Ontem encontrei diversas mensagens na caixa de mensagens do ZAP criticando a ida dos vereadores para participarem de congresso em Aracaju em final de semana em época de pandemia, quando até o momento tudo é efetuado de modo virtual on -line.
Não procurei averiguar por considerar que intercambio, congresso, é sempre salutar, é um intercambio para reciclagem, para adquirir conhecimentos e atualizações; porém, o que todos nós eleitores exigimos e cobramos. é que os conhecimentos adquiridos através desses encontros sejam aplicados em benefício do município, da população, do aperfeiçoamento da fiscalização, da real independência do legislativo, e não para ser capacho de prefeito, para serem omissos; já que a continuar no mesmo melhor seria deixar a diárias em paz.
" ...A nossa existência é como o palco de um teatro , onde foi atribuído um papel a cada um dos atores : aquele é rei, este é conselheiro, aquele outro vive o papel de criado ; enfim , todos em suas respectivas respectivas personagens, cujas variantes de posição são aparentes, porque na verdade são todos iguais, não passando de meros atores com suas ascensões e quedas . (ACENTELHA).
No mundo contemporâneo, as coisas, a vida, tem uma concepção completamente diferente, pois não adotamos posturas adequadas, e muito menos sabemos quem realmente somos, levando uma vida inteira através de decisões tomadas, sem um pensamento bem estruturado que por ventura nos condicionam vidas completamente contraditórias daquilo que realmente somos. Passamos por cima de tudo aquilo que realmente tem valor então nos apegando a coisas supérfluas sem valor ético algum, nos abraçamos fortemente sobre os critérios morais, mas a moralidade está atrelada diretamente ao coletivo, ao pensamento de uma sociedade qual dita regras e comportamentos, quais nem sempre nos encaixamos e engajamos. Essa contradição da vida contemporânea, ainda assim, é a mesma metodologia, o mesmo caminhar na mesma direção do autoengano, sendo que refletir dentro de si pode extrair o melhor conteúdo de nós mesmos, direcionando para o autoconhecimento como a maior virtude, assim, não só conhecer-se, mas também parar para pensar naquilo que realmente somos. Não levar a vida no famoso “o vento levou” e até mesmo poder responder aquelas perguntas “toscas” que nos fazem em entrevistas de emprego: quais são seus pontos positivos e quais são suas fraquezas, pois, simplesmente não sabemos responder por conta de adotarmos uma postura do “deixa a vida me levar” e nunca em hipótese alguma damos valor aquilo que realmente tem valor, aquilo que realmente somos. (Felipe Pedroso)
Encerro citando Reinaldo Azevedo: " Pensar com cabresto produz zurros não pensamentos".

