quinta-feira, maio 07, 2026

Múcio encontra Alcolumbre após veto a Messias e afirma que governo vai adiar nova indicação ao STF


Ministro da Defesa atua como emissário do Planalto

Luísa Marzullo
O Globo

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu nesta terça-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em uma primeira tentativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reconstruir a relação com o comando da Casa após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira.

O encontro ocorreu na residência oficial do Senado e foi tratado por interlocutores do Planalto e aliados de Alcolumbre como um movimento inicial de distensão após a derrota histórica sofrida pelo governo no plenário. Messias, advogado-geral da União e um dos auxiliares mais próximos de Lula, teve seu nome rejeitado pelo Senado depois de meses de desgaste político.

BAIXAR A TEMPERATURA – Ao O Globo, Múcio confirmou a conversa e afirmou que o momento ainda é de reduzir a temperatura política antes de qualquer nova discussão sobre a vaga no Supremo. “Estive com Alcolumbre sim, ontem. Meu papel foi averiguar a temperatura. O momento é de apaziguar. Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar. Ele vai encontrar Lula, sim, mais para frente”, afirmou o ministro.

Segundo interlocutores do Senado, Múcio também conversou com Alcolumbre sobre a importância de uma retomada do diálogo direto com Lula após a viagem do presidente aos Estados Unidos. De acordo com relatos de aliados de Alcolumbre, o senador se mostrou disposto a conversar com o petista, embora aliados dos dois lados admitam reservadamente que o ambiente ainda está longe de pacificado. Procurado por meio de sua assessoria, o presidente do Senado não comentou.

A reunião foi interpretada no governo como uma primeira tentativa de retomar o diálogo após a crise aberta pela derrota de Messias. Governistas avaliam que, mais do que a perda de uma vaga no Supremo, o episódio expôs a fragilidade da base governista na Casa e consolidou o poder de influência de Alcolumbre sobre o andamento da pauta legislativa.

REAPROXIMAÇÃO – Além de Múcio, outros integrantes do governo também foram mobilizados para o esforço de reaproximação. Nesta quarta-feira, Alcolumbre esteve com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, no primeiro encontro entre ambos desde a derrota de Messias.

Eles dividiram o ambiente na celebração dos 200 anos da Câmara dos Deputados. Na ocasião, Alcolumbre elogiou Guimarães, afirmando que o ministro é um exemplo da relação harmoniosa entre Legislativo e Executivo. Os dois também conversaram reservadamente.

Nos bastidores, aliados de Lula atribuem ao presidente do Senado papel decisivo na articulação que levou à rejeição do chefe da AGU. Senadores próximos ao governo afirmam que Alcolumbre não apenas deixou de atuar pela aprovação do nome, mas pediu voto contrário de senadores do MDB, PSD, União Brasil e PP. Publicamente, porém, Alcolumbre negou veementemente ter articulado contra Messias.

Pacheco condiciona candidatura em Minas ao engajamento direto de Lula na campanha

Publicado em 6 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Pacheco definirá sobre sua candidatura até o final de maio

Tainá Falcão
CNN

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) tem condicionado sua candidatura ao governo de Minas Gerais, em 2026, ao envolvimento direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na construção do projeto. Aliados do ex-presidente do Senado avaliam que ele só entrará na disputa se houver garantia de entrosamento do Palácio do Planalto e participação ativa de Lula na campanha.

Reservadamente, Pacheco admite preocupação com a resistência de partidos da própria base aliada do governo federal à formação de um palanque em Minas. A avaliação do senador é de que a fragmentação do campo governista pode enfraquecer uma candidatura competitiva contra nomes da direita que hoje aparecem à frente nas pesquisas.

PARTICIPAÇÃO –   O senador considera imprescindível que Lula participe pessoalmente das articulações em Minas, estado considerado estratégico para a tentativa de reeleição do presidente. Lula, por sua vez, mantém pressão sobre Pacheco para que ele dispute o Palácio Tiradentes com reiterados convites. Petistas dizem nos bastidores que Pacheco se comprometeu com o projeto eleitoral, mas o senador mineiro ainda não confirmou a decisão.

O presidente trata o aliado como principal aposta do governo para construir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país. Em conversas recentes, Lula chegou a se referir a Pacheco como “meu governador”. Para o entorno de Pacheco, a candidatura também passa por uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em crise com o Planalto, mas que pode ajudar no apoio do União Brasil em Minas Gerais.

