sábado, fevereiro 01, 2025

Atos antidemocráticos ocorridos após eleições de 2022 provocam condenações em três estados

Foto: Divulgação/PRF de Santa Catarina
Atuação de bombeiros após ação da PRF com apreensão de materiais de atos antidemocráticos em rodovias de Santa Catarina31 de janeiro de 2025 | 18:31

Atos antidemocráticos ocorridos após eleições de 2022 provocam condenações em três estados

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Os episódios de violência registrados após as eleições de 2022, na esteira dos atos de caráter golpista liderados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), resultaram em denúncias em ao menos três estados, além de condenações com penas que superam 15 anos.

Os atos incluíram ações com homens encapuzados e armados, uso de bombas caseiras, depredação de caminhões e ataque com tiros à sede de um site de notícias. Também houve ataques a agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e tiros contra motoristas que tentaram furar os bloqueios.

As manifestações atingiram seu ponto crítico no final de novembro de 2022. Na época, bolsonaristas cobravam as Forças Armadas para que promovessem um golpe para impedir a posse do então presidente eleito Lula (PT).

Nos poucos discursos públicos após a derrota nas urnas, Bolsonaro não condenou a pauta golpista de seus aliados, mas criticou os métodos dos protestos que incluíam o fechamento de rodovias.

Em novembro do ano passado, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente e outras 36 pessoas por uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 para impedir a posse de Lula.

Em Rondônia, estado que foi um dos epicentros das manifestações registradas em novembro de 2022, ao menos 13 pessoas que participaram de atos antidemocráticos foram denunciadas.

Sete pessoas foram condenadas na Justiça no âmbito da primeira fase da Operação Eleutéria, que investigou um grupo composto por empresários, produtores rurais e um policial militar da reserva de Colorado do Oeste (a 761 km de Porto Velho). As penas variaram entre oito anos e três anos e meio, dentre reclusão e detenção.

O grupo, denominado o “Comitê do Movimento Civil de Colorado”, ordenou o bloqueio de uma rodovia e coagiu motoristas e servidores públicos. Na avaliação do Ministério Público do Estado de Rondônia, eles ultrapassaram o direito de manifestação e praticaram crimes.

Os investigadores ouviram comerciantes e caminhoneiros que afirmaram ter sido constrangidos pelos líderes dos atos. Comerciantes disseram ter sido obrigados a fechar as portas, e a cidade sofreu com desabastecimento, já que caminhões com combustível, botijões de gás e água foram impedidos de entrar.

Um dos condenados ameaçou a dona de um supermercado da cidade, afirmando saber que ela “era PT” e ordenando que ela postasse uma bandeira do Brasil e uma foto de Bolsonaro em suas redes sociais. Disse ainda que as pessoas que não aderissem ao movimento seriam retaliadas.

Um caminhoneiro que tentou atravessar um bloqueio foi ameaçado de agressão com um pedaço de madeira. Com o veículo retido, teve um prejuízo de R$ 10 mil por não conseguir buscar ir buscar uma carga que transportaria.

Dentre os sete condenados em primeira instância, um teve a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, que determinou o pagamento de dano moral coletivo.

Outras três pessoas foram denunciadas após a segunda fase de Operação Eleutéria 2. Elas são acusadas de associação criminosa, incêndio e constrangimento ilegal durante bloqueios feitos na BR-435 em novembro de 2022.

Dois suspeitos de envolvimento no atentado à sede do jornal Rondoniaovivo foram denunciados em dezembro de 2024 pelo Ministério Público do Estado de Rondônia. Eles são acusados dos crimes de dano qualificado, grave ameaça e disparos de arma em via pública. O caso aconteceu em novembro de 2022, mês seguinte às eleições, quando o prédio do jornal foi atingido por mais de dez tiros.

Um morador da cidade de Teixeirópolis (RO) foi denunciado pelo Ministério Público Federal de Rondônia por tentativa de depor governo legitimamente constituído, resistência à prisão e porte ilegal de armas de fogo.

Em 12 de dezembro de 2022, dia da diplomação do presidente Lula, homens armados e encapuzados interceptaram um ônibus nas proximidades da cidade de Jaru (RO) e obrigaram os passageiros a descer. O objetivo seria incendiar o ônibus, repetindo atos de depredação registrados em outras cidades.

