domingo, outubro 08, 2023

O sinistro general Ridauto, os ‘kids pretos’ e os terroristas que lideraram o vandalismo

Publicado em 8 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

General da reserva Ridauto Lúcio Fernandes é alvo da PF em nova fase da operação Lesa Pátria - YouTube

General Ridauto pode ter chefiado os atos de 8 de janeiro

José Antonio Perez

A nova bola da vez é o general Ridauto Lúcio Fernandes. É oriundo das chamadas Forças Especiais do Exército, que têm treinamento específico de comandos. São chamados de “kids pretos”. Essa corporação treina os militares brasileiros mais bem preparados para combate em qualquer situação (terra, água ou ar).

Até o famoso Bope da PM do Rio de Janeiro disputa vigorosamente as três únicas vagas externas para o Comanf (Comando Anfíbio), onde são formados os combatentes chamados de “Seals” brasileiros (Batalhão Tonelero), que seguem os mesmos métodos dos grupos especiais da Marinha norte-americana, como o que invadiu o Afeganistão para matar Bin Laden em 2011.

COM BOLSONARO – Esse grupo das Forças Especiais do Exército existe desde 1957 e tem um efetivo aproximado de 2,5 mil homens. Cerca de 30 integrantes do governo, mais próximos ao então presidente Jair Bolsonaro, eram oriundos das Forças Especiais. O general Ridauto Lúcio Fernandes é um deles.

O militar da reserva foi alvo da 18ª fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, na manhã do último dia 29. É investigado como executor e possivelmente um dos idealizadores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Acredito que o Supremo e o Superior Tribunal Militar tendem a aliviar a barra dele, embora as investigações estejam caminhando para apurar a participação de agitadores profissionais que lideraram os manifestantes e provocaram os atos de vandalismo em 8 de janeiro.  

ALCKMIN E JANJA – O suposto vice-presidente Geraldo Alckmin, conhecido como “Picolé de Chuchu”, agora foi transformado em banana, pois Lula foi operado, tomou anestesia geral, mas não aceitou transferir o governo a seu substituto legal. O presidente preferiu escalar dona Janja da Silva para chefiar a comitiva do governo que foi levar ajuda aos flagelados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Essa estranha segunda-dama está sendo lançada como a nova “mulher do homem”. Dilma Rousseff foi a percursora dessa farsa. Só sendo muito ignorante, mesmo, para cair de novo nessa conversa mole.

E o pior é que, após a polarização Lula/Bolsonaro aqui nesta república bananeira, é capaz de termos de aturar a polarização Janja/Michele, para continuarmos nesse devastador Fla-Flu populista.


Nobel para Mohammadi, um grito universal de liberdade para as mulheres iranianas


Ativista foi presa por lutar pelos direitos humanos no Irã

Pedro do Coutto

Foi um episódio marcante na própria história universal o prêmio Nobel da Paz de 2023 concedido à iraniana Narges Mohammadi, uma lutadora pela liberdade das mulheres do Irã, condenada por isso à 00 penas que somam 31 anos de prisão, além de 154 chibatadas.

O absurdo escandaliza o mundo inteiro. Qual o crime da iraniana? Lutar pela igualdade de direitos da mulher e pela vontade de não colocar sobre os cabelos um lenço tradicional estabelecido ditatorialmente no país. Cento e cinquenta e quatro chicotadas conduz a um período medieval.

PROTESTO – Narges Mohammadi se opõe a tudo isso e do fundo do cárcere continua protestando. Sua voz ecoou em defesa de cursar o seu próprio roteiro e destino. É impressionante como o Irã trata as suas mulheres. Uma teocracia que subjuga o sexo feminino ao longo dos tempos.

Uma crueldade insana e inominável. Não faz o menor sentido. Mas o Irã desconhece esse compromisso da humanidade consigo mesma. A luta pela igualdade de direitos se estendeu por várias regiões há muitos séculos e continua avançada. Mas não para aquele país.

Narges Mohammadi, 51 anos de idade, é uma ativista cujos esforços são reconhecidos pelo Prêmio Nobel na categoria de alguém que se destaca na luta pela paz. Um ressoar em prol da justiça e da dignidade humana. Impossível conviver com um regime que está com cinco séculos de atraso. As mulheres obtiveram eco através de Narges Mohammadi. Falta agora a luta pela liberdade da ativista. Reportagens com grande destaque no O Globo e na Folha de S. Paulo nas edições de ontem.