A indefinição de Pacheco ocorre em meio à movimentação partidária em Minas Gerais. Ainda assim, não se vê desvantagem neste momento, já que a direita ainda não está organizada e se divide em torno do apoio de um nome ligado ao governador Romeu Zema (Novo) ou ao bolsonarismo.

FAVORITISMO – Atualmente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) aparece como um dos favoritos nas pesquisas para o governo estadual, mas o PL ameaça lançar candidato próprio. O vice-governador Mateus Simões (PSD) será o candidato de Zema, que disputará à Presidência.

Pacheco pretende definir sobre sua candidatura até o final de maio. Nos bastidores, aliados reconhecem que a decisão também passa pelo projeto de longo prazo do senador. Pacheco voltou a ser citado recentemente como possível indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) com a aposentadoria de outros ministros.

Após crise no Senado, PT articula alternativas em Minas com possível recuo de Pacheco

Publicado em 7 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Aliados do senador dizem que ele não deve disputar governo

Luísa Marzullo
O Globo

O PT já passou a discutir internamente um “plano B” para a disputa ao governo de Minas Gerais diante de sinais crescentes de que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não deve entrar na corrida em 2026. A avaliação é compartilhada tanto por dirigentes do partido quanto por aliados do próprio parlamentar, embora, publicamente, ele mantenha a indefinição.

Procurado, Pacheco não se manifestou. A interlocutores, o senador tem dito que ainda não há decisão tomada sobre seu futuro eleitoral. Entre aliados, porém, o diagnóstico é mais direto: ele não deve ser candidato. Segundo esses relatos, o próprio Pacheco já teria sinalizado, em conversas reservadas, que não pretende disputar o governo de Minas.

OUTROS DESTINOS – Aliados também mencionam outros possíveis destinos para o senador, como uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) ou outros tribunais superiores, já que o Lula tem sinalizado que não pretende indicá-lo ao STF. Em último caso, ele pode se afastar completamente da vida pública.

As conversas se intensificaram desde o final da semana passada, após a derrota de Messias, que ampliou, nos bastidores, a desconfiança em relação à atuação de Pacheco. Interlocutores do governo passaram a questionar o grau de proximidade do senador com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como o principal articulador da rejeição.

A avaliação entre esses aliados é de que, apesar dos gestos públicos de apoio ao indicado, Pacheco pode ter tido conhecimento prévio da movimentação, o que alimentou suspeitas de um possível “jogo duplo” e reforçou a pressão interna por alternativas em Minas. No PT, a leitura vai além do episódio recente envolvendo a rejeição da indicação. Dirigentes afirmam que o senador nunca demonstrou disposição plena para a disputa e que a percepção de recuo já vinha se consolidando antes mesmo da crise no Senado.

ALTERNATIVAS – Diante desse cenário, o partido começou a estruturar alternativas. O nome mais citado nas conversas internas é o do empresário Josué Alencar, recém-filiado ao PSB e visto como um nome com trânsito em diferentes setores políticos. Procurado, Alencar não se manifestou. Presidente do PT em Belo Horizonte, Guima Jardim afirma que o empresário hoje reúne apoio da militância.

— A escolha da nossa militância é Josué Alencar. Esteve conosco nos piores momentos. Não seria nenhum desconforto tê-lo conosco, muito pelo contrário: fiel, sereno e dialogador — disse.

ALIADO HISTÓRICO – Ex-presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué é descrito por petistas como um aliado histórico, com capacidade de diálogo e interlocução ampla — atributo considerado central em um estado estratégico para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A construção em torno de alternativas já começou a ser desenhada nos bastidores, mas esbarra, por ora, na posição pública de parte da direção petista, que ainda sustenta Rodrigo Pacheco como candidato. É o caso do deputado Rogério Correia (PT-MG), que rejeita a ideia de substituição e afirma que o senador segue à frente da estratégia do partido em Minas.

— Pacheco segue nosso candidato. Tem a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT e da bancada mineira do governo. Está articulando uma coligação mais ampla, com MDB, União Brasil, PP e PDT.

RESISTÊNCIA – Dirigentes do PT já tratam a articulação de alianças em paralelo à discussão de um plano alternativo, diante da avaliação crescente de que o senador pode não entrar na disputa. O tema ainda divide o partido. Uma ala ligada à ex-prefeita de Contagem Marília Campos e ao deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) resiste a abandonar a aposta em Pacheco e defende que o PSB acelere a definição.

