quinta-feira, setembro 09, 2021

‘Relação com China é essencial contra Covid’, diz Bolsonaro, elogiando também a Rússia

Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

 (crédito: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores da Índia)

Bolsonaro só faltou elogiar Cuba, Venezuela e Coréia do Norte

Augusto Fernandes
Correio  Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta quinta-feira (9/9), da 13ª cúpula do Brics, agrupamento de países de mercado emergente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma boa relação com os líderes das demais nações, em especial com o presidente chinês Xi Jinping.

Segundo Bolsonaro, a China tem dado uma importante contribuição ao Brasil para o enfrentamento à covid-19 com o fornecimento de insumos para vacinas contra a doença.

MUDOU A POSTURA – No ano passado, o chefe do Executivo brasileiro desdenhou da CoronaVac, imunizante produzido pelo laboratório chinês Sinovac, ao prometer não comprar a vacina para distribuir à população brasileira. Recentemente, ele irritou a nação asiática ao acusar a China de ter fabricado o vírus causador da covid-19.

Nesta quinta, contudo, Bolsonaro elogiou a parceria com o país da Ásia e destacou “o bom estado de nossas relações bilaterais em diversas vertentes, mais especialmente no âmbito comercial de investimentos”.

“Essa parceria se tem mostrado essencial para a gestão da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China”, disse.

BOM RELACIONAMENTO – Bolsonaro lamentou que o encontro com os demais presidentes não tenha ocorrido de forma presencial, mas agradeceu a cada um pelo bom relacionamento diplomático.

Segundo ele, a parceira estratégica do Brasil com a Índia “vive hoje um excelente momento”. O chefe brasileiro lembrou que instrumentos assinados durante a viagem que ele fez ao país asiático em janeiro do ano passado “estão rendendo frutos e nossa cooperação tem avançado, como nas áreas de ciência e tecnologia, energia e saúde, sobretudo no combate à pandemia da covid-19”.

“O comércio bilateral tem crescido, em mais um sinal da retomada de nossas economias e do potencial de nossas relações”, afirmou Bolsonaro.

“PARCERIA ESTRATÉGICA” – O presidente ainda destacou que o Brasil mantém uma “parceria estratégica” com a África do Sul há mais de uma década. “Juntos, temos contribuído para desenvolver dinâmica própria e coordenação em favor do fortalecimento do Brics. Nossos laços humanos e nossas similaridades tornam o diálogo fluido e natural em temas como defesa, ciência e tecnologia, meio ambiente, comércio e investimentos, o que se reflete em nosso entendimento no Brics.”

Por fim, Bolsonaro ressaltou as relações bilaterais “de grande envergadura” com a Rússia. “Para além das excelentes relações políticas e da importância da nossa cooperação em ciência e tecnologia e de nossas trocas comerciais concentradas no agronegócio, temos interesse em diversificar nossa pauta exportadora de forma condizente com o desenvolvimento de ambas as economias”, destacou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
O que é isso, companheiro?”, perguntaria Fernando Gabeira, surpreso com a mudança da estratégia de Bolsonaro, que num mesmo dia conseguiu elogiar as relações com a China e com a Rússia, sem vomitar. Só falta agora estreitar as relações com Cuba, Venezuela e Coreia do Norte, para enfim ser encaminhado ao manicômio, fantasiado de Karl Marx, mas pensando que é Papai Noel. (C.N.)

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