terça-feira, fevereiro 07, 2023

Lula pede vigilância sobre BC de agentes que podem tirar Campos Neto do cargo

 

*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  19-01-2023, 12h00: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros Camilo Santana (Educação), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Rui Costa (Casa Civil), durante reunião com reitores de Universidades e Institutos Federais, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 19-01-2023, 12h00: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros Camilo Santana (Educação), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Rui Costa (Casa Civil), durante reunião com reitores de Universidades e Institutos Federais, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)


BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta terça-feira (7), que não quer criar confusão com o BC (Banco Central), mas cobrou vigilância dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) e de senadores da República.

Haddad e Tebet integram com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o CMN (Conselho Monetário Nacional), órgão que pode encaminhar ao presidente da República o pedido de destituição do chefe da autoridade monetária em caso de "comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos" da autarquia, de acordo com a a lei que criou a autonomia do BC.

Já ao Senado cabe aprovar essa troca de nomes, se receber o pedido do chefe do Executivo.

A fala de Lula ocorre na esteira de uma sequência de críticas à instituição, desde que o Copom (Comitê de Política Monetária), na semana passada, manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano pela quarta vez consecutiva, na primeira reunião desde que o presidente Lula tomou posse.

"Naquele tempo, era fácil jogar a culpa no presidente da República. Agora, não. A culpa é do Banco do Central. Agora, é o Senado que pode trocar o presidente do Banco Central", disse.

"Eu espero que o [Fernando] Haddad esteja acompanhando, a Simone [Tebet] esteja acompanhando e que ele próprio esteja acompanhando a situação do Brasil", completou.

A declaração do presidente foi dada durante café da manhã com jornalistas da "mídia independente e alternativa", ocorrido no Palácio do Planalto. Em 12 de janeiro, ele já havia realizado um primeiro encontro com a imprensa.

Lula cobra dos senadores providência quanto ao Banco Central e ao presidente Roberto Campos Neto, uma vez que ele próprio não tem gerência sobre o mandato do dirigente. Isso ocorre desde que a autoridade monetária tornou-se independente, em 2021 -medida que o petista critica.

"Acho que o Senado tem que ficar vigilante. Porque eu lembro quantas críticas eu recebia da Fiesp toda vez que aumentava a taxa de juros, eu lembro quantos os senadores faziam discurso contra mim quando aumentava a taxa de juros. Ele agora não tem mais que cobrar de mim, da Presidência da República, sobre a taxa de juros, eles têm que cobrar deles", disse o petista.

O chefe do Executivo também se referiu a Roberto Campos Neto como "cidadão", disse só ter estado com ele apenas uma única vez e ressaltou, de forma indireta, a proximidade dele com o governo do antecessor, Jair Bolsonaro (PL).

"E vamos ver como o BC se comporta. Eu só tenho um mês de convivência com ele [RCN], ele teve não sei quanto tempo de convivência com o [Paulo] Guedes", prosseguiu.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o entorno do mandatário considera que Campos Neto queimou pontes com o governo petista e reduziu suas chances de influenciar a indicação de novos diretores da autarquia.

Lula vem intensificando as críticas à atuação do Banco Central nas últimas semanas. O tensionamento na relação com o chefe da autoridade monetária ocorre após o BC ter mantido os juros em patamar elevado pela quarta vez seguida e em meio a um escalonamento nas críticas de Lula à instituição.

A avaliação de integrantes do governo Lula é de que Campos Neto foi inábil com as decisões do Copom e o tom do último comunicado -no qual sinalizou a manutenção da Selic no nível atual por mais tempo. Na visão de aliados do Planalto, houve uma confusão de autonomia do BC com isolamento.

YAHOO

Dados de celular de Marcos do Val já foram extraídos, diz PF ao STF

 

Senador disse ter participado de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro onde o assunto foi um possível plano golpista

PF informa ao STF já ter extraído dados de celular do senador Marcos do Val, investigado após relatar suposto plano de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Photo by MAURO PIMENTEL / MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
PF informa ao STF já ter extraído dados de celular do senador Marcos do Val, investigado após relatar suposto plano de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Photo by MAURO PIMENTEL / MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)


PF informou ao ministro Alexandre de Moraes (STF) que os dados já foram extraídos do celular de Marcos do Val;

- Senador é investigado após relatar suposto plano golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro;

- Senado Federal pediu devolução do aparelho de Do Val, que tem imunidade parlamentar.

O delegado Raphael Astini, da Polícia Federal (PF), informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (7), que todos os dados do celular do senador Marcos do Val (Podemos-ES) foram extraídos pela corporação. As informações foram divulgadas pelo blog de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

O parlamentar prestou depoimento e teve o aparelho recolhido após declarar ter participado de uma reunião com ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com o ex-deputado federal, atualmente preso, Daniel Silveira, em que supostamente teria sido tratado sobre um plano de golpe de Estado.

