sábado, fevereiro 28, 2009
Senador Eduardo Suplicy lê no Supremo carta encaminhada por Battisti em que declara não ser culpado pelos homicídios
O senador Eduardo Suplicy – PT/SP fez, ontem, 27/2, a leitura da carta enviada no último dia 25 pelo refugiado político italiano Cesare Battisti aos 11 ministros que compõem o STF.
O pedido foi apresentado depois que o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a Battisti, em janeiro, o status de refugiado político. Preso no Brasil desde 2007, ele é ex-ativista do grupo Proletários Armados pelo Comunismo - PAC e foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas.
A carta de Battisti foi encaminhada pelo próprio Suplicy ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, juntamente com outra, também do refugiado, endereçada ao povo italiano.
Ecoando as palavras do ex-ativista, o senador pediu uma apreciação justa do caso, uma vez que há dúvidas sobre as condições em que o processo correu na Justiça italiana. Ali, segundo alega Battisti, ele não teria sido ouvido convenientemente e os que o acusaram poderiam tê-lo feito com base em prêmio por delação ou sob tortura.
"Battisti pode estar sendo perseguido", - advertiu Suplicy.
"Tomo a permissão de dirigir-me a Vossas Excelências com a convicção de que, pela primeira vez, terei oportunidade de ser ouvido plenamente pela alta corte deste país, inclusive para expor por que fui impedido de exercer minha defesa de maneira adequada nas ocasiões anteriores em que fui julgado", diz Battisti, na abertura de sua carta.
"Hoje, trinta anos depois, pela primeira vez na minha vida, tenho a ocasião de explicar-me perante uma justiça, a justiça do Brasil. E creio sinceramente na seriedade e consciência desta justiça", declara.
O refugiado afirma querer "dizer a verdade" sobre sua história e esclarecer os episódios relacionados às acusações lançadas contra ele. E acrescenta: "Nunca um juiz ou um policial me fez uma só pergunta sobre os homicídios cometidos pelos grupos ao qual pertencia. Nunca a Justiça italiana ouviu meu testemunho. Nunca um juiz interrogou-me: 'Você matou?'".
Battisti conta que em 1976 entrou no grupo armado, "sem compreender que caía numa armadilha fatal". O grupo cometia, regularmente, "ações de apropriações aos bancos, para assegurar o seu financiamento". No documento, o ex-ativista admite sua participação nessas ações. "Aquilo sim, eu fiz. Todo esse ativismo militante nunca o neguei", diz, esclarecendo que nunca atirou em ninguém e até agiu corporalmente de modo a proteger vigias daquelas instituições.
"Não sou de maneira alguma um homem sanguinário, como tem sido escrito incessantemente", defende-se.
Segundo Battisti, ele foi acusado, à revelia, de dois homicídios (dos policiais Udine Antonio e Andréa Campagna); de ter sido cúmplice no caso da morte do açougueiro Lino Sabbadin; e de ter organizado a ação que matou o joalheiro Luigi Pietro Torregiani.
Ele denuncia na carta que, preso em 1979 com outros militantes clandestinos, foi julgado na Itália durante o primeiro processo contra o PAC, onde estava presente. "Houve numerosos casos de tortura durante este processo, com suplício da água, mas eu mesmo não fui torturado", conta. Em 1981, foi condenado por "subversão contra a ordem do Estado", o que admite ser verdade, mas sem a acusação de ter participado de homicídios.
Ainda na carta, o ex-ativista política afirma que na prisão especial para terroristas, cumprindo pena de 12 anos, ele sentiu-se perseguido e percebeu que os presos estavam sendo torturados. Temeroso de que poderia também sofrer injustiças, fugiu para a França em 1981 e para o México em 1982. Na sua ausência, foi condenado em novo processo contra o PAC, ao final do qual recebeu a pena de prisão perpétua sem luz solar.
Battisti termina sua carta com um apelo aos ministros do STF:
"Espero, senhores ministros, que me tenham entendido, apesar do ataque irracional e desmedido de setores muito influentes de um país - a Itália - contra mim. Sobre a minha vida e sobre a minha honra, posso afirmar que lutei sempre contra as ofensas físicas durante a revolta italiana, e que nunca atentei contra a vida das pessoas. Essa é a verdade, que nenhuma prova contrariou", diz.
Fonte: Migalhas
O pedido foi apresentado depois que o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a Battisti, em janeiro, o status de refugiado político. Preso no Brasil desde 2007, ele é ex-ativista do grupo Proletários Armados pelo Comunismo - PAC e foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas.
A carta de Battisti foi encaminhada pelo próprio Suplicy ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, juntamente com outra, também do refugiado, endereçada ao povo italiano.
Ecoando as palavras do ex-ativista, o senador pediu uma apreciação justa do caso, uma vez que há dúvidas sobre as condições em que o processo correu na Justiça italiana. Ali, segundo alega Battisti, ele não teria sido ouvido convenientemente e os que o acusaram poderiam tê-lo feito com base em prêmio por delação ou sob tortura.
"Battisti pode estar sendo perseguido", - advertiu Suplicy.
"Tomo a permissão de dirigir-me a Vossas Excelências com a convicção de que, pela primeira vez, terei oportunidade de ser ouvido plenamente pela alta corte deste país, inclusive para expor por que fui impedido de exercer minha defesa de maneira adequada nas ocasiões anteriores em que fui julgado", diz Battisti, na abertura de sua carta.
"Hoje, trinta anos depois, pela primeira vez na minha vida, tenho a ocasião de explicar-me perante uma justiça, a justiça do Brasil. E creio sinceramente na seriedade e consciência desta justiça", declara.
O refugiado afirma querer "dizer a verdade" sobre sua história e esclarecer os episódios relacionados às acusações lançadas contra ele. E acrescenta: "Nunca um juiz ou um policial me fez uma só pergunta sobre os homicídios cometidos pelos grupos ao qual pertencia. Nunca a Justiça italiana ouviu meu testemunho. Nunca um juiz interrogou-me: 'Você matou?'".
Battisti conta que em 1976 entrou no grupo armado, "sem compreender que caía numa armadilha fatal". O grupo cometia, regularmente, "ações de apropriações aos bancos, para assegurar o seu financiamento". No documento, o ex-ativista admite sua participação nessas ações. "Aquilo sim, eu fiz. Todo esse ativismo militante nunca o neguei", diz, esclarecendo que nunca atirou em ninguém e até agiu corporalmente de modo a proteger vigias daquelas instituições.
"Não sou de maneira alguma um homem sanguinário, como tem sido escrito incessantemente", defende-se.
Segundo Battisti, ele foi acusado, à revelia, de dois homicídios (dos policiais Udine Antonio e Andréa Campagna); de ter sido cúmplice no caso da morte do açougueiro Lino Sabbadin; e de ter organizado a ação que matou o joalheiro Luigi Pietro Torregiani.
Ele denuncia na carta que, preso em 1979 com outros militantes clandestinos, foi julgado na Itália durante o primeiro processo contra o PAC, onde estava presente. "Houve numerosos casos de tortura durante este processo, com suplício da água, mas eu mesmo não fui torturado", conta. Em 1981, foi condenado por "subversão contra a ordem do Estado", o que admite ser verdade, mas sem a acusação de ter participado de homicídios.
Ainda na carta, o ex-ativista política afirma que na prisão especial para terroristas, cumprindo pena de 12 anos, ele sentiu-se perseguido e percebeu que os presos estavam sendo torturados. Temeroso de que poderia também sofrer injustiças, fugiu para a França em 1981 e para o México em 1982. Na sua ausência, foi condenado em novo processo contra o PAC, ao final do qual recebeu a pena de prisão perpétua sem luz solar.
