terça-feira, maio 12, 2020

Entrega do vídeo na íntegra indica uma divisão no Planalto, porque havia resistência


Enfim será divulgado o que realmente aconteceu na reunião
Pedro do Coutto
O governo tentou evitar ao máximo, mas acabou enviando o vídeo solicitado pelo ministro Celso de Melo para que se comprove a veracidade das afirmações do ex-ministro Sérgio Moro, que apontou pressão do presidente Bolsonaro sobre a Polícia Federal, principalmente em relação à Superintendência do Rio de Janeiro. Esta foi a versão que Sérgio Moro apresentou como uma das razões de sua exoneração do Ministério da Justiça e Segurança.
Moro acusa o presidente Jair Bolsonaro pela responsabilidade dos fatos ocorridos que envolveram as substituições da direção geral da PF e também do Superintendente do Rio de Janeiro.
EXIBIÇÃO DO VÍDEO – Celso de Mello marcou para hoje a exibição do vídeo na presença do procurador geral da República, do advogado geral da União e do advogado de Sérgio Moro, entre outras pessoas. Entretanto, o próprio Sérgio Moro faz questão de estar presente. Certamente para assegurar que a fita exibida é exatamente aquela versão do que realmente ocorreu no Palácio do Planalto a 22 de abril.
Ontem, reportagem da CNN destacou bem o assunto noticiando os depoimentos de Valeixo, ex-diretor Geral, de Ricardo Saadi, ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro e de Alexandre Ramagem. O panorama geral, assim, em torno da questão, tornou-se mais tenso e denso a partir da etapa que se iniciou ontem com os depoimentos na Polícia Federal. Os três ministros militares do Planalto, Augusto Heleno, Braga Neto e Eduardo Ramos serão ouvidos no Palácio do Planalto, não havendo necessidade deles comparecerem a qualquer outro setor ligado ao tema, como por exemplo o Ministério da Justiça e a direção da Polícia Federal.
ACELERADO, MARCHE – Como disse no título, o inquérito está transcorrendo de forma acelerada. O envio da gravação integral indica uma divisão no Planalto, porque o chamado “Gabinete do Ódio” se recusava a entregar o conteúdo total, o que resultará em reflexos políticos. Sobretudo no momento atual, em que o Centrão, inspirado na fisiologia, empenha-se em emplacar integrantes de seu grupo para cargos de direção do governo federal.
Para o Centrão, não interessa indicar para o governo pessoas que tenham real capacidade técnica, mas sim pela capacidade política de representar seus interesses na administração federal.                 
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NAZISMO ESTÁ PARA SEMPRE NO ESGOTO DA HISTÓRIA
Na sexta-feira, 8 de maio, transcorreram 75 anos da rendição incondicional da Alemanha nazista ao comando dos EUA e também da França. A rendição foi feita pelo comando alemão. Era o fim do nazismo como legenda e bandeira política.
O nazismo foi responsável pela morte de milhões de pessoas, grande parte das quais foram assassinadas nos campos de concentração. Hitler mergulhou no pântano que ele reservou a si próprio na eternidade.
No dia 22 de abril a BBC de Londres anunciava a morte de Hitler. Deve ter sido exata a informação, pois de 22 de abril a 8 de maio não se encontra nenhures despacho com sua assinatura.
Assim se escreve a História.

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