quinta-feira, junho 04, 2026

"Seguir garantindo que cada brasileiro receba benefícios das nossas políticas públicas", afirma Miriam Belchior durante balanço de entregas

 

Secom/Presidência da República mariana.viegas@fsbcomunicacao.com.br

3 de jun. de 2026, 18:20 (há 10 horas)
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REUNIÃO MINISTERIAL

“Seguir garantindo que cada brasileiro receba benefícios das nossas políticas públicas”, afirma Miriam Belchior durante balanço de entregas
Ministra da Casa Civil apresentou um balanço das entregas do Governo do Brasil durante os últimos dois meses. Saúde, habitação, educação e segurança estão entre as áreas que registraram entregas recentes e novas ações previstas para o segundo semestre

 

A ministra apresentou, durante reunião ministerial, as principais entregas do Governo do Brasil. Entre elas, o lançamento das plataformas "Tela Brasil" e "MEC Livros". Foto: Henrique Raynal /Casa Civil

 

Durante reunião ministerial, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou nesta quarta-feira, 3 de junho, um balanço das principais entregas realizadas pelo Governo do Brasil nos últimos dois meses e das ações previstas para os próximos meses em áreas como desenvolvimento social, saúde, educação, habitação, infraestrutura, segurança pública, meio ambiente, reforma agrária, cultura e desenvolvimento econômico.
 

O Brasil voltou a ter governo, ter planejamento, ter investimento, ter cuidado com as pessoas, ter projeto de futuro e defesa de sua soberania. Agora, nosso desafio é seguir garantindo que cada brasileiro e cada brasileira receba na sua vida concreta os benefícios das nossas políticas públicas”
Miriam Belchior
Ministra da Casa Civil
 

“O Brasil voltou a ter governo, ter planejamento, ter investimento, ter cuidado com as pessoas, ter projeto de futuro e defesa de sua soberania. Agora, nosso desafio é seguir garantindo que cada brasileiro e cada brasileira receba na sua vida concreta os benefícios das nossas políticas públicas”, destacou Belchior.

CUIDANDO DAS PESSOAS — O Brasil alcançou o melhor IDH de sua história (0,805 em 2024), entrando pela primeira vez no grupo de "muito alto desenvolvimento humano".
 

“Isso é muito importante para o nosso país, porque representa um resultado importante de enfrentamento de uma das maiores chagas que nós temos no Brasil, que é a desigualdade social. Então, essa é uma conquista recentemente divulgada que a gente precisa comemorar”, comentou a ministra.
 

Também foram ressaltadas a aprovação da proposta que prevê o fim da Escala 6x1 na Câmara, o fim da chamada “Taxa das Blusinhas” e a redução na fila do INSS, que passou de 3,1 milhões em janeiro para 2,2 milhões no mês de maio. No âmbito do Novo PAC, a execução dos empreendimentos previstos para o período alcançou mais de 90%, enquanto o percentual de obras executadas ou concluídas chegou a 71%.
 

DESENROLA BRASIL — No combate ao endividamento, o Governo do Brasil ampliou o alcance do programa Desenrola Brasil. O Desenrola Família já renegociou 1,4 milhão de operações em 24 dias, com desconto de 85% na dívida original e 854 mil quitadas à vista. No Desenrola Fies, foram 82 mil operações em 13 dias de operação e 80% de desconto na dívida. No eixo para as Empresas, são 85 mil operações e o Desenrola Rural alcançou 28 mil operações renegociadas, movimentando R$ 1,6 bilhão para 16 mil beneficiários.
 

“E temos uma próxima entrega prevista, que é o Desenrola Adimplentes. Com esse programa, nós vamos ajudar quem paga em dia as suas prestações, mas sua muito para fazer isso e também precisa ter melhoradas as suas condições. Nós, para poder operacionalizar bem a primeira parte, demos um faseamento entre os dois lançamentos para poder agora entrar com essa nova proposta que vai ajudar também quem está pagando a sua dívida em dia”, esclareceu.
 