Battisti termina sua carta com um apelo aos ministros do STF:
"Espero, senhores ministros, que me tenham entendido, apesar do ataque irracional e desmedido de setores muito influentes de um país - a Itália - contra mim. Sobre a minha vida e sobre a minha honra, posso afirmar que lutei sempre contra as ofensas físicas durante a revolta italiana, e que nunca atentei contra a vida das pessoas. Essa é a verdade, que nenhuma prova contrariou", diz.
Fonte: Migalhas
STF possui 378 ações e inquéritos contra autoridades com foro privilegiado
Deputados, senadores, ministros de Estado. Essas são algumas das autoridades com prerrogativa de foro que respondem aos 378 inquéritos e ações penais que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo balanço divulgado pela assessoria de comunicação do tribunal nesta sexta-feira (27/2).
Desse total, 275 são inquéritos e 103 são ações penais, em que políticos respondem como réus e aguardam um veredicto final da Corte sobre culpabilidade ou inocência em relação à denúncia. Entre as acusações, há casos de desvio de dinheiro público, crimes de responsabilidade, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraude em licitação.
O levantamento com dados do Portal de Informações Gerenciais do STF, no entanto, não contempla, em suas estatísticas, as Petições que tramitam na Corte e que pedem investigação de autoridades. Isso porque as Petições podem versar sobre matérias de outros ramos do Direito, que não a área penal e autoridades com foro privilegiado, o que inviabiliza uma totalização fiel das informações.
Em dezembro de 2001, com a aprovação da Emenda Constitucional 35, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a não precisar mais de autorização da Câmara ou do Senado para dar andamento a investigações contra parlamentares, o que promoveu maior agilidade à tramitação desses processos. Também foi após essa emenda que o Tribunal passou a receber cada vez mais pedidos de investigação de políticos e outras autoridades com prerrogativa de foro na Corte.
Além de parlamentares, o presidente da República e seu vice, os ministros de Estado e o procurador-geral da República têm prerrogativa de foro no STF no caso de infrações penais comuns. Os ministros de Estado, comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (nos casos em que não for competência do Senado Federal), os membros de Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente, nas infrações penais comuns e crimes de responsabilidade, também são julgados pelo STF, conforme dispõe o artigo 102 da Constituição Federal.
Entre as ações penais em curso no STF, a mais célebre é a AP 470, denúncia conhecida como “esquema do Mensalão”, em que parlamentares foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber dinheiro em troca de apoio político para o governo. Em agosto de 2007, após de cinco dias que somaram 30 horas de julgamento, o STF recebeu a denúncia contra os 40 acusados. Desses, 39 continuam respondendo como réus perante a Corte. Eles já foram interrogados e juízes federais designados cumprem agora a etapa de oitiva de testemunhas. O ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT) Sílvio José Pereira, que respondia por formação de quadrilha, concordou em cumprir pena alternativa e foi excluído da ação. O processo conta atualmente com 19 mil folhas e 170 apensos e está totalmente digitalizado.
Para agilizar a tramitação desse tipo de denúncia e dos demais processos criminais dentro do STF, foi criado em novembro de 2008, o Núcleo de Apoio ao Processamento de Ações Penais Originárias do Supremo. Entre as atribuições do núcleo está “informar periodicamente ao relator, mediante controles estatísticos, as pendências de diligências sob a responsabilidade do núcleo” e “controlar os prazos de devolução dos autos emprestados”.
Crescimento
Os dados sobre as 103 ações penais em andamento no STF em 2009, somados ao levantamento realizado pelo STF em 2007, mostram o aumento crescente do número desse tipo de processo na Corte. Em 2002, tramitavam no Supremo 13 Ações Penais; em 2003, já eram 30, e, até julho 2007, 50 ações penais estavam em andamento na Corte. Hoje esse número já dobrou.
Do total de Ações Penais analisadas desde a Emenda Constitucional 35/01, 12 foram julgadas improcedentes, com a absolvição do réu. Outras 11 foram enviadas ao Ministério Público Federal (MPF) para fins de intimação do procurador-geral da República quanto a informações juntadas ao processo, ou para aguardar parecer da PGR.
Outro dado de relevo é o equilíbrio entre o total de denúncias recebidas e rejeitadas desde a aprovação da Emenda Constitucional 35/01. Desde então, 49 inquéritos foram rejeitados. Outros 45 tiveram a denúncia acolhida e foram convertidos em Ação Penal.
Dos 275 inquéritos, 76 estão no MPF, aguardando manifestação do procurador-geral. Alguns estão no Ministério Público há mais de oito meses.
Dos 378 inquéritos e ações penais em curso no STF, 144 aguardam a realização de diligências processuais, como o cumprimento de investigações da Polícia Federal e de cartas de ordem (quando um juiz é nomeado para praticar o ato necessário ao processo).
Fonte: Última Instância
Desse total, 275 são inquéritos e 103 são ações penais, em que políticos respondem como réus e aguardam um veredicto final da Corte sobre culpabilidade ou inocência em relação à denúncia. Entre as acusações, há casos de desvio de dinheiro público, crimes de responsabilidade, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraude em licitação.
O levantamento com dados do Portal de Informações Gerenciais do STF, no entanto, não contempla, em suas estatísticas, as Petições que tramitam na Corte e que pedem investigação de autoridades. Isso porque as Petições podem versar sobre matérias de outros ramos do Direito, que não a área penal e autoridades com foro privilegiado, o que inviabiliza uma totalização fiel das informações.
Em dezembro de 2001, com a aprovação da Emenda Constitucional 35, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a não precisar mais de autorização da Câmara ou do Senado para dar andamento a investigações contra parlamentares, o que promoveu maior agilidade à tramitação desses processos. Também foi após essa emenda que o Tribunal passou a receber cada vez mais pedidos de investigação de políticos e outras autoridades com prerrogativa de foro na Corte.
Além de parlamentares, o presidente da República e seu vice, os ministros de Estado e o procurador-geral da República têm prerrogativa de foro no STF no caso de infrações penais comuns. Os ministros de Estado, comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (nos casos em que não for competência do Senado Federal), os membros de Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente, nas infrações penais comuns e crimes de responsabilidade, também são julgados pelo STF, conforme dispõe o artigo 102 da Constituição Federal.
Entre as ações penais em curso no STF, a mais célebre é a AP 470, denúncia conhecida como “esquema do Mensalão”, em que parlamentares foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber dinheiro em troca de apoio político para o governo. Em agosto de 2007, após de cinco dias que somaram 30 horas de julgamento, o STF recebeu a denúncia contra os 40 acusados. Desses, 39 continuam respondendo como réus perante a Corte. Eles já foram interrogados e juízes federais designados cumprem agora a etapa de oitiva de testemunhas. O ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT) Sílvio José Pereira, que respondia por formação de quadrilha, concordou em cumprir pena alternativa e foi excluído da ação. O processo conta atualmente com 19 mil folhas e 170 apensos e está totalmente digitalizado.
Para agilizar a tramitação desse tipo de denúncia e dos demais processos criminais dentro do STF, foi criado em novembro de 2008, o Núcleo de Apoio ao Processamento de Ações Penais Originárias do Supremo. Entre as atribuições do núcleo está “informar periodicamente ao relator, mediante controles estatísticos, as pendências de diligências sob a responsabilidade do núcleo” e “controlar os prazos de devolução dos autos emprestados”.
