quinta-feira, fevereiro 13, 2025

Zelensky teme ser enganado por Trump na reunião com Putin

Publicado em 12 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Zelensky quer acordar plano de paz com Trump antes de falar com Putin - SIC Notícias

Trump quer assumir as ricas jazidas minerais da Ucrânia

Wálter Maierovitch
do UOL

Como sabe até a mitológica deusa romana Libertas, entronizada monumentalmente em Nova York, o neopresidente Donald Trump errou ao afirmar, levianamente, que acabaria com a guerra na Ucrânia em 24 horas.

No momento, existem dúvidas quanto a ter havido em novembro passado, como anunciado por Trump, uma ligação telefônica ao presidente russo Vladimir Putin para acertos futuros sobre a guerra. Para muitos, Trump inventou o telefonema para poder sustentar o tal prazo de 24 horas.

Perguntado pelo repórter do New York Post, ele respondeu: “É melhor que não lhe diga”.

NEM SIM NEM NÃO – A desconfiança veio à tona porque Trump sustentou ter mantido, entre sábado e domingo passados, conversa telefônica com Putin. O Kremlin não confirmou e, com a estratégia de sempre, também não desmentiu.

O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, preocupou-se e entrou em campo para avisar, com sutileza, seu desejo de participar do tão propalado encontro entre Trump e Putin sobre a Ucrânia. Já teme levar bola nas costas e não vê lógica de ficar fora de conversa que envolve seu país.

“Não podemos permitir que alguém decida qualquer coisa por nós”, frisou Zelensky.

VISÕES DIFERENTES – Trump e Putin têm visões diferentes e, ao que tudo indica, inconciliáveis para se chegar ao fim da guerra.

Trump tem visão mercantilista e míope. Ele, como se fosse um corretor à cata de comissões e não presidente dos EUA, quer receber, em troca da paz, o contido em “terras raras” ucranianas: lítio, urânio e outros minerais. A expressão “terras raras” é do próprio Trump.

Talvez Trump ainda não tenha sido informado que essas reservas encontram-se bem próximas dos russos – -em região próxima ao Donbass (bacia carbonífera do Donests), área pretendida pela Rússia.

10% DO TERRITÓRIO – Putin, que cinicamente afirmou estar preocupado com as mortes na guerra e para lá enviou norte-coreanos como ‘bucha de canhão” (pelo despreparo, morrem como moscas, disse um general ucraniano), quer garantir uma fatia de mais de 10% do território ucraniano, a ser integrado a já conquistada Criméia.

Segundo Trump, na conversa telefônica do final de semana, Putin teria dito: “Toda aquela gente morta. Jovens, belas pessoas. São como os vossos filhos, dois milhões deles”.

Mas e ao contrário do imaginado por Trump, o interesse de Putin não está nos mortos e não se resume às conquistas territoriais. E Zelensky sabe bem disso.

AS EXIGÊNCIAS – Putin não abrirá mão da neutralidade da Ucrânia, ou seja, jamais quer vê-la integrando a Aliança Atlântica (Otan).

Mais ainda, Putin quer a Ucrânia sem exército e armas. E, lógico, não quer assumir nenhuma garantia de que não realizará novas anexações.

Trump não tem a mínima visão de estadista. É apenas um empresário, de visão mercantilista, como afirmei acima.

UCRÂNIA VENDIDA – Zelensky, que já percebeu tudo, pisa em ovos. Numa reunião somente entre Trump e Putin, ele tem certeza que sairá vendido –junto com a Ucrânia.

Zelensky pretende, e esta é a razão da resistência à invasão russa, uma Ucrânia livre, autônoma e independente.

Para a inteligência ucraniana, e Trump não sabe, o presidente russo já projetou investir 10% do PIB na guerra. Putin está calculando a guerra como de longo prazo, depois da gritante falha de informação quando imaginou uma invasão concluída em poucos dias e com aplausos dos ucranianos.

MAIS SOLDADOS – Para os 007 ucranianos, Putin projeta utilizar mais 100 mil novos soldados nos combates.