SEGURANÇA — Na área de proteção às mulheres, Miriam Belchior destacou um decreto assinado em proteção às mulheres no ambiente digital: “Esse decreto permite, além de restringir esse tipo de conteúdo, ele também estabelece remoção em até duas horas de conteúdo íntimo para preservar as mulheres afetadas por esse tipo de ação.”

Dentro do "Pacto Brasil contra o Feminicídio", foram registradas mais de 6 mil prisões de agressores na Operação Mulher Segura. Além dos mecanismos de proteção às mulheres em ambiente digital, também foi lançado o Centro Integrado Mulher Segura. No período, foram inauguradas a Casa da Mulher Brasileira de Aracaju (SE) e um Centro de Referência para Mulheres em Guarapuava (PR).
 

COMBATE AO CRIME ORGANIZADO — No enfrentamento ao crime organizado, foram realizadas 11 operações integradas envolvendo mais de 9 mil profissionais, resultando na prisão de 473 pessoas e prejuízo de R$ R$ 361 milhões às organizações criminosas. A primeira Operação Mute foi executada simultaneamente em 49 unidades prisionais, com apreensão de 680 celulares, e o Governo do Brasil autorizou a nomeação de mil novos policiais federais, divididos em 705 agentes, 176 escrivães, 61 delegados, 38 peritos criminais e 20 papiloscopistas.
 

“Essas operações serão feitas mensalmente e de surpresa para desmontar a forma de comunicação dos membros dessas redes de crime organizado com os seus comparsas externos, os que estão na prisão com aqueles que estão fora da prisão”, explicou Belchior.
 

SAÚDE — O programa "Agora Tem Especialistas" ampliou sua atuação para 81 carretas em operação, atendeu 78 mil pessoas, realizou 207 mil exames e cirurgias. O programa já contribuiu para zerar a demanda por mamografias, tomografias e cirurgias de catarata em 36 regiões de saúde distribuídas por 16 estados. Também foram realizadas 13 mil cirurgias de catarata.
 

Segundo a ministra, “52% dos municípios brasileiros estão cobertos pelo Agora Tem Especialistas e pela rede permanente de saúde e pelas carretas que suplementam o atendimento à população.”
 

O Governo do Brasil entregou ainda, com recursos do Novo PAC, o Hospital da Criança do Recife (PE), os hospitais universitários de Catalão (GO) e São Carlos (SP), 89 unidades básicas de saúde, 697 ambulâncias do SAMU, 254 unidades odontológicas móveis, 537 micro-ônibus e 153 vans do programa Caminho da Saúde, 620 kits de teleconsulta e 150 conjuntos de equipamentos para cirurgia e oftalmologia.
 

Na área social, o programa Gás do Povo alcançou todos os municípios brasileiros e atingiu a meta de atender 15 milhões de famílias.
 

EDUCAÇÃO E CULTURA — Os lançamentos na educação e cultura incluem a plataforma "Tela Brasil", que reúne mais de 500 obras nacionais; o "MEC Livros", com 25 mil obras literárias disponibilizadas para empréstimo gratuito, o "MEC Idiomas", com inglês e espanhol, e a criação da Universidade Indígena.

“Nós lançamos ações importantes de democratização do acesso à produção cultural brasileira. Na semana passada foi criada a Universidade Indígena do Brasil. Nesse governo é possível combinar produção, proteção ambiental, financiamento e justiça territorial”, destacou a ministra.
 

MEIO AMBIENTE E CLIMA— O Brasil registrou a menor área desmatada em seis anos, e o terceiro menor desde o início do monitoramento da Amazônia, em 1988. Em abril, o Fundo Clima aprovou R$ 1 bilhão em projetos de mitigação e adaptação às mudanças do clima. O Fundo Amazônia entregou R$ 150 milhões para combater os incêndios florestais em seis estados do Cerrado e Pantanal.
 

Miriam Belchior ressaltou a redução do desmatamento como uma ação conjunta entre os ministérios. “Nós reduzimos o desmatamento no Brasil desde 2022 em todos os biomas brasileiros e isso não aconteceu por acaso. Aconteceu porque para cada um dos biomas nós desenvolvemos um plano específico de ação com o conjunto de ministérios e foi por isso que esse resultado pôde ser alcançado”, disse.
 