Crescimento
Os dados sobre as 103 ações penais em andamento no STF em 2009, somados ao levantamento realizado pelo STF em 2007, mostram o aumento crescente do número desse tipo de processo na Corte. Em 2002, tramitavam no Supremo 13 Ações Penais; em 2003, já eram 30, e, até julho 2007, 50 ações penais estavam em andamento na Corte. Hoje esse número já dobrou.
Do total de Ações Penais analisadas desde a Emenda Constitucional 35/01, 12 foram julgadas improcedentes, com a absolvição do réu. Outras 11 foram enviadas ao Ministério Público Federal (MPF) para fins de intimação do procurador-geral da República quanto a informações juntadas ao processo, ou para aguardar parecer da PGR.
Outro dado de relevo é o equilíbrio entre o total de denúncias recebidas e rejeitadas desde a aprovação da Emenda Constitucional 35/01. Desde então, 49 inquéritos foram rejeitados. Outros 45 tiveram a denúncia acolhida e foram convertidos em Ação Penal.
Dos 275 inquéritos, 76 estão no MPF, aguardando manifestação do procurador-geral. Alguns estão no Ministério Público há mais de oito meses.
Dos 378 inquéritos e ações penais em curso no STF, 144 aguardam a realização de diligências processuais, como o cumprimento de investigações da Polícia Federal e de cartas de ordem (quando um juiz é nomeado para praticar o ato necessário ao processo).
Fonte: Última Instância
Sete municípios terão novas eleições neste domingo
Mais de 76 mil eleitores de sete municípios brasileiros deverão voltar às urnas neste domingo (1º/3) para escolher prefeito e vice-prefeito. As novas eleições, que devem ocorrer em cidades de quatro Estados brasileiro, foram marcadas após os candidatos vitoriosos terem seus registros negados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
As eleições devem ocorrer nos municípios de Amarante do Maranhão, Bacabeira, Centro Novo do Maranhão e Vila Nova dos Martírios, no Maranhão; Braço do Norte, em Santa Catarina; Amajari, em Roraima e Patu, no Rio Grande do Norte.
O Plenário do TSE aprovou o envio de força federal para os municípios maranhenses de Centro Novo do Maranhão e Amarante do Maranhão.
Dez cidades já realizaram eleições suplementares referentes ao pleito de 2008, oito em 2009 e duas ainda em 2008. Além dos sete municípios que realizam eleições neste domingo, outros 14 já estão com eleições confirmadas e previstas para serem realizadas até o final do mês de março.
Confira os candidatos e os motivos da convocação de novas eleições nos sete municípios:
Amarante do Maranhão
Com 21.492 eleitores, a cidade realiza novo pleito em função do indeferimento do registro do primeiro colocado nas eleições de 2008 para prefeito, Gildásio Chaves Ribeiro, pela desaprovação das suas contas quando prefeito de Fortaleza dos Nogueiras.
Os candidatos nesse novo pleito em Amarante são Miguel Marconi Duailibe Gomes (PHS) e Adriana Luriko Kamada Ribeiro (PV).
Bacabeira
O candidato a vice-prefeito Martinho Castro Ducarmo Ferreira teve o registro indeferido em função da desaprovação das suas contas quando presidente da Câmara de Vereadores do mesmo município. Esta decisão alcançou, também, o candidato a prefeito José Venâncio Correa Filho, já que a chapa é una e indivisível.
Os 9.182 eleitores de Bacabeira escolhem entre os candidatos José Venâncio Corrêa Filho (DEM) e Olga Maria dos Santos Pereira Calvet (PV).
Centro Novo do Maranhão
O candidato a prefeito de Centro Novo do Maranhão (8.099 eleitores), Domício Gonçalves da Silva, teve seu registro indeferido pelo TSE por inelegibilidade, tendo em vista que ele assumiu a prefeitura daquele município, na condição de vice-prefeito, por 60 dias nos seis meses que antecederam a eleição de 2004, o que representaria um terceiro mandato como prefeito se ele assumisse em 2009.
Disputam o cargo de prefeito em Centro Novo Arnóbio Rodrigues dos Santos (PDT) e Pedro Teixeira Vieira (PMDB).
Vila Nova dos Martírios
O TSE indeferiu o registro de candidatura de João Moreira Pinto, candidato em Vila Nova dos Martírios. Ele teve suas contas desaprovadas pelo TCE, nos exercícios financeiros de 1999 a 2004, quando exercia o cargo de prefeito municipal.
Em Vila Nova dos Martírios, estão na disputa ao cargo de prefeito municipal Wellington de Sousa Pinto (PR) e Edival Batista da Cruz (PSDB). A cidade tem 5.641 eleitores.
Braço do Norte
No município catarinense, que tem 20.149 eleitores, a Justiça Eleitoral decidiu não diplomar os candidatos eleitos em 2008, após a confirmação pelo TSE da decisão de indeferimento da candidatura de Ademir da Silva Matos, que obteve 62,60% dos votos válidos.
O candidato tinha contra si uma sentença criminal condenatória transitada em julgado na Justiça Comum de Santa Catarina em virtude da prática de crime contra a administração pública.
Os candidatos para o cargo de prefeito de Braço do Norte são Evanisio Uliano (PP) e Zalene Niehues Matos (PMDB).
Amajari e Patu
Em Amajarí (4.121 eleitores), o candidato mais votado para o cargo de prefeito, Hugo Cabral de Macedo Filho (PDT), foi presidente da Câmara de Vereadores do município e teve as contas relativas a esse período rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Os candidatos são Paulo Rodrigues Wanderley (PSDB) e Rodrigo Mota de Macedo (PPS).
No município de Patu (7.875 eleitores), o candidato Ednardo Moura (PSB), que obteve mais de 53% dos votos válidos em outubro de 2008, teve seu pedido de registro de candidatura indeferido após o pleito, já que as prestações de contas de verbas federais foram reprovadas pelo TCU.
Concorrem à prefeitura do município potiguar Alexandrino Suassuna Barreto Filho (PMDB) e Evilásia Gildenia de Oliveria (PSB).
Fonte: Última Instância
As eleições devem ocorrer nos municípios de Amarante do Maranhão, Bacabeira, Centro Novo do Maranhão e Vila Nova dos Martírios, no Maranhão; Braço do Norte, em Santa Catarina; Amajari, em Roraima e Patu, no Rio Grande do Norte.
O Plenário do TSE aprovou o envio de força federal para os municípios maranhenses de Centro Novo do Maranhão e Amarante do Maranhão.
Dez cidades já realizaram eleições suplementares referentes ao pleito de 2008, oito em 2009 e duas ainda em 2008. Além dos sete municípios que realizam eleições neste domingo, outros 14 já estão com eleições confirmadas e previstas para serem realizadas até o final do mês de março.
Confira os candidatos e os motivos da convocação de novas eleições nos sete municípios:
Amarante do Maranhão
Com 21.492 eleitores, a cidade realiza novo pleito em função do indeferimento do registro do primeiro colocado nas eleições de 2008 para prefeito, Gildásio Chaves Ribeiro, pela desaprovação das suas contas quando prefeito de Fortaleza dos Nogueiras.
Os candidatos nesse novo pleito em Amarante são Miguel Marconi Duailibe Gomes (PHS) e Adriana Luriko Kamada Ribeiro (PV).
Bacabeira
O candidato a vice-prefeito Martinho Castro Ducarmo Ferreira teve o registro indeferido em função da desaprovação das suas contas quando presidente da Câmara de Vereadores do mesmo município. Esta decisão alcançou, também, o candidato a prefeito José Venâncio Correa Filho, já que a chapa é una e indivisível.