Keith Kellogg, 80 anos e assessor da Trump para a guerra na Ucrânia, revelou à mídia norte-americana ser preciso uma centena de dias para o governo trabalhar com a tentativa de colocar fim à guerra.

Disse isso porque Trump tomou posse no dia 20 de janeiro e o prazo trombeteado já escoou.

 

Trump abre guerra contra a Justiça e volta a desafiar a Constituição

Publicado em 12 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Análise: Trump sobe tom contra judiciário após restrição a Elon Musk | WW |  FacebookJamil Chade
do UOL

Quando a sede da Corte Suprema dos EUA foi erguida, em 1935, um debate acalorado tomou conta da obra em Washington. Para muitos, o prédio erguido em um estilo antigo não fazia sentido. Mas a escolha por uma arquitetura clássica não era um erro de julgamento dos responsáveis. O objetivo era o de dar a impressão de que o Judiciário sempre esteve ali. Desde os primórdios do experimento da democracia americana.

Um século depois, é justamente o Judiciário que se apresenta como a grande trincheira contra o avanço da extrema direita. Imobilizado, o Congresso americano se transformou em um mero espectador de um governo que caminha para uma autocracia eleitoral.

40 PROCESSOS – Já com mais de 40 processos e tendo barrado alguns dos projetos mais insensatos e desumanos de Donald Trump, as cortes fincaram uma barreira contra o desmonte do estado de direito.

Proporcional à resistência tem sido os ataques de membros do Executivo contra os juízes. Trump, o primeiro presidente condenado criminalmente a entrar na Casa Branca, questionou a validade das decisões dos últimos dias que frearam seu sequestro das instituições. Para ele, os juízes são “politizados” e estão tentando impedir o trabalho de seu governo.

JD Vance, o vice-presidente, rasgou seu diplomata de direito da prestigiosa Universidade de Yale quando sugeriu que um juiz “não está autorizado” a barrar os trabalhos de “um poder legítimo”.

MUSK CONTRA-ATACA – Elon Musk deixou escapar não apenas um gesto totalitário. Mas ao pedir o impeachment de juízes, revelou uma atitude de ataque ao Judiciário que definiu o próprio fascismo.

Trump, JD Vance e seus conspiradores estão apenas repetindo o que a cartilha da extrema direita estipula: mentir, capturar o estado e, se o projeto for barrado pelo Judiciário, desmontar o próprio poder dos juízes. Como escreveu Timothy Snyder, “a pós-verdade é o pré-fascismo”.

Com a mesma cartilha, o partido ultranacionalista Fidesz na Hungria adotou em 2013 reformas para enfraquecer a separação de poderes entre o Legislativo e o Judiciário. Viktor Orbán, assim, passou a controlar os tribunais.

TAMBÉM NA POLÔNIA – Em 2015, o Partido da Lei e da Justiça da Polônia usou sua maioria no parlamento para mudar as leis que regem o Tribunal Constitucional e nomeou cinco novos juízes para a corte. Em 2019, o governo também criou uma nova câmara da Suprema Corte e alterou a lei para permitir que nomeasse e demitisse o chefe da Suprema Corte.

No Brasil, os conspiradores do bolsonarismo também escolheram o Judiciário como o grande inimigo. Assim como fazem os aliados de Trump, o ex-presidente brasileiro indiciado e inelegível anunciou sobre um carro de som que não cumpriria as ordens dos tribunais

Não por acaso, em diferentes partes do mundo, a defesa do Judiciário passou a ser estratégica para barrar a extrema direita.

SALVAGUARDA – Na Alemanha, uma reforma foi adotada em 2024 para reforçar a autonomia da Corte Constitucional e blindá-la contra a influência política. A ideia era de que inimigos da democracia não tivessem uma trilha para desmontar o Judiciário. Todos os partidos apoiaram a ideia. Salvo a extrema direita.

Quando autocratas chegam ao poder, desmontar a independência das demais instituições é central para que seu projeto de sequestro do estado possa existir. Seja para impor sua visão de mundo. Seja para concentrar o poder na mão de uma plutocracia.