Na avaliação da Procuradoria, os fatos estariam associados a atos contra a democracia. O objetivo seria, com o uso de violência e intimidação, causar uma convulsão social com objetivos golpistas.

Em Mato Grosso, dois homens foram condenados pela Justiça Federal pelos crimes de constrangimento ilegal, abolição violenta do Estado democrático de Direito, dano qualificado e incêndio. As penas variaram entre 12 e 15 anos, dentre detenção e reclusão.

Em dezembro de 2022, eles participaram de protestos que incluíam o bloqueio de uma rodovia e atearam fogo na cabine de um caminhão enquanto o motorista ainda estava dentro do veículo.

No Pará, duas pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por participação nos bloqueios da BR-163 em Novo Progresso, que incluíram ataques com tiros à PRF (Polícia Rodoviária Federal). Ao todo 11 pessoas foram indiciadas –o processo e inquéritos correm em segredo de Justiça

Na avaliação do Ministério Público Federal, a atuação do grupo achincalhou instituições e buscou uma “constrangedora, criminosa e delirante” intervenção militar no país.

No estado de Santa Catarina, um inquérito apura possíveis crimes de manifestantes usaram bombas caseiras feitas de garrafas com material combustível, rojões e fizeram barricadas com pneus queimados, latões de lixo e troncos de árvores.

Um homem identificado como líder de um grupo foi autuado pelos crimes de associação criminosa, exposição de transporte público a perigo, destruição da coisa alheia e desobediência de ordem legal. A investigação ainda não foi concluída.

João Pedro Pitombo/Folhapress

Politicalivre 

PT processa Bia Kicis por fala que ligava legenda ao narcotráfico

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também assinou a proposta31 de janeiro de 2025 | 19:45

PT processa Bia Kicis por fala que ligava legenda ao narcotráfico

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O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com um processo contra a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) por falas da parlamentar em que ela teria associado a sigla ao narcotráfico. O PT pede na ação uma indenização por danos morais no valor de R$ 40 mil. A reportagem entrou em contato com a assessoria da parlamentar, mas ainda não obteve retorno.

Em uma entrevista à CNN Brasil, em dezembro do ano passado, Kicis teria afirmado que o PT é “um partido ligado ao narcotráfico”. “Tá cheio de criminoso que está, simplesmente, blindado pela justiça. Se é para extinguir alguma coisa, vamos extinguir o PT que é um partido ligado ao narcotráfico e que recebeu dinheiro do narcotráfico”, disse a parlamentar.

Ela se referia a uma alegação feita em 2021 pelo ex-general de inteligência da Venezuela, Hugo Carvajal. Em uma carta a um juiz espanhol, ele disse que o PT e outros partidos de esquerda na América Latina e na Europa teriam recebido financiamento ilegal da Venezuela durante 15 anos. O caso na Espanha foi arquivado e não há evidências de que Carvajal tenha apresentado provas.

“A fala foi amplamente disseminada na internet, afetando a imagem e reputação do PT”, diz uma publicação do partido. Além do pedido de indenização, o processo pede que a deputada se retrate de forma pública e não repita acusações semelhantes, sob pena de multa.

Na petição inicial da ação, a legenda defende que a declaração configura desinformação e incita o ódio contra a organização, ligando a imagem do PT a “atividade criminosa que, inquestionavelmente, é tida como um dos principais problemas da sociedade atual”.

Raisa Toledo/EstadãoPoliticaLivre

PGR diz que investigação sobre desvio de emendas com menção a Elmar deve ficar com Kassio

 Foto: Fellipe Sampaio/STF/Arquivo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet31 de janeiro de 2025 | 21:00

PGR diz que investigação sobre desvio de emendas com menção a Elmar deve ficar com Kassio

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu no STF (Supremo Tribunal Federal) que o relator da Operação Overclean, que mira desvios de emendas parlamentares, seja o ministro Kassio Nunes Marques.

Ele se manifestou nesta sexta-feira (31) no processo, que corre em segredo de Justiça no Supremo, segundo apurou o jornal Folha de S.Paulo.

O argumento de Gonet é que a investigação não pode ser distribuída ao ministro Flávio Dino, como quer a Polícia Federal, porque casos concretos de suspeitas sobre emendas não têm relação direta com as ações sobre conduzidas por Dino.

Cabe agora ao presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, decidir se o caso ficará sob os cuidados de Kassio ou de Dino.

