acontece com Dirceu, Maluf, Picciani, Temer, Padilha, Mantega, Moreira e tutti quanti.
Com a decisão desta sexta-feira, Lula passa a ser réu em mais uma ação penal, depois de ter sido condenado no processo do tríplex e de ser absolvido da acusação de obstrução de Justiça, em que era acusado de participar da compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, com base na delação premiada do senador cassado Delcídio Amaral, mas o Ministério Público não viu provas concretas e pediu o arquivamento.
RÉU SEIS VEZES – Com a decisão desta sexta-feira, quando foi aceita pela 10ª Vara Federal de Brasília mais uma ação contra Lula, junto como a ex-presidente Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, o ex-tesoureiro petista e João Vaccari, por organização criminosa para promover corrupção na Petrobras, agora Lula passa a responder a seis ações penais.
As outras cinco são as seguintes:
1 – Réu em ação penal sobre tráfico de influência no BNDES para beneficiar a Odebrecht
2 – Réu em ação penal por tráfico de influência na Operação Zelotes juntamente com o filho Luís Cláudio
3 – Réu em ação penal, acusado de negociar propina em troca de uma medida provisória que prorrogou por cinco anos benefícios tributários destinados a empresas do setor automobilísticos
4 – Réu em ação penal, por pagamento de propina da Odebrecht; na compra de um terreno para nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho à cobertura do ex-presidente, em São Bernardo do Campo
5 – Réu em ação de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do dono de sitio em Atibaia, reformado gratuitamente por empreiteiras.
Há ainda mais um inquérito envolvendo denúncia de que Lula teria sido beneficiado pela Odebrecht, que diz ter prometido a Lula em 2010 – e colocado à disposição do PT – R$ 64 milhões em troca de decisões do governo que favorecessem a empresa. Mas a primeira instância federal ainda não decidiu se abre ou não ação penal contra o petista.
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P.S. – Com tantas ações penais e informações públicas e notórias sobre os crimes de Lula e do PT, é de se estranhar que os correspondentes estrangeiros ainda tenham essa visão distorcida da política brasileira, que agora demoniza Bolsonaro no exterior. Isso não é jornalismo. (C.N.)