Pensar que as instituições vão, por si mesmas, sobreviver e frear o colapso da democracia tem sido o grande erro em diversos países que apostaram na acomodação como estratégia de sobrevivência.

LEMBRANDO HITLER – Em fevereiro de 1933, um editorial de um jornal alemão liderado por judeus tranquilizava os leitores explicando que as propostas dos nazistas de retirar seus direitos ou de colocá-los em guetos não tinham como ser implementadas.

Afinal, pensavam eles, viviam num país com instituições sólidas e uma Constituição a ser respeitada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Nos EUA, a Justiça está funcionando e o presidente Donald Trump subiu o tom contra os tribunais. A escalada acontece depois de a Justiça restringir o acesso de Elon Musk aos gastos do Tesouro. Comprem pipocas. (C.N.)

Uma coisa é apoiar o governo; outra coisa será apoiar o candidato Lula

 

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira e o Presidente Lula no Palácio do Planalto

Lira mostrou que o país entrou no semipresidencialismo

Merval Pereira
O Globo

Um sinal de que o presidencialismo de coalizão está no fim, e que o governo Lula está abalado, é a definição dada pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira do que seja o apoio dos partidos a um governo: apoio para governar é diferente de apoio eleitoral, disse ele.

O que significa avisar que os partidos que fazem parte da estrutura governamental não se consideram necessariamente obrigados a apoiar uma candidatura presidencial em 2026 que “esteja afundando”.

APOIO AO GOVERNO – Além de deixar no ar que o governo está mal, mostra uma mudança no equilíbrio dos Poderes. No presidencialismo brasileiro, o presidente da República é eleito diretamente com o apoio de diversos partidos, que idealmente formarão o governo.

Mas como dificilmente, para não dizer nunca, o eleito terá a maioria do Congresso, tem que formar coalizões, muitas vezes, para não dizer quase sempre, incoerentes com o papel que os partidos assumiram na campanha presidencial.

No tempo em que os parlamentares dependiam do Executivo para ter poder, o “presidencialismo de coalizão” funcionava à base de persuasões mais ou menos republicanas.

BOA VONTADE – As emendas dependiam, para serem liberadas, da boa vontade do Executivo com o parlamentar ou partido que as patrocinava. Essa troca de favores pressupunha que a coalizão funcionasse não apenas nas votações no plenário, mas também nas campanhas eleitorais.

Havia também as nomeações para cargos públicos, em estatais principalmente, que foi se degenerando ao longo do tempo, gerando um ambiente corrosivo controlado pelo Executivo, como nos casos do mensalão e do petrolão.

O regime político brasileiro, que durante muito tempo foi um hiperpresidencialismo, colocava o Congresso a reboque do Executivo, o que provocou uma reação dos parlamentares, que passaram ano após ano a forçar um equilíbrio de poder, baseado na liberação das emendas.

AVANÇO DO CONGRESSO – Pouco a pouco, as emendas passaram a ser impositivas, o volume delas foi aumentando, especialmente quando o financiamento privado das campanhas foi proibido, até que chegamos aos dias de hoje, em que os parlamentares dividem entre si R$ 50 bilhões de emendas e mais os fundos eleitoral e partidário.

O Congresso ficou independentes em relação ao Executivo na parte financeira, restando ainda a disputa de poder, que é definida pela influência na máquina do governo.

Passamos a ter um semiparlamentarismo. Ministério sem porteira fechada, nem pensar. O que era uma prática para manter o controle partidário dos governistas nos órgãos estatais, hoje é inaceitável para os parlamentares, que querem o controle completo. É aí que entra a distinção feita por Arthur Lira.

SEM COMPROMISSO – Os ministérios fazem parte do patrimônio dos partidos que os assumem, ocupá-los não significa que este ou aquele partido está comprometido com os projetos do governo. Não há mais pudor em afirmar que apoiar o governo no Congresso é uma coisa, outra muito diferente é apoiá-lo eleitoralmente.

As coalizões brasileiras já não se referem a um governo, mas a uma situação pontual que não exige compromissos além da governabilidade. Esta também não engloba questões ideológicas que envolvam valores morais.