Os 9.182 eleitores de Bacabeira escolhem entre os candidatos José Venâncio Corrêa Filho (DEM) e Olga Maria dos Santos Pereira Calvet (PV).
Centro Novo do Maranhão
O candidato a prefeito de Centro Novo do Maranhão (8.099 eleitores), Domício Gonçalves da Silva, teve seu registro indeferido pelo TSE por inelegibilidade, tendo em vista que ele assumiu a prefeitura daquele município, na condição de vice-prefeito, por 60 dias nos seis meses que antecederam a eleição de 2004, o que representaria um terceiro mandato como prefeito se ele assumisse em 2009.
Disputam o cargo de prefeito em Centro Novo Arnóbio Rodrigues dos Santos (PDT) e Pedro Teixeira Vieira (PMDB).
Vila Nova dos Martírios
O TSE indeferiu o registro de candidatura de João Moreira Pinto, candidato em Vila Nova dos Martírios. Ele teve suas contas desaprovadas pelo TCE, nos exercícios financeiros de 1999 a 2004, quando exercia o cargo de prefeito municipal.
Em Vila Nova dos Martírios, estão na disputa ao cargo de prefeito municipal Wellington de Sousa Pinto (PR) e Edival Batista da Cruz (PSDB). A cidade tem 5.641 eleitores.
Braço do Norte
No município catarinense, que tem 20.149 eleitores, a Justiça Eleitoral decidiu não diplomar os candidatos eleitos em 2008, após a confirmação pelo TSE da decisão de indeferimento da candidatura de Ademir da Silva Matos, que obteve 62,60% dos votos válidos.
O candidato tinha contra si uma sentença criminal condenatória transitada em julgado na Justiça Comum de Santa Catarina em virtude da prática de crime contra a administração pública.
Os candidatos para o cargo de prefeito de Braço do Norte são Evanisio Uliano (PP) e Zalene Niehues Matos (PMDB).
Amajari e Patu
Em Amajarí (4.121 eleitores), o candidato mais votado para o cargo de prefeito, Hugo Cabral de Macedo Filho (PDT), foi presidente da Câmara de Vereadores do município e teve as contas relativas a esse período rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Os candidatos são Paulo Rodrigues Wanderley (PSDB) e Rodrigo Mota de Macedo (PPS).
No município de Patu (7.875 eleitores), o candidato Ednardo Moura (PSB), que obteve mais de 53% dos votos válidos em outubro de 2008, teve seu pedido de registro de candidatura indeferido após o pleito, já que as prestações de contas de verbas federais foram reprovadas pelo TCU.
Concorrem à prefeitura do município potiguar Alexandrino Suassuna Barreto Filho (PMDB) e Evilásia Gildenia de Oliveria (PSB).
Fonte: Última Instância
Em defesa no STF, Lula e Dilma vão citar encontros de Serra com prefeitos
Agência Brasil
A AGU (Advocacia-Geral da União) vai citar encontros de prefeitos promovidos pelo governador de São Paulo, José Serra, na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, que foram acusados pelo PSDB e pelo DEM de fazer campanha antecipada para a Presidência da República durante um encontro nacional de prefeitos, realizado na primeira quinzena deste mês, em Brasília.
“O Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas contou com a presença de gestores municipais também dos [partidos] representantes, ou seja, do PSDB e do DEM. Ademais, na programação do evento, o governador do Distrito Federal [José Roberto Arruda], destaca-se, do DEM, acompanhou o presidente da República na abertura dos trabalhos”, afirma a defesa do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, que deve ser apresentada hoje, às 18h, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Na defesa. a AGU argumenta que “neste inicio de mandato dos novos gestores municipais, conforme reportagens jornalísticas, o governador de São Paulo, destaca-se, do PSDB, também realizou encontro de prefeitos, só que não apenas um, mas dois”. A AGU cita reportagem da Folha Online, sob o título “Em encontro com prefeitos paulistas, Serra diz que PT pirateia obras do Estado”.
Para Toffoli, trata-se de uma contradição evidente, uma vez que os próprios partidos representantes reconhecem, por meio dessas condutas relatadas, a legitimidade e legalidade eleitoral da reunião de trabalho promovida pelo governo federal. “Quanto às citações elogiosas feitas pelo presidente da República em relação à ministra-chefe da Casa Civil, os representantes não as expõem com clareza, muito menos indicam o seu caráter eleitoreiro”.
Quando à denúncia da oposição sobre a montagem de um estúdio fotográfico com imagens do presidente Lula e da ministra Dilma para a fotomontagem com prefeitos, a defesa da AGU argumenta que não constitui elemento que caracterize propaganda eleitoral extemporânea, “sobretudo por tratar-se, como exposto na própria inicial, de mera montagem digital (por isso, sem a presença, ciência ou anuência dos representados [Lula e Dilma]), e também pelo fato do estúdio não ter integrado o evento, mas pertencer a uma empresa privada.”
A defesa alega ainda a inexistência na petição inicial de qualquer referência à conduta da ministra Dilma, seja quanto a discursos ou mesmo conhecimento prévio de declarações a seu respeito.
Fonte: Última Instância
A AGU (Advocacia-Geral da União) vai citar encontros de prefeitos promovidos pelo governador de São Paulo, José Serra, na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, que foram acusados pelo PSDB e pelo DEM de fazer campanha antecipada para a Presidência da República durante um encontro nacional de prefeitos, realizado na primeira quinzena deste mês, em Brasília.
“O Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas contou com a presença de gestores municipais também dos [partidos] representantes, ou seja, do PSDB e do DEM. Ademais, na programação do evento, o governador do Distrito Federal [José Roberto Arruda], destaca-se, do DEM, acompanhou o presidente da República na abertura dos trabalhos”, afirma a defesa do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, que deve ser apresentada hoje, às 18h, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Na defesa. a AGU argumenta que “neste inicio de mandato dos novos gestores municipais, conforme reportagens jornalísticas, o governador de São Paulo, destaca-se, do PSDB, também realizou encontro de prefeitos, só que não apenas um, mas dois”. A AGU cita reportagem da Folha Online, sob o título “Em encontro com prefeitos paulistas, Serra diz que PT pirateia obras do Estado”.
Para Toffoli, trata-se de uma contradição evidente, uma vez que os próprios partidos representantes reconhecem, por meio dessas condutas relatadas, a legitimidade e legalidade eleitoral da reunião de trabalho promovida pelo governo federal. “Quanto às citações elogiosas feitas pelo presidente da República em relação à ministra-chefe da Casa Civil, os representantes não as expõem com clareza, muito menos indicam o seu caráter eleitoreiro”.
Quando à denúncia da oposição sobre a montagem de um estúdio fotográfico com imagens do presidente Lula e da ministra Dilma para a fotomontagem com prefeitos, a defesa da AGU argumenta que não constitui elemento que caracterize propaganda eleitoral extemporânea, “sobretudo por tratar-se, como exposto na própria inicial, de mera montagem digital (por isso, sem a presença, ciência ou anuência dos representados [Lula e Dilma]), e também pelo fato do estúdio não ter integrado o evento, mas pertencer a uma empresa privada.”
A defesa alega ainda a inexistência na petição inicial de qualquer referência à conduta da ministra Dilma, seja quanto a discursos ou mesmo conhecimento prévio de declarações a seu respeito.
Fonte: Última Instância
Vannuchi defende sem-terra e se diz "preocupado" com declarações de Mendes
Agência Brasil
O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse hoje (27/2) que ficou preocupado com o impacto das declarações do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, em relação às ocupações promovidas por movimentos de trabalhadores sem-terra, em São Paulo e em Pernambuco, no período do carnaval.