“E no acordo de Rio Doce, que está em amplo andamento, nós lançamos esses dias o edital de R$ 450 milhões do Conselho de Participação, que foi criado no âmbito de Mariana, para financiar propostas pelas comunidades atingidas”, completou.
 


ECONOMIA E CRÉDITO — Na área econômica, foram lançadas novas linhas de crédito e financiamento, incluindo o Move Aplicativos, voltado a motoristas de aplicativo, o Move Caminhões e Ônibus, o Move Máquinas Agrícolas e linhas específicas para micro e pequenos empreendedores turísticos, com R$ 100 milhões do Fungetur disponibilizados.
 

“No Move Aplicativos, nessa primeira etapa, 740 mil profissionais já atenderam os requisitos, o que mostra o enorme interesse que essa linha de financiamento está fornecendo para os motoristas. Já o Move Caminhões e Ônibus, só no primeiro dia de operação, contratou R$ 3,6 bilhões”, pontuou Belchior.
 

O Governo também aprimorou o Fundo de Garantia à Exportação para facilitar o acesso de pequenas empresas ao mercado externo e anunciou ações para conter o preço dos combustíveis, como a subvenção para o diesel, gasolina e GLP e desoneração de PIS/COFINS para o diesel, biodiesel e QAV.
 

CIDADES E HABITAÇÃO — O Governo do Brasil também anunciou medidas para o crescimento do setor habitacional, que teve faixas de renda ampliadas e aporte de R$ 30 bilhões do Fundo Social. Foram reduzidos os juros no programa Reforma Casa Brasil, com a ampliação do valor financiado por família para até R$ 50 mil. Mais de 170 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida foram entregues. 52 municípios receberam 771 ônibus sustentáveis e foi iniciadas as obras do Complexo Viário de Aracaju.

“O Minha Casa Minha Vida segue quebrando recordes e levando o sonho da casa própria para as famílias brasileiras de todas as classes sociais, desde a população mais necessitada até a classe média”, declarou.

Na educação, foram entregues 138 creches, 167 escolas, 34 obras em institutos federais e sete obras em universidades federais.
 

INFRAESTRUTURA — Na infraestrutura de transportes, o Governo do Brasil entregou 211 quilômetros de rodovias, realizou dois leilões de concessão rodoviária, concluiu o viaduto ferroviário de Barra do Piraí (RJ), e entregou a ponte de Autaz Mirim, na BR-319/AM. “Com isso, nós vamos garantir que as pessoas possam usar a estrada, porque ela é a única saída de Manaus para o sul do país, mas vamos garantir a preservação da floresta numa área mais preservada dela.”
 

SEGURANÇA HÍDRICA — Na área hídrica, foram entregues 31 mil cisternas, a Barragem Arroio Jaguari, no Rio Grande do Sul, e a 1ª etapa da Adutora do Agreste, em Pernambuco.
 

No setor energético, foram entregues 2 mil quilômetros de linhas de transmissão, adicionados 2.400 megawatts de potência instalada ao sistema elétrico e retomadas as fábricas de fertilizantes da Petrobras na Bahia e em Sergipe, além das obras da unidade localizada em Mato Grosso do Sul.
 

“Todas as obras fundamentais de segurança hídrica são obras importantes que estão sendo construídas, ou que ainda estão em andamento, mas que completam os dois eixos da transposição do São Francisco”, destacou a ministra.
 

INCLUSÃO DIGITAL E CIÊNCIA — Na área de inclusão digital e ciência, foram implantadas quatro novas linhas de luz do acelerador de partículas Sirius e concluída a Infovia 3, com 780 quilômetros de extensão entre Macapá (AP) e Belém (PA).

Sobre as futuras entregas nesses segmentos, a ministra destacou: “Vamos entregar também a Infovia 4 entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR) e, na Embrapa, vamos entregar o centro de pesquisa lá em Alagoas, em Maceió, e o novo laboratório em Bento Gonçalves (RS). Vamos também fazer a aquisição de supercomputadores, para a inteligência artificial, fundamental para o futuro do nosso país.”
 

