sexta-feira, maio 16, 2025

Como diz Eros Grau, não existe Justiça aqui na Terra, mas somente no paraíso


O Judiciário virou parte do espetáculo", afirma Eros Grau

“Justiça virou parte do espetáculo”, lamenta Eros Grau 

Roberto Nascimento

Concordo com o grande jurista Jorge Béja no seu desânimo com a Justiça. Entretanto, devemos lembrar que o Judiciário reflete uma gigantesca crise da sociedade. De um tempos para cá, perdemos o freio, a ética, o caráter, e passamos perigosamente à política do vale tudo, sem exagero na avaliação.

Predomina a generalização da teoria de levar vantagem em todas as frentes, com um agravante: a violência entre as pessoas aumentou. Aquele antigo conceito de família, amizade, companheirismo, solidariedade, estima, está escorrendo pelos ralos do esgoto humano.

RETROCESSO GERAL – A decadência não é exclusividade do Judiciário, está nas ruas, nas altas rodas da sociedade, nos vários níveis de governo, nos sindicatos, nas torcidas dos clubes de futebol, nos condomínios, nas vilas e nas mansões.

Posso afirmar que, acompanhando a cena política desde a década de 80 e a caminho dos 80 anos, constato com profunda tristeza que o Legislativo é o mais trágico entre os Três Poderes.
O povo tem escolhido os piores representantes no Senado, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.

O cenário é dantesco ou até pior do que o relato da Divina Comédia de Dante Alighieri.

INTERESSE COLETIVO – Não vejo os parlamentares correrem para votar matérias que melhorem a vida do povo e atendam aos interesses nacionais. Pelo contrário, só votam Leis que os beneficiem diretamente ou que sejam de seu interesse na continuidade de seus mandatos.

Suas excelências, nesse diapasão suicida, tentam seguir alimentando o dragão golpista, que ainda está à espreita, buscando uma forma para retomar o Poder. Para quê? Para nada. Uma vez no poder, conseguem ser ainda piores do que o grupelho que aí está.

Citando o ministro aposentado do STF, Eros Grau: “Não existe Justiça na Terra, somente no Paraíso”; aqui na Terra, hoje o Judiciário faz parte do espetáculo”..

Nota da redação deste Blog =  A esculhambação institucionalizada e o desrespeito ao cidadão contribuinte

Vivemos na era da globalização, da internet de alta velocidade, da inteligência artificial, dos aplicativos que prometem resolver tudo em segundos — mas basta precisar de um serviço essencial como o atendimento da Caixa Econômica Federal para perceber que o Brasil ainda engatinha no respeito ao cidadão. A esculhambação está generalizada. E quem sempre leva a pior? O contribuinte, o beneficiário, o trabalhador.

Tente, por exemplo, resolver qualquer problema bancário pelo atendimento telefônico da Caixa. Você será recebido com aquela frase padrão: “No momento, todos os atendentes estão ocupados. Por favor, aguarde.” Aguarde... por uma, duas horas, talvez mais. Aguarde por uma solução que não vem. Aguarde até ser vencido pela frustração. Isso não é apenas um problema técnico — é um sintoma de um sistema que falhou com a população.

Estamos falando de um banco público que deveria dar exemplo de eficiência, de atenção ao povo, especialmente porque lida com benefícios sociais, com o dinheiro suado do trabalhador, com aposentadorias, auxílios e financiamentos da casa própria. Em vez disso, o que se encontra é descaso. É como se o cidadão não passasse de um número em uma fila infinita, esquecida, digitalmente ignorada.

O mais grave é que isso acontece num contexto em que a tecnologia poderia facilitar e humanizar os serviços. Mas ao contrário, ela tem sido usada como barreira: filas virtuais, gravações automáticas, plataformas mal projetadas e aplicativos que mais confundem do que ajudam. Tudo isso sem qualquer canal efetivo de resolução rápida e transparente.

Essa negligência não é exclusividade da Caixa. Ela se repete em outros serviços públicos e privados, refletindo um país onde a burocracia serve mais para travar do que para organizar. Onde o consumidor é maltratado, o contribuinte é desvalorizado e o tempo do cidadão parece não ter valor algum.

É preciso cobrar. É preciso denunciar. É preciso exigir que as instituições respeitem as pessoas, porque ninguém aguenta mais esse desleixo institucionalizado. Um país que se quer moderno e justo não pode permitir que o cidadão seja tratado como um incômodo.

Porque, no fim das contas, quem sustenta toda essa estrutura somos nós. E o mínimo que merecemos é respeito.




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