BLOQUEIO – Gabriel Saboia, Geralda Doca e Jennifer Gularte, O Globo deste sábado, revelam a pressão exercida pelo Centrão que ameaça travar projetos de interesse do governo e do país enquanto não obtiver as direções da Caixa Econômica Federal e da Funasa.

Vejam os leitores e eleitoras a que nível está descendo a política brasileira. É uma pressão atrás da outra com o objetivo não de realizar iniciativas de interesse coletivo, mas para ter acesso a recursos financeiros de alto porte. Um desastre.

sábado, outubro 07, 2023

Da arrogância à humilhação pelo Hamas: as 10 horas que chocaram Israel

 

 Atualizado em 7 de outubro de 2023 às 18:21


Palestinos num jipe israelense nas ruas de Gaza em meio à operação militar lançada pelo Hamas no sul de Israel 

Na Al Jazeera, um artigo belo de Marwin Bishara, analista considerado uma autoridade em política externa dos EUA, Oriente Médio e assuntos estratégicos internacionais

Poucos dias depois que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez um discurso auto-elogioso nas Nações Unidas, anunciando o estabelecimento de um novo Oriente Médio centrado em torno de Israel e seus novos parceiros árabes, os palestinos, a quem ele omitiu totalmente de seu mapa regional de fantasia, deram a ele e a Israel um golpe fatal, política e estrategicamente.

O movimento de resistência palestino Hamas lançou uma incursão relâmpago meticulosamente planejada e bem executada de Gaza para Israel, por via aérea, marítima e terrestre. Em conjunto com milhares de mísseis disparados contra alvos israelenses, centenas de combatentes palestinos atacaram áreas militares e civis israelenses na parte sul do país, o que levou ao assassinato de pelo menos 100 israelenses e à captura de dezenas de soldados e civis israelenses como reféns.

Os objetivos do Hamas na operação não são secretos: primeiro, retaliar e punir Israel por sua ocupação, opressão, assentamento ilegal e profanação de símbolos religiosos palestinos, especialmente a Mesquita Al-Aqsa em Jerusalém; segundo, visar a normalização árabe com Israel que abraça seu regime de apartheid na região; e, por último, garantir outra troca de prisioneiros para libertar o maior número possível de prisioneiros políticos palestinos das prisões israelenses.

Vale lembrar que o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Yahya al-Sinwar, que passou mais de duas décadas numa prisão israelense, foi libertado em uma troca de prisioneiros. Mohammed Deif, o chefe do braço militar do Hamas, como muitos outros palestinos, perdeu entes queridos para a violência israelense – um filho recém-nascido, uma filha de três anos e sua esposa. Portanto, também há um aspecto claramente punitivo e vingativo na operação.

Nesse sentido, o ataque pode ter sido incrivelmente chocante, mas não foi surpreendente.

A arrogância finalmente alcançou Israel e seus líderes, que há muito tempo se consideravam invencíveis e repetidamente subestimavam seus inimigos. Desde o ataque árabe “surpresa” de outubro de 1973, os sucessivos líderes israelenses ficaram chocados e impressionados, de novo e de novo, com o que as pessoas que oprimiam foram capazes de fazer.

Eles foram pegos despreparados pela resistência libanesa após a invasão israelense do Líbano em 1982, pelas intifadas palestinas nas décadas de 1980 e 2000, e pela resistência palestina após mais de cinco décadas de ocupação israelense e quatro guerras sucessivas em Gaza.

Claramente, a liderança militar e civil israelense também não esperava a operação maciça do Hamas, seu sucesso representando uma grande inteligência israelense e fracasso militar. Apesar da sofisticada rede de espiões, drones e tecnologia de vigilância de Israel, ela não conseguiu detectar e antecipar o ataque.


Mas o dano causado a Israel vai além do fracasso da inteligência e militar; também é uma catástrofe política e psicológica. O estado invencível se mostrou vulnerável, fraco e terrivelmente impotente, o que não vai cair bem para seus planos de ser um líder regional de um novo Oriente Médio.