— Estou defendendo Pacheco por acreditar que ele não tem domínio sobre o que aconteceu no Senado e tem lealdade ao presidente Lula. Acho que ele é o nosso candidato e pedi ao PSB que agilize o processo. Estou pensando em plano B, claro, mas não quero antecipar porque ainda aposto minhas fichas no senador — afirmou Marília.

Nos bastidores, porém, até mesmo entre integrantes desse grupo há dúvidas sobre a viabilidade das alternativas em discussão. Interlocutores reconhecem que o nome de Josué passou a ser citado com frequência, mas avaliam que sua construção eleitoral seria mais difícil, diante do afastamento recente de disputas e da falta de uma base consolidada.

SEGUNDO LUGAR – O diagnóstico leva em conta o fato de que Josué disputou o Senado em 2014, quando ficou em segundo lugar, mas não voltou a concorrer desde então. Para esse grupo, o tempo até as eleições seria insuficiente para viabilizar sua candidatura.

Nesse campo, a preferência recai sobre o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), visto como um nome mais testado nas urnas. Pesa contra ele, porém, o rompimento com Lula após as eleições de 2022, quando foi derrotado pelo ex-governador Romeu Zema (Novo).

Sem uma definição de Rodrigo Pacheco, o PT mantém o discurso de apoio ao senador, enquanto amplia, nos bastidores, o leque de alternativas para o governo de Minas. Além de Josué Alencar, outros nomes passaram a circular nas discussões internas, como Marília Campos, Reginaldo Lopes e o ex-procurador Jarbas Soares, que também se filiou recentemente ao PSB.


Se me derem alguém para odiar e invejar, então serei um revolucionário obediente


Charge do Custódio (www.custodio.net)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Uma das máximas da psicologia do revolucionário é que quase todos os que formam a infantaria de processos políticos disruptivos são gente medíocre. As revoluções políticas se alimentam de paixões tristes, como ódio, ressentimento e inveja.

Pensar o contrário é uma das principais razões para não se entender o que as revoluções políticas são e como evoluem. Dê-me alguém para odiar e invejar e serei um revolucionário obediente.

FALHA HISTÓRICA – A ideia de que revoluções políticas seriam movidas por intenções generosas de melhorar o mundo é uma falha na análise do que a natureza humana revela na história. Não vou me ocupar aqui com as críticas ao conceito de natureza humana que circulam pelo mercado das ideias.

Para mim, perde-se tempo ao se considerar fora de moda a antropologia filosófica — disciplina que se ocupa das concepções de ser humano — em nome de um relativismo de butique tão comum hoje em dia.

Para mim, basta levar em conta o que diz o historiador suíço Jacob Burckhardt, do século 19, acerca da história no seu “Considerações sobre a História Universal”. Para se pensar numa filosofia da história, em vez de se levar em conta a crença na perfectibilidade humana, como o faz Hegel na sua sofisticada teodiceia, melhor seria levarmos em conta o que na história se repete incessantemente. Refiro-me ao que se manifesta, de modo entediante, no comportamento das pessoas, das nações e dos povos: as paixões tristes, baixas, covardes e oportunistas, motores clássicos da política desde sempre.

MOVIMENTO PENDULAR – Como diz o historiador suíço, o que chamamos de “realidade histórica” é o “movimento pendular de decomposição e reconstrução” que caracteriza a imensa variedade da história e suas civilizações.

A humanidade se decompõe e se reconstrói à medida que faz sua história. E assim continua até hoje, mesmo que alguns suponham que a decomposição acabou. A ruína é nossa casa.

Terminada a digressão epistemológica, voltemos ao nosso objeto: as revoluções políticas são movidas por paixões negativas como ódio, inveja e ressentimento. Ao contrário do que possa parecer, aqueles que seguem, de forma apaixonada, as revoluções, são, de forma geral, medíocres.

HOMENS EXCEPCIONAIS – Se Lênin, Trótski, Robespierre, Napoleão eram homens excepcionais —o que não significa que eram homens bons ou honestos—, os seus seguidores, pelo menos a esmagadora maioria, eram homens de vida medíocre, sem grandes dons intelectuais ou morais.