Do Val depôs na condição de testemunha dentro da investigação que apura as responsabilidades sobre os atentados golpistas do dia 8 de janeiro, em Brasília (DF).

O comunicado da PF ocorreu após o Senado Federal apresentar um ofício ao STF pedindo a devolução do telefone do congressista. O ofício aponta que Do Val precisa do equipamento para as atividades políticas e indica que ele tem imunidade parlamentar, por conta do mandato.

Assim, a PF informou que o telefone pode ser devolvido sem que haja comprometimento das investigações. Contudo, ainda cabe a Moraes decidir se o celular já será devolvido.

Do Val investigado

Após o depoimento prestado por Do Val à PF, Moraes decidiu investigá-lo por suposto falso testemunho e denunciação caluniosa. Segundo o ministro, ele apresentou diferentes versões do relato sobre a reunião com Bolsonaro, todas divergentes entre si.

"O Senador Marcos Do Val apresentou, à Polícia Federal, uma quarta versão dos fatos por ele divulgados, todas entre si antagônicas, de modo que se verifica a pertinência e necessidade de diligências para o seu completo esclarecimento, bem como para a apuração dos crimes de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação no curso do processo", apontou o magistrado na decisão.

O ministro ainda quer a íntegra do depoimento dele na PF, o áudio da entrevista de Do Val para a Revista Veja, materiais de outras entrevistas concedidas à CNN Brasil e Globonews, e a transmissão completa realizada pelo Instagram.

Em todos os materiais, o senador apresenta versões sobre o suposto plano golpista orquestrado por Bolsonaro e aliados para evitar que o presidente Lula (PT) assumisse o mandato.

YAHOO

O que Lula 3 pretende repetir? Os acertos de Lula 1 ou os erros de Dilma Rousseff?

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar

Charge do JCaesar/Veja

Eliane Cantanhêde
Estadão

Assim como não se sabe o que veio antes, o ovo ou a galinha, também não está claro se a birra do presidente Lula é contra o Banco Central (BC) ou contra o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, que mergulhou no governo anterior mais fundo do que se previa, até ir votar fantasiado de bolsonarista.

As duas coisas andam juntas, mas, em se conhecendo um pouquinho Lula, dá para imaginar o tamanho da implicância com Campos Neto.

UM MAU PASSO – Independência não combina com o presidente do BC votando com a camiseta amarela da seleção no primeiro e no segundo turno de 2022. Não foi por amor ao futebol. Foi, sim, um mau passo.

Roberto Campos Neto vinha passando praticamente ileso do desastre que foi o governo Jair Bolsonaro e a aprovação da independência do BC foi considerada um dos raros acertos em meio aos escombros.

Logo, Roberto Campos Neto errou e o erro se torna ainda mais grave porque seu mandato na instituição vai até o fim de 2024, o que significa que ele sabia, como sabe, que vai ter de conviver dois anos com o presidente legitimamente eleito pelas urnas eletrônicas. Seu voto bolsonarista foi uma provocação barata, beirando o juvenil.

“ESSE CIDADÃO” – Tudo isso colocado, vem a pergunta: o que o Brasil, a economia e o governo Lula ganham com esses recados praticamente diários do presidente da República contra o presidente do BC, chamado de “esse cidadão”? É uma picuinha, é falar para a claque petista, é desopilar o fígado sem resolver o principal: e a economia?

O último round foi a decisão do BC, do alto de sua independência, aprovada pelo Congresso, de manter os juros em 13,75% ao ano, contrariando Lula, que detesta ser contrariado. À RedeTV!, ele acenou pela primeira vez com a possibilidade de rever a independência do BC, disse que iria “cobrar” o banco e atacou a taxa de juros e a meta de inflação.

DOIS MOMENTOS – Criou um fuzuê que lembra dois momentos diferentes, de dois governos, de certa forma, também diferentes. No primeiro, um pragmático Lula desprezando o clamor de seu vice, José Alencar, pela queda dos juros. No segundo, uma voluntariosa Dilma Rousseff jogando os juros artificialmente para baixo e a inflação para além não só do centro da meta, mas da própria meta. Deu no que deu.

Lula 3 quer repetir os acertos de Lula 1 ou os erros de Dilma? Essa angústia piora porque faltam rumos claros quanto à responsabilidade fiscal e sobram dúvidas sobre a interferência política na Petrobras e no BNDES.

Só para lembrar, o governo não é exclusivo do PT, é uma frente ampla que só atingirá seu principal alvo, democracia com sustentabilidade social, com uma sólida sustentabilidade econômica.

