sexta-feira, maio 08, 2020

Líder do governo na Câmara diz que “facada” em Paulo Guedes foi determinação de Bolsonaro


Hugo foi contra equipe econômica após conversa com Bolsonaro
Alessandra Azevedo
Correio Braziliense
O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que votou por incluir exceções no projeto de lei que prevê congelamento de salários de servidores a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Em discurso no plenário, nesta quarta-feira, dia 6, ele afirmou que foi contra a equipe econômica após conversa com o chefe do Executivo.
Vitor Hugo explicou que a “possível facada” no ministro da Economia, Paulo Guedes, aconteceu a pedido do presidente. O item que estendeu a permissão de reajustes a profissionais  não necessariamente envolvidos de forma direta no combate à Covid-19 foi apoiado por Bolsonaro. O Senado cortou essa mudança nesta quarta-feira, mas os deputados haviam incluído por destaque, na terça-feira, dia 5
INVIÁVEL – “A retirada da expressão ‘desde que diretamente envolvidos’ foi determinação do presidente da República, cumprida pelo líder do governo na Câmara, uma vez que sou líder do governo e não de qualquer ministério”, disse Vitor Hugo. “Paulo Guedes pediu que inseríssemos a restrição, o que parecia algo realmente muito coerente no momento emergencial, mas que, na prática, seria inviável”, explicou.
Por isso, o líder do governo orientou voto “sim” a um destaque apresentado pelo PDT, que mudava esse ponto. “Liguei para o presidente às 10 horas da noite de ontem [terça-feira] e me certifiquei de que essa era a melhor solucão.
Ele falou ‘Vitor Hugo, faça dessa maneira e vamos acompanhar, para privilegiar esses profissionais que estão na linha de frente. E isso aconteceu”, disse o deputado. Ele também afirmou ter conversado sobre a inclusão de servidores da segurança pública e da saúde mantidos pela União na lista de exceções. “Foi pedido explicito do presidente e eu fiz o texto”, contou.
PEDIDO – “O próprio presidente me pediu: ‘coloque os profissionais previstos nos artigos 142 e 144 [segurança pública federal, estadual e municipal], de maneira a ficar claro, e incluir guarda municipal, polícia penal dentro dessas exceções de possibilidades”, disse.
Vitor Hugo disse que participou de reunião virtual com Bolsonaro e Guedes, na qual decidiram apresentar emenda para corrigir “esse pequeno lapso cometido no Senado e incluir também policias mantidas pela União”. “A equipe econômica concordou com isso. Fizemos o texto e isso seria aprovado como emenda de redação”, afirmou.
A pedido do ministro, o líder orientou contra a exceção para professores, mas o assunto foi retomado por destaque, depois da aprovação do texto-base, e incluído no parecer. “Na votação em plenário, o governo votou contra a inclusão dos professores, ainda que entendamos que são categoria importantíssima. Mas, seguindo a equipe econômica e visando preocupação com equilíbrio fiscal, votamos contra, porque sabíamos que seria algo crucial para a equipe econômica”, explicou.

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