Por: José Montalvão
Jeremoabo – Uma notícia preocupante tem mobilizado a população local: o Abrigo dos Vicentinos, tradicional instituição que acolhe idosos em situação de vulnerabilidade, corre sério risco de fechar as portas por falta de recursos financeiros. O alerta foi feito por José Mário, cidadão atento às causas sociais, que demonstrou preocupação com o possível abandono dos idosos acolhidos pela entidade.
Se depender do prefeito Tista de Deda, e se o orçamento do município permitir, com certeza ele não permitirá o fechamento do abrigo para jogar os velhinhos carentes na vala do abandono, afirmo sem medo de errar. É notável a sensibilidade social do atual gestor e sua disposição em apoiar causas humanitárias, desde que haja condições orçamentárias.
O Abrigo dos Vicentinos é uma instituição mantida com doações e recursos limitados, e tem desempenhado um papel essencial no cuidado aos idosos de Jeremoabo. Com a escassez de verbas, a situação se tornou insustentável, e a entidade pode encerrar suas atividades em breve, o que lançaria dezenas de idosos ao desamparo.
Quero também levantar uma questão incômoda, mas pertinente: onde está a Câmara de Vereadores nesse momento? Porque o Legislativo Municipal, mesmo com recursos sobrando, não se mobiliza para ajudar a entidade. "A pergunta que não quer calar: e a Câmara de Vereadores, com dinheiro sobrando, por que não ajuda os Vicentinos?"
De fato, a legislação permite que, em determinadas situações, o poder legislativo municipal possa destinar subvenções a entidades filantrópicas, como a Sociedade de São Vicente de Paulo. Tudo depende de previsão legal, vontade política e sensibilidade social.
A população de Jeremoabo clama por uma resposta rápida, solidária e eficaz. O abrigo não pode ser deixado à própria sorte. O futuro a Deus pertence, e todos nós estamos sujeitos a bater às portas dos Vicentinos.
O momento exige união entre os poderes Executivo e Legislativo, além do apoio da sociedade civil, para garantir que os idosos de Jeremoabo continuem tendo um lar digno, com cuidado e respeito. O abandono não pode ser uma opção.