terça-feira, fevereiro 07, 2023

Lula quer derrubar a CPI dos atos antidemocráticos, mas está difícil convencer Pacheco


Diário do Nordeste - Confira a charge deste sábado (10), por Thyagão  #DiáriodoNordeste | Facebook

Charge do Thyagão (Diário do Nordeste)

Kevin Lima e Vinícius Cassela
g1 — Brasília

A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para apurar os ataques golpistas ocorridos em Brasília voltou à pauta política nos últimos dias. A base do governo no Congresso, porém, diverge sobre a pertinência e a necessidade da comissão.

O presidente reeleito do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu na última quarta-feira (1º) que há viabilidade regimental para a abertura da CPI. Segundo ele, o assunto seria levado à discussão com as lideranças da Casa, que definiriam o “momento” e a “conveniência” da comissão.

SURGE DO VAL – Um dia depois foi a vez do senador Marcos do Val (Podemos-ES). Ele narrou à imprensa uma suposta reunião com Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) para discutir um plano golpista com o objetivo de contestar as eleições presidenciais de 2022.

Enquanto fazia alterações na versão original do relato sobre o encontro, o senador estabelecia sigilo em alguns detalhes, os quais, de acordo com ele, seriam secretos e somente poderiam ser revelados em uma eventual CPI.

Apesar da retomada do tema, partidos da base do governo ainda não fecharam posição sobre a conveniência de uma apuração parlamentar sobre os ataques às sedes dos Poderes.

REJEIÇÃO À CPI – Posições individuais de lideranças dessas siglas apontam para uma rejeição à CPI e um alinhamento ao posicionamento do governo federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e Flávio Dino (Justiça) já se manifestaram contra a comissão.

Já o líder do PT no Senado, Fabiano Contarato (ES), assinou, junto com outros 47 senadores, o requerimento de criação da CPI dos atos antidemocráticos, apresentado pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS). Hoje, ele é um dos que não mantêm o apoio à comissão de inquérito.

ALEGA O PETISTA – Contarato afirmou que a análise feita por ele não leva em conta as declarações de membros do governo federal. Segundo ele, assinar o requerimento de criação da CPI, um dia após as invasões às sedes dos Três Poderes, foi uma forma de mostrar que o Poder Legislativo não se dobraria aos vândalos.

“A abertura de uma CPI é justificada quando não há funcionamento das instituições, como o que presenciamos na CPI da Covid. Naquela ocasião, se não houvesse CPI, o governo não compraria vacinas. O cenário é diferente hoje. As instituições estão operando, estão investigando o que aconteceu, estão prendendo. Não há mais objeto, não há mais motivo para justificar a CPI hoje”, disse.

O líder avaliou que a comissão “pouco poderia avançar” além do que já foi investigado e disse acreditar que, neste momento, uma CPI teria potencial destrutivo – não para o governo, mas para a população brasileira, ao desviar o foco de pautas que o Congresso precisa discutir.

ZECA DIRCEU, TAMBÉM – A mesma análise é feita pelo líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR). “A comissão é desnecessária. Vai na contramão do que acabamos de concretizar no dia 1º [com a recondução de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Casa]”, disse.

“CPI vira luta política, não precisamos disso agora. Precisamos retomar o crescimento do país, acabar com fome, controlar a inflação. Só teria sentido [instalar uma] CPI se o Ministério Público, o Judiciário e as polícias não tivessem cumprindo seu papel”, afirmou.

Outros dois senadores petistas – Paulo Paim (RS) e Teresa Leitão (PE) – disseram que devem seguir um eventual posicionamento da bancada da sigla na Casa. Paim é um dos petistas que apoiaram o requerimento de Soraya Thronicke.

PAULO PAIM APOIA – “Com CPI ou sem CPI, os golpistas terão que responder pelos seus atos de barbárie”, disse Paim, que não vê possíveis prejuízos políticos ao governo Lula com a instalação da comissão.