INTERNACIONAL — O Governo também apontou avanços na agenda internacional, com a implementação do acordo MERCOSUL-União Europeia, a criação do Plano Brasil Soberano para apoiar setores afetados por turbulências no comércio internacional e a participação brasileira em fóruns internacionais de defesa da democracia.
 

“O acordo Mercosul-União Europeia, sabemos o quanto ele demorou décadas para ser assinado, mas depois de um mês de vigência, ele já tem resultados. Já foram emitidas seis licenças de importação para produtos europeus e oito licenças de exportação para mercadorias brasileiras”, ressaltou a ministra.

 

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

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TSE rejeita recursos e mantém Cláudio Castro inelegível até 2030

 

TSE rejeita recursos e mantém Cláudio Castro inelegível até 2030

Por Victoria Bechara | Folhapress

TSE rejeita recursos e mantém Cláudio Castro inelegível até 2030
Foto: Agência Brasil

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou hoje os recursos apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e manteve sua inelegibilidade até 2030.
 

O relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Os ministros também negaram os embargos de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
 

Castro recorreu da decisão que o tornou inelegível em março. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico devido a um esquema de cargos secretos. Reportagens publicadas pelo UOL em 2022 mostraram que milhares de pessoas foram contratadas no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio) sem transparência.
 

Funcionários retiravam dinheiro na "boca do caixa". A investigação revelou que os contratados em cargos secretos da Ceperj sacaram ao menos R$ 248,4 milhões em dinheiro vivo entre setembro de 2021 e julho de 2022.
 

Relator também rejeitou recurso do Ministério Público. O órgão pedia que o TSE reconhecesse a cassação do diploma de Castro. O relator, no entanto, considerou a discussão prejudicada, já que o ex-governador renunciou ao mandato um dia antes do julgamento. Os ministros Floriano Marques de Azevedo e Estela Aranha divergiram e entenderam que o TSE deveria acolher o recurso do MP, mas foram voto vencido.
 

O MP argumenta que a cassação do diploma é diferente da cassação do mandato. O diploma é o documento que atesta que o candidato foi eleito e está apto a tomar posse no cargo. Conforme o Código Eleitoral, se houver cassação do diploma a mais de seis meses do final do mandato, a eleição para o mandato-tampão deve ser direta.
 

Com a conclusão do julgamento no TSE, o STF deve retomar o julgamento sobre as eleições no RJ. O Supremo vai definir se o estado vai escolher o novo governador por eleições diretas ou indiretas. Enquanto isso, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, governa o RJ de forma interina.

Flávio José desabafa após redução de cachê no São João, critica MP-BA e cancela shows na Bahia: "Desrespeito sem tamanho"

 

Flávio José desabafa após redução de cachê no São João, critica MP-BA e cancela shows na Bahia: "Desrespeito sem tamanho"
Foto: Divulgação/ Prefeitura de Campina Grande

O cantor Flávio José surpreendeu o público nas redes sociais ao anunciar o cancelamento de apresentações na Bahia durante o São João. Em uma mensagem feita em resposta ao perfil São João na Bahia, no Instagram, o forrozeiro se mostrou decepcionado com a redução em seu contrato.

 

De acordo com o veterano, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) teria reduzido o valor cobrado por ele para apresentações no estado, desta forma, a equipe teria optado por cancelar o show.

 

"Este ano a Bahia ficará sem minha presença, às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, eu recebo a notícia que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê! Enquanto outros artistas que nada têm a ver com forró ganham rios de dinheiro.", disse o artista.

 

Dados do painel junino do MP-BA apontam que em 2025 o cachê de Flávio José para shows na Bahia foi de R$ 250 mil - o que representaria, em 2026, um aumento de cerca de 40% no valor cobrado. Ao todo, a plataforma aponta a realização de 13 apresentações no ano passado, nas cidades de Salvador, Conceição do Jacuípe, Maracás, Jequié, Amargosa, Camaçari, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Mata de São João, Capim Grosso, Presidente Tancredo Neves, Amelia Rodrigues e Paripiranga.

 

De acordo com o levantamento feito pelo Bahia Notícias, artistas de outros gêneros que não o forró, estilo que deveria predominar na festa junina, irão faturar mais do que atrações do forró, a exemplo da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano, por exemplo, irá faturar um total de R$ 2.715.000,00 por três shows no estado.

