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A recente decisão da Justiça Eleitoral da 193ª Zona Eleitoral da Bahia, que julgou procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o MDB de Andaraí por fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais de 2024, repercute como um verdadeiro alerta às práticas eleitorais viciadas que, infelizmente, ainda persistem em diversos municípios brasileiros.
No caso de Andaraí, a sentença da juíza eleitoral GÉSSICA OLIVEIRA SANTOS revelou um esquema de simulação de candidatura feminina, com o claro objetivo de burlar a exigência legal de 30% de candidaturas de gênero, como preconiza a legislação eleitoral. A candidatura fictícia de Eliane Ribeiro Veneruci, usada apenas como fachada para dar aparência de legalidade à chapa, resultou em uma decisão contundente: cassação do DRAP do MDB, anulação de todos os votos do partido, cassação dos mandatos dos vereadores eleitos e suplentes, redistribuição das vagas e, ainda, a inelegibilidade da candidata laranja.
Esse episódio funciona como uma verdadeira fotografia jurídica — e um prenúncio — daquilo que também se investiga em Jeremoabo, onde tramita uma AIJE que apura indícios similares de fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais de 2024. Se confirmadas as suspeitas, o município poderá viver um cenário muito semelhante ao de Andaraí, com impactos diretos na composição da Câmara Municipal e na representatividade legítima do voto popular.
A analogia é inevitável. Em ambos os casos, o cerne da questão é o mesmo: o desrespeito à participação efetiva das mulheres na política, tratadas como simples números para cumprimento formal da legislação. Essa prática não apenas fere os princípios da democracia, mas também atenta contra a lisura do processo eleitoral e o direito de escolha do eleitor.
Diante da decisão de Andaraí, resta-nos, em Jeremoabo, aguardar o julgamento da AIJE com confiança na Justiça Eleitoral, que tem demonstrado firmeza ao coibir fraudes e restaurar a verdade eleitoral. A expectativa é de que, se comprovadas as irregularidades, a Justiça adote medidas proporcionais, com a devida responsabilização dos envolvidos e a reparação institucional necessária.
A decisão de Andaraí representa mais que uma punição: é um recado claro de que a Justiça não se omite diante da tentativa de manipular o jogo democrático. E, por analogia, deixa claro que Jeremoabo poderá estar a poucos passos de um desfecho semelhante, caso se confirmem os indícios apurados.