Com 572 visitas em seis meses na prisão, Lula vai para o Guinness de Recordes


Resultado de imagem para rosemary noronha
Ilustração reproduzida do Google
Ricardo Brandt e Ricardo GalhardoEstadão
Luiz Inácio Lula da Silva recebeu em seis meses de prisão 572 visitas em sua cela especial montada na Polícia Federal em Curitiba – o berço da Operação Lava Jato. A maioria feita pelos advogados com procuração para defender juridicamente o ex-presidente, entre eles, políticos como o candidato derrotado do PT à Presidência da República, Fernando Haddad – que não atua nos processos contra o ex-presidente.
A nomeação de políticos aliados como defensores permitiu ao ex-presidente comandar o PT e a campanha de Haddad da prisão – onde cumpre pena de 12 anos e um mês desde o dia 7 de abril. Além do candidato, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o tesoureiro, Emídio de Souza, e outros três partidários, o deputado Wadih Damous e os ex-deputados Luiz Eduardo Greenhalgh e Luiz Sigmaringa Seixas, receberam procuração.
NOS DIAS ÚTEIS – A estratégia possibilitou visitas dos aliados de segunda a sexta a Lula – direito previsto em lei para defensores de presos. Documento da PF anexado ao processo de execução da pena do ex-presidente registra 385 visitas recebidas até o dia 9 – data posterior a da votação do primeiro turno.
Condenado em segunda instância em janeiro por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do apartamento triplex do Guarujá (SP), que ocultava propinas da empreiteira OAS no escândalo Petrobrás, Lula fez do dormitório transformado em cela no último andar da PF seu comitê político e eleitoral.
O ex-presidente, mesmo inelegível, tentou disputar as eleições. O PT registrou Lula como candidato e Haddad como vice, mas o pedido foi indeferido no dia 31 de agosto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
MAIOR MOVIMENTAÇÃO – Nos dias que antecederam e sucederam a decisão de impugnação pelo TSE, as semanas estão entre as mais movimentadas na cela Lula. Haddad esteve com o ex-presidente duas vezes: na segunda-feira, dia 27, e na quinta-feira, dia 30. Na semana seguinte, a cela-comitê – de cerca de 15 metros quadrados – ficou pequena para a maior reunião realizada por Lula: dez advogados estiveram entre 9h e 12h, na segunda-feira 3 de setembro. Entre eles, Haddad, que ainda voltou à tarde.
O ex-prefeito de São Paulo escolhido por Lula, inicialmente, como seu vice e “porta-voz” foi oficializado candidato à Presidência pelo PT na semana seguinte – prazo final dado pelo TSE. Na véspera e no dia do registro, feito em 11 de setembro, Haddad também esteve em Curitiba na PF de manhã e à tarde, em quatro encontros que duraram, ao todo, cerca de dez horas.
Plano B – Haddad fez 21 visitas a Lula na prisão. A primeira delas em 17 de maio, quando seu nome ainda era cotado como “plano B” para a disputa presidencial. A última, na segunda-feira chuvosa de 8 de outubro, após eleito com 31,3 milhões de votos (29,28%) para o segundo turno. Chegou a Curitiba em um jato executivo alugado, modelo Gulfstream G200, da Icon Taxi Aéreo – empresa que recebeu pelo menos R$ 883 mil da campanha petista. Com ele estava o tesoureiro do PT, Emídio de Souza e assessores.
A reunião com Lula foi o primeiro compromisso de campanha de Haddad no segundo turno. Nos 21 dias de encontros foram cerca de 400 horas de conversas, segundo os registros da PF de permanência dos visitantes.
Na última visita antes da derrota, Haddad entrou às 11h08 na cela e saiu às 14 horas. Deu uma entrevista à imprensa, em um hotel da cidade, e retornou para São Paulo. No dia seguinte, a presidente do PT anunciou que Lula teria mandado um recado por ela: “Manda o Haddad fazer campanha, não precisa vir mais aqui”. Desde então, não esteve mais em Curitiba.
ADVOGADOS – Além de Haddad e os demais políticos, outros 21 advogados se revezaram nas visitas diárias a Lula. São defensores que atuam nas áreas criminal, cível e eleitoral. Os mais presentes foram os paranaenses Manoel Caetano Ferreira e Luiz Carlos da Rocha, com mais de 100 visitas cada, que cumprem as funções de representantes legais e também de companhia para o ex-presidente.
O criminalista Cristiano Zanin Martins, dos processos da Lava Jato, fez pelo menos 31 visitas no período. Greenhalgh é quem coordena a defesa de Lula no processo de execução de pena, na 12.ª Vara Federal de Curitiba. A banca constituída por Lula inclui ainda o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence (3 visitas), o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão (11 visitas), o experiente José Roberto Batochio (7 visitas) e o compadre Roberto Teixeira (4 visitas).
A nomeação de políticos como advogados chegou a ser vetada pela Justiça Federal, em Curitiba. A juíza Carolina Lebbos Moura, responsável pela execução da pena, negou a Gleisi (12 visitas) e a Damous (13 visitas) o direito de verem o ex-presidente como advogados. Ex-presidente da OAB do Rio, Damous conseguiu reverter a decisão no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) – a segunda instância da Lava Jato. A presidente do PT ainda recorre e só pode ver o petista como “amiga”, no dia das visitas sociais – as quintas-feiras.
PARENTES E AMIGOS – Nos seis meses de prisão, Lula recebeu 54 visitas “sociais”, entre elas, as de Dilma Rousseff (2 visitas), Jaques Wagner (3 visitas) e de algumas celebridades, como Chico Buarque, Martinho da Vila e o ator e ativista norte-americano Denny Glover.
A quinta-feira é o dia das visitas de familiares e dos amigos de Lula – data especial reservada ao petista, os demais presos da carceragem da PF recebem a família nas quartas. Nos seis meses de prisão, os registros da PF mostram que o ex-presidente recebeu 116 visitas da família, a maioria dos filhos.
Na prisão, o ex-presidente também teve o direito de receber visitas “religiosas”, nas segundas-feiras. No período, foram 17 de líderes religiosos que estiveram com ele, o mais assíduo, o pai de santo Antonio Caetano de Paula Júnior, o Caetano de Oxossi (3 visitas), da Cabana Pai Tobias de Guiné, conhecida como Terreiro Tulap.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Conferida a relação das visitas, não aparece o nome de Rosemary Noronha. Agora que Lula precisa de mais apoio, a outrora gloriosa e internacional segunda-dama vira-lhe as costas, solenemente, como se não lhe devesse nada, vejam a que ponto esse tipo de companheira petista pode demonstrar ingratidão. (C.N.)
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sexta-feira, novembro 23, 2018

Guerra na PGR

Rudolfo Lago é diretor da sucursal de Brasília da IstoÉ



TENSÃO Raquel Dodge vem sofrendo forte oposição interna do subprocurador Moacir Morais Filho (Crédito: Kleyton Amorim/UOL/Folhapress)
Vai ficando cada vez mais tensa a relação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com o subprocurador Moacir Guimarães Morais Filho. O motivo é a divisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) entre os grupos de Raquel, de seu antecessor, Rodrigo Janot, e os independentes, do qual Moacir faz parte. A queda de braço entre Raquel e Moacir gira em torno do secretário-geral da PGR, Alexandre Camanho. Depois de requerer a abertura de investigação contra Camanho, Moacir agora foi além: fez uma representação para afastá-lo do cargo. Camanho é o braço direito de Raquel. O motivo são interceptações telefônicas de conversas de Camanho com o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-SP), o “homem da mala” surgido na delação do empresário Joesley Batista, da JBS
Atípicas
A interceptação telefônica revelou troca de mensagens consideradas “atípicas” por Moacir, entre Camanho e Loures, antes do episódio em que o deputado foi flagrado com uma mala de propina. Em uma das conversas, que está no inquérito dos Portos, Camanho teria se oferecido para intermediar uma conversa de Temer com os “meninos da Operação Lava Jato”.
Atrapalha
Moacir argumenta que o afastamento é necessário, pelo risco de Camanho “atrapalhar as investigações”. Camanho argumenta que os diálogos ocorreram quando ele presidia a Associação Nacional de Procuradores da República e Loures era assessor especial de Temer. Eram consequência das posições de ambos. A PF não viu crime.

Apta para 2020

Luiz Brito DRT/BA 3.913

Foto: Reprodução
A ex-prefeita de Jeremoabo, Anabel de Tista (PSD), deverá ter suas contas referentes ao exercício de 2016 aprovadas por unanimidade pela Câmara Municipal. Com a expectativa  do voto favorável dos  vereadores, comenta-se na cidade que a ex-gestora já é nome confirmado para disputar a Prefeitura em 2020. 

Nota da redação deste - Blog  - Do jeito que a coisa anda, nada é de se duvidar.


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