Novo líder do PSB no Senado, Jorge Kajuru (GO) afirmou que ainda não há um posicionamento oficial do partido sobre o tema. Ele disse ter convocado uma reunião da bancada do partido para discutir um alinhamento na próxima segunda-feira (6). “Tenho que pensar muito bem, porque essa CPI é muito partidária. É muito egoísta, ela não é Brasil”, declarou.

O senador Weverton (PDT-MA) consta da lista de apoiadores da proposta de Soraya Thronicke. Ele disse, no entanto, ter se enganado quanto à assinatura. Ao g1, afirmou que não apoia a ideia. “Acho que não tem como avançar. Pode ter efeitos ruins para o trabalho do Congresso neste momento”, afirmou.

DEFENSORES – Do outro lado, e em defesa da CPI, estão, por exemplo: o líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Os dois assinaram o requerimento de abertura da CPI.

Otto Alencar afirmou que, mesmo com os posicionamentos recentes de membros do governo, seguirá com o apoio à comissão. Ele disse, porém, que a “instalação passa por uma reunião dos líderes com o presidente Rodrigo Pacheco”. Renan também não retira o apoio. Ele defende que o Legislativo também exerça o papel de investigação.

O requerimento da comissão para apurar a organização, o financiamento e autoria dos ataques em Brasília foi apresentado pela senadora Soraya Thronicke a poucos dias do término dos trabalhos legislativos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Rodrigo Pacheco está certíssimo ao ouvir o colégio de líderes antes de decidir se haverá ou não CPI, mas se houver número regimental de adesões, não poderá deixar de convocar a Comissão. Afinal, é preciso seguir as normas, caso contrário a esculhambação aumenta(C.N.)

PF prende mais quatro oficiais da PM/DF por envolvimento nos ataques golpistas

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Atos golpistas: PF prende coronel da PM que comandava operações de  segurança na Esplanada | Política | O Globo

Coronel Daime era responsável pelo esquema de segurança

Fabio Serapião
Folha

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça (7) mandados de prisão e busca e apreensão na 5ª fase da chamada Operação Lesa Pátria, que mira os suspeitos de envolvimento nos ataques golpistas de 8 de janeiro. Todas as medidas são cumpridas no Distrito Federal e estão dentro da linha de apuração da PF que investiga a possível omissão de autoridades durante os ataques.

Ao todo foram cumpridos três mandados de prisão, um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

CHEFE DA SEGURANÇA – Um dos presos é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF. A prisão decretada contra ele é preventiva.

O coronel era o chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques golpistas. Ele foi exonerado do posto após os atos antidemocráticos.

Naime entrou na mira dos investigadores após o ex-comandante-geral da PM-DF Fabio Augusto Vieira citá-lo em depoimento. Vieira afirmou ter encontrado o colega durante no local dos ataques golpistas por volta das 18h do 8 de janeiro. O ex-chefe do setor de operações, como mostrou a Folha, estava de folga, que havia sido concedida pelo atual comandante da PM, Klepter Rosa Gonçalves. Segundo a versão de Vieira, o coronel disse que foi ao local para ajudar.

OUTROS PRESOS – Além do coronel, foram presos o major Flavio Silvestre de Alencar, o capitão Josiel Pereira César e o tenente Rafael Pereira Martins.

A corregedoria da PM acompanha as diligências realizadas pela PF. É nessa frente de apuração que são investigados Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), e o governador afastado do DF Ibaneis Rocha (MDB).

Além dessa linha das autoridades omissas, os ataques também são investigados na Polícia Federal em outras três frentes. Um mira os possíveis autores intelectuais, e é essa frente que pode alcançar Bolsonaro. Outra tem como objetivo mapear os financiadores e responsáveis pela logística do acampamento e transporte de bolsonaristas para Brasília. E o terceiro foco da investigação PF são os vândalos. Os investigadores querem identificar e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos na depredação dos prédios históricos da capital federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O cerco está se fechando e as autoridades que facilitaram os atos golpistas também serão responsabilizadas, na forma da lei. É o mínimo que se espera da Justiça. (C.N.)  