Votar a favor de um projeto na área econômica, por exemplo, que obtenha o consenso parlamentar, está no jogo. Mas debates sobre aborto, armamentos, casamento homoafetivo, tudo isso está na mesa para discussões e pode ser revertido, dependendo das circunstâncias.

VAI ENDURECER – Por isso é previsto que a vida do presidente Lula não melhorará com a troca da presidência do Senado, de Pacheco por Alcolumbre.

Ao contrário, o novo presidente eleito ontem é mais voluntarioso do que o anterior, o que pode criar áreas de atrito entre o Legislativo e o Executivo.

Sem falar no Judiciário, que pode ter problemas a partir da discussão das emendas parlamentares, que estão sendo constrangidas a cumprir a legislação no tocante à transparência, o que, no momento distópico que estamos vivendo, é considerado uma afronta à independência do Legislativo.


PMA anuncia mudanças no corredor exclusivo de ônibus da Hermes Fontes

 em 12 fev, 2025 16:08

Corredor exclusivo de ônibus da Hermes Fontes vai funcionar apenas em horários de pico a partir de segunda-feira, 17 (Foto: Michel de Oliveira)

A Prefeitura de Aracaju anunciou nesta quarta-feira, 12, que a partir da próxima segunda-feira, 17, o corredor exclusivo de ônibus da avenida Hermes Fontes passará a operar apenas nos horários de pico. A mudança, oficializada por meio da Portaria nº 115/2025, publicada no Diário Oficial do Município na última terça-feira, 11, estabelece que a faixa será exclusiva de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h. Nos demais períodos, o corredor funcionará como preferencial.

De acordo com a PMA, com a alteração, a Hermes Fontes se alinha ao modelo já adotado em outros corredores exclusivos da cidade, como os das avenidas Beira Mar, Centro/Jardins, Augusto Franco e Perimetral Oeste, que também operam em horários específicos.

Além dos ônibus, poderão trafegar pelos corredores exclusivos nos horários de pico, os táxis devidamente identificados, veículos de transporte escolar e veículos oficiais devidamente caracterizados. No entanto, esses mesmos veículos não poderão realizar o embarque e desembarque de passageiros.

A portaria determina ainda que nos horários de pico fica proibida a circulação de veículos de passageiros, de uso misto (carga ou pessoas) e de carga.

“É importante ressaltar que as placas informativas na avenida Hermes Fontes, orientando os horários de funcionamento do corredor exclusivo, ainda serão modificadas, mas a população já fica sabendo que, a partir de segunda-feira, dia 17, o corredor já passa a funcionar exclusivo nos horários de pico”, explicou o superintendente da SMTT, Nelson.

Aqueles que descumprirem as as regras cometerão infração gravíssima e estão sujeitos ao pagamento de multa.

Confira como os dias e horários de funcionamento dos corredores da capital:

 

 

Por Verlane Estácio informações da SMTT

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ITPS alerta sobre a diferença entre produtos similares e ‘originais’

em 12 fev, 2025 18:16

Instituto orienta consumidores que substituições alimentares podem impactar a qualidade nutricional do alimento (Fotos: Ascom/ITPS)

Em tempos de alta nos preços de alguns produtos alimentícios, muitos consumidores se deparam com itens similares aos que estão acostumados a consumir, mas a atenção deve ser redobrada quando se trata de alimentos. O alerta é da coordenadora do Laboratório de Bromatologia do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), órgão vinculado à Secretaria do Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Karina Leão.

Segundo Karina, especialista em alimentos e nutrição, as informações contidas nos rótulos dos produtos tidos como alternativos, bem como a tabela nutricional devem ser observadas.

Coordenadora do Laboratório de Bromatologia, Karina Leão

Um exemplo recente de produto com preço elevado é o café. A alta no preço tem levado os consumidores a buscar alternativas para não deixar de consumir o produto, uma delas é o pó para preparo de bebidas à base de café. “Na embalagem até parece a mesma coisa, mas a denominação é diferente. Esse pó, na verdade, é feito de matéria vegetal que passa por um processo semelhante à torra do café e é moído para se transformar em uma bebida parecida, mas que não é café”, esclarece a coordenadora 

Segundo a coordenadora, a legislação permite a comercialização desses produtos, desde que a denominação correta esteja no rótulo. A indústria tem um amparo legal, seja do Ministério da Agricultura ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que esses produtos estejam nas prateleiras. “O problema é quando o consumidor não percebe a diferença e leva para casa um produto acreditando que é outro”, alerta Karina.