Se você quiser encontrar um cão obediente e fiel às revoluções, busque nas hostes dos incompetentes e irrelevantes.

Gente como o protagonista do grande romance de Anatole France sobre a Revolução Francesa, “Os Deuses Têm Sede”, o pintor Évariste Gamelin, é um exemplo clássico. Artista fracassado, pintor medíocre, cidadão miserável, grande republicano do período jacobino da Revolução Francesa. Um devoto pleno da nova França.

ESTRUTURAS DOENTIAS – As adesões políticas apaixonadas respondem a estruturas doentias da personalidade como qualquer outro tipo de sintoma avassalador de comportamento.

Exemplo? O medíocre Gamelin, diante da confissão da sua amada, a cidadã Élodie Blaise, de que já havia sido possuída por outro homem —portanto, não era virgem— constrói na sua mente toda uma teoria de que o canalha que a havia violentado era um “royaliste émigré”, portanto, um traidor da república francesa, defensor do antigo regime, um monarquista exilado.

Élodie sabe que o melhor para eles, dada a época em que viviam e a devoção revolucionária que animava a alma do pobre artista fracassado, era que assim ele o cresse, e, por isso, diz que seu sedutor era “dessa laia”. O deflorador da inocente moça só podia ser um traidor da revolução.

PURA PAIXÃO – Na verdade, Élodie havia se entregado àquele jovem por pura paixão, “ofereceu-se” a ele com o prazer de ser possuída por ele, ainda que ele a tivesse abandonado, posteriormente, por damas mais promissoras para sustentá-lo.

Ainda naquele momento, em que ela se confessava ao seu novo amor — Gamelin, o revolucionário perdidamente apaixonado pela república, um rapaz inexperiente nos amores de uma mulher —, Élodie sentia seu peito arder de desejo e ser tomada pelo gozo típico de uma mulher que ainda se entregaria ao antigo amante. Para Gamelin, a ideia de que Élodie tivesse “ouvido os conselhos da carne e do sangue” e se entregasse à pura volúpia parecia-lhe impossível.

Aqui, o autor demonstra sua fina compreensão da psicologia do devoto revolucionário fiel — um profundo ignorante acerca da alma humana, cujos olhos são vazios. Ainda vemos esse tipo de alma medíocre hoje nas hostes polarizadas, exalando seu ódio, sua inveja e sua cegueira.

100 anos do Hospital de Cirurgia

Adiberto de Souza

.Diego Leonardo Santana Silva

Atualmente realiza pós-doutorado na Universidade de Pernambuco com estágio na Universidade de Vigo, na Espanha

Doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq) 

Bolsista para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional de Pernambuco (PDCTR/FACEPE/CNPq)

Em 2 de maio de 1926 era inaugurado o Hospital de Cirurgia, um dos mais importantes da capital sergipana. Idealizado pelo Dr. Augusto Leite, o hospital atendia à necessidade de uma Aracaju que estava na terceira década do século XX e que buscava superar os desafios sanitários da época.

Foi durante o governo de Maurício Graccho Cardoso, entre 1922 e 1926, que a questão sanitária aracajuana contou com um enfrentamento mais eficiente. Ao longo dos anos, as “febres do Aracaju” atormentaram os moradores da capital e se tornaram uma preocupação de médicos, intelectuais e governantes da época. Buscando soluções, Graccho Cardoso mandou trazer do Rio de Janeiro o renomado médico carioca Paulo de Figueiredo Parreiras Horta. A partir disso, foram pensadas inciativas para melhorar o cuidado médico sergipano, e com isso surgiram instituições como o Hospital de Cirurgia e o Instituto Parreiras Horta.

A criação do Hospital de Cirurgia marcou a chegada da medicina moderna em Sergipe. O hospital foi idealizado para seguir os padrões médicos mais avançados de sua época e, durante décadas, atendeu a milhares de sergipanos. Ao decorrer do tempo, o Cirurgia foi ampliado ganhando a Maternidade Francino Melo, em 1930; o Hospital Infantil, em 1937; e a Casa Maternal Amélia Leite, inaugurada em 1947 e que funcionou no hospital até 1958 quando ganhou sede própria. Também atuou no campo da formação de profissionais da área da saúde com a Escola de Auxiliares de Enfermagem Dr. Augusto Leite, que funcionou de 1952 até 2017, sendo também o lar da Faculdade de Medicina até 1958, quando ela foi transferida para a Universidade Federal de Sergipe. Além das ações institucionais, também ocorreram iniciativas dos colaboradores do hospital como a AMO (Associação dos Amigos da Oncologia), criada em 1996.

