Agência ANSA
BRASÍLIA - O italiano Luciano Pessina, acusado pelo governo de seu país de haver integrado as Brigadas Vermelhas, revelou que Cesare Battisti teria sido agredido por agentes carcerários na Penitenciária da Papuda, onde está detido, em Brasília.
Em uma entrevista concedida à revista italiana Oggi, Pessina, que vive no Rio de Janeiro e teve sua extradição negada em 1996 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Battisti "está sendo punido por haver matado dois policiais".
Desta forma, ele se referiu a dois dos quatro homicídios vinculados a Battisti e pelos quais ele foi condenado à prisão perpétua na Itália. Os crimes ocorreram no fim da década de 1970, quando o ex-ativista integrava a organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).
No último dia 13 de janeiro, Battisti foi beneficiado no Brasil com o status de refugiado político, concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Atualmente, o STF analisa seu pedido de extradição, feito pela Itália.
Para Pessina, os crimes atribuídos ao ex-membro do PAC são "políticos", e a condenação à prisão perpétua, neste caso, não se enquadra na legislação brasileira.
Por este motivo, e também devido às agressões que Battisti teria sofrido na prisão, segundo ele, o STF não deve decidir pela extradição.
Pessina disse ainda que a escritora francesa Fred Vargas, que é amiga pessoal de Battisti, cometeu um erro ao pedir o refúgio político, já que desta forma "deu a entender que a Itália é um país que não respeita os direitos civis".
Também em entrevista ao Oggi, o ex-militante Pietro Mancini, outro italiano que recebeu o refúgio político no Brasil, em 2005, afirmou que não acredita na extradição de Battisti, pois a decisão de Tarso deve prevalecer.
- A máxima autoridade judicial não pode desautorizar o ministro da Justiça - opinou. - Isto sem dizer que, na Itália, Battisti corre o risco de ser condenado à pena de morte, já que matou dois policiais, e o espírito de vingança ainda está vivo.
Fonte: JB Online
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