Diferenças nutricionais e impacto na dieta

Além do café, outros alimentos têm versões similares no mercado que podem confundir o consumidor. Entre os exemplos citados pela coordenadora do ITPS estão:

Composto lácteo X leite em pó: O composto lácteo contém outros ingredientes, como amido e soro de leite, o que reduz a concentração de proteínas e gorduras em comparação ao leite integral em pó.

Bebida láctea X iogurte: O iogurte é um leite fermentado puro, enquanto a bebida láctea tem aditivos como soro de leite, amido e aromatizantes. Pela legislação, o rótulo deve informar que o produto não é iogurte.

Mistura láctea condensada X leite condensado: A mistura láctea tem menor concentração de leite integral e pode conter amido e óleos vegetais para baratear a produção.

Óleo composto X azeite de oliva: O óleo composto mistura azeite de oliva com óleos vegetais, oferecendo uma opção mais acessível, mas com menor teor de compostos benéficos.

Creme culinário X creme de leite: O creme culinário contém amidos e outros aditivos para replicar a cremosidade do creme de leite, mas tem um teor de gordura láctea inferior.

Karina Leão reforça ainda, que essas substituições não representam riscos diretos à saúde, mas podem impactar no valor nutricional da dieta. “Em muitos casos, os produtos com menor custo contém menos proteínas, gorduras e outros compostos benéficos, como os fenólicos presentes no azeite de oliva. Isso não significa que sejam prejudiciais à saúde, mas a diferença nutricional existe e precisa ser considerada pelo consumidor”, explica.

Para evitar enganos, a orientação do ITPS é sempre verificar o rótulo antes de comprar qualquer produto. Segundo a coordenadora, a indústria precisa deixar claro para o consumidor o que ele está comprando, a exemplo do leite condensado e mistura láctea, que possuem a mesma funcionalidade, mas com valores nutricionais distintos. Muitas vezes, a semelhança nas embalagens pode confundir, por isso é essencial ler as informações antes de levar para casa.

Os trabalhos realizados no Laboratório de Bromatologia do ITPS ocorrem para verificar se os produtos vendidos no mercado atendem os padrões exigidos pela legislação. Mesmo os alimentos com permissão legal podem apresentar diferenças entre o que está descrito na embalagem e sua real composição. “Fazemos análises para verificar se aquilo que está no rótulo condiz com a composição do produto. Existem limites mínimos e máximos permitidos pela legislação para cada nutriente, e nosso papel é garantir que esses padrões sejam seguidos”, afirma Karina.

Serviço

O Laboratório de Bromatologia do ITPS realiza as análises dos alimentos. Para solicitar a análise do instituto, é necessário buscar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) presencialmente na rua Vila Cristina, bairro 13 de Julho em Aracaju; por meio dos telefones (79) 3198-8811 e 99191-3042; ou pelo e-mail sac@itps.se.gov.br.

Fonte: ASN

 

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quarta-feira, fevereiro 12, 2025

A pessoa vai buscar água na fonte


Em pouco mais de um mês de gestão, o prefeito Tista de Deda tem demonstrado um compromisso incansável com o desenvolvimento de Jeremoabo. Seu empenho em buscar recursos e soluções para os problemas estruturais da cidade tem sido evidente em suas sucessivas viagens a Brasília, a principal fonte de investimentos e parcerias para os municípios brasileiros.