“Preocupa-me no sentido de que possa haver, sim, o convencimento de juízes, que às vezes, de forma equivocada, vejam apenas um aspecto nos movimentos socais; digamos o enfrentamento do direito de propriedade assegurado nas leis. Só que o direito de propriedade tem que estar sempre vinculado à responsabilidade social”, lembrou.
Após participar de ato da Comissão de Anistia, Vannuchi saiu em defesa dos movimentos de sem-terras criticados por Mendes e sugeriu que as autoridades “cuidem de separar com muita serenidade” o que pensam pessoalmente do que falam em nome das instituições que representam.
“O MST pode ter erros, pode ter discordâncias com o governo que represento. Eles estão insatisfeitos com a reforma agrária. Mas, nem por isso, posso ter uma posição estreita e deixar de reconhecer que este é um movimento social e como tal não deve ser equacionado com repressão. Tem que ser equacionado sempre com diálogo”, disse Vannuchi.
O ministro cobrou uma investigação rigorosa e uma punição, nos termos da lei, para eventuais crimes. No entanto, criticou julgamentos precipitados e a criminalização de líderes de movimentos da sociedade. “Um problema legal deve ser tratado como tal. O processo judicial é assim na democracia. Agora, sem transformar em bandidos, inimigos ou satanizar”, completou.
Vannuchi também não poupou a cobertura da imprensa durante as ocupações e cobrou matérias sobre os assassinatos de seguranças, em Pernambuco, atribuídos aos sem-terra. “A imprensa também precisa ir lá fazer uma boa cobertura, não à distância. Sabemos de casos em que a imprensa errou, como no episódio da brasileira presa na Suíça, no qual entramos em um grande mico”, afirmou.
Fonte: Última Instancia
O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse hoje (27/2) que ficou preocupado com o impacto das declarações do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, em relação às ocupações promovidas por movimentos de trabalhadores sem-terra, em São Paulo e em Pernambuco, no período do carnaval.
“Preocupa-me no sentido de que possa haver, sim, o convencimento de juízes, que às vezes, de forma equivocada, vejam apenas um aspecto nos movimentos socais; digamos o enfrentamento do direito de propriedade assegurado nas leis. Só que o direito de propriedade tem que estar sempre vinculado à responsabilidade social”, lembrou.
Após participar de ato da Comissão de Anistia, Vannuchi saiu em defesa dos movimentos de sem-terras criticados por Mendes e sugeriu que as autoridades “cuidem de separar com muita serenidade” o que pensam pessoalmente do que falam em nome das instituições que representam.
“O MST pode ter erros, pode ter discordâncias com o governo que represento. Eles estão insatisfeitos com a reforma agrária. Mas, nem por isso, posso ter uma posição estreita e deixar de reconhecer que este é um movimento social e como tal não deve ser equacionado com repressão. Tem que ser equacionado sempre com diálogo”, disse Vannuchi.
O ministro cobrou uma investigação rigorosa e uma punição, nos termos da lei, para eventuais crimes. No entanto, criticou julgamentos precipitados e a criminalização de líderes de movimentos da sociedade. “Um problema legal deve ser tratado como tal. O processo judicial é assim na democracia. Agora, sem transformar em bandidos, inimigos ou satanizar”, completou.
Vannuchi também não poupou a cobertura da imprensa durante as ocupações e cobrou matérias sobre os assassinatos de seguranças, em Pernambuco, atribuídos aos sem-terra. “A imprensa também precisa ir lá fazer uma boa cobertura, não à distância. Sabemos de casos em que a imprensa errou, como no episódio da brasileira presa na Suíça, no qual entramos em um grande mico”, afirmou.
Fonte: Última Instancia
“QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?” PASTINHA QUER!
Laerte Braga
Doze horas depois da festa da FOX SEARCHLIGHT a distribuidora norte-americana do filme “QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?”, ganhador de oito Oscars, Peter Chernin, presidente da FOX desde 1996 foi demitido do cargo. A empresa é a menina dos olhos de Rupert Murdoch, um dos mais “conceituados” mafiosos da comunicação mundial (sócio da globo no Brasil).
Peter Chernin foi, entre outras coisas, responsável pelos pilotos que resultaram em “Titanic” e a série “24 Horas”. O próximo presidente deve ser o filho de Murdoch, James Murdoch.
No comunicado que distribuiu a executivos da empresa o milionário e mafioso Murdoch pai alerta para a crise, os novos desenhos da comunicação no mundo atual, que segundo ele tem “futuro incerto.” Quer a empresa perto da família.
Azharuddin Mohammed, o menino que espantou Hollywood no filme, tomou uma coça do pai, está no jornal inglês “THE SUN”, por ter se recusado a conversar com um monte de jornalistas à porta de sua casa. Disse ao pai que preferia ficar brincando.

Chen Xiao tinha uma loja de roupas e tudo foi levado por problemas climáticos, digamos assim e pela crise que assola o mundo. Como a moça não era dona de banco e nem de montadora de automóveis, não tem como arranjar dinheiro com barak obama e tampouco conhece ermírio de moraes que sabe como nunca arrancar dinheiro do governo, resolveu alugar a sua vida sete horas por dia. As pessoas escrevem o que ela deve fazer e ela faz. Segundo Chen o sucesso é absoluto e em tempos de “crise está ajudando muito”.
Em Alagoinha, Pernambuco, estado do paladino da moral e da dignidade jarbas vasconcelos, mas a dos outros, a dele não existe, a polícia prendeu um cidadão acusado de engravidar a enteada de nove anos. A criança está grávida de gêmeos e sua irmã de catorze anos também foi molestada segundo as autoridades. Molestada é uma palavra escalafobética, devia ser enquadrada no código penal como atentado grave ao pudor.
Nesse mesmo dia foram seis ocorrências de pais abusando de filhas/filhos, padrastos na mesma linha, mas a grande preocupação da rede globo é saber se consegue bater o recorde na terça-feira próxima quando a população será convocada a votar e definir quem sai do bordel bbb-9. O anúncio será feito por pedro bial logo após a apuração. E é bom não se esquecer que a ligação tem o custo de uma ligação local mais os impostos.

O menino ator está aí. No Brasil Pixote que fez sucesso e depois foi largado de lado no esquema sanguessuga do modelo, morreu assassinado pela polícia na favela onde morava. Despertou um mínimo de comoção e muxoxos do tipo “também pudera, no meio que vive”.
Um livro lançado por três ex-prisioneiros de guerra das FARCs-EP afirma que a ex-senadora ingrid betancourt, agora garota propaganda de cosméticos sobre como viver na selva, ter hepatite,malária e sair linda e fagueira, além de arrogante, prepotente e não aceitar se misturar com os outros presos, namorou vários guerrilheiros e um refém, no caso um senador. Deixou um filho por lá.
Kheit Stansell, um dos prisioneiros liberados e que estava cativo desde 2003, disse que quando foi submetido a revista logo após sua prisão uma das pessoas que participaram da revista foi a ex-senadora. Numa entrevista à rádio colombiana RCN ele disse que “betancourt colaborou com os guerrilheiros durante uma revista que lhe fizeram”.
E foi mais além. “Sua atitude foi arrogante”. A mulher de Keith esteve na Colômbia semana passada, em segredo, para agradecer aos comandantes revolucionários a libertação do seu marido.
Ele e mais dois companheiros liberados lançaram nesta semana o livro “Out of Captivity Surviving 1967 days in the Colombian Jungle” – Fora do Cativeiro Sobrevivendo 1967 dias na Selva Colombiana -. Os três trabalhavam para a empresa/quadrilha Northrop Grumman, braço da CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – e foram capturados em área controlada pelas forças revolucionárias.
