sexta-feira, março 06, 2026

Políticos expõem a falta de vergonha na janela partidária

 em 6 mar, 2026 7:44

Adiberto de Souza



Deputados federais e estaduais estão finalizando as negociações de seus passes com os partidos pelos quais pretendem disputar a reeleição deste ano. Os distintos têm pressa, pois a janela partidária permitindo pular a cerca para outra legenda sem o risco de perder o mandato se fecha no dia 3 de abril próximo. Em Sergipe, três dos oito deputados federais e sete dos 24 estaduais devem trocar de endereço partidário. Muitos políticos sem mandatos também vão pular a janela. É preciso dizer que esse dispositivo da lei eleitoral virou um descarado trampolim para muita gente interessada unicamente em benefícios pessoais. Ao ser criada, o principal objetivo da janela partidária era permitir que o parlamentar em litígio com seu partido mudasse de legenda sem ser punido. Esperava-se, inclusive, que o suplicante batesse na porta de uma sigla com coloração ideológica parecida à que estava caindo fora. Ledo engano! Foi-se o tempo em que o sujeito nascia e morria UDN ou PSD. Atualmente, a grande maioria dos parlamentares dispostos a pular a cerca busca somente garantir a reeleição. Portanto, a janela partidária tem servido, em muitos casos, principalmente para expor a falta de vergonha na cara. Home vôte!

O Brasil é mulher

As mulheres são maioria no Brasil. Segundo o IBGE, cerca de 51% da população é feminina e o restante, inevitavelmente, é filho delas. Isso mostra o tamanho da presença e da importância das mulheres na sociedade brasileira. Apesar disso, a taxa de participação feminina no mercado de trabalho gira em torno de 53,3%, enquanto entre os homens chega a 73,2%. Ou seja, milhões de mulheres enfrentam enormes problemas para conseguir um emprego. Essa desigualdade se torna ainda mais grave quando se olha para o recorte racial. Mulheres negras chegam a ganhar mais de 50% a menos que homens não negros, mostrando que gênero e raça se combinam para ampliar as injustiças sociais. Aff Maria!

André exonerado

Veja o que publica a jornalista Berenice Seara, do jornal fluminense Extra: André Moura deixou a Secretaria de Representação do Rio de Janeiro em Brasília — para se dedicar à sua candidatura ao Senado por Sergipe. Mas, para quem aposta que o Rio terá, enfim, uma representação digna do nome, é bom saber que, na troca de secretários, entrou a advogada Luanna Santos Cariri — natural de… Sergipe! Em 2014, a moça foi estagiária voluntária numa vara criminal em Aracaju. E, entre outubro de 2016 e abril de 2017, atuou como advogada júnior num escritório que tinha Moura como um de seus principais clientes. De lá, foi um salto. Em julho de 2017, indicada pelo então líder do governo Temer, virou assessora do presidente da Dataprev. Sei não. Pelo visto, os cidadãos do Rio vão continuar financiando a política do Estado do Sergipe”. Misericórdia!

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