Imagens de israelenses fugindo de suas casas e cidades com medo ficarão enraizadas em sua memória coletiva por muitos anos. Hoje foi provavelmente o pior dia da história de Israel. Uma humilhação total.

Netanyahu, o “spin doctor”, não será capaz de mudar isso, independentemente de como ele se vire. Israel não terá a chance de desfazer o que o mundo viu na manhã de sábado: um país frenético perdido para seus próprios delírios fantásticos.

O establishment militar de Israel, sem dúvida, tentará recuperar a iniciativa estratégica e militar do Hamas, dando-lhe imediatamente um grande golpe militar. Como fez no passado, realizará severas campanhas de bombardeio e assassinato, levando a grande sofrimento e inúmeras baixas entre os palestinos. E como aconteceu no passado de novo e de novo, isso não destruirá a resistência palestina.

É por isso que Israel pode considerar realocação de seus militares para cidades, vilas e campos de refugiados palestinos em toda a Faixa de Gaza e na Cisjordânia sob o pretexto de acabar com o Hamas e outras facções palestinas.

Tal aquisição completa é o desejo histórico dos membros mais fanáticos da coalizão governante de Israel, que querem destruir a Autoridade Palestina, assumir o controle direto de toda a Palestina histórica ou do que eles chamam de “A Grande Terra de Israel”, e realizar a limpeza étnica dos palestinos.

Isso seria um grande erro. Isso levaria a uma guerra assimétrica de pleno direito e, no processo, isolaria Israel como nunca antes. Mesmo os líderes ocidentais, que até agora apoiaram Netanyahu, expressando mais da mesma solidariedade transparentemente hipócrita com o apartheid israelense, podem começar a se distanciar do governo israelense.

A escandalosa humilhação de Israel já está minando sua posição estratégica e política na região. Os regimes árabes que normalizaram as relações com Israel e estão em parceria com o governo de Netanyahu parecem mais tolos a cada hora que passa.


Desesperado para reverter seu fracasso pessoal e manter sua frágil coalizão, Netanyahu certamente exagerará e, no processo, alienará mais de seus novos e potenciais parceiros regionais.

Seja qual for o caminho, o legado de Netanyahu será marcado pelo fracasso. Ele pode muito bem levar seu homólogo palestino, o octogenário Mahmoud Abbas, junto com ele pelo ralo da história.

Abbas também está falhando politicamente, tentando alinhar a linha entre condenar a ocupação israelense e coordenar a segurança com ela. Tal ato de equilíbrio não é mais sustentável.



Mas a mudança que está por vir é mais do que personalidades; é sobre os dois povos como um todo, e se eles querem viver em paz ou morrer lutando. O tempo e o espaço para qualquer coisa no meio já passaram.

Os palestinos deixaram claro hoje que preferem lutar de pé por justiça e liberdade a morrer de joelhos em humilhação. É hora de os israelenses assistirem às lições da história.

Exageros à parte, o “identitarismo” tem problemas, mas a miscigenação os resolve

Publicado em 7 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

A assessora realizou "Ofensas" ou "Críticas" mas nada de RACISMO ou  XENOFOBIA de acordo com a imprensa... : r/brasilivre

Racismo de negro contra branco agora tem exemplo concreto

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Válidas e importantes as defesas recentes de Thiago Amparo e Celso Rocha de Barros ao bicho papão “identitário” aqui na Folha. O que muitas vezes se descarta como “identitarismo” são pautas importantes para remediar injustiças históricas no país. Representatividade em instâncias de poder importa. Não é mera mudança cosmética. Ter uma ministra do Supremo negra seria positivo para o país.

Também é verdade que, ao menos no Brasil, as pautas de identidades específicas (mulheres, negros, indígenas, LGBTs) jamais esquecem da dimensão da classe social. O debate trans sempre traz a situação de travestis nas ruas. As cotas raciais brasileiras são inseridas dentro da cota social, como forma de impedir negros ricos (o proverbial “filho do Neymar”) de se beneficiar delas. Quando uma política pública endereça a saúde menstrual das mulheres, é distribuindo absorventes na escola pública.