O gaúcho Flávio está preocupado com a festa de sábado no bordel da globo. É que segundo ele, se maíra beber um pouco além da conta vai agarrá-lo.
Isso é que dá acreditar que a folha de são paulo é jornal sério, ou ouvir os comentários econômicos da senhora míriam leitão. Em todo caso para colocar ordem na besteirada e mentirada do mundo de faz de conta que é real e a globo vende como real, pastinha vai ser convocado a entregar o troféu de um torneio “hei de ser vereador”. Torneio de sinuca no hotel/sede da pilantragem do me dá quinhentos que faço que não vi nada. jarbas vasconcelos, vou logo avisando, é mais caro. E gilmar mendes então, só banqueiro.
Sem falar no filósofo contemporâneo william bonner que até o final do ano estará na Academia Brasileira de Letras com a tese “jornal nacional produto para homer simpsons”
Se de tudo não der para entender nada dê um pulo no portal Terra. Lá vai estar uma mega enquete onde você pode escolher desde a melhor fofoca do carnaval, até o bumbum mais bonito. E de antemão é bom saber que Jaque Khury vai estar mais bunduda ano que vem. Convocou uma coletiva para dar ciência à mídia e ao País, algo assim como “se é para o bem geral da nação diga ao povo que eu fico”.
Haja personal trainer.
Esses caras se forem espertos trazem ingrid betancourt para o próximo carnaval e de destaque numa bateria qualquer. Garantem a “mulher maravilha” e de quebra um patrocínio da empresa de cosméticos que tentou comprar o prêmio Nobel da paz para ela.
Para compensar juntam aécio e álvaro uribe num carro alegórico, assim tipo pirlimpimpim. Maradona não, que Maradona é um cara sério. E Monteiro Lobato não tem nada com isso. serra nem pensar. Só se for de Drácula no castelo do edmar.
Doze horas depois da festa da FOX SEARCHLIGHT a distribuidora norte-americana do filme “QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?”, ganhador de oito Oscars, Peter Chernin, presidente da FOX desde 1996 foi demitido do cargo. A empresa é a menina dos olhos de Rupert Murdoch, um dos mais “conceituados” mafiosos da comunicação mundial (sócio da globo no Brasil).
Peter Chernin foi, entre outras coisas, responsável pelos pilotos que resultaram em “Titanic” e a série “24 Horas”. O próximo presidente deve ser o filho de Murdoch, James Murdoch.
No comunicado que distribuiu a executivos da empresa o milionário e mafioso Murdoch pai alerta para a crise, os novos desenhos da comunicação no mundo atual, que segundo ele tem “futuro incerto.” Quer a empresa perto da família.
Azharuddin Mohammed, o menino que espantou Hollywood no filme, tomou uma coça do pai, está no jornal inglês “THE SUN”, por ter se recusado a conversar com um monte de jornalistas à porta de sua casa. Disse ao pai que preferia ficar brincando.

Chen Xiao tinha uma loja de roupas e tudo foi levado por problemas climáticos, digamos assim e pela crise que assola o mundo. Como a moça não era dona de banco e nem de montadora de automóveis, não tem como arranjar dinheiro com barak obama e tampouco conhece ermírio de moraes que sabe como nunca arrancar dinheiro do governo, resolveu alugar a sua vida sete horas por dia. As pessoas escrevem o que ela deve fazer e ela faz. Segundo Chen o sucesso é absoluto e em tempos de “crise está ajudando muito”.
Em Alagoinha, Pernambuco, estado do paladino da moral e da dignidade jarbas vasconcelos, mas a dos outros, a dele não existe, a polícia prendeu um cidadão acusado de engravidar a enteada de nove anos. A criança está grávida de gêmeos e sua irmã de catorze anos também foi molestada segundo as autoridades. Molestada é uma palavra escalafobética, devia ser enquadrada no código penal como atentado grave ao pudor.
Nesse mesmo dia foram seis ocorrências de pais abusando de filhas/filhos, padrastos na mesma linha, mas a grande preocupação da rede globo é saber se consegue bater o recorde na terça-feira próxima quando a população será convocada a votar e definir quem sai do bordel bbb-9. O anúncio será feito por pedro bial logo após a apuração. E é bom não se esquecer que a ligação tem o custo de uma ligação local mais os impostos.

O menino ator está aí. No Brasil Pixote que fez sucesso e depois foi largado de lado no esquema sanguessuga do modelo, morreu assassinado pela polícia na favela onde morava. Despertou um mínimo de comoção e muxoxos do tipo “também pudera, no meio que vive”.
Um livro lançado por três ex-prisioneiros de guerra das FARCs-EP afirma que a ex-senadora ingrid betancourt, agora garota propaganda de cosméticos sobre como viver na selva, ter hepatite,malária e sair linda e fagueira, além de arrogante, prepotente e não aceitar se misturar com os outros presos, namorou vários guerrilheiros e um refém, no caso um senador. Deixou um filho por lá.
Kheit Stansell, um dos prisioneiros liberados e que estava cativo desde 2003, disse que quando foi submetido a revista logo após sua prisão uma das pessoas que participaram da revista foi a ex-senadora. Numa entrevista à rádio colombiana RCN ele disse que “betancourt colaborou com os guerrilheiros durante uma revista que lhe fizeram”.
E foi mais além. “Sua atitude foi arrogante”. A mulher de Keith esteve na Colômbia semana passada, em segredo, para agradecer aos comandantes revolucionários a libertação do seu marido.
Ele e mais dois companheiros liberados lançaram nesta semana o livro “Out of Captivity Surviving 1967 days in the Colombian Jungle” – Fora do Cativeiro Sobrevivendo 1967 dias na Selva Colombiana -. Os três trabalhavam para a empresa/quadrilha Northrop Grumman, braço da CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – e foram capturados em área controlada pelas forças revolucionárias.
O gaúcho Flávio está preocupado com a festa de sábado no bordel da globo. É que segundo ele, se maíra beber um pouco além da conta vai agarrá-lo.
Isso é que dá acreditar que a folha de são paulo é jornal sério, ou ouvir os comentários econômicos da senhora míriam leitão. Em todo caso para colocar ordem na besteirada e mentirada do mundo de faz de conta que é real e a globo vende como real, pastinha vai ser convocado a entregar o troféu de um torneio “hei de ser vereador”. Torneio de sinuca no hotel/sede da pilantragem do me dá quinhentos que faço que não vi nada. jarbas vasconcelos, vou logo avisando, é mais caro. E gilmar mendes então, só banqueiro.
Sem falar no filósofo contemporâneo william bonner que até o final do ano estará na Academia Brasileira de Letras com a tese “jornal nacional produto para homer simpsons”
Se de tudo não der para entender nada dê um pulo no portal Terra. Lá vai estar uma mega enquete onde você pode escolher desde a melhor fofoca do carnaval, até o bumbum mais bonito. E de antemão é bom saber que Jaque Khury vai estar mais bunduda ano que vem. Convocou uma coletiva para dar ciência à mídia e ao País, algo assim como “se é para o bem geral da nação diga ao povo que eu fico”.
Haja personal trainer.
Esses caras se forem espertos trazem ingrid betancourt para o próximo carnaval e de destaque numa bateria qualquer. Garantem a “mulher maravilha” e de quebra um patrocínio da empresa de cosméticos que tentou comprar o prêmio Nobel da paz para ela.