 

O cachê de R$ 905 mil por show chega a ser cerca de 3 vezes maior do que o cobrado por Flávio José por show, R$ 350 mil. "É de um desrespeito sem tamanho. Por esse motivo, não irei à Bahia este ano. Lamentável, deixei de vender minhas datas para estados que realmente me valorizam. Priorizei a Bahia durante toda a minha carreira e hoje recebo essa informação como gratidão que o estado me devolve".

 

Segundo o cantor, a decisão afeta a apresentação da cidade de Senhor do Bonfim e outras 15 cidades na Bahia. O Bahia Notícias entrou em contato com a equipe do cantor para mais informações, no entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno.

Mensagens revelam pressão de Flávio por pagamentos no filme sobre Bolsonaro

Conversas divulgadas pelo Intercept mostram que Daniel Vorcaro tratou como prioridade os repasses para o filme Dark Horse, obra sobre Jair Bolsonaro

Por JORNAL DO BRASIL
redacao@jb.com.br

Publicado em 03/06/2026 às 14:58 


  
                                          Daniel Vorcaro Foto: reprodução


Novas mensagens divulgadas pelo site The Intercept mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tratou como prioridade os pagamentos para financiar o filme Dark Horse, obra sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. As conversas indicam que ele acompanhava de perto a liberação dos recursos e cobrava rapidez na execução dos repasses.


Abra esse Link e leia Matéria Completa:

https://www.jb.com.br/brasil/2026/06/1059849-mensagens-revelam-pressao-de-flavio-por-pagamentos-no-filme-sobre-bolsonaro.html


Dino marca para 16 de junho julgamento sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA

 

Dino marca para 16 de junho julgamento sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Ex-deputado é acusado de articular ações no país para impedir condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na trama golpista

Por Isadora Albernaz/Folhapress

03/06/2026 às 19:15

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

Imagem de Dino marca para 16 de junho julgamento sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou nesta quarta-feira (3) para 16 de junho o julgamento da ação em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu pelo crime de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Mais cedo, o relator Alexandre de Moraes havia liberado o caso para análise do plenário da turma.

Hoje morando nos Estados Unidos, Eduardo foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro de 2025 por supostamente atuar no país americano para pressionar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o objetivo de impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A defesa do ex-deputado é feita pela DPU (Defensoria Pública da União), uma vez que ele não indicou advogados. Em documento ao Supremo, o órgão pede a nulidade do processo contra Eduardo por suposta falta de imparcialidade de Moraes ou, em caso de negativado pedido, a absolvição por ausência de provas.

"Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar", afirmou a DPU. Durante o julgamento que condenou Bolsonaro e outros por tentativa de golpe de Estado, pedidos para afastar Moraes foram rejeitados pela Primeira Turma.

Além disso, a defensoria afirmou que as condutas de Eduardo estavam protegidas pela imunidade parlamentar e pelo direito constitucional à liberdade de expressão e declarou que a denúncia da PGR "confunde atuação política com poder de coação".

"O acusado não tem, nem nunca teve, poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos. Não integra o governo norte-americano. Não exerce função pública naquele país. Atos de governo estrangeiro são expressão de soberania de outro Estado e não decorrem da determinação de um parlamentar brasileiro, ainda que este eventualmente se reúna com autoridades estrangeiras e manifeste sua posição política".

A DPU também alega que Eduardo Bolsonaro deveria ter sido citado por edital em vez de carta rogatória, "sendo que se encontrava no estrangeiro, em lugar sabido".

O jornalista Paulo Figueiredo, que também é réu na trama golpista, foi denunciado junto com Eduardo.

O processo contra os dois acabou desmembrado. Relator do caso, Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo, enquanto a orientação para Figueiredo, que mora nos EUA há mais de dez anos, foi de notificação pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.

A PGR afirma que Eduardo e Figueiredo mobilizaram contatos nos Estados Unidos para obter sanções pessoais contra ministros do STF e punições econômicas ao Brasil, numa estratégia de intimidação. As medidas foram publicamente defendidas pelos denunciados em entrevistas, redes sociais e transmissões ao vivo.