MAU & BOM – O problema do identitarismo não está, creio, nesses objetivos finais, e sim na forma como são conduzidos. Para usar a expressão do jornalista Pedro Doria em vídeo recente do Canal Meio, o identitarismo problemático —ou aquilo que se critica nos movimentos de identidades atuais— é mais uma “tática política” do que suas bandeiras.

Tática que consiste em acirrar o antagonismo de diferentes identidades sociais e em atribuir de um valor moral a priori aos indivíduos que as compõem. Quem é do grupo opressor é mau; quem é do grupo oprimido é bom.

Assim, o negro está livre para ser racista porque, garantem-nos as autoridades, “não pode existir racismo contra branco”. À minoria, tudo é permitido. Perante uma acusação de machismo, racismo ou transfobia, por outro lado, a mera exigência de provas é já uma opressão, pois “a vítima tem sempre razão”, para usar a expressão problematizada por Francisco Bosco em seu livro de 2017.

IGUALDADE E DESFORRA – Quando o objetivo deixa de ser a igualdade na união e passa a ser a desforra do oprimido contra seu opressor, aqueles que são classificados como opressores uma hora vão reagir.

Toda afirmação de identidade se dá em oposição a outra identidade. Se a identidade “negro” ou “mulher” se torna cada vez mais relevante politicamente —isto é, se é utilizada como arma—, brancos e homens irão despertar politicamente também.

Aprendamos com o ocaso do “identitarismo” nos EUA e na Inglaterra; que por lá se chamam de “woke”. Tanto a bandeira racial do Black Lives Matter nos EUA quanto as pautas transgênero no Reino Unido estão em franca retração. O discurso radical e sem possibilidade de compromisso ocultou práticas corruptas e mudanças sem o devido estudo. Agora a reação chegou com muitas contas a acertar.

DISCURSO MANIQUEÍSTA – E mais do que isso: o discurso maniqueísta, mesmo que não encontrasse oposição, não conduziria à justiça real. Ele apenas reproduz as injustiças que diz combater. É a assessora do Ministério da Igualdade Racial proferindo injúrias racistas na certeza de que, por ser uma negra falando mal de brancos por serem brancos, praticava um ato louvável.

Por mais que ninguém ouse questionar e sofrer o temido “cancelamento”, a maioria vê as injustiças e gesta uma indignação calada.

Se há uma coisa que o Brasil tem a apresentar ao mundo é o ideal da mistura. Ideal que, quando confundido com a realidade, serviu para mascarar desigualdades e injustiças; mas que nem por isso deixa de ser o ideal. O resgate desse Brasil da reconciliação é o único caminho para superar as injustiças.

Evinha homenageia professora Maria Janice com Título de Cidadã Pauloafonsina “Me vejo na sua história”

 Paulo Afonso - Bahia 07/10/2023

Evinha homenageia professora Maria Janice com Título de Cidadã Pauloafonsina “Me vejo na sua história”

Por assessoria parlamentar/Evinha Oliveira.
Divulgação

PAULO AFONSO – Natural de Jeremoabo/Bahia, a pedagoga Maria Janice Oliveira de Menezes, recebeu nesta sexta (06/set), a honraria de Cidadã Pauloafonsina, título proposto pela vereadora Evinha (Solidariedade), e aprovado por unanimidade pela Casa.

Janice começou a trabalhar aos 14 anos para ajudar a criar os irmãos, numa família numerosa: “éramos oito, eu, a segunda filha, meu pai era lavrador e minha mãe costureira”, conta.

A chegada em Paulo Afonso, há cinquenta anos, possibilitou a formação não apenas do curso de magistério, depois pedagogia – pela Uneb-, mas de uma mulher engajada em projetos educacionais e sociais que lhe permitiram mudar realidades. “Não sei se pela dureza da vida, ou pelo desejo de ser alguém, me impulsionou a gostar de estudar e a sentir amor pelas outras pessoas”, diz ela.

Após cinco anos trabalhando como professora, veio o convite para Janice dirigir uma escola no bairro Moxotó-Bahia. “Foi no Moxotó que eu me tornei a pessoa que sou. Eu quero saudar carinhosamente os meus colegas, eu não preciso falar, vocês sabem o que fomos uns para outros, estaremos sempre juntos, e contem sempre comigo”, declarou a professora emocionada. Foram 26 anos na escola Guiomar Pereira.