O pioneirismo foi uma de suas marcas. O Hospital de Cirurgia se destacou na odontologia, na oncologia, na cardiologia entre outros serviços. Em um dos mais emblemáticos momentos, em 1986 se tornou destaque nacional quando a equipe liderada pelo Dr. Teles realizou o primeiro transplante cardíaco do Nordeste. Em 2023, o Hospital de Cirurgia se tornou o primeiro de Sergipe a se tornar habilitado para realização de transplante de fígado.

Nos últimos anos, o Hospital de Cirurgia superou uma crise que ameaçou sua própria existência e conseguiu se consolidar como um hospital de referência em Sergipe. Em 2024, veio mais um reconhecimento nacional com a instituição recebendo a certificação de acreditado nível 1 do Selo de Acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

De fato, nesses 100 anos, o Hospital de Cirurgia se tornou uma parte da vida de milhares de pessoas, um local de esperança, superação e cuidado em uma história que merece ser contada e homenageada. Devido a esse histórico, em julho deste ano, está previsto o lançamento de um livro sobre a História do Hospital de Cirurgia produzido pela editora Dika: publicações inteligentes.

 

https://infonet.com.br/blogs/getempo/100-anos-do-hospital-de-cirurgia/

Irresponsabilidade ou maldade mesmo para atingir o Judiciário?

 em 7 maio, 2026 3:41

   Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

No Brasil de hoje está muito fácil para alguns – leia-se políticos e parte da imprensa – levantar suspeitas sobre o judiciário – em todas as esferas – por interesses politiqueiros. Seria irresponsabilidade ou maldade mesmo? Em alguns casos, como o que o blog vai expor agora é maldade e politicagem barata por trás de alguns que se escondem no anonimato usando parte da imprensa.

Com total transparência, o senador Rogério Carvalho postou nas redes sociais dele na última terça-feira a reunião que teve  com Luis Felipe Salomão, vice-presidente do STJ, dialogamos sobre a criação da comissão no Senado para aperfeiçoar o Judiciário brasileiro. “Seguimos trabalhando por mais transparência, eficiência, responsabilidade e fortalecimento das instituições democráticas do nosso país”, disse.

Ontem, 06, alguns sites – com interesses claramente maldosos – insinuaram que a reunião com o ministro Salomão tinha objetivos sobre os processos do ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, já que o ministro concedeu liminares ao político.

E o mais estranho, para não dizer pior: se não foi maldade os mesmos que postaram a visita ao ministro Salomão, esqueceram da divulgação que no último dia 27 de abril, o senador Rogério – publicou nas redes sociais – que esteve reunido com os presidentes do STJ e do TST para avançar na mesma proposta citada com o ministro Salomão que é a a criação de uma Comissão Temporária no Senado para debater a reestruturação do Judiciário brasileiro

A campanha eleitoral nem começou, porém, pelo jeito a politicagem vai misturar o judiciário de todas as formas. Está claro que alguns políticos, em Sergipe e no Brasil, tentam misturar seus interesses politiqueiros para enfraquecer o judiciário. E boa parte destes politiqueiros faz parte da extrema-direita golpista que tenta enfraquecer o estado brasileiro como um todo para virar um estado de exceção sem democracia e os direitos fundamentais.

Nova ponte O governador Fábio Mitidieri formalizou o Termo de Compromisso, em colaboração com a Caixa Econômica Federal, para início das obras da nova ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros. A assinatura confirma o investimento de R$ 838 milhões, assegurado pelo Governo Federal, cujos primeiros R$ 10 milhões já se encontram empenhados para execução da fase inicial do projeto. Na prática, o Termo assegura os recursos necessários para a construção da nova ponte. Com isso, já é possível dar início à montagem do canteiro de obras, após a obtenção das licenças ambientais da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema).

 

 

 

 

 

 

 

 

O Rio de Janeiro é diferente. Ainda bem que em Sergipe

Del Rey não tem isso de supostas amantes. Já pensou?

Ninguém brigaria ou muito menos viraria ex-aliado. Nem a pau Juvenal… Aqui a matéria nacional.

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