Editorial
A ordem de prisão dada ontem pelo diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, ao diretor executivo da instituição e segundo na hierarquia do órgão, Romero Menezes, é ilustrativa do processo de moralização em curso no país. É preocupante que até mesmo entre integrantes de uma instituição aparentemente acima da lei possa haver espaço para envolvimento em irregularidades como as que levaram à prisão. Ao mesmo tempo, chama a atenção o fato de a instituição agir também na própria carne com o mesmo rigor habitual pelo qual freqüentemente é criticada, o que deveria servir de exemplo para outras áreas.
Esta não é a primeira vez que membros da Polícia Federal se vêem envolvidos em suspeitas de irregularidades, nem que a própria instituição se defronta com a necessidade de agir contra si mesma. A projeção ocupada pelo detido e as suspeitas de envolvimento, juntamente com outras duas pessoas, em práticas de advocacia administrativa, corrupção passiva privilegiada e tráfico de influência, porém, tornam o fato incomum. Ainda mais que os três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos Estados do Amapá e do Pará e no Distrito Federal estão relacionados a uma operação explosiva, denominada Toque de Midas, ligada a supostos favorecimentos aos interesses do empresário Eike Batista na concessão da estrada de ferro do Amapá.
O que chama a atenção, portanto, é o princípio por trás desta prisão: ninguém está acima da lei. E assim mesmo é que tem que ser, nos momentos favoráveis e nos desfavoráveis para a instituição, como vem ocorrendo com freqüência quando há suspeitas de excessos de policiais federais ou da própria corporação em operações mais polêmicas.
A particularidade de, mesmo se constituindo numa corporação forte, a Polícia Federal não usá-la para acobertar seus desvios merece atenção de outros órgãos em diferentes poderes. Se há desvios ou excessos, é preciso que eles sejam enfrentados sem rodeios, evitando que as exceções passem a impressão de terem se tornado regra.
Fonte: Diário Catarinense (SC)
Em destaque
EDITORIAL: A Lei do Retorno na Política de Jeremoabo – Quem tem Telhado de Vidro não Atira Pedra
Foto Divulgação Por José Montalvão Diante dos recentes e turbulentos fatos que movimentam os bastido...
Mais visitadas
-
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (12626) N. 0600425-35.2024.6.05.0051 (PJe) – JEREMOABO – BAHIA R...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
blog em 7 abr, 2026 3:00 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a ...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
O mundo perdeu uma pessoa que só andava alegre, cuja sua ação habitual era o riso, um pessoa humilde que demonstrava viver bem com a vida...
-
Tiro no pé : É de se notar que nem os Estados Unidos fizeram barulho sobre o assunto pelo qual se entranhou a mídia tupiniquim
-
: É com profundo pesar que venho comunicar aos eleitores de Jeremoabo o triste falecimento da Democracia em nossa cidade. No final deste des...
-
É com profundo pesar que tomo conhecimento do falecimento de José Aureliano Barbosa , conhecido carinhosamente pelos amigos como “Zé de Or...