Para compensar juntam aécio e álvaro uribe num carro alegórico, assim tipo pirlimpimpim. Maradona não, que Maradona é um cara sério. E Monteiro Lobato não tem nada com isso. serra nem pensar. Só se for de Drácula no castelo do edmar.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Sobre o bebum fascistoide

Charge do amigo Bessinha na matéria copiada do Blog Brasil, mostra a tua cara, da Amiga Glória Leite, que está em Minhas Notícias e em Meus Favoritos.
Visitem, ou melhor, não deixem de VISITAR SEMPRE ESTE BLOG.
Neste Blog vocês PODEM CONFIAR - Eu garanto.
Saraiva
Sobre o bebum fascistoide
Quando falo sobre o Bebum-fascistoide só pode ser sobre o Gilmar Dantas, segundo o Noblat.
Sobre as falcatruas do Gilmar Dantas, segundo o Noblat, leia mais no blog do NassifCaso você queira se informar sobre as besteiras ditas pelo Gilmar Dantas, sobre a ilegalidade do governo ao financiar movimentos que cometem atos 'ilícitos' - no caso o Bebum se refere ao MST -, leia aqui.Cuidado, tome antes algum comprimido contra azia, pois as besteiras são tantas que provoca mal-estar.
Postado por Glória Leite
Fonte: SARAIVA13
Protesto contra a Folha de S. Paulo
A ong “Movimento dos Sem-Mídia” está organizando um protesto público contra o jornalão da direita Folha de S. Paulo que, em editorial (17/02), relativizou a violência da ditadura militar brasileira qualificando-a de “ditabranda”. É uma vergonha. O protesto vai ocorrer em frente à sede do jornalão, à rua Barão de Limeira.
De férias, não acompanhei a cagada do editorialista da Folha. A defesa da ditadura militar provocou uma verdadeira enxurrada de e-mails criticando o jornalão da famiglia Frias. O jornalão tem reafirmado sua posição e chegou a classificar a indignação dos respeitáveis professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides como “cínica e mentirosa”
Segundo o blog Cidadania.com, entre as adesões ao protesto já constam o Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, além de professores da USP e da Unicamp.
O blog Bahia de Fato manifesta repúdio ao editorial militarista da Folha de S. Paulo.
Seguem alguns e-mails do Painel do Leitor da Folha:
DITADURA
"Lamentável o uso da palavra "ditabranda" no editorial "Limites a Chávez" (“Opinião”, 17/2) e vergonhosa a Nota da Redação à manifestação do leitor Sérgio Pinheiro Lopes ("Painel do Leitor", ontem). Quer dizer que a violência política e institucional da ditadura brasileira foi em nível "comparativamente baixo'? Que palhaçada é essa? Quanto de violência é admissível? No grande "Julgamento em Nuremberg" (1961), o personagem de Spencer Tracy diz ao juiz nazista que alegava que não sabia que o horror havia atingido o nível que atingira: "Isso aconteceu quando você condenou à morte o primeiro homem que você sabia que era inocente". A “Folha” deveria ter vergonha em relativizar a violência. Será que não é por isso que ela se manifesta de forma cada vez maior nos estádios, nas universidades e nas ruas?"
“MAURICIO CIDADE BROGGIATO” (Rio Grande, RS)
DITADÔMETRO
"Inacreditável. A Redação da “Folha” inventou um ditadômetro, que mede o grau de violência de um período de exceção. Funciona assim: se o redator foi ou teve vítimas envolvidas, será ditadura; se o contrário, será ditabranda. Nos dois casos, todos nós seremos burros."
“LUIZ SERENINI PRADO” (Goiânia, GO)
INFÂMIA
"Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda'? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala - que horror!"
“MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES”, professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)
VERGONHA
"O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana."
“FÁBIO KONDER COMPARATO”, professor universitário aposentado e advogado
(São Paulo, SP).
Fonte: Bahia de Fato
De férias, não acompanhei a cagada do editorialista da Folha. A defesa da ditadura militar provocou uma verdadeira enxurrada de e-mails criticando o jornalão da famiglia Frias. O jornalão tem reafirmado sua posição e chegou a classificar a indignação dos respeitáveis professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides como “cínica e mentirosa”
Segundo o blog Cidadania.com, entre as adesões ao protesto já constam o Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, além de professores da USP e da Unicamp.
O blog Bahia de Fato manifesta repúdio ao editorial militarista da Folha de S. Paulo.
Seguem alguns e-mails do Painel do Leitor da Folha:
DITADURA
"Lamentável o uso da palavra "ditabranda" no editorial "Limites a Chávez" (“Opinião”, 17/2) e vergonhosa a Nota da Redação à manifestação do leitor Sérgio Pinheiro Lopes ("Painel do Leitor", ontem). Quer dizer que a violência política e institucional da ditadura brasileira foi em nível "comparativamente baixo'? Que palhaçada é essa? Quanto de violência é admissível? No grande "Julgamento em Nuremberg" (1961), o personagem de Spencer Tracy diz ao juiz nazista que alegava que não sabia que o horror havia atingido o nível que atingira: "Isso aconteceu quando você condenou à morte o primeiro homem que você sabia que era inocente". A “Folha” deveria ter vergonha em relativizar a violência. Será que não é por isso que ela se manifesta de forma cada vez maior nos estádios, nas universidades e nas ruas?"
“MAURICIO CIDADE BROGGIATO” (Rio Grande, RS)
DITADÔMETRO
"Inacreditável. A Redação da “Folha” inventou um ditadômetro, que mede o grau de violência de um período de exceção. Funciona assim: se o redator foi ou teve vítimas envolvidas, será ditadura; se o contrário, será ditabranda. Nos dois casos, todos nós seremos burros."
“LUIZ SERENINI PRADO” (Goiânia, GO)
INFÂMIA
"Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda'? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala - que horror!"
“MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES”, professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)
VERGONHA
"O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana."
“FÁBIO KONDER COMPARATO”, professor universitário aposentado e advogado
(São Paulo, SP).
Fonte: Bahia de Fato
DITABRANDA PARA QUEM?
Por CARTA CAPITAL
a Folha mostrou a sua cara e acabou dando um tiro no pé. Choveram cartas para o ombudsman do jornal ? que se limitou a escrever, quase clandestino, que a resposta pecara por falta de ?cordialidade?. Um manifesto de repúdio ao jornal e de solidariedade, organizado pelo professor Caio Navarro de Toledo, da Unicamp ? com a primeira adesão de Antonio Candido, Margarida Genevois e Goffredo da Silva Telles ? passa imediatamente a circular na internet e, apesar do carnaval, conta com mais de 3 mil assinaturas.
Quase ninguém lê editorial de jornais, mas quase todos leem a seção de cartas. E foi assim que tudo começou. Os fatos: a Folha de S.Paulo, em editorial de 17/2, aplica a expressão ?ditabranda? ao regime militar que prendeu, torturou, estuprou e assassinou. O primeiro leitor que escreve protestando recebe uma resposta pífia; a partir daí, multiplicam-se as cartas: as dos indignados e as dos que ainda defendem a ditadura. Normal.
Mas eis que chegam a carta do professor Fábio Konder Comparato e a minha: "Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda"? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala ? que horror!? (esta escriba). "O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17/2, bem como o diretor que o aprovou, deveria ser condenado a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana? (Prof. Fábio).
As cartas são publicadas acompanhadas da seguinte Nota da Redação ? "A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ?indignação? é obviamente "cínica e mentirosa"."