Na fronteira Yanomami, a criminalidade já conta com poderosos escudos políticos


MPF abre inquérito contra o governador de Roraima por fala sobre indígenas  - Justiça - SBT News

Governador está sendo investigado por apoiar o garimpo

Demétrio Magnoli
O Globo

‘Fazer a América’ — era essa a expressão empregada na América Portuguesa para a pilhagem de recursos naturais conduzida pelos colonos. O governo Bolsonaro removeu uma frágil linha de defesa que circundava a Terra Yanomami. Os garimpeiros estão lá “fazendo a América” — como fazem outros garimpeiros, madeireiros, evangelizadores, traficantes de drogas e de armas nas vastidões amazônicas.

O Brasil moderno nasceu de sucessivas expansões da fronteira econômica. Na segunda metade do século XX, após a Marcha para o Oeste que culminou com a construção de Brasília, a Amazônia converteu-se na derradeira fronteira.

INÍCIO DO EXTERMÍNIO – “Integrar para não entregar” — sob o lema de curiosos tons “antiimperialistas” da ditadura militar, ondas de colonos nordestinos e sulistas deslocaram-se para o sistema de florestas e campinas equatoriais. Naquela hora, os povos indígenas começaram a ser exterminados.

A redemocratização atenuou o massacre. Indigenistas formados na tradição de Rondon, como Sydney Possuelo, que dirigiu a campanha de demarcação da Terra Yanomami, conseguiram apoio da opinião pública e dos governos para identificar e demarcar as terras indígenas. A proteção da floresta e dos povos tradicionais tornou-se meta oficial. Mas as sementes da destruição nunca foram extirpadas.

A Amazônia é mais que um conjunto de árvores. Na Amazônia Legal, vivem 29 milhões de brasileiros, algo como a soma das populações da Holanda e da Bélgica. Quarenta e cinco por cento de seu território está catalogado como terras protegidas, metade das quais são terras indígenas. Nos mapas, tudo parece perfeito. De fato, porém, as unidades de conservação e terras indígenas figuram como frentes pioneiras da colonização ilegal.

PLANO DESPREZADO – Governos sucessivos, de Collor a Dilma, passando por FH e Lula, ignoraram que pobreza não combina com preservação ambiental ou proteção dos povos indígenas. O único ensaio de um projeto federal de desenvolvimento regional, o Plano Amazônia Sustentável (PAS), formulado em 2008 pelo efêmero ministro Mangabeira Unger, jamais saiu do papel.

Num certo ponto, reduziu-se radicalmente o desmatamento ostensivo — mas a derrubada da floresta continuou, sob a copa das árvores, ao longo de estradas ilegais que desenham espinhas de peixe na Amazônia Ocidental.

Não é possível conter a massa de colonos amazônicos via Bolsa Família. A ausência de políticas nacionais de desenvolvimento sustentável propiciou a imbricação da pobreza com diferentes tipos de criminalidade ambiental, dentro e fora das terras indígenas.

CHEGADA DO TRÁFICO – Mais recentemente, as teias do crime passaram a abranger facções do tráfico de drogas, interessadas no controle das rotas internacionais amazônicas. O bolsonarismo não inventou os vetores do crime, mas conferiu-lhes expressão política.

“Bolsonaro quebrou a tradição dos militares, do que havia de positivista e humanista nas questões indígenas” — explicou Possuelo.

Nessa ruptura, encontrou apoio popular. Duas décadas atrás, Lula venceu em todos os estados da Região Norte. Em 2018, Bolsonaro triunfou em todos, menos Pará e Tocantins — e, em 2022, só não repetiu seus triunfos no Amazonas.

ESCUDOS POLÍTICOS – Nos andares inferiores, a onda bolsonarista manifestou-se pela eleição de incontáveis candidatos ligados a garimpeiros e madeireiros ilegais. Hoje, a criminalidade amazônica conta com poderosos escudos políticos.