‘Quanto mais independente, mais eficaz’, diz Campos Neto sobre atuação do Banco Central


Campos Neto defende vacinação em massa para economia retomar curso

Campos Neto dá palestra e defende a autonomia do BC

Ana Paula Castro
TV Globo — Brasília

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta terça-feira (7), em palestra nos Estados Unidos, fez a defesa da independência da instituição financeira e destacou que a autonomia da instituição é a melhor maneira para evitar que as diretrizes monetárias sofram influências políticas.

Campos Neto vem sendo criticado nos últimos dias pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que insiste em afirmar que a taxa de juros básicos da economia deveria ser reduzida.

TAXA MANTIDA – Em sua última reunião, na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, manteve a Selic em 13, 75% ao ano, devido à ameaça de novo surto inflacionário.

Diferente de seus outros mandatos, agora Lula não pode trocar o presidente do BC. Aliás, jamais tentou fazê-lo, pois Henrique Meirelles ficou no cargo o tempo inteiro; A autonomia do BC, defendida pelo governo Jair Bolsonaro e pelo próprio Meirelles, foi aprovada pelo Congresso em 2021.

“A principal razão no caso da autonomia do Banco Central é desconectar o ciclo da política monetária do ciclo político porque eles têm planos e interesses diferentes. E quanto mais independente você for, mais eficaz você é e menos o país pagará em termos de custo de ineficiência na política monetária”, afirmou Campos Neto.

CRÍTICAS DE LULA – Na segunda-feira (6), em discurso durante evento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lula criticou a Selic a 13,75% e disse que o país tem uma “cultura” de juros altos que “não combina com a necessidade de crescimento” do país.

“É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que eles deram para a sociedade brasileira”, disse Lula na ocasião.

Nesta terça, ele voltou ao assunto em entrevista a veículos de mídia alternativa. “Não é possível que a gente queira que este país volta a crescer com taxa de 13,75%. Nós não temos inflação de demanda. É só isso. É isso que eu acho que esse cidadão [Campos Neto], indicado pelo Senado, tenha possibilidade de maturar, de pensar e de saber como vai cuidar deste país. Ele tem muita responsabilidade”, afirmou o presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lula só tem se prejudicado com esse procedimento ditatorial e grosseiro. Quando assumiu em 2003, a taxa Selic era o dobro de agora e ele não reclamou em nenhum momento com Henrique Meirelles. Ao que parece, os altíssimos juros da Selic não atrapalharam em nada o governo dele, pois Lula vive alardeando que foi uma maravilha, todo mundo comprava carro e viajava para o exterior etc. e tal. Como diria o filósofo Romário, Lula calado é um poeta. (C.N.)


Ex-mulher de Bolsonaro perde nacionalidade brasileira, para escapar de processos criminais

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, perde nacionalidade brasileira  | Metrópoles

Ana Cristina está morando com o novo marido na Noruega

Deu no g1 DF

A advogada Ana Cristina Valle, segunda ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Jair Renan, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), perdeu a nacionalidade brasileira, de acordo com publicação do Diário Oficial da União desta segunda-feira (6). A decisão foi tomada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública depois de Ana Cristina ter obtido registro de nacionalidade norueguesa.

Segundo a Constituição Federal, quem adquire outra nacionalidade por naturalização voluntária (ou seja, sem seguir alguns dos critérios previstos em lei) perde a condição de brasileiro.

SEM COMENTÁRIOS – O g1 tentou contato com Ana Cristina Valle, mas não havia tido resposta até a última atualização desta reportagem.

A Constituição Federal prevê a possibilidade de o brasileiro ter dupla ou múltiplas cidadanias em apenas duas hipóteses: quando há o reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira, ou seja, para nascidos em território estrangeiro ou filhos/descendentes; quando há imposição de nacionalidade, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em outro país, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.

Em uma rede social, Ana Cristina postou, no dia 6 de janeiro, um vídeo com um casaco, em um local onde estava nevando. “A vida aqui também não é fácil, não. Acha que é só no glamour? Estou saindo do trabalho”, afirma. No entanto, não há localização de onde foi feita a filmagem.

SOB INVESTIGAÇÃO – Ana Cristina Valle tem sofrido investigações por envolvimento em rachadinhas nos gabinetes parlamentares de Bolsonaro e filhos. Além disso, durante uma investigação, a Polícia Federal identificou que a ex-mulher de Jair Bolsonaro movimentou R$ 9,3 milhões em transações financeiras entre 2019 e 2022. A soma foi possível graças à análise de de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A PF decidiu pedir a investigação porque, ao longo de uma apuração sobre o filho de Ana Cristina com Jair Bolsonaro, Jair Renan, se deparou com transações suspeitas na compra de uma mansão pela ex-mulher do presidente (veja imagens acima).