A Overclean investiga suspeitas de desvios de R$ 1,4 bilhão em contratos do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, e foi para o Supremo por citar o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA).

O impasse sobre a relatoria do caso começou no último dia 17. A Justiça Federal na Bahia pedia que a investigação ficasse com Dino, por prevenção.

O presidente em exercício do Supremo, Edson Fachin, entendeu, porém, que o caso deveria ser distribuído —e Kassio Nunes Marques foi sorteado.

Em um movimento atípico, a Polícia Federal apresentou um pedido no Supremo para que a relatoria fosse entregue para Dino.

Diante do imbróglio, a PGR foi chamada a se manifestar. A tendência, segundo fontes do Supremo, é que Barroso siga a posição de Gonet e mantenha o caso sob a responsabilidade de Kassio.

Nas investigações, a Polícia Federal chegou a apreender mais de R$ 1,5 milhão em um jatinho particular que saía de Salvador com os valores. Segundo a PF, o dinheiro era propina para servidores de Brasília.

O inquérito policial foi instaurado a partir de notícia-crime da CGU (Controladoria-Geral da União), que apresentou uma série de suspeitas de irregularidades em contratos firmados entre a coordenação do Dnocs na Bahia e a empresa Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda.

Os recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios eram desviados, conforme as investigações, para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais.

Segundo a CGU, a organização criminosa movimentou só em 2024 aproximadamente R$ 825 milhões em contratos firmados com diversos órgãos públicos.

A PF chegou a prender Francisquinho Nascimento (União Brasil), vereador no município de Campo Formoso (410 km de Salvador). Ele foi secretário-executivo da prefeitura comandada por Elmo Nascimento, irmão de Elmar.

Cézar Feitoza/FolhapressPoliticaLivre

Veja passo a passo da votação para escolha dos presidentes da Câmara e do Senado

 Foto: Leonardo Sá / Agência Senado

Em ambas as Casas, a votação elege quem receber maioria absoluta01 de fevereiro de 2025 | 07:15

Veja passo a passo da votação para escolha dos presidentes da Câmara e do Senado

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O Congresso Nacional elegerá, neste sábado (1º) novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, além de compor as Mesas Diretoras das duas Casas. Ambos os líderes tem a capacidade de determinar quais projetos serão votados e qual será a agenda do Legislativo.

A eleição tem como favoritos Hugo Motta (Republicanos-PB) para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado.

Em ambas as Casas, a votação elege quem receber maioria absoluta, prevendo segundo turno entre os dois candidatos mais votados caso nenhum alcance a marca.

Além de influenciarem o comportamento do governo federal, os cargos estão na linha sucessória do Executivo: na ausência do presidente da República e do vice, os presidentes da Câmara e do Senado são, nessa ordem, os responsáveis por assumir provisoriamente o comando do país.

Saiba como será o rito na escolha dos presidentes da Câmara e do Senado.

SENADO

Pré-candidatos

– Davi Alcolumbre (União Brasil-AP): favorito na eleição
– Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
– Eduardo Girão (Novo-CE)
– Marcos do Val (Podemos-ES)
– Soraya Thronicke (Podemos-MS)

10h – Sessão se inicia com a formalização das candidaturas por escrito no início da sessão. Cada candidato terá até 15 minutos para discursar, e depois, a votação se inicia.

Início do processo de votação:

Ganha quem tiver a maioria absoluta dos votos -41 de um total de 81 senadores. Se nenhum candidato conseguir, a votação vai para o segundo turno entre os dois mais bem votados.

Os votos são em papel, e, após todos os presentes escolherem seus candidatos, as cédulas são contabilizadas. A seguir, o resultado é proclamado.

11h – Com o presidente eleito, começa a eleição dos outros cargos da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes. Pelo acordo entre os partidos, a 1ª vice-presidência será do PL e a 2ª, do PT.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Candidatos

– Hugo Motta (Republicanos-PB): favorito na eleição
– Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
– Marcel Van Hattem (Novo-RS)

9h – Prazo limite para a formação de blocos parlamentares

11h – Reunião de líderes para a escolha dos cargos da Mesa D iretora: presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários, quatro suplentes

13h30 – Prazo limite para registro das candidaturas

16h – Sessão se inicia com a leitura das candidaturas. Cada candidato a presidente terá até 10 minutos para discursar, em ordem definida por sorteio, e depois, o atual chefe da Casa, Arthur Lira, profere seu último discurso a frente do cargo.

