sexta-feira, maio 23, 2025

Se você acha (?) que Haddad contém Lula, vai cair em novo golpe eleitoral

Publicado em 22 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Há fantasia de que Fernando Haddad impede que o governo Lula promova farra fiscal

Lula agora usa a “credibilidade” que Haddad ainda tem

Carlos Andreazza
Estadão

Persiste o mito de que Fernando Haddad evitaria que o governo Lula fosse o governo Lula. Permanece a fantasia de que o ministro da Fazenda de Lula, escolhido histórico de Lula, dificultaria que o governo Lula fosse plenamente o governo Lula.

Uma obra-prima da propaganda, que prospera influente já ao avançar do terceiro ano deste Dilma III, cujo marco fundador foi a PEC da Transição, que começou logo derramando inflacionariamente mais de R$ 150 bilhões na economia.

ESTÍMULO ARTIFICIAL – Com essa PEC, Lula estimulou artificialmente o consumo e levantou o voo de galinha da economia – para depois erguer a fachada publicitária do arcabouço fiscal. O natimorto fiscal, inviável desde a largada, fantasia do governo ficcionista que cumpre as metas fiscais ao mesmo tempo em que nos informa que o mundo acabará a partir de 2027.

A bomba fiscal explodirá depois de 2026. A turma sabe. Não apenas nada faz para desarmá-la como a engorda com vistas ao projeto de reeleição; que bancaremos. Até lá, pois: energia elétrica gratuita para 60 milhões e gás para todos.

Simone Tebet admitiu: a regra fiscal não se sustenta para além do ano eleitoral. Até lá, o plano é pedalar e empurrar-maquiar o bicho. O Ministério do Planejamento é o de Sidônio. Esse é o mundo real.

O OUTRO MUNDO – Mas é no mundo da fantasia que Haddad contém Lula. O ministro é um cronista cínico a sonhar com o dia em que será avaliado profissionalmente pelo que não deixaria o chefe fazer.

Governo cogita medidas para ampliar popularidade, mas Haddad finge negar busca de espaço fiscal para pacote. A imprensa repete: ‘Ministro Haddad tem gerenciamento sobre Lula e contém gastos do governo’. Será mesmo?

Se o chefe faz o que faz com o ministro o inibindo, imagine o que gastará quando Haddad sair do governo para se candidatar. A questão é outra: haveria muito mais a fazer, sem Haddad no governo, para além do que já faz – fez – com Haddad no governo?

ROUBO DOS APOSENTADOS – A natureza se impõe. A natureza de um governo Lula. Natureza a se exibir – em todo o esplendor – ante os desafios da circunstância. Não apenas na véspera da eleição. É a véspera da eleição para um governo impopular cuja desaprovação vai desafiada pelo roubo aos aposentados. (A propósito: você já pegou “o empréstimo do Lula”?)

Sobre a roubalheira aos nossos mais velhos, o natural é que o governo Lula tente compensar o estrago com o ressarcimento acelerado-improvisado às vítimas, via crédito extraordinário.

A natureza – vestida de “ala do Planalto” – impele a que se faça o que for preciso para restituir os roubados antes de que a eleição surja no horizonte do cidadão.

HADDAD É CONTRÁRIO – Sempre é. Decerto contrário também ao Pé-de-Meia pago à margem do Orçamento. E o que ocorre? O que prevalece sempre? O ministro, contrariado sempre, sempre fica.

Haddad nega que o Bolsa Família será reajustado – de R$ 600 para R$ 700 reais – a partir de janeiro de 2026. “Não tem estudo. Não tem demanda. Não tem pedido. Não tem nada”. Seria tudo mentira.

Estudo não há nem haverá mesmo. Demanda sempre existe. O pedido virá. É a modalidade de mentira que se torna verdade num sopro. Nada de profecia. Natureza.

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