A imagem do gestor que se movimenta, que busca soluções ativamente, é o que realmente interessa ao povo de Jeremoabo. Mais do que discursos vazios ou promessas que nunca se concretizam, o que a população deseja é ver a cidade crescer, se desenvolver e proporcionar uma vida melhor para todos. Isso só é possível com a captação de recursos que fortaleçam áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

A diferença entre um verdadeiro gestor e um mero ocupante de cargo está na capacidade de pensar grande. Administrar uma cidade como Jeremoabo exige visão estratégica, competência técnica e, sobretudo, dedicação. Um prefeito não deve ser apenas uma figura decorativa ou um animador de festas; ele precisa ser um trabalhador incansável, comprometido com o progresso da sua terra e com a melhoria da qualidade de vida do seu povo.

O provérbio "Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha" nunca foi tão apropriado. Se os recursos não vêm automaticamente para Jeremoabo, cabe ao prefeito ir buscá-los, bater nas portas certas, apresentar projetos viáveis e garantir que o município não fique para trás. Esse é o papel de um líder que entende sua responsabilidade e age para transformar a realidade da cidade.

Jeremoabo precisa de um prefeito que faça, que trabalhe, que lute por melhorias reais. O compromisso de Tista de Deda em ir à fonte buscar os recursos necessários é um sinal positivo para todos. Afinal, quem quer ver Jeremoabo no caminho certo sabe que o trabalho não pode parar.

Bolsonaro acha que dois erros formam um acerto na Ficha Limpa

Publicado em 12 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Alecrim (Arquivo Google)

Mario Sabino
Metrópoles

Um assecla de Jair Bolsonaro, o deputado federal Hélio Lopes, do PL do Rio de Janeiro, propõe que a Lei da Ficha Limpa seja desfigurada por lei complementar. A desfiguração prevê que o período de inelegibilidade de um político ficha suja caia de 8 para 2 anos a partir do cometimento do ilícito e que a condenação impeditiva tenha de ser na esfera criminal, não apenas na eleitoral. Valeria já para a próxima eleição presidencial.

A coisa, portanto, foi pensada sob medida para permitir que Jair Bolsonaro, condenado no TSE pela reunião com os embaixadores para avacalhar as urnas eletrônicas e pelo uso eleitoreiro do 7 de Setembro, possa concorrer à presidência da República em 2026.

MUITO OTIMISMO – É uma malandragem otimista, visto que não coloca no horizonte a quase certa condenação do ex-presidente pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático e organização criminosa.

Como não poderia deixar de ser, Jair Bolsonaro está entusiasmado com a proposta de lei complementar. Para se justificar diante do seu eleitorado, notório por apoiar o texto draconiano da Lei da Ficha Limpa, ele diz que a legislação virou arma política da esquerda e dos tribunais superiores contra desafetos políticos.

De fato, o que vale no Brasil é a máxima segundo a qual aos amigos faz-se o favor e aos inimigos aplica-se a lei.

DO TIPO DILMA = Exemplo inesquecível dessa tradição tropical é o episódio espantoso de Dilma Rousseff ter conservado os direitos políticos ao sofrer impeachment, em inquestionável afronta ao texto da coitadinha da Constituição, graças a uma manobra de Ricardo Lewandowski, que presidia a sessão do Senado que chancelou o impeachment da companheira.

Jair Bolsonaro é, no entanto, mais um espécime brasileiro a tentar convencer a malta desavisada de que dois erros fazem um acerto, em oposição à máxima que diz o contrário. De que se combate a jurisprudência de ocasião com a legislação de ocasião.

TUDO ERRADO – Mas não é porque uma lei certa serve a gente errada que se deve servir a gente errada mudando a lei certa.

O afrouxamento na Lei da Ficha Limpa para beneficiar Jair Bolsonaro abrirá a porteira para que a impunidade grasse ainda mais no ecossistema político, e assim se explica o alvoroço com a proposta de Hélio Lopes na Câmara dos Deputados, onde viceja gente reta e vertical.

Nada é ruim o suficiente que não possa piorar.


Em destaque

O OUTRO LADO DA MOEDA R$ 1.007.574.000.000,00 em juros da dívida

O Outro Lado da Moeda Por Gilberto Menezes Côrtes gilberto.cortes@jb.com.br   Publicado em 30/01/2026 às 16:26 Alterado em 30/01/2026 às 17:...

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