Pronto. Como disseram vários comentaristas, a Folha mostrou a sua cara e acabou dando um tiro no pé. Choveram cartas para o ombudsman do jornal ? que se limitou a escrever, quase clandestino, que a resposta pecara por falta de "ordialidade". Um manifesto de repúdio ao jornal e de solidariedade, organizado pelo professor Caio Navarro de Toledo, da Unicamp ? com a primeira adesão de Antonio Candido, Margarida Genevois e Goffredo da Silva Telles ? passa imediatamente a circular na internet e, apesar do carnaval, conta com mais de 3 mil assinaturas. Neste, depoimentos veementes de acadêmicos, jornalistas (inclusive nota do sindicato paulista), artistas, estudantes, professores do ensino fundamental e médio, além de blogs. Vítimas da repressão escrevem relatos de suas experiências e até enviam fotos terríveis. A maioria lembra, também, o papel da empresa Folha da Manhã na colaboração com a famigerada Oban.
O que explica essa inacreditável estupidez da Folha?
A meu ver, três pontos devem ser levantados: 1. A combativa atuação do advogado Comparato para impedir que os torturadores permaneçam ?anistiados? (atenção: o caso será julgado em breve no STF!). 2. O insidioso revisionismo histórico, com certos acadêmicos, políticos e jornalistas, a quem não interessa a campanha pelo ?Direito à Memória e à Verdade?. 3. A possível derrota eleitoral do esquema PSDB-DEM, em 2010. (Um quarto ponto fica para ?divã de analista?: os termos da nota ? não assinada ? revelam raiva e rancor, extrapolando a mais elementar ética jornalística.)
Dessa experiência, para mim inédita, ficou uma reflexão dolorosa, provocada pela jornalista Elaine Tavares, do blog cearense Bodega Cultural, que reclama: ?Sempre me causou espécie ver a intelectualidade de esquerda render-se ao feitiço da Folha, que insistia em dizer que era o ?mais democrático? ou que ?pelo menos abria um espaço para a diferença?. Ora, o jornal dos Frias pode ser comparado à velha historinha do lobo que estudou na França e voltou querendo ser amigo das ovelhas. Tanto insistiu que elas foram visitá-lo. Então, já dentro da casa do lobo ele as comeu. Uma delas, moribunda, lamentou: ?Mas você disse que tinha mudado?... E ele, sincero: ?Eu mudei, mas não há como mudar os hábitos alimentares?. E assim é com a Folha (...). São os hábitos alimentares?.
O que fazer? Muito. Há a imprensa independente, como esta CartaCapital. Há a internet. Há todo um movimento pela democratização da informação e da comunicação. Há a luta ? que sabemos constante ? pela justiça, pela verdade, pela república, pela democracia. Onde quer que estejamos.
Maria Victoria Benevides é socióloga com especialização em Ciências Políticas e professora titular da Faculdade de Educação da USP
Fonte: CMI Brasil
a Folha mostrou a sua cara e acabou dando um tiro no pé. Choveram cartas para o ombudsman do jornal ? que se limitou a escrever, quase clandestino, que a resposta pecara por falta de ?cordialidade?. Um manifesto de repúdio ao jornal e de solidariedade, organizado pelo professor Caio Navarro de Toledo, da Unicamp ? com a primeira adesão de Antonio Candido, Margarida Genevois e Goffredo da Silva Telles ? passa imediatamente a circular na internet e, apesar do carnaval, conta com mais de 3 mil assinaturas.
Quase ninguém lê editorial de jornais, mas quase todos leem a seção de cartas. E foi assim que tudo começou. Os fatos: a Folha de S.Paulo, em editorial de 17/2, aplica a expressão ?ditabranda? ao regime militar que prendeu, torturou, estuprou e assassinou. O primeiro leitor que escreve protestando recebe uma resposta pífia; a partir daí, multiplicam-se as cartas: as dos indignados e as dos que ainda defendem a ditadura. Normal.
Mas eis que chegam a carta do professor Fábio Konder Comparato e a minha: "Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda"? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala ? que horror!? (esta escriba). "O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17/2, bem como o diretor que o aprovou, deveria ser condenado a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana? (Prof. Fábio).
As cartas são publicadas acompanhadas da seguinte Nota da Redação ? "A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ?indignação? é obviamente "cínica e mentirosa"."
Pronto. Como disseram vários comentaristas, a Folha mostrou a sua cara e acabou dando um tiro no pé. Choveram cartas para o ombudsman do jornal ? que se limitou a escrever, quase clandestino, que a resposta pecara por falta de "ordialidade". Um manifesto de repúdio ao jornal e de solidariedade, organizado pelo professor Caio Navarro de Toledo, da Unicamp ? com a primeira adesão de Antonio Candido, Margarida Genevois e Goffredo da Silva Telles ? passa imediatamente a circular na internet e, apesar do carnaval, conta com mais de 3 mil assinaturas. Neste, depoimentos veementes de acadêmicos, jornalistas (inclusive nota do sindicato paulista), artistas, estudantes, professores do ensino fundamental e médio, além de blogs. Vítimas da repressão escrevem relatos de suas experiências e até enviam fotos terríveis. A maioria lembra, também, o papel da empresa Folha da Manhã na colaboração com a famigerada Oban.
O que explica essa inacreditável estupidez da Folha?
A meu ver, três pontos devem ser levantados: 1. A combativa atuação do advogado Comparato para impedir que os torturadores permaneçam ?anistiados? (atenção: o caso será julgado em breve no STF!). 2. O insidioso revisionismo histórico, com certos acadêmicos, políticos e jornalistas, a quem não interessa a campanha pelo ?Direito à Memória e à Verdade?. 3. A possível derrota eleitoral do esquema PSDB-DEM, em 2010. (Um quarto ponto fica para ?divã de analista?: os termos da nota ? não assinada ? revelam raiva e rancor, extrapolando a mais elementar ética jornalística.)
Dessa experiência, para mim inédita, ficou uma reflexão dolorosa, provocada pela jornalista Elaine Tavares, do blog cearense Bodega Cultural, que reclama: ?Sempre me causou espécie ver a intelectualidade de esquerda render-se ao feitiço da Folha, que insistia em dizer que era o ?mais democrático? ou que ?pelo menos abria um espaço para a diferença?. Ora, o jornal dos Frias pode ser comparado à velha historinha do lobo que estudou na França e voltou querendo ser amigo das ovelhas. Tanto insistiu que elas foram visitá-lo. Então, já dentro da casa do lobo ele as comeu. Uma delas, moribunda, lamentou: ?Mas você disse que tinha mudado?... E ele, sincero: ?Eu mudei, mas não há como mudar os hábitos alimentares?. E assim é com a Folha (...). São os hábitos alimentares?.
O que fazer? Muito. Há a imprensa independente, como esta CartaCapital. Há a internet. Há todo um movimento pela democratização da informação e da comunicação. Há a luta ? que sabemos constante ? pela justiça, pela verdade, pela república, pela democracia. Onde quer que estejamos.
Maria Victoria Benevides é socióloga com especialização em Ciências Políticas e professora titular da Faculdade de Educação da USP
Fonte: CMI Brasil
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O mundo perdeu uma pessoa que só andava alegre, cuja sua ação habitual era o riso, um pessoa humilde que demonstrava viver bem com a vida...
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O problema econômico do nosso vizinho vai requerer um bom caldeirão de feijão e uma panela generosa de arroz. Voltar ao básico Por Felipe Sa...
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Por`ESTADÃO O País assistiu, estarrecido, ao sequestro das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado por parlamentares bolsonaristas que decidir...
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É com profunda indignação, tristeza e dor que registro o falecimento do meu amigo, o farmacêutico Pablo Vinicius Dias de Freitas , aos 46...
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