Roraima, um caso singular, é também uma ilustração de cenários mais amplos. Na sua porção noroeste estende-se parte da Terra Yanomami e, na sua porção nordeste, a Terra Raposa Serra do Sol, homologada em 2005.

Lula venceu no estado, por larga margem, em 2002, mas perdeu em 2006, inaugurando uma sucessão de reveses petistas acachapantes que prosseguiu até 2022.

PRÓ-GARIMPO – O governo estadual e a maioria dos prefeitos e vereadores de Roraima são hostis à proteção das terras indígenas.

Segundo Antonio Denarium, o governador pró-garimpo, os indígenas “têm o desejo de evoluir e ter o seu trator, ter o seu carro, ter parabólica”.

“Fazer a América” — o antigo sonho dos colonos não mudou. É preciso, sem demora, realizar a desintrusão da Terra Yanomami. Mas só isso não basta.

Senador que escondeu dinheiro na cueca e era amigo de Bolsonaro virou “socialista”

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Ministro Barroso determina afastamento de senador Chico Rodrigues por 90 dias | ASMETRO-SI

Charge do Céllus (chargeonline)

Bernardo Mello Franco
O Globo

O PSB anunciou nesta terça-feira a filiação do senador Chico Rodrigues. Em 2020, ele se notabilizou ao ser alvo de uma operação contra desvios na saúde. Apavorado com a chegada da polícia, tentou esconder dinheiro entre as nádegas.

O senador de Roraima é mais um entusiasta do garimpo em terras indígenas. Em vídeo gravado na Raposa Serra do Sol, referiu-se à atividade ilegal como “um trabalho fabuloso”.

FOI VICE-LÍDER – Rodrigues se elegeu pelo DEM e foi vice-líder do governo Bolsonaro. Os motivos de sua conversão ao socialismo ainda não foram esclarecidos. Os motivos do PSB para acolhê-lo, menos ainda.

O novo senador socialista é suspeito de desviar verbas federais enviadas a Roraima combater a pandemia. Os investigadores afirmam que ele ajudou a fraudar a compra de testes da Covid. O Estado tem 15 municípios, mas só a capital contava com leitos de UTI.

Rodrigues e Bolsonaro são amigos há mais de 20 anos. “É quase uma união estável”, definiu o capitão. Como acontece nas relações duradouras, os dois já trocaram muitos favores. O senador empregou como aspone um sobrinho do presidente, conhecido como Léo Índio, com salário de R$ 23 mil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Por isso, quando a gente diz que a política brasileira é uma esculhambação, todos sabem muito bem do que se trata(C.N.)


Desqualificar qualquer crítica como oriunda de fins escusos é embotar a própria inteligência

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

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Charge do Jorge Braga (O Popular)

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

A coisa mais difícil para um político é admitir que existe uma realidade objetiva, para além das percepções humanas, e que ela se comporta de acordo com leis que não mudam pela força do querer. Isso é verdade para construir uma ponte que não caia, para combater eficazmente uma pandemia e para reduzir os juros da economia também.

Depois de quatro anos em que o governo se resumiu basicamente a construir narrativas mirabolantes, recheadas de mentiras puras e simples, para mascarar uma realidade que não se comportava de acordo com os desejos do soberano, dá até um alívio saber que o debate sério sobre o mundo real —e não alucinações extremistas— é mais uma vez possível.

APTAS A DISCUTIR – No entanto, para que ele aconteça, é necessário que existam pessoas dispostas a discutir. Isto é, a formular e rebater argumentos defendendo posições antagônicas numa atitude de boa-fé intelectual, levando a sério o conteúdo do que é dito pelo outro lado.

O Brasil não lida bem com a discordância. Todo mundo ou é gênio ou é patético, abaixo da crítica, num nível que nem merece resposta. Isso vale inclusive nos meios intelectuais e acadêmicos. Entre os seus, na panelinha, só elogios. E os de fora são solenemente ignorados como se não existissem.

