sábado, maio 03, 2025

Críticas seletivas e o valor da democracia participativa

 

Críticas seletivas e o valor da democracia participativa


É curioso ver certos cidadãos que, durante seis longos anos de governo de Deri do Paloma, mantiveram um silêncio ensurdecedor diante dos inúmeros desmandos, obras inacabadas, perseguições políticas e descaso com os serviços públicos. Gente que fazia questão de elogiar cegamente, sem a mínima cobrança ou postura crítica, agora tenta posar de fiscalizador nas redes sociais, criticando pedaços pequenos de obras no atual governo. A pergunta que não quer calar é: por que não cobrou do seu prefeito, quando tinha a oportunidade e o dever de fazê-lo?

Lamentavelmente, esse cidadão perdeu a voz — e o direito moral — de criticar, quando calou diante de absurdos como o que aconteceu no povoado Cirica, onde o então prefeito Deri do Paloma perseguiu de forma covarde um cadeirante, deixando quase sem condições de se movimentar, apenas porque ele declarou seu voto ao atual prefeito Tista de Deda. Pavimentou todo o trecho da obra, mas propositalmente deixou sem calçar justamente o pedaço em frente à casa de Tonheta, o cadeirante. Um ato de puro revanchismo político, que escancarou a face autoritária e mesquinha de um governo que não respeitava nem os mais vulneráveis.

A crítica construtiva é salutar, mas ela perde o valor quando nasce da conveniência e não da coerência. A cobrança ao atual prefeito Tista de Deda, por mais injusta ou desproporcional que seja, acaba por engrandecê-lo. Afinal, diferente do seu antecessor, Tista governa com transparência, de portas abertas para o povo, e com um diferencial essencial: criou uma ouvidoria municipal para que qualquer cidadão possa fazer críticas, sugestões ou denúncias, sem precisar recorrer a redes sociais ou rádios para ser ouvido.

No governo Tista de Deda, a crítica não é recebida como afronta, mas como exercício legítimo da cidadania. Isso sim é democracia de verdade. E como bem disse o filósofo Voltaire, em uma frase eternizada por muitos amantes da liberdade: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las." Essa é a postura de um governo democrático, que respeita a opinião do povo e garante espaços de escuta ativa.

Quando o cidadão participa, cobra e é ouvido, estamos diante do verdadeiro espírito da democracia: um governo do povo, pelo povo e para o povo. Essa participação ativa não deve ser movida por interesses pessoais, conveniências políticas ou ataques seletivos, mas sim por um compromisso honesto com a melhoria da cidade e com a justiça social.

É tempo de amadurecer o debate político em Jeremoabo. Que as críticas venham, sim — mas que venham com coerência, isenção e respeito à inteligência da população.

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