Um título para uma mulher que se empoderou

“Eu conheço a mulher de fé. Uma mulher que tem um amor desmedido pelos filhos, pela mãe e o esposo. Eu me identifico demais com a senhora. Tantas vezes tenho que deixar os meus e sair para outras lutas, mas deixo o meu coração em casa” comparou Evinha.

A vereadora lembrou os grupos da igreja nos quais Janice sempre se dedicou, às comunidades e pessoas carentes, e disse que, a seu tempo, Janice se empoderou antes mesmo que o conceito fosse massificado.

“Um título pedido pela população de Paulo Afonso, e a senhora, através das suas ações influenciou, eu acredito que ‘influenciar’ é fazer a diferença na vida das pessoas.”

http://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=22999

Simplesmente os vereadores foram omissos e prevaricadores ao não denunciar a demolição e doação do Parque de Exposição sem licitação e sem autorização da propria Câmara


Após publicar a matéria intitulada " demolição do parque de exposições de Jeremoabo é crime contra o patrimõnio público e o meio ambiente", recebi duas mensagens com os seguintes comentários:

A primeira diz: " você colocou na conta o valor do terreno?

Porque além do dinheiro gasto com a construção, o terreno foi doado para o estado, sem autorização da Cãmara e sem licitação".

Uma aréa  desse porte nessa localização vale uma bagatela'

Nunca vi na minha vida , um município doar um terreno ou qualquer coisa que seja sem autorização da câmara".

A outra mensagem: " Dedé, sendo ele um profissional da lei e se nada fez, resta-me dizer: prevaricou por aceitar calado, não indo a justiça, foi omisso e conivente, enquanto representante do povo..."

Nota da redação deste Blog -  As mensagens recebidas são pertinentes e levantam questões importantes sobre o caso da demolição do Parque de Exposições de Jeremoabo.

A primeira mensagem questiona o valor do terreno doado para o estado. A área é de grande porte e está localizada em um local estratégico, o que pode aumentar seu valor. A doação sem autorização da Câmara Municipal e sem licitação é irregular, pois pode configurar improbidade administrativa..

A segunda mensagem critica o vereador Sidney por não ter tomado providências para impedir a demolição. Sidney é advogado e, como representante do povo, deveria ter atuado para defender o patrimônio público e o meio ambiente. Sua omissão pode ser interpretada como prevaricação, que é um crime previsto no Código Penal.

A matéria publicada por neste Blog é importante porque chama a atenção para um caso que pode ter graves consequências para o município de Jeremoabo. A demolição do parque é um prejuízo para a população, que perdeu um espaço importante para a cultura e a economia local.


Entenda a nova guerra entre Israel e o Hamas

Sábado, 07/10/2023 - 16h20

Por Folhapress

Entenda a nova guerra entre Israel e o Hamas
Foto: Reprodução / Globo News

O Hamas, grupo extremista islâmico que governa a Faixa de Gaza, lançou neste sábado (7) a maior ofensiva em anos contra Israel. Em resposta, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou guerra. Segundo autoridades, ao menos 40 israelenses e 198 palestinos morreram, e outras centenas de pessoas ficaram feridas até agora.
 

O conflito mais recente entre Israel e o grupo havia sido uma guerra que durou 11 dias em 2021. Entenda o histórico de tensões na região que se arrastam por décadas.
 


O que está acontecendo?
 

O Hamas lançou uma incusão sem precedentes por terra, água e ar contra Israel neste sábado. Combatentes palestinos invadiram pelo menos 14 localidades no sul de Israel, onde mataram dezenas de civis e soldados e fizeram reféns. Além disso, milhares de foguetes foram disparados contra o território israelense. Outras facções palestinas, como o Jihad Islâmico e a esquerdista Frente Popular pela Libertação da Palestina se juntaram à ofensiva.
 

O ataque foi lançado durante o feriado judaico de Simchat Torah e um dia depois do 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur entre Israel e países árabes. A ação parece ter pegado as Forças Armadas de Israel de surpresa, indicando uma falha dos serviços de inteligência do país.
 

Em resposta, Netanyahu declarou estado de guerra, convocou reservistas e ordenou bombardeios contra a Faixa de Gaza. "Estamos em guerra. Esta não é uma operação simples", declarou o premiê, afirmando que o Hamas "pagará um preço sem precedentes".