A casa, avaliada em R$ 3,2 milhões, fica em bairro nobre de Brasília. Até ano passado, a advogada morava no local com o filho, Jair Renan Bolsonaro.

SEM COMPROVAR RENDA – As movimentações de Ana Cristina foram consideras atípicas por ultrapassarem as quantias geralmente movimentadas por ela.

No período, ela recebeu, como maior salário, o valor de R$ 8 mil, de assessora parlamentar na Câmara.

À época, ela negou irregularidades nas transações. “Criaram esta mentira apenas para iniciarem um inquérito na Polícia Federal contra mim sem justa causa com o objetivo de prejudicar a [então] campanha do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  – Ana Maria Valle se adaptou bem ao esquema da família Bolsonaro, empregou muito parentes nos gabinetes parlamentares e ficou também à frente dos negócios imobiliários, que em grande parte eram fechados em dinheiro vivo, oriundo de rachadinhas. Agora, casou com um marceneiro norueguês e conseguiu se naturalizar. Mas quem se interessa por esses pequenos crimes, num país de grandes criminosos? (C.N.)


Partidos se unem e se reúnem para isolar o bolsonarismo golpista

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Unificação partidária vai ampliar a base do governo

Pedro do Coutto

Na edição desta segunda-feira de O Globo, Bianca Soares e Gustavo Schmitt destacam a movimentação de partidos do Centro, projetando integrarem em blocos ou federações na forma da lei medidas através das quais pretendem desenvolver a sua atuação no Congresso em relação ao governo Lula da Silva.

Está evidente que os movimentos têm como objetivo isolar o bolsonarismo,  cuja atuação voltada para o golpismo restringe substancialmente o apoio popular, inclusive como o Datafolha já revelou há poucas semanas.

ATUAÇÃO EM BLOCO – A movimentação inclui o PT e o União Brasil de um lado, e o PSD e o PMDB de outro. Mas destaca-se a ideia de uma atuação em bloco que só pode estar voltada para o apoio ao governo Lula. Caso contrário, não faria sentido lutar por mais espaços de forma isolada.  Os partidos que se voltam agora contra o PL de Bolsonaro desejam repetir o mesmo estilo de atuação que realizaram nos governos passados, inclusive  os do próprio Lula e do ex-presidente Bolsonaro.

Isso de um lado. De outro, essa unificação partidária vai ampliar consideravelmente a base do governo tanto na Câmara quanto no Senado Federal. E, ao mesmo tempo, dará suporte indiretamente às medidas do Supremo Tribunal Federal voltadas para a punição dos participantes e articuladores da invasão que culminou com as depredações selvagens de Brasília, atingindo o Palácio do Planalto, o STF e o edifício do Congresso.

A reação partidária torna-se oportuna porque O Globo de ontem também publicou reportagem de Marlen Couto focalizando o comportamento do Facebook e do Instagram que estão aceitando anúncios que incentivam o golpe militar para derrubar o governo federal.

INVASÃO DE BRASÍLIA – Um dos anúncios baseia-se na invasão de Brasília e diz que foi o maior protesto já visto no mundo. Num anúncio paralelo, os responsáveis pelas mensagens sustentam que entre os detidos encontram-se idosos e crianças levados pela PF para campos de concentração. O anúncio captado pelo Sonar, órgão que acompanha as publicações nas redes da internet, compara, no fundo, as prisoes efetuados dos depredadores  com os campos de concentração de Adolph Hitler, na Alemanha nazistas.

Trata-se, evidentemente, de fake news, pois o movimento depredatorio nao pode ser considerado o maior protesto ja visyo no mundo, ou mesmo as prisoes dos vandalos pode se equivaler aos imundos campos de concentraçao implantados pela Alemanha nazista, sobretudo em territorio polonês. Na Segunda Guerra Mundial, os campos de extermínio em sua grande maioria funcionavam na Polônia, e poucos no próprio território alemão.

FAKE NEWS – Mas essa é outra questão. O fato é que o combate às fake news ainda não foi colocado em prática de forma efetiva e realista. Claro que a publicidade subversiva pode ser combatida, principalmente após a sua realização, como é o caso em que a reportagem focaliza.

Mas o fundamental, no caso das fake news, é o uso legítimo do direito de resposta. Pois o direito de resposta vai acarretar um grande fluxo de mensagens enedereçdas às redes sociais que então se veriam na obrigação de publicar as contestaçoes, mostrando assim que originalmente aceitaram matéria reconhecidamente ilegal.

O direito de expressão não exime os seus autores das responsabilidades.A liberdade de expressão pode ser usada, mas o anonimato não, conforme determina a Lei de Imprensa. Caso a matéria não seja assinada, a responsabilidade é do veículo que a divulgou.


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