A denúncia da procuradoria foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro do ano passado. Além de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, integram o colegiado e votaram nesse sentido Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O crime de coação, para ser configurado, exige que a ação tenha grave ameaça. Em seu voto, o relator afirmou que essa ameaça se materializou na "articulação e obtenção de sanções" do governo de Donald Trump, citando a imposição de tarifas contra produtos brasileiros, a suspensão de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky a ele próprio.

"Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro, em total desrespeito ao devido processo legal", disse Moraes.

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Argumentos do Brasil sobre tarifas serão desconsiderados, diz embaixador Rubens Barbosa: ‘O objetivo é outro’

 

Argumentos do Brasil sobre tarifas serão desconsiderados, diz embaixador Rubens Barbosa: ‘O objetivo é outro’

Para embaixador, país não está aberto a negociações e usa medidas para driblar proibição da Justiça norte-americana, que vetou em fevereiro taxação a todas as nações anunciada no ‘Dia da Libertação’

Por Cristiane Barbieri/Estadão

03/06/2026 às 20:45

Atualizado em 03/06/2026 às 20:34

Foto: Arquivo pessoal

Imagem de Argumentos do Brasil sobre tarifas serão desconsiderados, diz embaixador Rubens Barbosa: ‘O objetivo é outro’

O embaixador Rubens Barbosa

As propostas de taxação dos Estados Unidos sobre o Brasil, apresentadas nos últimos dias, têm um objetivo mais amplo do que atingir nações específicas ou buscar negociações amplas, segundo o embaixador Rubens Barbosa. Em uma frente, elas irão substituir o tarifaço de 40% anunciado em abril do ano passado no chamado “Dia da Libertação” e considerado inconstitucional pela Suprema Corte dos EUA. Em outra, elas vão no sentido de reforçar a segurança nacional daquele país e combater a hegemonia da China.

“A investigação sobre trabalho forçado abrangeu 60 países”, afirma Barbosa. “Já na que propõe a alta de 25% nas tarifas, por conta de práticas desleais, o Brasil já apresentou seus argumentos no último ano, que foram desconsiderados e continuarão sendo, com exceção de uma ou outra coisa, porque o objetivo é outro".

É uma questão estratégica e até mesmo matemática, diz ele. Em abril do ano passado, a gestão Donald Trump impôs tarifas de importação generalizadas a todos os países do mundo, que chegavam a 50% em alguns casos. Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte anulou essa medida porque considerou que o presidente havia abusado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

No dia seguinte ao veto do tribunal, Trump instituiu uma medida de urgência com uma tarifa linear de 10%, que ficará em vigor até 24 de julho. Esta semana, houve os relatórios preliminares do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) com o pedido de taxação de 25% (decorrente da investigação contra o Brasil sobre a agenda digital, Pix e desmatamento) e de 12,5% (sobre trabalho forçado). Essas tarifas estão sob período de consultas e audiências públicas até 15 de julho.

Somadas, elas alcançam de maneira aproximada a taxação derrubada pela Suprema Corte. “As investigações estão sendo usadas para substituir a tarifa de abril de 2025”, diz Barbosa.

O Brasil não é o único país a sofrer com essa estratégia. União Europeia, Reino Unido e Índia foram alvos de investigações específicas da Seção 301 devido à criação de Impostos sobre Serviços Digitais (DSTs) que taxavam big techs americanas como Google e Apple. A Seção 301 é um instrumento jurídico que permite ao presidente dos EUA e ao USTR (Escritório do Representante Comercial daquele país) investigar e punir países estrangeiros acusados de cometer práticas comerciais desleais, injustificadas ou discriminatórias.

Em março, poucas semanas após a decisão da Suprema Corte, o USTR abriu uma investigação massiva da Seção 301 contra 16 países (incluindo Japão, Coreia do Sul, México, Suíça e Taiwan), voltada especificamente a conter o “excesso de capacidade de manufatura” que ameaça os empregos nos EUA.

A Seção 301 foi a alternativa encontrada pelo governo Trump porque não é um “imposto geral decretado por emergência”, mas sim uma punição comercial individual amparada por relatórios investigativos de práticas desleais de comércio.

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