 

O que é o Hamas?
 

É um dos maiores partidos políticos palestinos e conta também com um braço armado, conhecido como Brigadas Qassam. Tem orientação islamita, e sua carta fundadora prega a destruição de Israel e o estabelecimento de um Estado islâmico na Palestina histórica.
 

A criação do grupo foi estimulada nos anos 1980 por Israel, que via nele uma forma de minar a liderança da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), dominada pelo partido secular palestino Fatah, do falecido líder nacionalista Yasser Arafat. Desde os anos 1990, o Hamas tem promovido dezenas de atentados terroristas em Israel.

 

Por que o Hamas controla Gaza?
 

O grupo islâmico, contrário aos acordos entre Israel e as lideranças do Fatah, venceu as eleições legislativas de 2006 em Gaza e na Cisjordânia.
 

A Cisjordânia está sob ocupação israelense desde 1967, com autonomia limitada exercida pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), criada após os Acordos de Oslo com Israel, em 1993.
 

A eleição de 2006 dividiu a liderança palestina. O Hamas assumiu a chefia do gabinete, mas a liderança da ANP continuou nas mãos de Mahmoud Abbas, do Fatah.
 

O gabinete dirigido pelo Hamas foi boicotado por Israel e as potências ocidentais. Abbas se recusou a ceder ao Hamas o comando das forças de segurança. A crise política resultou em conflito armado que levou à expulsão do Fatah de Gaza em 2007.

 

Qual é a situação da Faixa de Gaza?
 

A maioria dos 2 milhões de habitantes do território vem de famílias de refugiados que fugiram de de seus vilarejos, localizados no que hoje é Israel, em meio à guerra que se seguiu à declaração de independência do Estado judeu, em 1948. O território passou a ser ocupado militarmente por Israel em 1967.
 

Em 2005, Israel retirou seus colonos e tropas de Gaza, mas manteve o controle das fronteiras terrestres e marítimas. Em 2007, depois que o Hamas passou a governar o território, Israel e Egito impuseram um bloqueio à região. A população local sofre com a falta de luz, água e alimentos e é impedida de deixar o território.
 

Desde então, o território registrou uma sequência de conflitos envolvendo bombardeios israelenses e disparos de foguetes pelo Hamas, que deixaram milhares de mortos, principalmente do lado palestino. Tréguas foram mediadas por Egito, Qatar e Nações Unidas.
 

CRONOLOGIA DA FAIXA DE GAZA
 

1948 MIlhares de refugiados palestinos se estabelecem na Faixa de Gaza em meio à guerra que se seguiu à declaração de independência de Israel. Território passa a ser controlado pelo Egito.
 

1967 Israel ocupa a Faixa de Gaza e outros territórios árabes na Guerra dos Seis Dias
 

1973 Países árabes lançam ataque contra Israel na Guerra do Yom Kippur. Faixa de Gaza segue sob ocupação isralense
 

1993 Acordos de Oslo estabelecem compromisso em criar um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, mas o plano nunca chega a ser cumprido
 

2005 Israel anuncia a retirada de colonos judeus e de soldados da Faixa de Gaza
 

2007 Grupo extremista islâmico Hamas expulsa rivais do Fatah e passa a governar a Faixa de Gaza. Israel impõe bloqueio por terra, ar e água contra o território
 

2008, 2012 e 2014 Conflitos recorrentes na Faixa de Gaza envolvendo bombardeios israelenses e disparos de foguetes pelo Hamas deixam milhares de mortos, principalmente do lado palestino
 

2018 Residentes da Faixa de Gaza fazem série de protestos perto da fronteira com Israel, na chamada Marcha do Retorno. Atiradores israelenses matam centenas de manifestantes
 

2021 Novo conflito entre Israel e o Hamas deixa centenas de mortos na Faixa de Gaza
 

2023 Hamas rompe bloqueio e lança ataque surpresa por terra, água e ar contra Israel, que reage com bombardeios e declaração de guerra

Em destaque

UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês

  UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês Por  Redação 31/01/2026 às 09:51 Foto: Divulgação O pr...

Mais visitadas