Início do processo de votação:

Cada congressista vota, de forma secreta e em sistema eletrônico, em 11 cargos: presidente, dois vices, quatro secretários e quatro suplentes. Ganha quem tiver a maioria absoluta dos votos -257 de 513 deputados. Se isso não ocorrer, há segundo turno entre os dois melhores colocados.

Uma vez proclamado o resultado, o presidente eleito poderá discursar, se quiser. Em relação aos outros cargos, pelo acordo entre os partidos, a 1ª vice-presidência será do PL e a 2ª, do União Brasil.

FolhapressPoliticaLivre

Empresário tenta articular jantar entre Lula e Trump em fevereiro

 

Empresário tenta articular jantar entre Lula e Trump em fevereiro

Por Redação

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: José Cruz/Agência Brasil | Reprodução/Redes Sociais

O empresário Mário Garnero, do grupo BrasilInvest, tenta articular um jantar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente recém-empossado dos Estados Unidos, Donald Trump. A ideia é que o encontro seja um jantar, e ocorra no dia 17 de fevereiro, no resort Mar-a-Lago na Flórida, que pertence ao presidente norte-americano.

 

Segundo Garnero, a data pode sofrer alterações, uma vez que Lula já tem encontros previstos com importantes autoridades europeias nos dias seguintes. O Governo, por sua vez, não confirmou o acerto, mas, segundo a CNN, fontes informaram que, apesar das diferenças ideológicas entre os líderes, há pontos de convergência que podem ser construídos entre eles.

 

O presidente brasileiro tem afirmado que não quer brigar com Trump ou com o governo estadunidense, e costuma dizer que espera ter a melhor relação possível. Garnero afirmou, ainda, que convidou o presidente para apresentar uma aula magna a uma plateia de 400 empresário com interesse em investir no Brasil, no dia 15 de fevereiro.

 

O empresário esteve com Lula, no dia 27 de novembro, no Palácio do Planalto, acompanhando o CEO do Abu Dhabi Investement Group, Zayed Bin Aweldha. Ele tem uma história de aproximações bem-sucedidas. Foi ele quem costurou um jantar entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Donald Trump em março de 2020, também no resort de Mar-a-Lago.

 

Garnero também trabalhou, em 2002, na aproximação entre Lula, recém-eleito, e o então presidente dos EUA, George W. Bush. O norte-americano tinha bastante desconfiança do presidente do Brasil, por seu passado sindicalista e sua agenda intervencionista. Ele também já organizou eventos no Brasil e no exterior com presidentes como Ronald Reagan e Bill Clinton.

Bahia se destaca na conservação ambiental com novas RPPNs nas regiões da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

 

Bahia se destaca na conservação ambiental com novas RPPNs nas regiões da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

Por Redação

Bahia se destaca na conservação ambiental com novas RPPNs nas regiões da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga
Foto: Reprodução

Com criações de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), a Bahia segue na liderança da conservação ambiental. A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) anunciou a oficialização de quatro novas áreas protegidas nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, nesta semana. A medida ganha ainda mais relevância diante do Dia Nacional das RPPNs, celebrado nesta sexta-feira (31), data que destaca a função dessas reservas na preservação ambiental e no combate às mudanças climáticas.

 

As novas reservas particulares foram oficializadas com a assinatura das portarias pelo secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Mendonça Sodré Martins, publicadas no Diário Oficial do Estado em 28 de janeiro e nesta data. Entre elas, a RPPN Lagoa Azul, em Porto Seguro, protege 9,59 hectares da Mata Atlântica. Em Mansidão, a RPPN Fazenda União resguarda 755,83 hectares do Cerrado. Já na Caatinga, a RPPN Barreiras, em Canudos, abrange 134,865 hectares, enquanto a RPPN Tuiuiú, em Maracás, preserva 174,90 hectares. Essas áreas fortalecem a conservação da biodiversidade, garantindo a proteção dos ecossistemas e das espécies nativas.

 

A criação dessas reservas fortalece ainda o papel do proprietário na conservação ambiental, permitindo-lhe atuar ativamente como guardião de seus próprios recursos naturais. O secretário ressaltou que esse modelo de gestão exemplifica como a parceria entre o poder público e a iniciativa privada pode ser uma estratégia eficaz para a preservação e o desenvolvimento sustentável: “esse esforço conjunto reflete a compreensão de que a conservação dos biomas exige uma aliança sólida e integrada.”