Quando entramos na política, então, a dificuldade é ainda maior. Não que opiniões e críticas não tenham seu aspecto político e às vezes até pessoal, dando voz a interesses, desejos e rancores. Mas esse aspecto político não apaga seu conteúdo.

DUAS VERSÕES – Quando não estamos falando sobre o mais novo plano escabroso a surgir dos porões bolsonaristas, estamos discutindo a difícil relação do governo Lula com o mercado e com os indicadores econômicos. Suas falas, em vez de ajudar a criar mais estabilidade e previsibilidade, parecem planejadas para estremecer.

Lula já elegeu Roberto Campos Neto como o inimigo da vez. É verdade que o presidente do BC poderia ter sido mais circunspecto quanto à sua preferência política —participava de grupo de WhatsApp de ministros do governo e foi votar usando camiseta da seleção, só para deixar sua preferência bem clara. Não é o ideal de quem se espera a imagem —a percepção— da mais pura isenção.

O mesmo Roberto Campos Neto que reduziu a taxa Selic para 2% ao ano durante a pandemia. Seu antecessor, Ilan Goldfajn, assumira com a taxa a 14,25% ao ano e a entregou com 6,5%. Ou seja, os defensores dos ricos e dos rentistas foram responsáveis pela redução mais brutal dos juros da nossa história recente.

SABER OS MOTIVOS – Se agora decide manter a taxa a 13,75%, isso não pode ser imediatamente desqualificado como obedecendo ao interesse das elites rentistas. É preciso no mínimo se perguntar se há motivos reais, objetivos, para os juros estarem altos.

Desqualificar automaticamente qualquer posição contrária como oriunda de interesses escusos é embotar a própria inteligência, tornando-se incapaz de discutir a realidade e passando a operar apenas no plano da amizade ou inimizade políticas. O bolsonarismo levou esse jogo ao paroxismo, mas foi o PT que começou a jogá-lo lá atrás, e agora volta ao campo com a mesma atitude.

Sei bem que, para o grosso da militância e dos apoiadores mais fanatizados, esse tipo de apelo é inócuo. Ele vale, contudo, para aqueles capazes de discutir racionalmente. Vejo pessoas que sei serem inteligentes, bem formadas, tratando toda crítica ao governo Lula como se viesse de interesses escusos da “elite rentista”, do “neoliberalismo”. Se continuarmos assim, o atoleiro extremista de que não saímos desde 2018 tende a perdurar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente  artigo, na linha que o cineasta e pensador Cacá Diegues defendeu lá atrás, quando denunciou as ridículas “patrulhas ideológicas”, que não aceitam críticas a seus idolos, tipo Lula e Bolsonaro(C.N.)

A corrupção avacalhou por completo no governo Deri do Paloma usando dinheiro público para autopromoção.




Entendam para onde está sendo desviado o dinheiro que está faltando para os motoristas de ambulância, o dinheiro que está faltando para comprar lençol descartável para forrar as macas do hospital; todo esse dinheiro está servindo para autopromover o prefeito Deri do Paloma.

A corrupção na administração municipal acanalhou por completo, e o pior, acobertado pela impunidade.

Até os amigos do imperador que comparecem a sua residência particular, são filmados  e publicados em Instagram Ofícial do Município mantido  pelo dinheiro público.

Jeremoabo chegou ao fundo do poço arrastado pela desonestidade, pela degração moral e pelo desrespeito aos Cidadãos.

Infelizmente o prefeito diariamente repete  o mesmo ato criminoso demonstrando através  dos sua insensatez, que o crime compensa, que o mesmo está acima da lei, mesmo abarrotado de processos.

Diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és, pois é, cidadãos de bem por etiqueta se dispõem a visitar o prefeito na sua residência, sendo indevidamete filmados e postados no site oficial do município a revelia, sem o conhecimento dos próprios.

 Jeremoabo foi condenado  a convier com um prefeito de caráter inescrupuloso. 

– Por isso, quando a gente diz que a política brasileira é uma esculhambação, todos sabem muito bem do que se trata. (C.N.)



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