 

Em 2024, esse compromisso foi reforçado com o reconhecimento de 17 novas RPPNs estaduais, um recorde que amplia ainda mais a rede de áreas protegidas e reforça o papel das RPPNs na preservação da biodiversidade. A diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) Maria Amélia de Lins destaca que o órgão atua de forma complementar e estratégica na criação das RPPNs. 

 

"Nosso trabalho é apoiar os proprietários, oferecendo a análise técnica e a vistoria necessárias para que as reservas atendam aos critérios exigidos pela legislação”. Ela pontua que a criação desse tipo de unidade de conservação é uma iniciativa voluntária, e que a Sema e o Inema garantem que esse processo seja feito de forma eficaz, alinhando a preservação dos biomas com o desenvolvimento sustentável.

Justiça aumenta a pena de 2 ex-prfs condenados pela morte de Genivaldo


Por Folhapress

Justiça aumenta a pena de 2 ex-prfs condenados pela morte de Genivaldo
Foto: Reprodução

A Justiça Federal aumentou a pena de dois ex-policiais rodoviários federais condenados pela morte de Genivaldo Santos em Sergipe. Solicitação foi feita pelo Ministério Público Federal. O órgão alegou erro de cálculo nas penas.
 

A Justiça Federal em Sergipe acolheu o pedido e fez a alteração. Com isso, a nova pena de Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia é de 23 anos, oito meses e 14 dias para ambos, em regime inicial fechado. A pena anterior era de 23 anos, um mês e nove dias.
 

Eles foram condenados por tortura seguida de morte o dia 7 de dezembro de 2024. Além de Kléber e William, a Justiça condenou Paulo Rodolpho por homicídio triplamente qualificado. Ele chegou ao local após a abordagem já iniciada, jogou a bomba e segurou a porta do carro. A pena de Paulo não foi alterada. Ele foi condenado a 28 anos de reclusão.
 

As penas foram agravadas pelo motivo fútil, pela asfixia e pelas circunstâncias que impossibilitaram a defesa da vítima. Os três policiais que prenderam Genivaldo na mala da viatura e o mataram com gases em maio de 2022, em Umbaúba (SE). O júri ouviu cerca de 30 testemunhas, incluindo parentes da vítima, peritos e especialistas.
 

"As circunstâncias do crime são muito graves e extrapolam a normalidade. A tortura foi praticada à luz do dia, em via pública, e na presença de várias pessoas que se acumularam ao redor da ocorrência, filmando e verbalizando alertas de cuidado aos agentes, sendo seguida de um conjunto de atos fortes, culminando com o uso da granada e o resultado morte. E mesmo com tudo o que aconteceu, a multa de trânsito foi lavrada e enviada aos familiares de Genivaldo", afirma a sentença.
 

RELEMBRE O CRIME
 

Genivaldo de Jesus Santos, 38, homem negro foi morto após ser trancado dentro de um porta-malas em abordagem truculenta da PRF. Ele sofreu asfixia, segundo informou o IML (Instituto Médico Legal), em análises preliminares. O caso ocorreu ontem em Umbaúba, litoral sul de Sergipe.
 

Quando questionado, teria tentado explicar que tomava remédios para distúrbios psiquiátricos. No dia 25 de maio de 2022, a vítima, presa dentro da viatura, foi submetida a um gás lacrimogêneo, que formou uma densa fumaça branca dentro da viatura e o asfixiou.
 

Imagens de um vídeo gravado à época mostram que Genivaldo ergue os braços em atendimento à polícia. Porém, por várias vezes na gravação é possível ouvir os policiais gritando com ele e até o ofendendo. Mais tarde, ele é visto no porta-malas da viatura, com fumaça.
 

Pelas frestas da porta traseira, era possível ver fumaça escapando e as pernas dele enquanto gritava no interior da viatura. Assim que Genivaldo parou de se debater e gritar, os policiais fecharam a porta traseira da viatura, entraram no carro e deixaram o local.
 

Genivaldo morreu momentos depois. Ele ainda foi levado ao hospital, já desacordado, mas não resistiu. O IML apontou que a causa da morte foi "insuficiência aguda secundária a asfixia". Em agosto de 2023, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, assinou a demissão dos três agentes da PRF envolvidos na morte de Genivaldo. Outros dois policiais foram suspensos.

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